
Han Tae Joo é um jovem detetive que enquanto investigava um caso de homicídio, ele sofre um grave acidente e acorda em 1988. Apesar de não entender como isso aconteceu, ele é designado para trabalhar na delegacia de uma cidade pequena. Para voltar ao presente, Han Tae Joo tenta resolver um caso de assassinatos em série. (Fonte: Lovecode) Editar Tradução
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- Título original: 라이프 온 마스
- Também conhecido como: Laipeu On Maseu , Life on Mars Korea , Raipeu On Maseu , Жизнь на Марсе , Життя на Марсі , 火星生活
- Diretor: Lee Jung Hyo
- Roteirista: Lee Dae II
- Gêneros: Ação, Mistério, Psicológico, Comédia
Onde assistir Life on Mars
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Elenco e Créditos
- Jung Kyung Ho Papel Principal
- Park Sung Woong Papel Principal
- Go Ah SungYoon Na YeongPapel Principal
- Oh Dae Hwan Papel Principal
- Noh Jong HyunJo Nam ShikPapel Principal
- Jun Suk Ho Papel Secundário
Resenhas

Esta resenha pode conter spoilers
"Aqueles com dinheiro são sempre inocentes. Aqueles sem dinheiro são sempre culpados. Uma lei para os ricos e outra para os pobres."Life on Mars (2018) é um conflito entre duas eras e seus respectivos paradigmas de investigação, moralidade e identidade. A narrativa se estrutura na colisão entre presente e passado - tanto de forma literal, quando um detetive dos anos 2010 acorda nos anos 80, quanto simbólica: razão e instinto, ciência e brutalidade, ordem e caos. Dividida em três pilares - os casos criminais, o mistério sobre o protagonista e a trama central de fundo, o dorama equilibra essas camadas com mais competência na investigação e nas cenas de surrealismo psicológico do que na explicação do fenômeno em si.
A ambientação dos anos 80 vai além dos detalhes visuais, capturando sobretudo a mentalidade da época: autoritarismo policial, preconceito institucionalizado, informalidade nos procedimentos e precariedade tecnológica. O protagonista, Han Tae-joo, é um detetive metódico, racional, que crê na ciência como guia absoluto. Quando é lançado numa realidade em que imperam a dedução empírica e a truculência, precisa questionar até que ponto os métodos frios podem bastar num sistema injusto. Seu arco, portanto, não é apenas de adaptação temporal, mas de reconfiguração moral - aprender que, quando a estrutura social é falha, a justiça às vezes se impõe apesar da lei.
Kang Dong-chul, seu superior, representa o oposto: um policial intuitivo, visceral, mais ação do que reflexão. A tensão entre eles não se cristaliza num clichê de rivalidade, mas se transforma em complementaridade: duas falhas que se completam. É nesse atrito que o dorama encontra força, mostrando que ambos têm limites e virtudes.
O surrealismo que permeia o dorama - sonhos, visões, lapsos de memória e imagens do hospital - funciona mais como reflexo do estado mental do protagonista do que como explicação narrativa. A incerteza sobre se tudo é coma, viagem no tempo ou alucinação nunca é resolvida, o que pode ser visto como reforço da ambiguidade ou como fragilidade estrutural, dependendo da expectativa do espectador.
No cerne, Life on Mars propõe um embate entre moralidade objetiva e a contingência histórica; desigualdade social, brutalidade institucional, falhas do sistema jurídico, conflito entre razão e intuição, além de questionar memória, identidade e realidade. Entre casos densos e atmosfera retrô bem construída, emerge uma crítica social relevante, equilibrando mistério, drama e reflexões existenciais.
Porém, falha ao não oferecer uma conclusão clara sobre o destino do protagonista e peca em pontos como o início arrastado, momentos inverossímeis e a relutância excessiva do MC em aceitar a nova realidade e confiar nos companheiros. No todo, sua força reside principalmente nas tramas investigativas, na ambientação e no retrato precário e da mentalidade da época, mais do que na explicação ou resolução do mistério central.
Em suma, Life on Mars entrega mais como experiência de atmosfera e crítica social do que como narrativa fechada e talvez seja exatamente aí que reside tanto seu mérito quanto sua limitação.
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Viagem muito louca de Life on Mars
Essa foi a aventura mais louca que já tive com um drama. Vivo dizendo que não sou fã de viagem no tempo, mas quando menos espero já embarquei em mais uma jornada desse tipo (vai entender o que se passa na minha cabeça?).E mesmo com todos os receios que tenho com esse tipo de enredo, o mais engraçado é que geralmente tenho sorte a acabo gostando da maioria deles, vamos aos exemplos: me viciei em Signal, por Tunnel tive uma quedinha, apreciei muito a jornada que Live up to your name me proporcionou, me diverti com Familiar Wife, passei meu tempo com Tomorrow with You, me encantei por Splash Splash Love, entrei na fantasia empolgante de Faith, e me apaixonei perdidamente por Kairos.
No entanto, sinto dizer que não foi isso que aconteceu aqui, não gostei nenhum pouco do rumo que esse drama tomou. Parece que Life on Mars é a representação de tudo o que não gosto nesse gênero em particular.
Comecei a me perguntar o que passava na cabeça do escritor. Comecei a questionar seriamente a sanidade do protagonista que conversava com a tv, atendia o telefone e conversava com um médico imaginário que sabe lá em que dimensão estava.
Socorro, cheguei a apelidar o protagonista de soldadinho de cristal, porque bastava dar dois passos para que ele desmaiasse mais uma vez. Em todas as situações criticas de perseguição policial víamos o mesmo filme se repetir.
Antes de assistir esse drama li tantos comentários a respeito da equipe policial ser maravilhosa, engraçada e incrivelmente unida, mas confesso que não vi nada disso ali. Sinceramente, aquele chefe não passava de uma figura antipática, os subordinados não me encantavam, só gostava daquela policial. Não senti o tal entrosamento espetacular da equipe, demorei quase o drama todo para começar a simpatizar com esses personagens.
No fim das contas quando pensamos que teremos explicações plausíveis para esses eventos nada normais, damos de cara com outra reviravolta absurda.
O resumo da ópera é que vivi uma aventura muito louca com esse drama, poderia ter sido algo incrível, mas infelizmente não foi bem assim. Talvez esse não tenha sido o drama certo pra mim desde o princípio. Parece que cheguei ao final só para ver todas as minhas esperanças serem frustradas. Expectativas o que são vocês? Para onde você foram?
Não sei o que dizer a você que ficou confuso depois de ler essa resenha, só me resta desejar boa sorte aos que se aventurarem a assistir esse drama, se você gosta desse tipo de história pode vir a amar Life on Mars, se por algum acaso se identificou comigo em algum momento, talvez deva procurar algo que se encaixe melhor ao seu gosto.
PS: Estou cansada só de lembrar da novela que foi pra conseguir chegar ao último episódio desse drama. Ah por favor me mantenha longe desse estilo psicodélico de drama porque não gosto nenhum pouco disso.
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