This review may contain spoilers
Khem tem que morrer
Não me entenda mal, não sou eu que quero que o Khem morra, mas, aparentemente, é ele mesmo, já que o querido passou a maior parte da história cozinhando em vez de correr atrás de uma solução para a maldição. Mas vamos falar das coisas boas primeiro.
A história em si e todo o universo mitológico que a envolve é muito interessante! Histórias que valorizam a cultura local têm muito a acrescentar. Isso me deixou bastante engajada na série, mesmo com seu ritmo inconstante. Logo de cara, a abertura me encantou. A música dá o tom para a narrativa, assim como os efeitos/filtros e os takes escolhidos dos atores. Na série, a direção da fotografia e arte foram bem feitas, com valorização dos espaços vistos em tela. A maquiagem e figurino se destacam, principalmente quando retratam cenas do passado. O som e a trilha musical foram bem utilizadas.
Voltando ao primeiro parágrafo: o que não gostei e que foi agravante pra mim, foram os muitos episódios em que a maldição ficou em segundo plano em detrimento do relacionamento dos protagonistas. Khem ficou mais preocupado com o que o Mestre pensava sobre ele do que encontrar motivações para ele ajudá-lo de fato. Enquanto isso, a fantasma tacava o terror na aldeia. Apenas quando ele alcançou seu objetivo de conquistar o Mestre e, depois, houve consequências reais das ações da fantasma, lá na reta final da série, que ele resolveu tomar algum tipo de atitude.
Também não senti que o plot das vidas passadas (do século XX) teve tanto peso, por mais que os primeiros quatro episódios tenham lidado com ele de maneira primorosa. Mas, na narrativa, como um todo, parecia que, sem ele, a história rolaria da mesma forma.
O ritmo não é tão bom, pois muitas cenas são desnecessariamente longas. Parecem que ficaram com dó de cortá-las na mesa de edição. E, na reta final, tudo fica ainda pior com aquele monte de publicidade inoportuna.
Também há um problema de casting. O ator que faz o Mestre é belíssimo, mas, de longe, não aparenta ter a idade que o personagem deveria ter (cerca de 30 anos), assim como o ator mirim que faz o Khem quando criança. Teoricamente, ele deveria ter uns 5 anos, mas o ator passa por, no mínimo, 10. Nas cenas finais, com os protagonistas casados e com filhos, deveriam ter sido escalados atores mais velhos. Além de usarem os novinhos, não fizeram esforço algum na caracterização deles.
Acho que até valeu o hype, pois a produção é relativamente superior às outras produções BL tailandesas, mas não é perfeita como pregam.
A história em si e todo o universo mitológico que a envolve é muito interessante! Histórias que valorizam a cultura local têm muito a acrescentar. Isso me deixou bastante engajada na série, mesmo com seu ritmo inconstante. Logo de cara, a abertura me encantou. A música dá o tom para a narrativa, assim como os efeitos/filtros e os takes escolhidos dos atores. Na série, a direção da fotografia e arte foram bem feitas, com valorização dos espaços vistos em tela. A maquiagem e figurino se destacam, principalmente quando retratam cenas do passado. O som e a trilha musical foram bem utilizadas.
Voltando ao primeiro parágrafo: o que não gostei e que foi agravante pra mim, foram os muitos episódios em que a maldição ficou em segundo plano em detrimento do relacionamento dos protagonistas. Khem ficou mais preocupado com o que o Mestre pensava sobre ele do que encontrar motivações para ele ajudá-lo de fato. Enquanto isso, a fantasma tacava o terror na aldeia. Apenas quando ele alcançou seu objetivo de conquistar o Mestre e, depois, houve consequências reais das ações da fantasma, lá na reta final da série, que ele resolveu tomar algum tipo de atitude.
Também não senti que o plot das vidas passadas (do século XX) teve tanto peso, por mais que os primeiros quatro episódios tenham lidado com ele de maneira primorosa. Mas, na narrativa, como um todo, parecia que, sem ele, a história rolaria da mesma forma.
O ritmo não é tão bom, pois muitas cenas são desnecessariamente longas. Parecem que ficaram com dó de cortá-las na mesa de edição. E, na reta final, tudo fica ainda pior com aquele monte de publicidade inoportuna.
Também há um problema de casting. O ator que faz o Mestre é belíssimo, mas, de longe, não aparenta ter a idade que o personagem deveria ter (cerca de 30 anos), assim como o ator mirim que faz o Khem quando criança. Teoricamente, ele deveria ter uns 5 anos, mas o ator passa por, no mínimo, 10. Nas cenas finais, com os protagonistas casados e com filhos, deveriam ter sido escalados atores mais velhos. Além de usarem os novinhos, não fizeram esforço algum na caracterização deles.
Acho que até valeu o hype, pois a produção é relativamente superior às outras produções BL tailandesas, mas não é perfeita como pregam.
Was this review helpful to you?


