A pedagogia do poder e a herança da violência
A terceira e última temporada de A Cobertura não fala apenas de indivíduos moralmente corrompidos, fala de um sistema. Um sistema que educa para o privilégio, legitima a violência simbólica e naturaliza a impunidade como ferramenta de manutenção do poder.A série sustenta sua trama ao expor uma elite que opera acima de qualquer valor ético. Dinheiro e status não são meios, são fins. Tudo se organiza para preservá-los, inclusive a distorção completa da função parental. Pais não educam, encobrem. Não orientam, compram silêncio. Não assumem erros, terceirizam culpas. Os filhos, longe de serem apenas “destemperados”, são produtos diretos desse modelo, criados para acreditar que consequência é algo negociável.
Aqui, a família deixa de ser espaço de formação moral e passa a ser uma instituição política. O afeto é instrumentalizado, o cuidado é seletivo e a violência é justificada como proteção. A mensagem é dura e incômoda, mas coerente: quando o poder se torna o valor central, qualquer atrocidade encontra racionalização.
Narrativamente, a temporada se mantém fiel às premissas das anteriores, mas sofre desgaste. A repetição de ciclos de queda e ascensão evidencia não só o cansaço da trama, mas reforça, ainda que involuntariamente, o próprio discurso da série: estruturas de poder raramente se rompem, apenas se reorganizam. O ritmo irregular e o final apressado simbolizam essa pressa social por “resolver” injustiças sem realmente enfrentá-las.
O desfecho não oferece catarse plena, e talvez esse seja seu maior acerto. Não há redenção confortável quando o mal é sistêmico. A sensação que fica é de incapacidade, frustração e impotência, sentimentos que ecoam na vida real sempre que dinheiro e influência reescrevem regras, silenciam vítimas e transformam crimes em estatísticas esquecidas.
A Cobertura 3 encerra a série como começou: denunciando. Não propõe soluções, não oferece esperança fácil. Apenas escancara um retrato cruel de uma sociedade onde virtude, justiça e responsabilidade moral existem, mas não competem em igualdade com poder e capital.
É um final cansativo, sim. Mas também honesto. Porque o mal, quando estrutural, não termina. Ele apenas muda de endereço.
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o fim da cobertura
nossa nem sei o que comentar pois penthouse tem tanta coisa que você não consegui definir direito pois é uma loucura e exagero muito plot twist um atrás do outro que você fica se perguntando ''isso tá acontecendo'' ''é para valer?'' você nunca sabe o que esperar e isso deixa penthouse não só essa temporada como as outras imprevisíveis sem saber o que vai acontecer e quando acontece você fica isso aconteceu mesmo? não é um delirio, pois é e assim que eu me senti vendo.o elenco todo é maravilhoso não tenho nenhuma critica, a gente odeia sente raiva e ama e uma mistura muito gostosa de acompanhar, os vilões são maravilhosos não desistindo até o fim.
sobre o final em si, fiquei triste mas entendi porque terminou mesmo com um gostinho amargo pois queria um final feliz.
recomendo SUPER, vou sentir saudades dessa loucura toda
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The Penthouse 3
não faz nem 1 dia que acabei e já estou com saudades, acho que nunca vou achar outro Dorama que eu goste tanto que nem eu gostei de The Penthouse, todas aquelas traições, beijos, tapas, mortes falsas e principalmente minha diva Cheon seojin, nunca tinha prestado muita atenção nessa atriz anteriormente quando assisti outros projetos dela, mas agora eu sou fã n1 dela, não só ela como a grande parte dos atores principais, A atuação divina em todas as temporadas me conquistou, Vi muita gente falando sobre ter muitos atores daqui em "a fuga dos sete" e já estou assistindo, seriamente, esse é o melhor dorama.Was this review helpful to you?
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Podia ter terminado na temporada 2
The Penthouse começou muito boa e, na minha opinião, a segunda temporada conseguiu manter o enredo bastante interessante ainda. No entanto, acredito que podiam ter encerrado lá, fosse com a condenação dos "vilões" ou então adicionando a morte deles no final, que foi para o que a terceira temporada serviu.Acho que o começo dessa terceira temporada e o final dela passaram, deu pra engolir, mas no desenvolvimento dela o enredo e a história se perderam muito, deixando várias pontas soltas e desamarrando a história que estava muito bem amarrada até então.
Alguns exemplos disso são:
1. A morte totalmente desnecessária da Oh Yun Hui e do Ha Youn Cheol;
2. O aparecimento de um irmão completamente aleatório e bizarro, que chegou a ser cômico, do Logan interpretado pelo mesmo ator, mas que não ficou claro se era gêmeo ou não, e que me fez questionar que se ele tinha esse irmão pq ele não doou a medula?
3. O fato de os gêmeos Ju Seok Hun e Ju Seok Kyung não serem gêmeos. Isso aqui pra mim foi o maior furo, pois colocaram a Seok-kyung na verdade como irmã gêmea da Min Seol-ah e filha da prota, sendo que havia uma foto dos então gêmeos recém-nascidos com a Na Ae Gyeo que era a mãe deles. Então, como tinha aquela foto se o Seok Hun era filho único?
No entanto, a morte do Ju Dan Tae foi muito bem elaborada e "muito boa" junto com a demolição do hera palace. Assim como, pra mim, fez sentido a morte da prota pela culpa que ela sentia, apesar de achar que ele devia ter ficado viva cuidando dos filhos. E, claro, a morte da Cheon Seo-jin sofrida e merecida.
Apesar de tudo isso, os atores serviram até o final interpretações ótimas, em especial a atriz que fez a Ha Yeon Byeol.
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