This review may contain spoilers
Se não fosse um GL com LingOrm...
A crítica analisa o GL/Drama Only You, escrito originalmente pela diretora P’Nay, destacando pontos fortes e fracos do roteiro.
A história começa de forma promissora: Ayla, uma caloura, é salva por Tawan, veterana e campeã de kendô. Encantada, Ayla tenta se aproximar, entrando no time, e as duas desenvolvem uma amizade com nuances românticas. Tawan vira mentora de Ayla, incentivando-a a seguir a dança após problemas de saúde — decisão vista como incoerente pela autora da review, já que ambas as atividades exigem esforço físico.
Ainda na fase escolar (2017), Tawan desaparece sem explicações nem contato posterior, o que a crítica considera pouco crível, dado o contexto tecnológico. No episódio seguinte, há um salto temporal: Ayla vira idol famosa ameaçada por uma sasaeng, enquanto Tawan se torna guarda-costas de elite. O reencontro das duas acontece quando Tawan é contratada para protegê-la — um clichê evidente.
A partir daí, o roteiro passa a acumular situações forçadas: conflitos entre profissionalismo e sentimentos, atentados exagerados (incluindo invasões mirabolantes), reações desproporcionais e decisões questionáveis. Apesar disso, as atrizes são elogiadas pela química e entrega emocional.
Após uma declaração de amor ignorada, Ayla tenta provocar ciúmes usando um amigo, recurso considerado infantil. Só depois de confrontos mais intensos Tawan assume seus sentimentos. O beijo do casal, porém, decepciona a crítica por falta de intensidade.
Quando finalmente assumem o relacionamento, surge o conflito familiar: o pai de Ayla descobre que Tawan pertence à família rival nos negócios e proíbe a relação, chegando a prender a filha em casa. A trama entra numa sequência melodramática com fugas, encontros secretos e cenas vistas como exageradas ou constrangedoras.
Mais tarde, atentados revelam que o irmão de Tawan está por trás das ameaças, motivado por disputas empresariais. Após sua prisão, os conflitos familiares persistem, mas o casal decide ficar junto mesmo sem aprovação.
Na reta final, a saúde de Ayla piora: ela precisa de transplante de rim. O pai não é compatível. Em um giro dramático, Tawan pede Ayla em casamento no hospital; após o casamento, descobre-se que Tawan é a doadora compatível. Para viabilizar o transplante, ela aceita assinar papéis de divórcio e prometer desaparecer da vida de Ayla — sacrifício considerado exagerado e pouco crível. No fim, elas se reencontram, revelando que nunca se divorciaram oficialmente, e as famílias fazem as pazes.
Reconheço que há bons momentos — especialmente na construção da doença de Ayla e na química do casal — mas critico fortemente o excesso de clichês, incoerências e “encheção de linguiça”. Ainda assim, dou nota 7/10, valorizando a atuação e alguns acertos emocionais, apesar de considerar o roteiro fraco e melodramático.
A história começa de forma promissora: Ayla, uma caloura, é salva por Tawan, veterana e campeã de kendô. Encantada, Ayla tenta se aproximar, entrando no time, e as duas desenvolvem uma amizade com nuances românticas. Tawan vira mentora de Ayla, incentivando-a a seguir a dança após problemas de saúde — decisão vista como incoerente pela autora da review, já que ambas as atividades exigem esforço físico.
Ainda na fase escolar (2017), Tawan desaparece sem explicações nem contato posterior, o que a crítica considera pouco crível, dado o contexto tecnológico. No episódio seguinte, há um salto temporal: Ayla vira idol famosa ameaçada por uma sasaeng, enquanto Tawan se torna guarda-costas de elite. O reencontro das duas acontece quando Tawan é contratada para protegê-la — um clichê evidente.
A partir daí, o roteiro passa a acumular situações forçadas: conflitos entre profissionalismo e sentimentos, atentados exagerados (incluindo invasões mirabolantes), reações desproporcionais e decisões questionáveis. Apesar disso, as atrizes são elogiadas pela química e entrega emocional.
Após uma declaração de amor ignorada, Ayla tenta provocar ciúmes usando um amigo, recurso considerado infantil. Só depois de confrontos mais intensos Tawan assume seus sentimentos. O beijo do casal, porém, decepciona a crítica por falta de intensidade.
Quando finalmente assumem o relacionamento, surge o conflito familiar: o pai de Ayla descobre que Tawan pertence à família rival nos negócios e proíbe a relação, chegando a prender a filha em casa. A trama entra numa sequência melodramática com fugas, encontros secretos e cenas vistas como exageradas ou constrangedoras.
Mais tarde, atentados revelam que o irmão de Tawan está por trás das ameaças, motivado por disputas empresariais. Após sua prisão, os conflitos familiares persistem, mas o casal decide ficar junto mesmo sem aprovação.
Na reta final, a saúde de Ayla piora: ela precisa de transplante de rim. O pai não é compatível. Em um giro dramático, Tawan pede Ayla em casamento no hospital; após o casamento, descobre-se que Tawan é a doadora compatível. Para viabilizar o transplante, ela aceita assinar papéis de divórcio e prometer desaparecer da vida de Ayla — sacrifício considerado exagerado e pouco crível. No fim, elas se reencontram, revelando que nunca se divorciaram oficialmente, e as famílias fazem as pazes.
Reconheço que há bons momentos — especialmente na construção da doença de Ayla e na química do casal — mas critico fortemente o excesso de clichês, incoerências e “encheção de linguiça”. Ainda assim, dou nota 7/10, valorizando a atuação e alguns acertos emocionais, apesar de considerar o roteiro fraco e melodramático.
Was this review helpful to you?
