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  • Last Online: 23 hours ago
  • Gender: Male
  • Location: Minas Gerais
  • Contribution Points: 7 LV1
  • Roles:
  • Join Date: January 25, 2025
Completed
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1 people found this review helpful
Dec 12, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 2.0
Story 1.0
Acting/Cast 8.0
Music 5.0
Rewatch Value 1.0

Uma Bomba Disarçada de BL

Gente, o que dizer sobre esse BL que assisti até o final puramente na força do ódio? Me faltam palavras para criticar sinceramente, uma história que no primeiro episódio mostrou grande potencial, mas que se tornou desconexa, sem coesão e pífia nos episódios seguintes. A gente literalmente se sente perdido no desenvolvimento do enredo, muitas coisas sem explicação, os acontecimentos não se casam, muito drama desnecessário e o plot de vigam do tempo é praticamente a coisa menos importante dessa história. Chegou a parecer que era de propósito esse BL ser ruim, porque não havia explicação plausível para tanta merda que estava assistindo. Nem a tentativa de criar uma história de amor baseada no sacrifício e sofrimento deu certo, porque ela foi mais rasa que uma poça d’água. Os atores secundários eram melhor se não existissem, não agregaram em nada na história e passam despercebidos se você não prestar atenção, péssimos em atuação. Como todo bom BL chinês nos moldes feudais, o preconceito estava presente e não houve sequer um selinho e muito menos as mãos se tocando, somente intenções não realizadas. O único destaque para mim foram os atores principais, que eram maravilhosos de lindos e me lembravam muito o antigo ship OhmFluke, só que na versão chinesa. E a fotografia e cenografia que eram impecáveis e de certa forma pura poesia. Além dos seis episódios dessa tragédia grega, ainda tivemos um episódio especial. Que confesso para vocês, foi magistralmente lindo e tocante, se a gente esquecer tudo que assistimos na série principal. Pelo menos, no especial tivemos o tão aguardado beijo entre os protagonistas, mas bem no estilo chinês se é que vocês me entendem. Minha nota para esse BL seria 0, mas pelo especial, os atores e a cenografia e fotografia vou dar nota 02 e cremá-lo para não haver vestígio dessa vergonha chinesa em pleno 2025.

Não Recomendo Fortemente ⭐

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Jul 25, 2025
7 of 7 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 10
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Uma Experiência Única!!!

Gente, eu estou perplexo de como essa obra é emocionalmente densa e delicada ao mesmo tempo. É uma história predominantemente de aceitação, medo, insegurança, preconceito, escolhas e amor verdadeiro. Como disse, até ver esse final, minha visão mudou completamente sobre a história. Pois ChenLi não era somente um cara que tratava inocentemente XiaoZhi como um irmão mais novo, e XiaoZhi confundiu isso com interesse e amor. ChenLi tinha curiosidade e fascínio sobre XiaoZhi, sobre como era ser um espírito livre e viver a sua verdade, pois ele mesmo sempre escondeu a sua. Desde o começo, ele embarcou no mundo de XiaoZhi, no refúgio que era a ilha onde estavam. Por isso XiaoZhi se apaixonou, por isso ele ficou perdido e por isso ele sofreu. Porque ao chegar próximo ao fim da ilusão ou sonho, ChenLi se afastou e se tornou indiferente aos sentimentos de XiaoZhi. E não podemos condená-lo por isso, pois ele estava em seu processo de aceitação, de se entender, do medo do julgamento das pessoas, de se compreender e de conseguir viver a sua verdade. Resumindo, esse BL pode ser considerado um dos melhores desse ano, pois ele entrega subjetividade, referências visuais, analogias, drama complexo e reflexão sobre a vida. Novamente digo que não é um BL para todos os gostos, e sim para aqueles que têm um olhar apurado e sensibilidade única. Enredo surpreendentemente coeso, atuações viscerais e fotografia e cenografia impecáveis e pitorescas. Minha nota vai ser um 10 por toda essa jornada de autoconhecimento e reflexão que vivenciei e amei. Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐

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Completed
The Shipper
1 people found this review helpful
Mar 22, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 9.5
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

Uma Surpresa Inesperada e Inesquecível!!!!!

Eu estou literalmente devastado com essa série, mas de maneira positiva. Eu nunca imaginaria que no dia que eu comecei assistir, ela se transformaria num dos meus BLs favoritos, nunca, nunca, nunca mesmo. Foi uma experiência surreal e surpreendente acompanhar Pan, Soda, Khett, Kim, Way e a Deusa da Morte nessa aventura sobrenatural e muito tocante. Nesse último episódio, qualquer sinal da minha saúde mental, foi pulverizado pelo tsunami de emoções que eu não estava preparado pra sentir. Que enredo magistral, de nos suavizar com tanta comédia e leveza pra, nos dois últimos episódios, fazer a gente chorar rios e mares. Atuações impecáveis de todos os atores e atrizes, sem defeito nenhum. Destaque para First, que como digo sempre, é a realeza dos BLs. Ele interpretou praticamente dois personagens, Kim e Pan, e entregou muito em todas as cenas, admirado com o timing dele pra comédia que eu não conhecia. Ohm, nosso Khett (sem trocadilhos por favor), o que dizer dele, pois essa série me fez ficar completamente apaixonado por ele, além de achar a atuação dele muito maravilhosa e envolvente. Ohm tem um olhar capaz de dar fim as guerras, muito doce e hipnotizante. Prigkhing, não a conhecia, mas adorei toda a vida e juventude que ela deu a Pan na atuação, com pequenos toques de maturidade. Fluke, meu príncipe Way, seu personagem conseguiu arrebatar o meu coração sendo o último romântico marrento e com uma dose de empatia admirável. E por último, mas não menos importante, Jennie, a nossa diva e idol Deusa da Morte, que arrasou em cada momento que aparecia com seu humor fresco e suas performances inesquecíveis. Fiquei muito feliz por uma série dar o tempo de tela que ela merecia, porque ela é o significado literal da palavra artista. Enredo super bem construído, coeso, arrebatador, cômico e muito profundo. Apesar de alguns deslizes, isso não estragou em nenhum momento toda a experiência que foi assistir essa série. Destaque pra iluminação e transição de cenas entre Kim e Pan e o mundo real e sobrenatural. E pra gente não ficar sem o nosso BL raiz de cada dia, nos deram um beijo de Ohm e First, que apesar do sacrilégio perdoado pro mim devido ao contexto, faria Khaotung morrer de ciúmes. Minha nota pra esse BL vai ser um 9,5, não foi um 10 pelas pequenas falhas, mas nada que desabonasse a experiência e aventura que foi assistir ele. Vai entrar no meu ranking de melhores BLs assistidos com toda a certeza. Para quem dropou essa série por achar que era boba e sem sentido, recomendo que volte a assistir, pois não irá se arrepender. Comprei uma série de comédia pastelão e ganhei uma lição de vida maravilhosa, perfeita é o adjetivo mais apropriado pra essa série. E finalizo minha resenha com uma frase da série que achei linda: "Amor não significa ficar lado a lado, é sim dentro do coração do outro!"

