A story about a housewife swayed between her beloved husband and her former classmate. (Source: kisskh) Edit Translation
- English
- magyar / magyar nyelv
- dansk
- Norsk
- Native Title: 愛の果実
- Also Known As: Ai no Kajitsu , Love Stories vol. 5 , ラブ ストーリーズ vol 5
- Screenwriter: Morita Yoshiyuki
- Genres: Romance, Mature
Cast & Credits
- Kamon YokoMarikoMain Role
- Kawai RyunosukeAnzaiMain Role
- Yoshioka MutsuoKojiMain Role
- Sahel Rosa[Anzai's secretary]Support Role
Reviews

This review may contain spoilers
Um soft porn mal disfarçado de drama emocional
Fruit of Love é um exemplo claro de como uma premissa até poderia render algo instigante, mas afunda completamente na execução amadora, num roteiro raso e numa direção fetichista que transforma a proposta em algo quase ofensivo.A trama é a de um “dark romance” barato, do tipo que se encontra perdido entre eBooks autopublicados na Amazon: um casal afundado em dívidas recebe uma proposta indecente de um empresário rico, ex-colega de escola deles, que oferece dinheiro para passar três meses com ela, seu antigo amor platônico. Como esperado, ela se envolve com ele emocionalmente, e a história tenta construir alguma tensão romântica a partir disso.
Mas o que poderia ser um drama passional se revela apenas um pretexto mal disfarçado para justificar longas (embora poucas) cenas de sexo mal filmadas.
A estrutura narrativa sofre com o erro clássico de "tell, don’t show". Ao invés de nos deixar sentir a história, o filme prefere personagens explicando tudo em diálogos expositivos e sem emoção. Momentos que poderiam ser carregados de tensão ou sentimento são reduzidos a falas desinteressantes que esvaziam qualquer potencial dramático. Em se tratando de uma obra audiovisual, essa escolha mata o impacto narrativo.
As cenas de sexo, por sua vez, escancaram o olhar masculino e fetichista da direção. A câmera está quase sempre centrada no corpo e nas expressões da mulher, buscando claramente excitar o espectador masculino. Isso por si só já incomoda, mas se torna revoltante na cena de estupro. Um momento que deveria ser retratado com seriedade e gravidade é filmado de forma fetichizada, como se fosse uma fantasia. A personagem repete que não quer, que não consente, e mesmo assim a câmera insiste em romantizar e erotizar a violência. A cena não tem propósito narrativo, não desenvolve personagem nem altera a trama de forma significativa. Serve apenas ao desejo sádico do diretor de provocar “prazer” visual com algo absolutamente condenável. É nojento e gratuito.
Os personagens são unidimensionais e têm falas rasas. O marido é o típico homem que não faz nada além de arrastar a esposa para o fundo do poço. Não trabalha, vive endividado, entrega a própria mulher a outro homem por dinheiro e ainda é tratado pelo roteiro como a escolha “certa” no final.
Já o empresário é o único que parece ao menos tratá-la com gentileza. Os dois têm química, e suas cenas juntos são as únicas que têm alguma centelha de autenticidade.
O filme tenta, de maneira falha e mal disfarçada, passar a mensagem de que “o dinheiro não traz felicidade” e que a vida simples e dura, ao lado de quem se ama, é o verdadeiro caminho. Mas como comprar essa ideia quando o marido é abusivo, passivo e conivente com o abuso sofrido pela esposa? E como ignorar que o final força a protagonista a escolher o retorno a essa vida miserável, ao invés de escolher ficar sozinha e passar a mensagem de que ela não precisa de ninguém para ser feliz?
O final é péssimo, incoerente, desconectado da realidade emocional construída (ou destruída) ao longo do filme. E revela muito mais sobre a visão machista e ultrapassada do diretor do que sobre qualquer arco narrativo que ele tenha tentado construir.
No geral, é um filme ruim. Amador, desconfortável, visualmente pobre (a fotografia é tenebrosa) e com uma abordagem questionável da sexualidade e do sofrimento feminino. Só não dou nota mínima porque as cenas da protagonista com o empresário ainda possuem alguma química, o resto é descartável.
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