Nem toda rivalidade é por amor. Às vezes, é só o ego querendo aplauso.
Comecei “Encarnação da Inveja” achando que seria só mais um triângulo amoroso com clima de redação de telejornal… mas me enganei. O dorama não tem só romance — tem sobrevivência. E é exatamente isso que senti: estava assistindo uma mulher tentando sobreviver num mundo que insiste em dizer que ela não merece estar ali.
A Na Ri me conquistou com aquela mistura de vulnerabilidade e teimosia. Ela não é perfeita (graças aos deuses dos doramas), mas é real. Tem seus tropeços, suas ilusões e suas coragens. E quando ela entra naquele noticiário, dividindo câmera e tensão com Lee Hwa Shin — um âncora arrogante, orgulhoso e deliciosamente irritante — eu já sabia: ia rolar treta das boas.
Tem rivalidade profissional, sim. Tem ciúmes, sim. Mas o que mais me pegou foi como a trama expõe a competição feminina imposta pelo sistema. As colegas viram rivais, a autoestima vira alvo, e o coração vira prêmio. No meio disso tudo, ainda tem o melhor amigo do mocinho, que entra no jogo e bagunça o tabuleiro inteiro.
Mas o que mais gostei foi o equilíbrio entre drama e leveza. O roteiro dosa bem as críticas sociais com aquele humor que vem na hora certa. E a química dos protagonistas? Dá gosto de ver. Inclusive, teve cenas que eu pausei só pra rir e voltar — porque a tensão romântica ali é pura faísca de verdade.
✨ “Aprendi com a Na Ri que o sucesso, às vezes, não é chegar no topo — é resistir aos empurrões e continuar em pé.”
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