Caçando soldados, encontrando traumas
D.P. (Deserter Pursuit) não alivia, não perfuma, não finge. Ele chega como um soco seco, daqueles que fazem a gente parar e pensar onde é que a ferida realmente começa.
Não é fácil ver, e talvez por isso a gente precise ver.
D.P. não é só um dorama sobre soldados caçando desertores. É uma exposição nua e crua do que acontece quando um sistema hierárquico, violento e impiedoso desumaniza os seus. Jung Hae In brilha como Ahn Jun Ho, um jovem recruta que é jogado nessa missão quase absurda: capturar colegas que decidiram fugir e ao longo do caminho, ele descobre que não fugiram por covardia, mas por desespero.
Cada episódio é uma denúncia. Um grito abafado. Um pedido de socorro entre olhares vazios, silêncios pesados e cicatrizes não vistas. O drama não nos convida pra julgar, mas pra escutar. E entender. Porque atrás de cada fuga, existe uma história que foi ignorada por tempo demais.
O roteiro é afiado, sem medo de tocar onde dói. A direção é precisa e fria, mas com espaço pra humanidade. E Jung Hae In... entrega um personagem que cresce aos poucos, no olhar, na revolta silenciosa, no desconforto de quem percebe que talvez esteja do lado errado, fazendo o "certo".
“Nem todo desertor foge da guerra. Alguns só não aguentam mais lutar contra o próprio país.” 💥
Não é fácil ver, e talvez por isso a gente precise ver.
D.P. não é só um dorama sobre soldados caçando desertores. É uma exposição nua e crua do que acontece quando um sistema hierárquico, violento e impiedoso desumaniza os seus. Jung Hae In brilha como Ahn Jun Ho, um jovem recruta que é jogado nessa missão quase absurda: capturar colegas que decidiram fugir e ao longo do caminho, ele descobre que não fugiram por covardia, mas por desespero.
Cada episódio é uma denúncia. Um grito abafado. Um pedido de socorro entre olhares vazios, silêncios pesados e cicatrizes não vistas. O drama não nos convida pra julgar, mas pra escutar. E entender. Porque atrás de cada fuga, existe uma história que foi ignorada por tempo demais.
O roteiro é afiado, sem medo de tocar onde dói. A direção é precisa e fria, mas com espaço pra humanidade. E Jung Hae In... entrega um personagem que cresce aos poucos, no olhar, na revolta silenciosa, no desconforto de quem percebe que talvez esteja do lado errado, fazendo o "certo".
“Nem todo desertor foge da guerra. Alguns só não aguentam mais lutar contra o próprio país.” 💥
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