Casa Cheia: Um Clássico Que Eu Vejo Com Olhos de Hoje
Casa Cheia é um daqueles dramas que eu assisto sabendo exatamente o que vou encontrar. Romance clássico, convivência forçada, brigas infantis, ciúmes, repetição. E, ainda assim, ele cumpre a proposta.
Dou nota 8 porque, em determinado ponto, a história começa a girar em círculos. Os conflitos se repetem, o desgaste aparece e o cansaço é real. Dá a sensação de que poderiam ter fechado antes, com mais impacto e menos insistência.
O que hoje pesa, e pesa muito, é o tratamento do protagonista masculino. Para os padrões atuais, é inaceitável. Atitudes ríspidas, controle emocional, comportamentos que flertam com o abuso. Isso não passa mais despercebido, nem deve ser romantizado. Não passo pano.
Mas… sempre tem um mas.
Eu assisto com consciência de contexto. Casa Cheia é produto do seu tempo. Um tempo em que sofrimento feminino era tratado como parte do romance, e paciência era confundida com prova de amor. Não concordo, não replico, mas reconheço.
Como já estou emocionalmente formada, consigo separar. Vejo as dores, identifico os excessos, critico o que precisa ser criticado e ainda assim aproveito o que funcionou, a química do casal, o charme da proposta, o peso que esse drama teve para o gênero.
Casa Cheia não é referência de relacionamento saudável.
É registro histórico.
E, visto assim, ainda tem seu valor.
Porque apesar das repetições e dos tropeços, cumpriu o que prometeu e marcou época, mesmo que hoje eu assista com mais filtro, mais crítica e menos romantização da dor.
Dou nota 8 porque, em determinado ponto, a história começa a girar em círculos. Os conflitos se repetem, o desgaste aparece e o cansaço é real. Dá a sensação de que poderiam ter fechado antes, com mais impacto e menos insistência.
O que hoje pesa, e pesa muito, é o tratamento do protagonista masculino. Para os padrões atuais, é inaceitável. Atitudes ríspidas, controle emocional, comportamentos que flertam com o abuso. Isso não passa mais despercebido, nem deve ser romantizado. Não passo pano.
Mas… sempre tem um mas.
Eu assisto com consciência de contexto. Casa Cheia é produto do seu tempo. Um tempo em que sofrimento feminino era tratado como parte do romance, e paciência era confundida com prova de amor. Não concordo, não replico, mas reconheço.
Como já estou emocionalmente formada, consigo separar. Vejo as dores, identifico os excessos, critico o que precisa ser criticado e ainda assim aproveito o que funcionou, a química do casal, o charme da proposta, o peso que esse drama teve para o gênero.
Casa Cheia não é referência de relacionamento saudável.
É registro histórico.
E, visto assim, ainda tem seu valor.
Porque apesar das repetições e dos tropeços, cumpriu o que prometeu e marcou época, mesmo que hoje eu assista com mais filtro, mais crítica e menos romantização da dor.
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