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Completed
Takara's Treasure
0 people found this review helpful
2 days ago
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 9.0
Music 1.0
Rewatch Value 3.0

Um Japonês Somente Bom!

Se o Japão é conhecido no universo dos BLs pela sua capacidade única de extrair poesia do cotidiano e dos silêncios, "Takara's Treasure" (Takara no Vidro) chega para confirmar essa regra, mas não sem antes testar a paciência da gente em alguns aspectos de sua caminhada. Fechando mais uma parada do nosso projeto "BLs Pelo Mundo", o saldo geral entrega exatamente a estética intimista e o capricho visual que eu tanto esperava, mas com escolhas de roteiro que dividiram minhas impressões ao longo dos episódios.

Esse foi um enredo slowburn extremamente “slow”, pois acompanhamos em pequenas doses homeopáticas toda a construção do relacionamento deles, principalmente suas evoluções pessoais. Taishin foi um personagem que me despertou amor e ódio, pois seu comportamento e mentalidade infantilizada me tiraram do sério pelo exagero e falta de realismo, mas me deram também momentos de fofura e empatia.

Outra coisa que percebi ao finalizar a série foi a pequena evolução pessoal de Taishin em comparação a Takara. Notei um certo amadurecimento, mas nada tão relevante ao ponto de destacar o personagem. Por outro lado, o contraponto desse relacionamento veio na figura maravilhosa e deslumbrante de Takara. Se no início ele parecia um veterano inacessível e envolto em um pragmatismo quase frio, o roteiro guardou para a reta final a sua verdadeira essência. Takara me entregou camadas: do trauma da infância e do relacionamento conturbado com a mãe à criação, inspiração e hobby dado pelo avô, sua visão da vida, das pessoas e, principalmente, sua visão sobre o amor. Seu amadurecimento e sua evolução pessoal foram nítidos, se destacando mais ainda no episódio final, que foi extremamente tocante e sensível.

No fim das contas, a química do casal principal acaba se sustentando justamente nessa balança onde um serve de contrapeso para o outro. Embora a disparidade de maturidade, o desequilíbrio de poder e a oficialização inusitada da relação tenham me incomodado um pouco, a entrega e a honestidade emocional dos episódios finais limparam o caminho. A vulnerabilidade que eles compartilharam provou que, por mais tortuosa que tenha sido a jornada, os dois conseguiram encontrar um terreno comum de afeto, admiração, respeito e acolhimento.

Visualmente, a série é impecável e funciona como o verdadeiro pilar de sustentação da obra. A composição técnica de fotografia casada com as belíssimas paisagens naturais de Tóquio, o capricho no jogo de luz e sombra e a escolha minuciosa dos tons de cores elevaram o nível da narrativa. O enquadramento focado nas microexpressões dos personagens, especialmente os closes cirúrgicos no rosto de Takara e Taishin, conseguiu traduzir tudo aquilo que o diálogo economizava ou faltava. É o tipo de produção onde a estética visual compensa os ritmos mais lentos do enredo, fazendo com que cada cena lenta ou silenciosa seja, no mínimo, lindíssima de se contemplar.

Com as pazes feitas com o enredo e os olhos brilhando com a fotografia, nos despedimos do Japão com o saldo de uma produção que compensa seus exageros com pura honestidade emocional. Minha nota para esse BL é 7. Não foi uma história inesquecível ou marcante, mas, apesar de algumas ressalvas, como todo bom BL japonês, soube entregar sensibilidade e delicadeza em sua narrativa com um fechamento digno. Destaque para o episódio especial, que foi um dos meus favoritos, pois me proporcionou um vislumbre do relacionamento um pouco mais maduro entre Takara e Taishin, e ainda me deu uma side story com uma personagem inesperada.

Nota: 07/10

Recomendo ⭐⭐⭐

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Completed
The Sparkle in Your Eye
0 people found this review helpful
10 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.5
Acting/Cast 8.0
Music 5.0
Rewatch Value 8.0

Uma Pérola de Singapura!

Que surpresa boa Singapura me deu ao entregar o melhor do drama chinês de qualidade. Esse foi um BL que me levou, literalmente, do céu ao inferno! Confesso que o início não me comprou de imediato. Achei o ritmo um pouco apressado e a dinâmica do casal principal parecia carecer de coesão, além de um excesso de lirismo que às vezes desviava o foco. A aproximação entre Su Yi e Pei Jia careceu de uma maturação orgânica; os acontecimentos se atropelaram, o que acabou esvaziando o peso afetivo que o casal precisava sustentar naquele momento. Além disso, a direção pesou a mão em um sentimentalismo abstrato e em diálogos excessivamente metafóricos, gerando um tom artificial que roubava o foco do desenvolvimento do casal. Mas o roteiro provou que tudo ali tinha um propósito.

Quando a história virou e a carga dramática real apareceu, a série entregou atuações arrebatadoras e um enredo desconfortável, doloroso e, ao mesmo tempo, incrivelmente sensível. Aviso que há gatilhos e cenas fortes, mas o enredo soube trazer essa exposição do lado grotesco da fama, mostrando como os bastidores da indústria cinematográfica podem ser cruéis e desumanos. A narrativa expõe as engrenagens predatórias do show business por meio da figura do produtor Fang, que utiliza sua posição de autoridade para exercer uma manipulação psicológica severa e chantagens corporativas sufocantes.
Essa interferência externa destrutiva arrasta o enredo para um cenário de pura angústia e degradação moral, transformando o que parecia um romance frágil e lírico em um thriller psicológico de alto nível.

Foi fascinante ver como a trama usou essas pressões da mídia para testar os limites do sacrifício pessoal e o poder do amor entre os protagonistas. Su Yi entrega uma performance assustadoramente realista, desde o fanboy que tem a fantasia de seu ídolo quebrada ao se deparar com a realidade até o sofrimento e enfrentamento de sua enfermidade. E como todo azar e tragédia para qualquer drama chinês é pouco, acrescente o tormento mental e opressão por ser uma vítima de abuso. Ele conseguiu desempenhar tudo isso com um equilíbrio perfeito entre orgulho, culpa e vulnerabilidade.
Em contrapartida, a atuação de Pei Jia é um monumento à evolução pessoal e a resiliência; ele deixa de ser uma vítima revoltada, frustrada e soberba de sua fama, ao encontrar o amor transformador e puro. Mas o ápice da atuação dele, é quando ele transmite a dor da rejeição silenciosa e a força de uma empatia e amparo incondicional apenas através do olhar e gestos, gerando uma química que transborda intensidade. Os diálogos entre eles, também foram de pura poesia e sensibilidade palpáveis, conseguindo me arrancar lágrimas em alguns momentos e me deixar apaixonado em outros.

