Mishima, um estudante que morava em uma zona rural remota, estava sendo intimidado pelos meninos de sua turma. A razão? Porque Mishima “parecia gay”. Na verdade, Mishima gostava de homens, mas não tinha como resistir, e vestir-se secretamente como mulher era seu único consolo. Um dia, enquanto Mishima aproveitava seu habitual tempo sozinho no telhado, ele viu Kirino, o líder do grupo de intimidação, segurando o batom que Mishima pensava ter perdido. Kirino estava secretamente tentando aplicar o batom que Mishima havia usado em seus próprios lábios. Uma história de juventude que os rapazes que procuraram um lugar onde pudessem ser o seu “verdadeiro eu” em alguma parte neste mundo querem transmitir ao máximo neste momento. (Fonte: bltai.com) ~~ Adaptado da série de mangá "Smells Like Green Spirit" (スメルズライクグリーンスピリット) de Nagai Saburo (永井三郎). Editar Tradução
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- Título original: スメルズ ライク グリーン スピリット
- Também conhecido como: Cheira Como Espírito Verde , Sumeruzu Raiku Guriin Supiritto , Молодо-зелено
- Roteirista: Arai Yuuka
- Diretor: Sawada Ikuko
- Gêneros: Vida, Juventude, Drama
Onde assistir Cheira Como Espírito Verde
Elenco e Créditos
- Araki TowaMishima FutoshiPapel Principal
- Sono ShuntaKirino MakotoPapel Secundário
- Fujimoto KodaiYumeno TaroPapel Secundário
- Abe AranYanagidaPapel Secundário
- Sakai WakanaMishima Kayo [Futoshi's mother]Papel Secundário
- Kaji MasakiEdokawa ToshihikoPapel Secundário
Resenhas
É COMO SE MADAME BOVARY E HIKARU GA SHINDA TIVESSEM UM FILHO
eu comecei essa série por causa do ator Kodai pq tô vendo school trip e ai apareceu um tweet pra mim com um edit dele aqui e fiquei curiosamas essa é uma história muito mais sobre autodescoberta do que sobre romance (diria até q o romance aqui é justamente outra forma de autodescoberta) e eu não esperava isso mas me surpreendeu muito positivamente !
coloquei esse título porque é uma história focada na vida cotidiana de pessoas que vivem no interior e sonham em poderem serem livres para viver o que verdadeiramente são com plenitude e isso só poderia ser alcançado se saíssem dessa pequena cidade
"são vontades muito grandes para um espaço muito pequeno" foi como meu professor de literatura descreveu Madame Bovary e é exatamente como essa série pode ser descrita também
o elemento Hikaru Ga Shinda se dá na parte queer da coisa, não tem nada de sobrenatural aqui, mas isso de ser uma pessoa queer no interior do japão é a temática todinha do mangá e por isso achei parecida com a da série
acho muito interessante ver como o ambiente oprime certas identidades e como isso pode destruir a vida das pessoas de forma muito sutil
kirino por exemplo não pôde viver sua identidade de forma plena
se assumir mulher trans seria o caminho de liberdade, a terra do paraíso como eles dizem na série
mas isso não acontece e isso é uma forma de morte saca
diferente de Madame Bovary e de Hikaru Ga Shinda a morte aqui é simbólica e não literal e achei legal a série mostrando isso (mesmo que de forma meio apressada pq já tava no final e o tempo é limitado, o resto compensou pq eles construiram isso na série toda, inclusive até pela linguística)
por que não é porque vc ta vivo tendo uma vida comum cumprindo o esperado socialmente que vc é se sente realizado
mishima e yumeno conseguiram viver do jeito que queiram
principalmente por causa de suas mães, que foram incríveis e incentivaram eles a viver do jeito que queriam apesar dos boatos
e mesmo que a vida traga preocupações e dificuldades
viver como vc quer, sem reprimir sua identidade, seus desejos e sua sexualidade é a forma mais plena que uma pessoa queer pode viver
pq é aquilo, se uma pessoa não se assume aquilo ali pode ser a morte dela, literal ou simbólica
achei extremamente interessante como a série mostrou esses dois lados
tudo foi construído de forma bem intimista (quase nem trem trilha sonora) e rotineira pra mostrar como coisas simples do dia a dia vão desencadeando essas vontades e sentimentos
aliás o arco do professor foi muito isso
foi bem cru e pesado por isso justamente é o exemplo perfeito sobre tudo q eu disse acima
é interessante como ele foi pra aquela pequena vila pelo mesmo motivo que kirino e mishima queriam sair dela
ele queria se reprimir enquanto kirino e mishima queriam se libertar
pq pra ele a repressão é a única coisa digna a ser feita já que ele NÃO pode viver sua sexualidade com plenitude por ser pedófilo né
ele é um outro lado bem distorcido
e achei genuinamente interessante a série trazer essas várias facetas
enfim só queria dizer que a série me agradou bastante mesmo
ela é bem simples mas acho que funcionou muito bem pq majoritariamente as coisas são bem coesas então a mensagem que eles queriam passar foi passada de forma ótima
recomendo muito !!!!
