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minha alma saiu do corpo
confesso que comecei a assistir Youth of May só por causa dos trailers fofinhos dos protagonistas, sem ler direito a sinopse do dorama e sem saber que ele se passava numa época tão conturbada da história da Coreia, não sabia que era um melodrama também, caso contrário eu não teria tido tanto interesse pra assistir....eu não lembro de ter chorado tanto num dorama como chorei em Youth of May, de 12 episódios os únicos que não chorei foram os 2 primeiros que eram introdutivos e não dava pra saber a desgraça que tava vindo.... minha gente pra assistir esse dorama tem que ter nervo viu... é uma montanha russas de emoções em uma hora você tá feliz com as cenas dos protagonistas e poucos minutos depois você tá chorando pq deu algo de errado. as emoções que os atores passam são extremamente sinceras e tocantes, impossível não se comover com a história desses dois, aliás com a história em geral do dorama que é retratando um acontecimento histórico que deixou tantas vitimas... a parte histórica do dorama é MUITO interessante eu só ficava receosa a todo momento com medo de algo acontecer com os protagonistas, os cenários são lindos, a fotografia, o dorama é simplesmente lindo e magnifico, o amor entre os personagens embora tenha sido curto foi muito verdadeiro e se fez presente durante o resto da vida que o Hee Tae teve, uma obra prima!!
infelizmente não é todo mundo que tem a sensibilidade e informação suficientes (ou ignoram essas informações) pra entender o quão triste foram as ditaduras e os processos de busca pelo direitos, na reta final do dorama o Hye Gun sofreu o pão que o diabo amassou, foi torturado, se negou a "dedurar" os companheiros que estavam juntos com ele e no final, se sacrificou p/ o comando de defesa não machucar a família dele, Hye Gun não existiu apenas em Youth Of May, muitos jovens se sacrificaram por um bem maior, para que hoje tivéssemos o mínimo de liberdade que temos.. o mesmo caso com a Myeong Hee que morreu tragicamente na mão desses cretinos p/ salvar o irmão e o corpo ficou desaparecido durante DÉCADAS pq o próprio exército ordenava que tudo que pudesse identificar o morto fosse descartado do corpo dele... ainda hoje aqui no Brasil há corpos que não foram encontrados do período da ditadura, "pessoas desaparecidas", várias pessoas como a Myeong Hee que tinham pais, irmãos e que eram o amor de alguém, o dorama me deixou revoltada na maioria dos episódios pq toda vez que passa a cena dos protestos pacíficos e dos estudantes sendo agredidos e mortos automaticamente eu lembrava que isso não era tudo ficção, foi a realidade da Coreia do Brasil e de muitos outros países durante ANOS, e pra mim é inadmissível um líder (presidente da republica) como o do Brasil tratar esse período da história com tanto desdém e ainda os seus apoiadores defenderem a volta de uma época tão terrível como essa, então a dorameira que tem esse tipo de pensamento espero que pelo menos através desse dorama que não é só sobre amor, tenha aprendido a ter o mínimo de consciência da história que um dia também foi a do seu país, e de brasileiros, que assim como os estudantes de Gwangju, também tiveram seus direitos pisoteados e suas vidas perdidas.
não lembro também de um protagonista que tenha sofrido mais do que a Myeong Hee, ela perdeu literalmente tudo que tinha de mais precioso: o sonho de estudar fora, o pai, por diversas vezes perdeu o amor da vida dela e no fim perdeu também própria vida, tudo que ela perdeu, perdeu injustamente porque foi mandado... não foi um acidente abrupto que tirou isso da vida dela, foram as próprias pessoas que em teoria deveriam proteger os cidadãos mas tiraram tudo deles.
sobre a Lee Soo Ryun eu me irritei muito com essa personagem, a priori o fato dela ser uma protestante me animou bastante, mas depois que eu vi que ela não assumia as consequências dos atos dela, deixando os outros sofrerem com algo que ela deveria se responsabilizar, me decepcionou muito... principalmente ela sendo egoísta com a Myeong Hee, que sempre tinha colocado ela em primeiro lugar e deixado de fazer as vontades dela pra fazer as da Soo Ryun, e a Soo Ryun não fazia o mínimo pela Myeong Hee... mas no final ela teve a redenção dela, embora ela fosse privilegiada e não precisasse estar em nenhum dos protestos ela mesmo assim ia de boa vontade, pq tinha os ideais dela e lutava pela conquista dos direitos que seriam usufruídos por todos, assim como o irmão dela que se uniu a ela nesses últimos episódios. ambos privilegiados, mas fizeram muito mais coisa do que outros jovens mimados por aí. a inteligência dela e o interesse por politica sempre me deixaram encantada, a personagem poderia ter sido desenvolvida de uma maneira diferente na metade do dorama, pq como eu disse ela só teve a redenção dela na reta final, então durante todo o dorama ela nada mais parecia ser do que uma pessoa hipócrita.
sério, a cena final desse dorama do Hee Tae escrevendo a carta acabou cmg... recomendo Youth of May pra qm tem emocional pra assistir pq eu tô saindo dele destrúida...
