K-Drama This review may contain spoilers
Eu senti mais pena do que paixão.
Temas: desejo, poder, liberdade, reputação, escolhas, paixão, sacrifício, tradição, aparência social, amor e lealdade
Confesso que comecei Escândalo e Intriga com uma expectativa bem maior do que aquela que encontrei no final.
A história tinha tudo para me prender: Joseon, intrigas, desejo, poder, uma viúva, um homem conhecido por seus romances e uma mulher da aristocracia que decide transformar tudo em um perigoso jogo de sedução.
A premissa é boa. O elenco é ótimo. A fotografia é linda.
Mas...
eu não me apeguei aos personagens.
E para mim, isso pesa muito.
Son Ye-jin, como Lady Cho, está impecável. Ela tem aquela presença que ocupa a tela sem precisar fazer esforço. A personagem é inteligente, calculista e muito consciente das limitações impostas às mulheres naquela sociedade. Eu entendi perfeitamente a revolta dela com o lugar que ocupava e a necessidade de encontrar alguma forma de exercer poder.
Mas não consegui criar vínculo com ela.
Ji Chang-wook, como Cho Won, foi quem mais me despertou alguma coisa.
E aqui entra uma interpretação completamente minha.
Eu fiquei com pena dele.
Porque, para mim, Cho Won estava vivo, mas em algum momento abriu mão da própria liberdade, das próprias escolhas e, no fim, da própria vida, pela vida e pela honra da viúva.
E isso me pegou.
Não necessariamente porque eu tenha comprado a história de amor dos dois, mas porque enxerguei naquele personagem uma espécie de sacrifício silencioso.
Ele começa como um homem que parece brincar com tudo, inclusive com o amor.
Mas, quando finalmente sente alguma coisa de verdade, já está preso demais às consequências das escolhas que fez.
E Nana, como An Hui-yeon, traz justamente essa fragilidade de uma mulher que perdeu o marido e decidiu viver dentro das regras que criou para si mesma.
Ela é a peça que muda completamente o jogo.
E foi interessante acompanhar esse conflito entre o que ela prometeu ser e aquilo que começa a sentir.
O problema é que, para mim, o roteiro não conseguiu construir esse envolvimento emocional com a profundidade que precisava.
Eu queria entender melhor quando aquele sentimento nasceu.
Queria sentir mais a aproximação.
Queria me importar mais com as escolhas deles.
E não consegui.
Talvez por isso o final tenha me atingido mais pela situação do que pelo romance.
Escândalo e Intriga é inspirado em Ligações Perigosas, romance francês de Pierre Choderlos de Laclos, e a história já ganhou outras adaptações, inclusive Untold Scandal, filme coreano de 2003. Nesta versão, a trama é transportada para Joseon e acompanha Lady Cho, Cho Won e Hui-yeon em um jogo de desejo, sedução e reputação.
E acho que justamente por ter uma origem tão potente eu esperava mais.
Não achei ruim. Longe disso. A produção é bonita, os atores entregam, a atmosfera de época funciona e tem momentos muito interessantes. Mas história boa não basta para mim. Eu preciso sentir alguma coisa pelos personagens.
E aqui eu senti pouco. Com uma exceção:
Cho Won.
Talvez porque eu tenha enxergado nele uma coisa que os outros personagens não conseguiram me entregar: a dimensão do preço de uma escolha.
No fim, fiquei pensando que talvez a grande tragédia dele não tenha sido morrer.
Foi ter encontrado algo pelo qual valia a pena viver justamente quando já não tinha mais liberdade para escolher.
📌 Impressão final: uma história com uma premissa muito boa, elenco forte e uma produção linda, mas que, para mim, não conseguiu desenvolver os personagens a ponto de criar aquele apego que faz a gente sofrer junto. Fiquei mais intrigada com o destino de Cho Won do que apaixonada pela história de amor.
Confesso que comecei Escândalo e Intriga com uma expectativa bem maior do que aquela que encontrei no final.
A história tinha tudo para me prender: Joseon, intrigas, desejo, poder, uma viúva, um homem conhecido por seus romances e uma mulher da aristocracia que decide transformar tudo em um perigoso jogo de sedução.
A premissa é boa. O elenco é ótimo. A fotografia é linda.
Mas...
eu não me apeguei aos personagens.
E para mim, isso pesa muito.
Son Ye-jin, como Lady Cho, está impecável. Ela tem aquela presença que ocupa a tela sem precisar fazer esforço. A personagem é inteligente, calculista e muito consciente das limitações impostas às mulheres naquela sociedade. Eu entendi perfeitamente a revolta dela com o lugar que ocupava e a necessidade de encontrar alguma forma de exercer poder.
Mas não consegui criar vínculo com ela.
Ji Chang-wook, como Cho Won, foi quem mais me despertou alguma coisa.
E aqui entra uma interpretação completamente minha.
Eu fiquei com pena dele.
Porque, para mim, Cho Won estava vivo, mas em algum momento abriu mão da própria liberdade, das próprias escolhas e, no fim, da própria vida, pela vida e pela honra da viúva.
E isso me pegou.
Não necessariamente porque eu tenha comprado a história de amor dos dois, mas porque enxerguei naquele personagem uma espécie de sacrifício silencioso.
Ele começa como um homem que parece brincar com tudo, inclusive com o amor.
Mas, quando finalmente sente alguma coisa de verdade, já está preso demais às consequências das escolhas que fez.
E Nana, como An Hui-yeon, traz justamente essa fragilidade de uma mulher que perdeu o marido e decidiu viver dentro das regras que criou para si mesma.
Ela é a peça que muda completamente o jogo.
E foi interessante acompanhar esse conflito entre o que ela prometeu ser e aquilo que começa a sentir.
O problema é que, para mim, o roteiro não conseguiu construir esse envolvimento emocional com a profundidade que precisava.
Eu queria entender melhor quando aquele sentimento nasceu.
Queria sentir mais a aproximação.
Queria me importar mais com as escolhas deles.
E não consegui.
Talvez por isso o final tenha me atingido mais pela situação do que pelo romance.
Escândalo e Intriga é inspirado em Ligações Perigosas, romance francês de Pierre Choderlos de Laclos, e a história já ganhou outras adaptações, inclusive Untold Scandal, filme coreano de 2003. Nesta versão, a trama é transportada para Joseon e acompanha Lady Cho, Cho Won e Hui-yeon em um jogo de desejo, sedução e reputação.
E acho que justamente por ter uma origem tão potente eu esperava mais.
Não achei ruim. Longe disso. A produção é bonita, os atores entregam, a atmosfera de época funciona e tem momentos muito interessantes. Mas história boa não basta para mim. Eu preciso sentir alguma coisa pelos personagens.
E aqui eu senti pouco. Com uma exceção:
Cho Won.
Talvez porque eu tenha enxergado nele uma coisa que os outros personagens não conseguiram me entregar: a dimensão do preço de uma escolha.
No fim, fiquei pensando que talvez a grande tragédia dele não tenha sido morrer.
Foi ter encontrado algo pelo qual valia a pena viver justamente quando já não tinha mais liberdade para escolher.
📌 Impressão final: uma história com uma premissa muito boa, elenco forte e uma produção linda, mas que, para mim, não conseguiu desenvolver os personagens a ponto de criar aquele apego que faz a gente sofrer junto. Fiquei mais intrigada com o destino de Cho Won do que apaixonada pela história de amor.
Was this review helpful to you?