Já o casal secundário Su Bai e Yi Wei, apesar de pouco explorados, nos entregaram as facetas de um relacionamento em crise, onde as escolhas afetavam diretamente a forma como cada um enxergava o outro, o respeito e admiração construída até chegar à separação iminente. Mas eles provaram também que quando há amor verdadeiro, há redenção e perdão. Não espere grandes beijos, pois se tratando de um BL ao estilo chinês, os beijos foram extremamente técnicos. Mas admito que alguns deles trouxeram todo o amor, carinho e urgência sentimental de um beijo bem dado. Destaco também a beleza dos maravilhosos Pei Jia e Yi Wei, que foram um colírio para todo esse drama pesado.

E esse apelo estético não se limitou ao elenco; toda a atmosfera ao redor deles recebeu o mesmo cuidado. Toda essa complexidade emocional, tanto dos casais quanto dos conflitos e desafios enfrentados por eles, foi traduzida na tela por uma identidade visual impecável. A direção de fotografia foi brilhante ao usar a iluminação para demarcar a transição tonal da história. Se nos primeiros episódios tínhamos uma atmosfera vibrante, ensolarada e idílica, a segunda metade adota uma paleta de cores extremamente fria, com sombras marcadas e enquadramentos claustrofóbicos que isolam os personagens, ilustrando visualmente o sufocamento e o desgaste gerados pela crise que eles enfrentam.

No saldo geral, “The Sparkle In Your Eye” prova que uma obra não deve ser julgada estritamente pelos seus tropeços de introdução. Embora tenha iniciado com um andamento vacilante e excessos, a produção se agiganta ao abraçar a melancolia, temas delicados e a crueza dos grandes melodramas, conseguindo arrancar de mim apenas uma nota 7. Pois, apesar de toda essa jornada emocional e incômoda, o desfecho me deixou insatisfeito com a falta de um fechamento digno e necessário para os personagens da história, deixando apenas para a minha imaginação o que aconteceu após a grande reviravolta final. Não foi um BL inesquecível, mas Singapura provou que consegue simular as melhores qualidades do gênero dramático vizinho, envelopando dores reais em uma roupagem esteticamente impecável. É um trajeto incômodo e denso na mesma proporção em que é poético e belo. Uma grata surpresa que elevou o nível técnico e minha opinião sobre futuras obras desse país.

Nota: 07/10

Recomendo ⭐⭐⭐

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16 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 5.0
Rewatch Value 10

O Melhor da Fantasia e Romance!

A Coreia dessa vez soube me pegar pelo meu ponto fraco: mitologia, lendas e folclore. Confesso que, mesmo sendo fã de carteirinha de produções coreanas, eu não esperava algo tão bom de um gênero de fantasia. A série entrega um equilíbrio perfeito entre o mistério de época e a sensibilidade do drama, o roteiro abraça o misticismo com tanta naturalidade que o universo mágico parece ganhar vida própria na tela, sem parecer forçado em nenhum momento. Destaque para as lendas contadas em algumas aberturas de episódio. É o tipo de série que te ganha logo nos primeiros momentos pela temática e personagens encantadores.

O trabalho de atuação aqui merece destaque também, a começar por Bihyung e Ha KeumBok. A entrega dos protagonistas é impressionante, eles conseguem transitar entre a grandiosidade exigida pelo lado místico e a extrema vulnerabilidade nos momentos de maior delicadeza do drama. A forma como o Ha KeumBok entrega a vulnerabilidade e inocência enquanto Bihyung entrega imponência e orgulho, nos envolve completamente. E acompanhar a evolução do relacionamento deles de mãos dadas com o mistério e suspense do destino de ambos, foi empolgante e maravilhoso. E nem vou mencionar os beijos, que foram saborosos e com muita entrega na atuação.

Ao mesmo tempo, a dinâmica de Gildal e Jigwi rouba a cena. Como casal secundário eles entregam fofura, irreverência e tensão na medida certa. Gildal com sua lealdade inabalável, maturidade infantil e físico delicioso foi o par perfeito para a raposa maliciosa, delicada e incompreendida Jigwi, dando aquele tempero extra ao misticismo presente na série.

Outro destaque é o cuidado com a estética dessa série, existe um investimento visível na reconstituição de época que faz a gente mergulhar de cabeça nesse universo fantástico. Os trajes e penteados tradicionais esbanjam elegância e ganham ainda mais destaque sob as lentes de uma fotografia inspiradora e lírica. O design de produção soube como equilibrar os elementos folclóricos e históricos com a realidade, garantindo que toda a magia ao redor da trama pareça visualmente impecável e orgânica, sem nunca quebrar o realismo entre o passado e o presente. A direção de arte acertou em cheio na paleta de cores, criando um contraste lindo entre o tom sombrio do suspense e a delicadeza dos momentos românticos, nos fazendo ficar imersos na história, tornando a experiência de assistir ainda mais prazerosa e envolvente.

Esse BL veio para mostrar que misticismo, sensibilidade e capricho técnico podem andar perfeitamente juntos. Sem apelar para clichês genéricos ou dramas desnecessários, a série entrega uma das narrativas mais envolventes e visualmente deslumbrantes que já assisti. Minha nota vai ser um sólido 08, somente pelo final em aberto e a falta de desenvolvimento do casal secundário. Segundo pesquisei, a intenção da produtora é expandir esse universo folclórico com spin-offs e quem sabe uma segunda temporada, por isso a falta de um fechamento satisfatório. Fora isso, a história é um prato cheio tanto para os fãs de um bom romance quanto para os apaixonados por folclore e suspense histórico.

Assista sem medo, porque o encantamento do primeiro ao último episódio é totalmente garantido. E uma dica preciosa para o bom entendimento da história: assista sempre aos pós-créditos, pois neles temos vislumbres de momentos e acontecimentos pertinentes e únicos da história.