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Un amour sous tension… et sous répressio...
Ce drama, c’est pas juste une romance, c’est une claque émotionnelle dans une vibe rétro trop bien gérée 📼✨. J’ai direct accroché à l’ambiance 80's, mais surtout au contexte historique hyper fort. Le drama parle du soulèvement de Gwangju… C’est pas juste un fond de décor, c’est une vraie réalité cruelle qui plane au-dessus de chaque scène. Grosse pensée pour toutes les victimes et leurs familles ❤️Kim Myung Hee... BEST FL 💪🏻, elle envoie du lourd !!! Elle est indépendante, droite dans ses bottes, jamais dans les clichés. Une vraie warrior du quotidien qui serre les dents. On sent que chaque choix est un combat, et franchement, je l’ai admirée du début à la fin 🙏. Et Hwang Hee Tae, que dire… il a un charme et une fragilité qui m'ont fait fondre. Derrière ses blagues et son côté un peu taquin, c’est un écorché vif... Son regard parfois, en dit plus que mille dialogues 🥹. Ils sont coincés dans une époque injuste, mais leur amour, il est pur et sincère ❤️. Merci "Sweet Home", en ayant déjà joué ensemble, leurs scènes ensemble ici sont tellement naturelles 😍. C'est une romance tragique, mais belle, douce, mais violente...
Un petit mot sur Soo Ryeon… alors là… j’ai tiré sur la corde de la patience plusieurs fois 😤🤣. Elle a des idées nobles, OK ! Mais elle agit parfois comme si le monde tournait autour de ses principes à elle, sans penser aux dégâts collatéraux (coucou 👋🏻 Myung Hee…). Je l’ai trouvée égoïste sous couvert de “grands idéaux”, bien des problèmes auraient été évité sans elle 😡
En vrai, faut le dire, ce drama m'a pris aux tripes, il m'a secoué et écrasé le cœur 💔... Si t’es pas prêt à pleurer dans ton oreiller à 3h du mat', passe ton tour 😅. Mais si t’as envie d’une histoire intense, portée par des acteurs incroyables sur un fond historique poignant… alors fonce !!! mais un conseil pense à acheter une boîte XXL de mouchoirs avant hein 😭🧻✌🏻
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Lindo e emocionante
Essa é uma das histórias mais lindas e tristes que eu já assisti, com certeza esse dorama entrou para minha lista de favoritos, amei do começo ao fim.A atmosfera do dorama é pesada(parece que vai acontecer algo a todo momento) e muito envolvente, é aquele dorama que você não consegue desgrudar os olhos.
Achei de extrema perspicácia que a história, apesar de fictícia, possue fundo de realidade, não só pelo acontecimento histórico retratado, mas pelo final dos personagens.
A MyungHee e o HeeTae não existiram na realidade, mas existiram muitas pessoas como eles, pais que perderam filhos, esposos/noivos/namorados que perderam seus companheiros. Assim como HeeTae perdeu o amor de sua vida de forma injusta e terrível, muitas pessoas também perderam aqueles que amavam durante o massacre de gwangju. O final, apesar de triste, é um retrato da realidade.
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parece qlevou um pedaço de. mim
vey assisti esse drama sabendo qia ser triste pq vi um vidwo no tiktok falando qera super depre i tals MAS EU NAO ESPERAVA ISSO EU NAO ESPERAVA ESSA FACADA NO CORACAO. o fato dele nunca desistir dela estar viva acabou cmg. o drama é emocionante e triste dms meeuxdwus mais ao mesmo tempo ele é incrivel ele tem uma pitada de. tudo, a unica coisa qcolocaram demais foi depressao. o drama é muito bom, mas se. prepara p chorar muitoWas this review helpful to you?
