Dramas de femmes, de dames, de vieilles dames qui touche au cœur
c’est la chronique quasi quotidienne d’un groupe de femmes soudées par le fait qu’elles sont camarades d’école primaire , toujours restées très proches malgré les différences de fortune.Honneur aux coréens qui savent donner de grands et beaux rôles et écrire de belles histoires pour des vieilles dames et donner ainsi une visibilité aux vieilles actrices (oui, vieille n’est pas un gros mot !! )
Voilà, leur vie se déroule, chargé d’un déjà long passé, avec des douleurs inoubliables, des anciennes et des nouvelles, et le corps qui lâche, avec l’âge, et le départ des plus vieux, ou des encore jeunes… La difficulté pour une fille à bâtir sa vie en dehors de l’emprise de sa mère en est un aspect important, ainsi que la difficulté pour un homme de considérer sa femme comme son égale, de la respecter, le combat contre les principes, les traditions et le privilège de l’âge brandi incessamment « je suis plus vieilles ! comment tu me parles ! »
Il y a beaucoup d’amour entre elles, même si mal exprimé, même si parfois encombrant.
Alors ça crie pas mal, ça se crêpe le chignon de temps en temps (le chignon masculin, à l’occasion aussi !) mais l’amitié est indéfectible et franchit tous les obstacles, ainsi que l’amour filial ou maternel…
Alors tous les personnages ne sont pas excessifs, seuls certains portent au sommet les défauts de leur genre : le mari macho de Jong Ha, la mère intrusive de Wan m’ont fait plus d’une fois bondir sur mon canapé…
Parenthèse sociologique : Il semble qu’en Corée tout soit bâti sur le sacrifice : les parents font tout pour les enfants, ce qui donne aux parents le droit à vie de régenter et diriger la vie des enfants, ceci étant prêts en retour à tout sacrifier pour prendre soin des parents vieillissants. Cette notion confucianiste niant totalement la liberté individuelle me met assez mal à l’aise je l’avoue !
Mais dans le drama, quand la réalité de la vie l’exige, ils et elles savent avancer, franchir les obstacles de la tradition pour que l’essentiel demeure : le lien entre une fille et sa mère, ou celui, vieux de 40 ans de vie commune, entre un mari et sa femme… C’est Han Nui, la mère possessive de Wan qui va lui ouvrir la porte vers un avenir heureux, mais elle ne le peut que parce que ses amies sont là, solides au poste, permettant à Wan d’avoir sa propre vie, sans pour autant jamais renier ses devoirs filiaux, de même que ce sont les amies de Hui Ja qui permettent à son fils d’être présent pour sa femme et son bébé en le soutenant dans les soins à sa mère malade.
Un mot sur l’interprétation : magnifique !!! vraiment bluffante, on oublie qu’il y a des caméras dans le coin ! Surtout Kim Hye Ja, complètement impressionnante dans le personnage de cette femme perdant peu à peu le sens de la réalité dans un portrait frappant, réaliste et bouleversant.
Mais ils sont tous excellents !!
Une très jolie OST aussi, discrète, très bien faite.
Un bémol : le rythme manque un peu de vigueur, un ou deux épisodes de moins m’auraient convenu, bien que je ne me sois pas vraiment ennuyée.
En bref, si vous voulez de la romance, du bling bling ou de beaux jeunes gens dorés sur tranche et refaits de partout, passez votre chemin, mais si vous voulez avoir une idée de la famille coréenne et de ses traditions, ou simplement une belle réflexion sur l’âge, la vieillesse, et comment tenir bon jusqu’au bout en se soutenant les uns les autres, alors c’est le drama qu’il vous faut !
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Exatamente por isso que digo que "sinto arrepios só de pensar em assistir um drama familiar". Os longos nem são cogitados, porque me recuso a dedicar meu tempo livre acompanhando um novelão que não acabará tão cedo. Já os de tamanho normal dificilmente chamam a minha atenção ao ponto de querer começar a assistir.