Nota: 08/10

Recomendo ⭐⭐⭐⭐

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Completed
Only Boo!
0 people found this review helpful
22 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 8.0
Music 5.0
Rewatch Value 1.0

Uma Fofura Clichê

Mais uma vez a GMM me entrega mais do mesmo, só que com uma roupagem toda trabalhada nos picos de glicose e a estreia de um novo ship. Apesar disso, não dá para negar que a série consegue entregar momentos fofos e um entretenimento leve para quem quer apenas desligar o cérebro e curtir um romance clichê. Não esperem coesão do enredo, pois como todo bom BL onde o foco principal é somente o amor, tudo o que importa é fazer o coração do telespectador derreter, ignorando completamente o bom senso e o peso da realidade. Furos de roteiro, resoluções mágicas e dramas adolescentes previsíveis estão no pacote, mas se você for de peito aberto sabendo disso, a jornada diverte.

Para mim, foi uma experiência agridoce, mas que me conquistou puramente pelo carisma, resiliência e versatilidade do personagem de Keen (Moo). Impossível a gente não se apaixonar por ele e por toda a energia caótica, fofa e divertida dele. Ele é literalmente a alma da série! Mas não posso dizer o mesmo de seu parceiro Sea (Kang). Kang não tinha me conquistado de início, porém, confesso que ele começou a cair nas minhas graças ao mostrar um lado altruísta e zeloso. O ápice do personagem foi a cena em que ele confessa à mãe que gosta do Moo: um momento de uma delicadeza, leveza e sensibilidade palpáveis que me emocionou muito pela representatividade e didática, tratando nossas vivências com humanidade e longe de um drama punitivo. Mas após esse momento distinto, Kang só confirmou novamente a minha primeira impressão dele: um personagem tedioso, inexpressivo e com nuances de emoção. A dinâmica de Moo e Kang acabava ficando em desequilíbrio por conta dessa disparidade de energia. Enquanto o Keen entregava absolutamente tudo, o Sea parecia travado na maior parte do tempo, fazendo com que o romance principal morresse na praia em vários momentos com a embromação do enredo e a castidade dele.

O que o casal principal falhava em entregar, o maravilhoso casal secundário Tae e Payos (Un Napat e Ashi) entregou de sobra. Toda a tensão, o desejo, a paixão e o amor adolescente estavam presentes entre eles, com uma química orgânica e deliciosa de acompanhar que roubou completamente os holofotes para mim. Mesmo com a deliciosa atuação e carisma de Keen e a dinâmica do casal secundário, o roteiro infelizmente se perde da metade da série para frente, ao criar dramas desnecessários, escolhas óbvias e por jogar a coesão para o espaço. É o típico BL onde o amor resolve qualquer problema, independentemente da realidade ou escolhas. E isso acabou me fazendo perder o interesse pela história, me fazendo ir até o fim somente para escrever esse review.

Resumindo, “Only Boo!” não traz nada novo e sofre com os velhos vícios de roteiro do gênero, mas compensa com as atuações de Keen, a química do casal secundário e a overdose de momentos fofos, doces e engraçados e por isso minha nota vai ser apenas um 06. Para quem gosta de algo leve, doce e divertido e não liga para narrativas genéricas ou sem sentido, pode ser um passatempo válido. Caso contrário, fuja! No fim, a GMM me deve algumas horas de vida, mas Keen e o casal secundário ganharam meu respeito. Uma pena que o potencial de um elenco tão promissor tenha sido desperdiçado em mais uma fórmula batida.

Nota: 06/10

Não Recomendo! ⭐⭐⭐

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Completed
Sugar Dog Life
0 people found this review helpful
Jun 12, 2026
9 of 9 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 6.0
Rewatch Value 6.0

Saboroso do início ao fim!

Primeira coisa que vou alertar sobre esse BL: ASSISTAM DE ESTÔMAGO CHEIO! O Japão mais uma vez nos brinda com uma história divertida, fofa, emocionante e literalmente deliciosa. "Sugar Dog Life” é um banquete para os olhos e uma tentação para o estômago; é o típico BL japonês que entrega tudo o que a gente ama: comida e um amor doce. Esse BL aposta na simplicidade e na fofura para nos conquistar logo de cara.

A começar pela química impecável e o contraste visual dos protagonistas. De um lado, temos Isumi, o universitário baixinho e talentoso na cozinha, e do outro Amasawa, um policial alto e protetor que é conquistado pelo estômago. Essa diferença de altura e de personalidade entrega momentos absurdamente adoráveis, sem precisar forçar a barra. O roteiro constrói a relação deles de forma muito natural e gradativa, naquele estilo de romance que vai aquecendo o coração aos poucos. Ver o afeto nascendo através do cuidado, de uma refeição compartilhada e da quebra de traumas e inseguranças é de uma sensibilidade única. É o verdadeiro significado de “comfort drama”.

A produção técnica também merece palmas. A fotografia usa tons quentes e acolhedores, e a forma como as cenas de culinária são filmadas transforma cada prato em um personagem à parte. A comida aqui não é apenas um detalhe, é a própria linguagem de amor entre eles, usada para confortar nos dias difíceis de solidão e celebrar as pequenas vitórias cotidianas. Outro destaque são as atuações: eles conseguiram entregar personagens extremamente cativantes. A expressividade do Isumi ao cozinhar ou ficar envergonhado casa perfeitamente com o jeito desajeitado, mas protetor, do Amasawa. Eles transbordam uma inocência e uma sinceridade que fazem a gente torcer por cada troca de olhares e pequenos gestos de carinho.

Não posso deixar de destacar também o núcleo de apoio do Isumi: seus amigos fiéis e companheiros de faculdade, Shoji e Yohei. O cuidado e o zelo que eles (especialmente o Yohei, que é um paizão superprotetor) têm pelo Isumi é a coisa mais linda e divertida de acompanhar, mostrando que a rede de proteção dele vai além do romance. Para completar o charme, a série é um prato cheio de referências deliciosas aos clichês de animes e novels, o que deixa o clima ainda mais divertido e nostálgico para quem já ama a cultura pop japonesa. É uma produção que sabe exatamente o que o público quer ver.

Minha nota vai ser 08, pois não foi uma história grandiosa ou inesquecível, mas entrega uma simplicidade honesta que cativa do início ao fim. Não tenta revolucionar o gênero, mas se garante na fofura, na comida boa e na química deliciosa dos protagonistas. E já aviso que os beijos são bons, mas todo trabalhado nos BLs do Japão do velho testamento. Sinceramente, termino esse BL com o coração quentinho e com muita fome.

Nota: 8.0/10 🍱🇯🇵👬

Recomendo ⭐⭐⭐⭐

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Completed
We Best Love: Fighting Mr. 2nd
0 people found this review helpful
Jun 7, 2026
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 9.5
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

Obra Prima de Taiwan

Mais um BL taiwanês que vai deixar saudades, “We Best Love: Fighting Mr. 2nd” conseguiu manter perfeitamente a maestria da narrativa e o drama de qualidade da primeira temporada. Apesar do soco no estômago que foi o final da temporada anterior e que deixou várias perguntas no ar, essa temporada trouxe as respostas que tanto queria saber e mostrou que o amor deles sobreviveu ao teste mais difícil de todos: o tempo. Se na primeira temporada acompanhamos a doçura, a competição e as descobertas da juventude, aqui somos jogados no mundo corporativo, onde as mágoas são mais profundas e os sentimentos, muito mais complexos. A narrativa amadureceu junto com os protagonistas, entregando um enredo denso, sensível e sem medo de tocar nas feridas do passado.

