Quando o Conto de Fadas Aprende a Virar Gente
Cinderela e os Quatro Cavaleiros nunca prometeu realismo cru, e ainda bem. Ele nasce conto de fadas moderno, com mansão, herdeiros problemáticos e uma protagonista jogada no meio do caos como quem cai num tabuleiro já em movimento. Mas o mérito do drama está justamente em ir além do verniz açucarado.
Por trás da fantasia romântica, o que se vê é uma história sobre orfandade emocional, abandono travestido de riqueza e jovens que cresceram com tudo, menos estrutura afetiva. Cada “cavaleiro” carrega uma ferida mal resolvida e reage a ela do jeito que dá, arrogância, silêncio, rebeldia, autopunição.
A protagonista não é uma Cinderela passiva. Ela entra naquele universo como elemento desestabilizador, não para salvar, mas para confrontar. Sua presença obriga aqueles rapazes a encarar dores que o dinheiro jamais anestesiou. E o drama acerta ao mostrar que amor não resolve tudo, mas pode abrir frestas.
Há clichês, sim. Triângulos, conflitos previsíveis, exageros emocionais. Mas também há leveza, humor e uma mensagem clara, ninguém cresce ileso, e maturidade não vem com herança, vem com confronto interno.
O romance funciona mais como caminho do que como fim. O foco real está no amadurecimento, na reconstrução de vínculos e na difícil tarefa de aprender a sentir sem se esconder atrás do status.
Cinderela e os Quatro Cavaleiros não reinventa o gênero.
Mas entrega exatamente o que se propõe, conforto, emoção e uma dose honesta de reflexão sobre pertencimento, família e escolhas.
Porque nem todo conto de fadas precisa ser profundo, mas quando tem coração, já vale a jornada.
Por trás da fantasia romântica, o que se vê é uma história sobre orfandade emocional, abandono travestido de riqueza e jovens que cresceram com tudo, menos estrutura afetiva. Cada “cavaleiro” carrega uma ferida mal resolvida e reage a ela do jeito que dá, arrogância, silêncio, rebeldia, autopunição.
A protagonista não é uma Cinderela passiva. Ela entra naquele universo como elemento desestabilizador, não para salvar, mas para confrontar. Sua presença obriga aqueles rapazes a encarar dores que o dinheiro jamais anestesiou. E o drama acerta ao mostrar que amor não resolve tudo, mas pode abrir frestas.
Há clichês, sim. Triângulos, conflitos previsíveis, exageros emocionais. Mas também há leveza, humor e uma mensagem clara, ninguém cresce ileso, e maturidade não vem com herança, vem com confronto interno.
O romance funciona mais como caminho do que como fim. O foco real está no amadurecimento, na reconstrução de vínculos e na difícil tarefa de aprender a sentir sem se esconder atrás do status.
Cinderela e os Quatro Cavaleiros não reinventa o gênero.
Mas entrega exatamente o que se propõe, conforto, emoção e uma dose honesta de reflexão sobre pertencimento, família e escolhas.
Porque nem todo conto de fadas precisa ser profundo, mas quando tem coração, já vale a jornada.
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