Inesquecível e Emblemático!!!!
É OBRA PRIMA que fala né? Porque não tem outra forma de definir essa série LGBTQ+, acho que classificá-la como BL, é desmerecê-la em toda a sua magnitude, temática, atemporalidade e didática. Foi uma série que trouxe de forma crua, sensível e visceral, as vivências de jovens LGBTQ+ na era Heisei (1989 -2019) no Japão, particularmente em uma área rural isolada e conservadora. A história nos convida a acompanhar o período da juventude de três jovens e suas respectivas famílias, Mishima, Kirino e Taro. Inicialmente completamente opostos, mas que no decorrer da trama, descobrem terem mais em comum do que jamais imaginavam. A série foi extremamente didática em retratar magistralmente os desafios, a autodescoberta, o preconceito, a aceitação, a amizade, o amadurecimento, o amor, o sexo, o medo, as inseguranças, as expectativas e as escolhas de vida, tudo isso sobre a ótica de um jovem LGBTQ+. Mishino me ensinou sobre resiliência, sobre persistência, sobre empoderamento, sobre coragem e bondade, e me conduziu em seu caminho agridoce de entendimento, aceitação e felicidade. Kirino me mostrou o valor de uma amizade, o ser abrigo do outro quando ele precisa, o apoio incondicional, sua extrema empatia e o preço das escolhas que fazemos pela felicidade do outro. Taro me trouxe a negação dos sentimentos, o preconceito gerado por isso, a violência derivada da ignorância, a delicada e confusa descoberta sentimental e sexual, o atrito entre a fantasia e a realidade e a aceitação plena dos sentimentos. As relações familiares, também foram outro destaque dessa maravilhosa história, com as mães de Mishima e Taro me mostrando o significado verdadeiro de maternidade e amor incondicional. Como também a mãe de Kirino, me mostrou o peso das frustrações, da falta de amor próprio, das expectativas criadas e de infligir no filho a responsabilidade sobre sua própria felicidade. E já deixo avisado, que não é uma série para todos os gostos e estômagos, pois ela também aborda temas bastante fortes, sensíveis e delicados como bullying e abuso sexual. Foi doloroso e revoltante esse momentos, mas a série soube me conduzir para o entendimento e razões sobre esses comportamentos, derivados como sempre do preconceito, dos ditos valores e expectativas da sociedade e a negligência com a saúde mental. Nada justificável ou aceitável, mas compreensível de certa forma. Minha nota para esse BL vai ser 11, porque dez é muito pouco para a experiência única, tocante e inesquecível que foi essa história. Chorei muito, fiquei com raiva, mas sorri bastante também e tive uma sensação de identificação enorme com cada personagem e sua narrativa. Orgulho é a definição do que sinto por ter assistido algo que não me deu somente um história simples e clichê de amor, mas algo que me fez me sentir abraçado, acolhido, empoderado e grato. Eu ainda não consigo pôr, totalmente em palavras tudo o que eu estou sentindo nesse momento, mas espero ter mostrado o mínimo do que foi assistir essa série espetacular e preciosa.Recomendadíssima ⭐⭐⭐⭐⭐






