A começar pelos prólogos de cada episódio: se na primeira temporada ouvíamos os segredos de Gao Shi De, aqui a melancolia e a poesia dessas reflexões passam para a perspectiva de Zhou Shu Yi. Eu simplesmente não dava conta de vê-lo sofrendo, porque sofria junto. Essa marca registrada da série me fez chorar e querer abraçá-lo a cada abertura, mostrando um Shu Yi tão machucado pelo tempo e pelo silêncio, onde cada olhar indiferente na verdade escondia um grito de dor.

A história de Gao Shi De e Zhou Shu Yi nos deu uma verdadeira lição sobre responsabilidade afetiva, o preço das escolhas e comunicação. O roteiro foi extremamente corajoso ao não passar pano para Gao Shi De, dando ao Zhou Shu Yi o direito legítimo de expor sua dor de ter sido deixado no escuro. Foi doloroso assistir a essa desconstrução do 'príncipe encantado', mas foi o que tornou a reconciliação deles tão legítima e avassaladora. O grande trunfo desta temporada é exatamente essa evolução do enredo. Sam Lin e Yuyu entregaram tudo de si na atuação. Há cenas tão cruas, longas e sem cortes apressados que nos fazem sentir cada segundo da tensão, da dor e do desespero dos personagens. Não há glamour aqui; há sentimentos expostos, desabafos engasgados e uma química visceral que transborda na tela. É uma verdadeira overdose emocional não recomendada para os corações fracos — confesso que tive “ressaca” emocional por causa disso.

Outro destaque dessa temporada foi a apresentação do peculiar Yu Zhen Xuan, “relacionamento” passado do dr. Pei Shou Yi. E, sinceramente, poderia ter sido desenvolvido melhor esse enredo, que tinha um potencial gigantesco. A dinâmica entre eles é extremamente complexa, tocando em traumas e em uma densidade psicológica que merecia mais episódios para respirar. Embora a relação deles chame a atenção pela excentricidade e pelo mosaico psiquiátrico que ambos possuem — digno de uma visita ao CAPS —, a sensação que fica é de que tudo foi resolvido de forma um pouco apressada, o que acabou me deixando um pouco perdido e decepcionado. Nem a existência de um episódio especial focado nos dois conseguiu sanar isso, pois foi uma repetição do que já havíamos assistido com pequenos detalhes inéditos.

O casal de amigos de Gao Shi De e Zhou Shu Yi, o lindíssimo e impulsivo Shi Zhe Yu e o sincero e fofo Liu Bing Wei, abrilhantaram ainda mais essa segunda temporada com uma dinâmica leve, divertida e cheia de companheirismo. Eles funcionam como o verdadeiro porto seguro em meio a tanta turbulência do casal principal, mostrando que o amor também pode ser simples, irreverente, leal e reconfortante.

Resumindo, minha nota para essa temporada é 9.5, somente por causa do pequeno deslize com o casal secundário Pei Shou Yi e Yu Zhen Xuan. Mas no geral a série fechou seu ciclo de forma belíssima, com uma produção impecável, com atuações de elite e uma trilha sonora memorável que consolida a franquia como um dos maiores marcos do gênero. Como já disse anteriormente, ela ganha o meu selo “ITSAY” de qualidade e entra na minha lista de melhores BLs, se tornando uma obra-prima indispensável para qualquer blzeiro(a).

Nota: 9.5/10

Recomendadíssimo! ⭐⭐⭐⭐⭐

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Completed
We Best Love: No. 1 For You
0 people found this review helpful
Jun 2, 2026
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.5
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 8.0

Um BL Agridoce!

Taiwan mais uma vez não me decepcionou. “We Best Love: Nº 1 For You” foi uma história cativante e muito linda, apesar de nos deixar quase infartando com o episódio especial. Zhou Shu Yi e Gao Shi De trouxeram na sua dinâmica de relacionamento típica de “enemies to lovers” uma certa poesia e uma intensidade avassaladora.

Isso se reflete perfeitamente na forma poética dos pensamentos de Gao Shi De mostrados em cada episódio, que dão título a eles e servem como uma janela dolorosa e linda para o que ele sente em segredo. Afinal, descobrir que toda aquela rivalidade, na verdade, era a única forma que ele encontrou para se manter no radar do Shu Yi por anos é de quebrar as nossas estruturas. A química deles não é só física, ela transborda nos olhares e na tensão que cresce a cada episódio.
Confesso que até o quarto episódio estava bom e divertido somente de assistir, mas nos dois últimos episódios finais foi pura emoção. A cena da confissão na ponte (e aquele choro doloroso e desesperado do Shu Yi) é uma das coisas mais viscerais e lindas que já vi em um BL. Eles entregaram uma atuação tão crua e real que foi impossível não chorar junto. E o beijo deles foi uma sabor a parte, com toda aquela entrega e paixão palpável.

O roteiro te envolve de um jeito que, quando eles finalmente se acertam, você sente que ganhou junto com eles. Aliado a isso, as OSTs da série são um espetáculo à parte; as músicas são tão melancólicas e marcantes que parecem ditar a intensidade de cada lágrima e de cada sorriso nosso. O elenco secundário também entrega tudo e merece muito destaque, principalmente os amigos Liu Bing Wei e Shi Zhe Yu, além do delicioso e sarcástico primo de Shi De, o dr. Pei Shou.
Eles equilibraram perfeitamente o drama com momentos leves e irreverentes, além de nos permitirem vislumbrar um pouco de seus relacionamentos, desejos e histórias passadas. Essa série também, foi um teste severo para o nosso coração. O enredo te joga no topo do mundo com o romance deles para logo em seguida te dar uma rasteira com aquele distanciamento e os minutos finais do episódio especial.

É um misto de “eu amo esse casal” com “eu quero quebrar a minha tela de desespero” por causa do gancho que deixam para a segunda temporada. Típico dos enredos de Taiwan nos levar do céu ao inferno em minutos e, no caso desse episódio especial, eles não tiveram a menor pena da nossa saúde mental. Vamos falar sério: o que foi aquela decepção amargosa?
A gente passa a série inteira torcendo para os dois finalmente se acertarem, saboreia aquele romance lindo, para depois ser jogado direto no meio de um distanciamento doloroso e cheio de pontas soltas. O roteiro usou esses poucos minutos de forma extremamente cruel e inteligente, porque em vez de um final feliz reconfortante, ele nos entrega uma dúvida angustiante. A sensação de impotência e a falta de respostas dão um nó na garganta.