«Youth of May» est un drama qui commence avec une romance toute mignonne, avec pour fond, une histoire de protestations et démocratie. Le couple nous fait sourire et rire, et on ne peut qu’espérer le meilleur pour eux. Quand tout à coup, ce qui n’était que des manifestations et autres, devient bien plus. On voit alors la réalité rattraper les personnages lorsqu’ils doivent faire face à l’horreur de la situation. Ce drama qui commence de façon toute mignonne, devient comme une montagne russe. Descendant, tournant, remontant. Le tout, sans qu’on puisse prédire ce qui allait réellement arriver aux personnages. Avec une belle alchimie, une histoire intense, de merveilleux acteurs, je conseille de voir ce drama, ne serait-ce qu’une fois… Mais attention aux âmes sensibles, parce que cet apogée dont je parlais ? Est très loin d’être facile à voir ! Et pour ceux qui s’y risquent malgré tout, vous allez découvrir un très bon drama, mais préparez les mouchoirs…
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Avis Complet sur mon Blog :
https://lamagiedeshistoires.wordpress.com/2024/05/13/youth-of-may-avis/
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Le tenía muchas expectativas pero no las cumplió.
Leí demasiadas reviews buenas de este drama y le tenía muchas ganas desde que se estreno pero recién en este mayo 2025 lo empecé. Los primeros dos episodios fueron normales y entretenidos para introducir pero todo empezó a deteriorarse con en paso de los episodios y me echo la culpa a dos cosas; el personaje de Suryeon y la trama del matrimonio forzado. La dirección y el propósito del personaje de Suryeon no tiene sentido, su historia a donde fue y a que iba? por lo menos su hermano Suchan era más empatico y su proposito fue tratar de ayudar a Myeonghee. ¿Por qué se dedicaron tanto a alargar la trama del matrimonio forzado entre el protagonista y la comunista? entiendo que quería una problemática pero pudieron haber adentrado más en la problemática de la masacre de Gwanju tipo introducirla, desarrollarla y finalizarla de una mejor forma y no en los últimos episodios. Esa trama tenía buen potencial de ser desarrollada. Porque más encima el golpe desde la nada así de casi 8 episodios que se iba hablando del matrimonio forzado entre Heetae y Suryeon, y de nada un golpe de trama súper dramático donde hay un golpe de estado por los militares. El cambio es drastico y siento que pudieron haberlo manejado de mejor manera. Pero de todas manera los ultimos episodios estuvieron bien y me gusto que pudieran representar la realidad de lo que produjo la ley marcial en los 80s en Corea.Y que pena que que Myunghee nunca pudo tener la vida feliz junto a Heetae que se merecía 💔
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eu realemnte amei ate pelo fato do ponto historico que foi muito bem pincelado
Hwang Hee Tae é um jovem, aspirante a médico, que odeia tudo o que é previsível, e logo filho fora do casamento ( amante) não tem um lugar de privilegio na familia, e de fato gera uma bagunça porque por ser o mais velho , o irmão cacula a caba sofrendo assim como a mae / madrastra o julgo da socieldade a passando por amante quando a mesma é a esposa oficial . Por algum motivo que não lembro agora ele voltou para casa e que inferno o pai dele, credo. Mas tudo que acontece no entorno dos personagem levam a um evento de manisfestações na Coreia do Sul naquela epoca. O jovem medico que teve sua vida impactada por um acontecimento que o traumatizou durante um dos protestos contra o governo, em meio a uma troca de favores entre amigas acaba conhecendo Kim Myung Hee, uma jovem enfermeira , pobre e super profissional que so queria o melhor para sua carreiara para poder cuidar do irmaozinho, onde em meio a tantos problemas se apaixonam perdidamente.Em meios aos problemas da epoca da ditadura sul coreana e em primeiro plano retratando os protestos de jovens nas ruas, sequestros, torturas e matança de quem se opunha ao governo, um breve resumo histórico, na data de 18 de maio de 1980, o heroico povo sul-coreano pegou em armas para se opor ao morticínio do regime militar-fascista de Chun Doo Hwan, patrocinado pelo imperialismo ianque. Sob pretexto de “combater o comunismo” e as chamadas “rebeliões pró-Coreia do Norte”, o regime de Chun Doo Hwan enviava suas tropas, tanques e até mesmo aviões militares para ocupar os campi das principais universidades da Coreia do sul, reprimindo o combativo movimento estudantil sul-coreano que se mobilizava em defesa da plena democratização da Coreia do Sul, pela revogação das leis fascistas, e parte expressiva deste movimento estudantil compartilhava de uma visão consequentemente anti-imperialista, reivindicando a retirada das tropas ocupantes norte-americanas do país e a reunificação nacional com o Norte socialista.
