Quando o Topo É Feito de Podridão
A Cobertura não é um drama para entreter. É para incomodar. Para esfregar na cara, sem pudor, a pergunta que ninguém gosta de responder: dinheiro e poder são mesmo as molas que movem o mundo? Depois de alguns episódios, a sensação é quase física, enjoo moral, raiva contida, incredulidade.
Aqui, a intensidade não dá trégua. Os sentimentos são extremos porque a corrupção também é. Ambição, inveja, vingança, vaidade , tudo amplificado num ambiente onde dinheiro compra silêncio, status compra absolvição e culpa é sempre de outro. A impunidade vira regra. A injustiça, método.
Os personagens não querem apenas vencer, querem esmagar. Virtude vira piada. Valores são moeda fraca. Justiça? Só se for a dos próprios interesses. Penthouse constrói um universo onde o topo da pirâmide social é literalmente um ninho de monstros bem vestidos, sorridentes, civilizados… por fora.
E é isso que torna o drama tão perturbadoramente eficaz. Porque nada ali parece impossível. A sensação constante é: isso acontece. Talvez não assim, mas acontece. O roteiro exagera? Sim. Mas exagera para revelar. Para mostrar como a ausência de limites morais cria ciclos infinitos de violência emocional, física e simbólica.
O ritmo é acelerado, quase cruel com o espectador. Quando você acha que chegou ao fundo, tem outro porão. E mais um. A cada episódio, a esperança é testada. Quem tenta ser justo paga caro. Quem tenta ser ético vira alvo. Quem hesita… perde.
A Cobertura não responde se virtude, valores e justiça existem. Ela provoca. Provoca até doer. Talvez a resposta esteja fora da tela, em quem assiste, se revolta, questiona, e ainda assim continua assistindo, porque no fundo sabe: olhar para o abismo também é um ato de consciência.
Um drama excessivo, cruel, viciante. Não porque é bonito, mas porque é brutalmente honesto sobre o que acontece quando o poder não encontra limite.
E no fim, fica a pergunta ecoando, sem anestesia: se o mundo funciona assim… quem a gente escolhe ser dentro dele?
Aqui, a intensidade não dá trégua. Os sentimentos são extremos porque a corrupção também é. Ambição, inveja, vingança, vaidade , tudo amplificado num ambiente onde dinheiro compra silêncio, status compra absolvição e culpa é sempre de outro. A impunidade vira regra. A injustiça, método.
Os personagens não querem apenas vencer, querem esmagar. Virtude vira piada. Valores são moeda fraca. Justiça? Só se for a dos próprios interesses. Penthouse constrói um universo onde o topo da pirâmide social é literalmente um ninho de monstros bem vestidos, sorridentes, civilizados… por fora.
E é isso que torna o drama tão perturbadoramente eficaz. Porque nada ali parece impossível. A sensação constante é: isso acontece. Talvez não assim, mas acontece. O roteiro exagera? Sim. Mas exagera para revelar. Para mostrar como a ausência de limites morais cria ciclos infinitos de violência emocional, física e simbólica.
O ritmo é acelerado, quase cruel com o espectador. Quando você acha que chegou ao fundo, tem outro porão. E mais um. A cada episódio, a esperança é testada. Quem tenta ser justo paga caro. Quem tenta ser ético vira alvo. Quem hesita… perde.
A Cobertura não responde se virtude, valores e justiça existem. Ela provoca. Provoca até doer. Talvez a resposta esteja fora da tela, em quem assiste, se revolta, questiona, e ainda assim continua assistindo, porque no fundo sabe: olhar para o abismo também é um ato de consciência.
Um drama excessivo, cruel, viciante. Não porque é bonito, mas porque é brutalmente honesto sobre o que acontece quando o poder não encontra limite.
E no fim, fica a pergunta ecoando, sem anestesia: se o mundo funciona assim… quem a gente escolhe ser dentro dele?
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