Você termina o episódio sem saber o que pensar, o que sentir ou em quem culpar, restando apenas o desespero completo e a necessidade absoluta de correr para a segunda temporada para saber o que houve.

Minha nota vai ser um angustiante 8️⃣,5️⃣, pela experiência marcante que a série entrega, nos prendendo do início ao fim e nos deixando completamente obcecados por respostas.


Nota: 8,5/10 🇹🇼👬✨

Recomendo ⭐️⭐️⭐️⭐️

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Completed
Love Tractor
0 people found this review helpful
May 30, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 8.0

Um BL conforto simples, mas maravilhoso!

Gente, esse BL deixou meu boiolômetro nas alturas! Que história simples, mas deliciosamente linda e fofa de assistir. Coreia, né amores? Até o simplório se torna especial quando vem deles, e “Love Tractor” não foi exceção. Confesso que, inicialmente, estava achando somente bom. Uma história doce e fofinha de um menino do interior que conhece um menino da cidade grande, nada grandioso ou marcante. Mas, no decorrer dos episódios, a gente simplesmente se apaixona por Ye Chan e sua inocência, carisma, sinceridade e imaturidade juvenil.

Ele nos carrega por essa história e transforma o que seria um clichê de "cidade versus campo" em uma jornada de cura e redescoberta. A forma como o Ye Chan vai, sem perceber, curando as feridas do Seon Yul através de gestos simples do dia a dia é a coisa mais linda do mundo. É o tipo de BL que cura qualquer ressaca blezeira!

A química deles é baseada na pureza e no cuidado mútuo, provando que a Coreia sabe exatamente como entregar um romance que não precisa de pressa para ser memorável. E esse slowburn do relacionamento deles é muito prazeroso de assistir, pois vemos em Ye Chan um tipo de amor que quase não existe mais: um amor puro, sincero, altruísta, bobo e intensamente verdadeiro. Essa diferença de idade entre os protagonistas, suas vivências extremamente diferentes e suas visões de vida se casam perfeitamente no processo de autodescoberta de cada um.

O roteiro também brilha ao equilibrar a fofura com dramas reais, como as divergências dolorosas de Seon Yul com seu pai, um conflito necessário que dá peso e justifica todas as barreiras e inseguranças que ele precisou quebrar ao longo da história. E, para deixar tudo ainda mais leve, cômico e divertido, o elenco secundário entrega tudo: destaque para a mãe do Ye Chan, que é uma queridona e muito engraçada nas interações com seu bebezão. A bondade, empatia, cuidado e união da comunidade rural chega a ser admirável, fazendo com que a gente acabe se sentindo abraçado e acolhido por eles também.

Aliado a isso, a cenografia da série é um espetáculo visual à parte. As paisagens rurais, o foco nas frutas colhidas na hora e o preparo daquelas receitas caseiras trazem um conforto estético absurdo, fazendo a gente sentir quase o cheiro do campo e aquela paz do interior através da tela.

No final, o que parecia ser apenas mais uma história despretensiosa se tornou um verdadeiro abraço quentinho em forma de série. Uma obra-prima da simplicidade que todo fã de BL deveria assistir para lembrar como o amor genuíno é lindo. Minha nota vai ser um apaixonante 08, pois terminei o BL satisfeitíssimo e inspirado pelo final, além de completamente apaixonado por Ye Chan e Seon Yul e com aquela sensação de felicidade e esperança que o amor nos dá.

Nota: 8/10 🚜🌾❤️

Recomendo demais! ⭐⭐⭐⭐

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Completed
Perfect 10 Liners
0 people found this review helpful
May 28, 2026
24 of 24 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 7.0

Surpeendentemente Boa!!!

Dessa vez a GMM acertou em cheio ao fazer essa série e eu admito que não esperava por isso. Depois do traumatizante BL “We Are”, eu tinha adquirido um verdadeiro ranço de assistir a qualquer produção da GMM com excesso de episódios, longa duração e múltiplos ships atuando. No entanto, “Perfect 10 Liners” veio para quebrar essa maldição. A série superou tanto as minhas expectativas que conseguiu curar o trauma desse formato arrastado, entregando algo que me prendeu do início ao fim e provando que a fórmula funciona quando o roteiro é bem feito.
A série é dividida em três arcos principais: o de Arc e Arm (ForceBook), que vai do episódio 01 ao 08; o de Yotha e Gun (PerthSanta), do 09 ao 16; e o de Faifah e Wine (JuniorMark), fechando do 17 ao 24. Nesses arcos, também contamos com casais secundários incríveis, como Pond e Sand (MarcPoon) e Klao e Wa (AouBoom), além de um maravilhoso elenco coadjuvante, onde o destaque maior vai para o icônico Po (JJ) e diversas participações especiais de peso, como Tawan, Sea e Ohm Thitiwat.

O grande segredo para a série não se tornar cansativa foi justamente essa divisão. Cada arco tem sua própria identidade e o roteiro soube dar o tempo certo de tela para cada história. Deixando os spoilers de lado, aqui está a minha visão sobre cada um deles:

Arco 1: Arc e Arm (Episódios 01 a 08) — Sinceramente, foi um arco morno. Nada grandioso ou impactante; parecia mais uma típica história de ForceBook em suas skins habituais. Apesar de amá-los como atores, sinto que eles precisam urgentemente sair dessa dinâmica de relacionamento fofo/bobo com o popular/indiferente. Deu certo por um tempo, mas adoraria vê-los em novos desafios. Foi um arco apenas "bom", que acabou se arrastando muito em prol de um objetivo clichê e cansativo. O grande destaque que salvou esses episódios foi o trio de amigos Arm, Po e Sand, que me tirou gargalhadas sinceras com momentos super divertidos e descontraídos. O destaque máximo vai para Po, representando com maestria e irreverência a "vida de solteiro". A cena icônica dele é simplesmente inesquecível!

