Como obra de ação, funciona muito bem, especialmente nos episódios iniciais. A narrativa estabelece um ritmo frenético que desperta a curiosidade sobre como os conflitos serão resolvidos, sobretudo quando os inimigos detêm um poder muito superior ao do protagonista. Há um senso constante de desvantagem que sustenta a tensão e torna a jornada envolvente, fora a profissão do Cha Dal Geon, funcionando perfeitamente nesse cenário. No entanto, nem tudo são flores. Alguns momentos de ação - principalmente nas emboscadas - deixam a desejar, soando forçados e artificiais em sua execução. Existe um ponto em que toda história precisa saber parar, e isso definitivamente não acontece aqui. O dorama insiste em se prolongar quando já havia alcançado um momento naturalmente conclusivo. Faltava pouco para um fechamento mais sólido, e os três episódios finais tinham tempo suficiente tanto para encerrar a trama quanto para aprofundar a relação entre Cha Dal Geon e Ko Hae Ri. Em vez disso, a narrativa opta por revelar que tudo foi orquestrado por outra figura nos bastidores. Esse é o seu maior pecado: não há tempo para desenvolver essa nova camada de forma progressiva e convincente. O resultado é um desfecho apressado, que abandona a construção emocional e, para piorar, deixa a história sem uma conclusão verdadeira. Havia potencial para se tornar uma das obras mais marcantes do gênero.
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