Na cidade de Gwangju (província de Cholla do Sul), as hordas do regime de Chun Doo Hwan, insanas e descarregando o ódio mais animalesco por meio de prisões, espancamentos de estudantes até a morte, fuzilamentos indiscriminados contra a população comum, invasão de casas e propriedades, estupros, abortos forçados contra mulheres grávidas, dentre demais barbaridades, os fascistas logo tiveram a resposta do povo: enquanto, inicialmente, o perfil dos manifestantes contra os arbitrariedades das tropas de Chun Doo Hwan era composto basicamente por estudantes, pouco a pouco a população comum passa a compor a esmagadora maioria nos protestos, que assumem um caráter cada vez mais radical. As massas de Gwangju não aceitam passivamente as humilhações e assassinatos diários de seus pais, mães, filhos e amigos queridos. A partir de manifestantes que já haviam servido no exército reacionário sul-coreano, não foi difícil para que o povo invadisse em massa depósitos de armas do governo – dado que as tropas se encontravam mobilizadas em sua esmagadora maioria para a repressão nas ruas –, rendendo e executando oficiais, expropriando armas para a formação do que viria a ser o Exército Civil.
A luta armada em Gwangju duraria cerca de dez dias. Neste meio tempo, as massas armadas lograriam expulsar as tropas de Chun Doo Hwan e manter o controle da cidade, construindo um quartel-general no que era anteriormente a Prefeitura Municipal de Gwangju. Estando as massas de Gwangju, porém, isoladas, sem uma perspectiva política unificada entre os diferentes setores do movimento popular, sem o apoio e a organização das massas no restante do país e sem a experiência militar devida, o cerco do regime de Chun Doo Hwan sobre a cidade, bloqueando-a e esgotando-a por meio do corte de fornecimentos de alimentos, combustíveis e demais suprimentos, termina por impor uma derrota à heroica resistência de Gwangju, num massacre cujos números são altamente controversos, com muitos avaliando em pelo menos dois a cinco mil mortos pelo regime.
Parece curioso usarmos termos como “fascismo”, “mortes”, “espancamentos”, “luta pela democracia” ou demais para caracterizarmos o regime sul-coreano, numa época em que todas estas palavras são atribuídas à Coreia do norte socialista. É possível que a esmagadora maioria da esquerda brasileira, em quase sua totalidade, jamais tenha ouvido falar do que foi o Levante de Gwangju, uma verdadeira Comuna de Paris do povo sul-coreano, que se levantou em armas contra seus exploradores e opressores. Fazemos parte de uma geração à qual foi negada o direito de conhecer a história de luta dos povos do mundo, as guerras de resistência e a verdade sobre quem se coloca realmente ao lado do fascismo, e quem se põe pela democracia e o progresso social. Isso é particularmente verdadeiro no caso de Gwangju, o massacre esquecido do fascismo sul-coreano.
Ademais, a luta do povo sul-coreano nem de longe se limita ao Levante de Gwangju. Ao contrário, desde sua fundação no ano de 1948 pela criminosa ocupação dos Estados Unidos, o sul da Península foi e é palco de intensas lutas populares contra a repressão política criminosa, que acompanha toda a sua história.
Portanto, na data em que se marca os 40 anos do início da resistência de Gwangju, pensamos ser pertinente, como forma de homenagear as massas sul-coreanas em luta, traçar um breve histórico de sua resistência contra o imperialismo norte-americano e a reação local. Esperamos contribuir para que os brasileiros desenvolvam ainda mais seus sentimentos internacionalistas para com as lutas de libertação nacional.
A ocupação dos Estados Unidos na Coreia do sul e o estabelecimento de um regime fantoche
Antes de entrarmos propriamente no Levante de Gwangju, traçaremos uma apresentação do desenvolvimento do regime neocolonial vigente na Coreia do Sul, que viveu durante anos sob a tutela de um regime militar fascista apoiado pelos Estados Unidos.
Desde a libertação da Coreia do jugo do imperialismo japonês, no ano de 1945, a parte sul da península vive sob a ocupação militar dos Estados Unidos, que, no contexto da Guerra Fria, promoveu o anticomunismo e o fascismo, como forma de conter a ascensão das lutas operárias e populares do povo sul-coreano, e que inspirado no exemplo do que ocorria na Coreia do norte, exigia a construção de um Estado democrático, progressista e soberano.
Após uma longa guerra de libertação contra o Japão, o norte da península coreana foi libertado do imperialismo japonês pelas ações conjuntas do Exército Popular Revolucionário da Coreia, dirigido por Kim Il Sung, e do Exército Vermelho soviético. Os Estados Unidos esperavam que, com a rendição do Japão, poderiam assim passar a ocupar todo o território coreano. Vendo o avanço fulminante das forças guerrilheiras, junto com o Exército Vermelho, os imperialistas norte-americanos propuseram o estabelecimento do Paralelo 38, que cortou a península coreana ao meio e viria a sacramentar, em breve, a histórica divisão entre “Coreia do Norte” e “Coreia do Sul”.