Arco 2: Yotha e Gun (Episódios 09 a 16) — Que arco fofo e doce do começo ao fim! Mesmo sendo algo clichê como o arco anterior, ele se destaca pelo enredo envolvente e pelo carisma avassalador do casal. A química entre Perth e Santa é muito natural, transformando o clichê usado aqui totalmente a favor da narrativa e desenvolvendo os traumas e as vulnerabilidades dos personagens com muita sensibilidade. Eles entregam uma evolução genuína, onde cada olhar e cada toque transborda fofura e amor, me fazendo esquecer o tempo passar. Impossível não se apaixonar por Yotha e Gun e sua jornada de cura mútua, onde o amor deles não apenas resolve os mal-entendidos do passado, mas constrói um porto seguro que aquece a nossa alma.
Destaque especial para o drama familiar de Yotha e sua mãe, que foi tão tocante que me arrancou lágrimas sinceras. O único ponto negativo, para mim, foi a forma de resolução e superação do trauma de Gun, mas dá para passar um bom paninho nisso se olharmos o todo que foi entregue. E, por último, não poderia deixar de falar dos maravilhosos e lindíssimos AouBoom como Klao e Wa, casal secundário desse arco. Além de ambos entregarem, como sempre, beijos saborosos e amassos cheios de paixão e desejo, tivemos o prazer de vê-los em uma nova skin de personagens, demonstrando toda a versatilidade e talento deles como atores.

Arco 3: Faifah e Wine (Episódios 17 ao 24) — Foi um dos melhores arcos da série na minha opinião, mas confesso que foi uma disputa bem acirrada entre ele e o arco de Yotha e Gun. Faifah e Wine, além dos momentos engraçados e fofos, trouxeram maturidade, representatividade e uma evolução comportamental impecável. Ver a forma como eles desconstroem as próprias inseguranças, medos bobos e barreiras foi o que tornou esse casal tão maduro e apaixonante. Destaque para a sabedoria, empatia e acolhimento de Faifah em seu discurso para Wine sobre aceitação e amor-próprio. O roteiro soube demonstrar perfeitamente, e com leveza, a temática sobre o preconceito em se aceitar e ser quem você é, mostrando que o verdadeiro acolhimento vem de dentro para fora. Em vez de focar apenas na dor, a série escolheu focar na força da rede de apoio e no amor como cura. Aplaudo esse arco por esse serviço público prestado. E isso vem para provar que um casal de BL pode ser fofo, engraçado e, ao mesmo tempo, ter uma postura engajada, racional e sensata diante da vida. Junior e Mark entregaram uma química descontraída e super romântica, transformando esse encerramento de arco em uma experiência memorável e, sem dúvidas, no ápice de toda a série.

No fim das contas, “Perfect 10 Liners” fez o que parecia impossível: superou todas as minhas expectativas e me curou do trauma de produções longas da GMM que herdei de “We Are”. A série provou que a fórmula de múltiplos episódios e vários casais funciona perfeitamente quando o roteiro é inteligente, bem estruturado, bem executado, sabe dar o tempo certo de tela para cada história e foca na evolução real das atitudes, comportamentos e relacionamentos dos personagens, em vez de se perder em dramas arrastados e desnecessários. Mesmo com um início um pouco mais morno no primeiro arco, a subida de qualidade nos arcos seguintes foi surpreendente, entregando romance, diversão, choro, representatividade, fofura e muita maturidade. Aliado a isso, a parte técnica deu um show à parte: a direção foi cirúrgica em ditar o ritmo de cada arco, a cenografia e o figurino estavam impecáveis e visualmente lindos, e as OSTs embalaram perfeitamente cada momento marcante. Entregou tudo e mais um pouco, literalmente! Minha nota vai ser um sólido 09 pela experiência maravilhosa que tive assistindo e que super recomendo para todo mundo que, assim como eu, estava com medo de se frustrar. Valeu cada segundo!

Recomendo ⭐⭐⭐⭐

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Completed
Happy of the End
0 people found this review helpful
May 15, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 5.0
Rewatch Value 10

Luz entre as Rachaduras: A beleza trágica de Happy of the End

O Japão, mais uma vez, entrega uma história profunda, visceral e controversa. “Happy of the End” aborda o lado feio da humanidade: os vícios, desejos, violência, abusos, abandono, problemas psicológicos e como dois indivíduos tão quebrados tentam encontrar algum vestígio de humanidade em meio ao caos de suas próprias vidas. Já adianto que não é uma série para todos os gostos. Os temas tratados causam extremo desconforto e possíveis gatilhos; há cenas muito fortes de violência, abuso sexual, pedofilia, prostituição, uso de drogas e dependência emocional. É uma atmosfera de desespero absoluto que desafia o espectador a olhar para o que o mundo geralmente prefere ignorar. Esses temas não são tratados ali como mero entretenimento, mas como parte de uma construção psicológica densa e palpável. Mas confesso que o enredo soube transitar entre esse pântano da miséria humana de forma magistral ao nos apresentar os protagonistas Chihiro e Haoren. A relação deles nasce do desespero, mas floresce na compreensão silenciosa de que apenas alguém tão quebrado quanto você pode entender a profundidade das suas feridas. Ao longo do desenvolvimento da série, minha empatia pelos traumas e sentimentos dos personagens foi maior do que meu desconforto sobre o que eles viveram. Foi nítido observar, no relacionamento desequilibrado e tóxico deles, uma representação crua de como o trauma distorce a percepção de afeto, fazendo com que o menor gesto de atenção seja confundido com amor, mesmo quando vem acompanhado de violência. É uma dinâmica que dói assistir, justamente por ser tão fundamentada na realidade de quem foi privado de amor por toda a vida.

O trabalho dos atores é um espetáculo à parte; eles conseguem transmitir, através do olhar e da linguagem corporal, toda a exaustão mental de quem já não espera nada da vida. É uma atuação contida, mas carregada de uma tensão reprimida que explode nos momentos de maior vulnerabilidade. Destaque também para a direção de arte, que utilizou a fotografia de forma narrativa: os cenários sujos, as ruelas escuras e a iluminação fria reforçam a sensação de isolamento e solidão. No entanto, quando os dois estão juntos, a câmera parece captar uma calidez tímida, como se o ambiente também se transformasse para abraçar a conexão que estão construindo — uma luz entre as rachaduras, literalmente, que nos faz ter esperança. O Japão não tem medo de nos deixar desconfortáveis para que possamos sentir o peso da realidade. A estética da série não tenta esconder o feio; ela o usa como moldura para destacar a beleza frágil do encontro entre Chihiro e Haoren.

Resumindo: foi uma série LGBTQ+ desafiadora e incômoda, mas que entregou, de forma poética e sensível, um relacionamento fora do padrão que estamos acostumados a assistir. Não posso classificar como BL algo tão real e que representa tão bem as vivências de pessoas marginalizadas; o gênero BL trabalha mais com o lúdico e o "felizes para sempre", enquanto aqui temos a sobrevivência. Minha nota é 10, por toda essa carga emocional e pelo desconforto que essa série consegue transmitir de forma tão sincera, obrigando-nos a confrontar nossas próprias percepções sobre o que é o amor e o que é a luta desesperada pela sobrevivência.

