Quando o live action não precisa de pirotecnia
As adaptações japonesas em live action de mangás e animes continuam provando que não é preciso transformar uma produção em um desfile de efeitos visuais para entregar qualidade. VIRAL HIT é um exemplo particularmente feliz disso: a série entende que, antes de qualquer pirotecnia, existe uma história que precisa funcionar. E funciona. A trama é bastante contemporânea ao abordar a relação da Geração Z com as redes sociais, a exposição pública e a importância que a validação digital pode adquirir na vida de quem cresceu dentro desse ambiente. Tudo isso aparece de maneira tangencial, sem transformar o drama em uma palestra sobre internet.Nas atuações, gostei do resultado, embora exista aquele padrão cênico japonês que frequentemente caminha sobre uma linha bastante estreita entre a expressividade e o exagero. Não chega a comprometer a experiência, mas é algo a que o espectador precisa se adaptar. Minha única verdadeira estranheza ficou para o encerramento: aquilo me pareceu muito mais o final de um episódio comum do que o de uma temporada. Não sei se é uma escolha típica da dramaturgia japonesa ou se estou simplesmente sendo exigente demais. Também demorei para concluir os seis episódios porque coloquei outros dramas como prioridade, mas isso não é uma crítica à série. É apenas a explicação de por que demorei tanto para finalmente encerrá-la.
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