Os Estados Unidos estacionariam suas tropas no sul da península apenas algumas semanas após a libertação do país, sem terem fornecido qualquer contribuição efetiva para a expulsão das forças japonesas da Coreia. Uma das primeiras medidas tomadas pelos militares ianques foi a dissolução forçada dos comitês populares, colocando à frente do poder político figuras ligadas à antiga administração colonial e até mesmo ao imperialismo japonês. Na parte norte da península, a revolução democrática, anti-imperialista e antifeudal avançava com ímpeto, servindo como sólida base para o estabelecimento de um Estado unificado, democrático e próspero.
É importante destacarmos que os Estados Unidos, desde que chegaram no sul da península coreana, jamais cumpriram qualquer papel minimamente progressista. Antes mesmo da chegada dos ocupantes norte-americanos, as massas sul-coreanas haviam estabelecido a República Popular da Coreia: tentativa de construção de um novo Estado, que se apoiava nos comitês populares locais. A política de repressão e supressão praticada pelos Estados Unidos no sul da Coreia foi completamente diferente daquela aplicada pelos soviéticos no Norte, onde os comitês populares foram reconhecidos, e as atividade dos partidos democráticos eram realizadas normalmente.
Ao chegar no país, os Estados Unidos logo trataram de acabar com tal experiência, dissolvendo a República Popular da Coreia, prendendo e perseguindo seus principais líderes.
Desde o começo, os Estados Unidos trataram de impor ao país uma administração de tipo militar e neocolonial, passando a controlar a Coreia do Sul política, cultural e economicamente. No ano de 1946, para tentarem legitimar sua administração militar, trouxeram dos Estados Unidos aquele que seria o primeiro ditador da futura república fantoche: Syngman Rhee (ou Ri Sin Man). Syngman Rhe era uma figura historicamente pró-norte-americana, que havia se exilado nos Estados Unidos no ano de 1904, sendo nomeado posteriormente como presidente de uma autoproclamada “Assembleia Democrática da Coreia do Sul”, em 1947, seria renomeada como “Assembleia Legislativa Interina”.
Durante certo período, os Estados Unidos a União Soviética realizaram diversas conversas para estabelecerem uma solução para o problema da divisão da Coreia. De acordo com a jornalista Anna Louise Strong:
“Por dois anos, essas conversas só contribuíram para aumentar a amargura. Os americanos insistiram em incluir no governo provisório os colaboradores pró-japoneses e os exilados que regressaram. Os russos recusaram. Os russos insistiram em incluir representantes dos sindicatos, das organizaçõs camponesas e outras semelhantes. Os EUA não quiseram ouvir falar sobre isso.
Por fim, os soviéticos acabaram por propor que ambos os países se retirassem da Coreia – o que foi cumprido pela parte soviética em dezembro de 1948 – proposta obviamente rechaçada pelos imperialistas norte-americanos.” [1]
Em 1948, os Estados Unidos promoveram um processo eleitoral farsante, que iria culminar posteriormente na fundação da “República da Coreia”, um Estado fantoche controlado pelos Estados Unidos. Os Estados Unidos, ainda em 1947, aproveitaram-se de sua hegemonia nas Nações Unidas para aprovar uma resolução que desse guarida a realização de eleições. Dessa resolução, surgiu a chamada Comissão Temporária das Nações Unidas para a Coreia, que se encarregaria de organizar a farsa eleitoral. A parte norte da península coreana, obviamente, não tomou parte no processo.
A realização de eleições separadas foi alvo de intenso repúdio por amplos setores das massas coreanas, que viam na medida uma tentativa de perpetuar a divisão da península. Mesmo antes da realização do processo eleitoral farsante, já havia o entendimento de que os Estados Unidos e os reacionários sul-coreanos visavam realizar eleições de tal tipo. Em todo o território da Coreia do Sul, eclodiram revoltas contra o imperialismo norte-americano.
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Obra prima
Eu preciso dizer: que dorama maravilhoso!É claro que se a pessoa for assistir pensando em um final feliz de conto de fadas, sinto muito, mas não vai ter, o final é realístico, lindo e triste. Desde do início eu sabia que terminaria assim. E valeu cada minuto!
A história retrata um romance nos tempos mais sombrios de maio de 1980, a fé, a coragem, a força e a abnegação daquele povo. Um romance fictício numa época real na Coreia. Gostei muito de saber mais sobre a história do país.
Se ainda não assistiu e gosta de ver obras primas, assista esse drama ♡
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