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Completed
My Tooth Your Love
0 people found this review helpful
May 12, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 6.0

Uma comédia romântica de qualidade!

Mais uma vez Taiwan me entregando um BL conforto de alta qualidade e extremamente romântico. Foi um história perfeita em cada sentimento entregue, desde o drama até o amor irreverente e fofo de BaiLang e XuAn, além de um elenco secundário que também abrilhantou o enredo. Mas o maior destaque dessa produção fica por conta do relacionamento inusitado entre o dentista XuAn e o dono de bar BaiLang, embora na minha opinião tenha sido algo surreal e pouco crível, eles conseguiram me prender à história com todas as suas demonstrações de amor, carinho, zelo e jornadas pessoais. BaiLang é um personagem incrivelmente encantador, mesmo com seus traumas e inseguranças, ele consegue trazer na sua personalidade uma energia caótica que combina perfeitamente com sua doçura infantil. Já Xuan é o dentista perfeito, metódico e bem sucedido, mas que por trás de sua postura impecável e técnica precisa, esconde uma solidão e um amor mal resolvido do passado. Ambos embarcam em um processo de descoberta mútua, transformando as visitas ao consultório no cenário improvável de uma história de amor baseada em confiança, paciência e pequenos gestos. Tivemos também um casal secundário: o maduro e reservado Alex e o vibrante e juvenil RJ. Senti que faltou um desenvolvimento mais satisfatório para eles durante a série, mas o episódio especial finalmente entregou o que eu tanto queria. Outro ponto alto da série, foi a carga emocional em uma das cenas no penúltimo episódio, onde XuAn busca a aprovação do pai para seu relacionamento com BaiLang. Foi palpável o sacrifício advindo do amor de XuAn, onde um homem bem-sucedido, volta a ser apenas um filho buscando o direito básico de amar sem precisar se esconder. Além da agonia de perceber que às vezes, o maior obstáculo para a felicidade não é o medo interno, mas a barreira intransigente daqueles que deveriam nos apoiar incondicionalmente. Confesso que a resolução desse conflito abordada na série, me agradou levemente, pois não fiquei totalmente satisfeito pela falta de consequências reais relacionadas às atitudes violentas do pai de XuAn. Resumindo, foi uma história leve, descontraída, emocional e muito fofa, que trouxe alguns temas relevantes como transtornos psicológicos e preconceito familiar. Mas que não perdeu por isso, seu tom doce e alegre, digno de uma comédia romântica. Com enredo coeso, atuações impecáveis, química genuína e uma parte técnica (OST, fotografia e figurino) em total harmonia, a série cria uma atmosfera visualmente cativante e acolhedora. Minha nota vai ser 08, Pode não ser uma história épica e inesquecível, mas entregou com perfeição tudo o que prometeu. Finalizo o meu review com uma citação, de várias que aparecem ao longo da série, mas que achei maravilhosa:

“NÃO HÁ NADA NO MUNDO QUE SEJA DIFÍCIL DEMAIS DE LIDAR, MESMO QUE O MUNDO ACABE HOJE, O SOL AINDA NASCERÁ AMANHÔ

Recomendo ⭐⭐⭐⭐

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Completed
Light on Me
0 people found this review helpful
May 6, 2026
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 10

Maravilhoso do começo ao fim!!!!

Mais um BL INCRIVELMENTE MARAVILHOSO da Coréia, que entregou tudo e mais um pouco. Acompanhar a história do tímido, antissocial, inseguro e pitico TaeKyung, em sua jornada de autoconhecimento, descoberta do amor e a conquista de novos amigos, foi linda e perfeita do começo ao fim. Impossível não se apaixonar por sua fofura ingênua e sinceridade desarmante. Ele diz o que pensa com tanta pureza que a gente fica sem saber como reagir, a não ser querendo guardá-lo em um potinho e protegê-lo de todo o drama do mundo. Além dele, todos os personagens nessa história se destacaram e trouxeram sua personalidade, conflitos e desafios, elevando ainda mais o nível dessa obra.

DaOn foi extremamente maravilhoso, em retratar um jovem que necessita da aprovação constante dos outros, que era praticamente um personagem o tempo todo e que descobre em um sentimento, a força necessária para quebrar suas próprias barreiras. Percebendo assim, que a verdadeira liberdade só vem quando paramos de viver para agradar o mundo e começamos a ser honestos com o nosso próprio coração.

O meu favorito ShinWoo, me deu borboletas no estômago com sua lealdade silenciosa, provando que às vezes o amor mais profundo é aquele que cuida nos detalhes e nos protege sem chamar a atenção. Aquele jeito reservado dele, escondia um coração gigante, que só precisava de alguém que soubesse olhar além das aparências.

O irreverente e divertido Namgoong, nos mostra o real significado da verdadeira amizade, ele trouxe a leveza, companheirismo e aquela pitada de sabedoria disfarçada de humor, sendo o apoio que todos precisavam para enfrentar seus próprios sentimentos sem medo.

SoHee, mesmo no começo me dando ranço, conseguiu trazer para a narrativa a imaturidade da idade, o preço do ciúmes desequilibrado e a redenção que nasce do amadurecimento real. Nos lembrando que, apesar dos tropeços, é possível transformar a culpa em aprendizado e seguir em frente com muito mais consciência.

E por último e não menos importante, o professor Sr. Seo, que foi uma parte fundamental para a história se desenvolver. Ele como mentor, soube ser o suporte e a voz da razão que os meninos do conselho estudantil precisavam, guiando-os em suas descobertas com uma sensibilidade e empatia que fizeram toda a diferença no amadurecimento de cada um deles. Ele foi o equilíbrio perfeito entre autoridade e acolhimento.

Resumindo, foi um BL inesquecível e que me trouxe muitos sentimentos puros e acolhedores, me emocionei várias vezes com a delicadeza e sensibilidade em várias cenas. Não esperem grandes beijos ou quengarais, porque essa história entrega o melhor de um BL Coreano raiz: amor, fofura, doçura, drama e bom humor. Um detalhe que chama atenção, é o número de episódios, que são 16. Indo na contramão normalmente dos enxutos BLs coreanos que conhecemos de 8 episódios, mas garanto que nenhum episódio deixa a desejar e vale muito a pena assistir. Minha nota vai ser 10, até porque não podia ser outra, pelo maravilhoso enredo, atuações magistrais, figurino impecável e fotografia e cenografia perfeitas.

Obrigado TaeKyung, ShinWoo, DaOn e Namgoong, por me darem uma história tão genuína e especial, que aqueceu meu coração e me lembrou da beleza que existe nas descobertas do primeiro amor, na coragem de ser quem somos e na força de uma amizade verdadeira.

Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐

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