Isso pode soar como loucura aos ouvidos dos amantes do gênero, mas a verdade é que não sou a pessoa certa para assisti-los prefiro que continuem fora do meu radar, a ter que assistir algo que me remeta a um novelão cheio de complicações.
Ainda assim, como verdadeira dorameira de vibes que sou sempre acreditei que até mesmo gêneros que não gosto receberão uma chance quando a ocasião certa surge. E no dia que apertei play em Dear My Friends a ocasião pedia exatamente isso.
SOBRE O DRAMA
Longe de ser um novelão dramático e sem propósito, Dear My Friends é um drama que se propõe a retratar a velhice sem romantizações e faz isso com maestria. É o sal na ferida que geralmente não queremos falar a respeito. É só a vida de pessoas idosas sem floreios, como ela realmente é.
É bem interessante conhecer as histórias de vida de cada personagem. E por mais que tenham vivido experiências diferentes ao longo da vida, a amizade que cultivaram é o melhor trunfo que poderiam ter nessa idade.
Além disso, vale dizer que temas como: violência doméstica, suicídio e alzaimer também são retratados nesse drama.
O drama te dá uma sacudida e te leva a refletir sobre vários aspectos importantes da vida: o que deve ser cultivado? Enquanto vivemos o que deveríamos fazer para evitar os arrependimentos tardios? Por que a sociedade como um todo desvaloriza tanto os idosos? Será que não percebem que um dia também enfrentarão as mesmas dificuldades desses idosos que tanto desprezam?
OS AMIGOS
Enquanto se reúnem para reviver suas memórias e reencontrar novos significados para suas vidas, esse grupo de amigos muitas vezes se sente jogado as traças por sua própria família. Outros olham pra trás e só sentem arrependimentos pelo que nunca se permitiram a fazer enquanto jovens.
Se engana quem pensa que a amizade deles só é feita de beijos e abraços. Esse pessoal vive aprontando junto, é difícil uma reunião que não tenha aquela briguinha básica pelos mais variados motivos, mas de alguma forma eles sempre acabam reconciliando.
Enquanto amores de infância se reencontram, um certo casal chega ao seu limite e se separa, em meio a muitos desentendimentos os dois finalmente percebem que não aguentam mais conviver manias um do outro.
O CASAL JOVEM
Apesar de ser um drama que foca nos idosos e em suas relações interpessoais, temos alguns jovens nessa trama e o quesito romance fica a cargo deles. Park Wan e Seo Yeon Ha talvez seja um dos casais mais complicados e desafortunados que já vi. Tudo parece convergir em seu desfavor. É como se o universo estivesse sempre tramando para separá-los.
Quando pensamos que eles terão uma oportunidade de ficar juntos, a vida se encarrega de pregar mais uma peça nesse malfadado relacionamento.
E já que estamos falando deles, não posso deixar de dizer que por trás da fachada de boa filha, Park Wan guarda muita magoa de sua mãe por causa de certo acontecimento de sua infância. Só consegui entender o relacionamento frio que ela tinha com a mãe quando esse flashback veio.
Por mais que ela tenha sido bem irritante, egoísta e preconceituosa no início da história, dizendo que "não suportava agir como babá desse grupo desocupado de idosos prestes a morrer", foi bem interessante acompanhar seu crescimento ao longo do caminho. Se antes ela tratava as amigas de sua mãe como um mero estorvo que era obrigada a aturar, em algum momento ela acaba percebendo como foi tola em pensar dessa forma.
Quando sua mente finalmente se abre a enxergá-los com outros olhos, ela passa a se interessar cada vez mais em conhecer suas experiências de vida e aprender com elas. E como escritora que é, ela resolve escrever um livro para contar a história desses "queridos amigos" ao mundo.
VERDITO FINAL
Com um elenco repleto de atores muito competentes e experientes, Dear my Friends é um drama que você não dá nada por ele quando começa, mas acaba te surpreendendo muito quando chega ao fim. Com tanta história pra contar, você dificilmente terminará essa jornada sem levar pra casa algumas lições importantes de vida. Vale muito a pena assistir esse drama, vai por mim: duvido muito que você se sentirá cansado no meio do caminho.
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