This review may contain spoilers
Todas acreditam merecer um Sang Yan, mas poucas têm o coração piedoso e santo como Wen Shuang Jiang.
No final, apesar dos pesares - principalmente em relação aos primeiros episódios, que beiram o nonsense - a experiência valeu a pena. O maior problema inicial está no arquétipo idealizado do protagonista: um “homem perfeito” cujos sentimentos ardentes por ela não recebem uma construção realmente lógica. Sendo uma história, era necessário haver camadas, conflitos internos e motivações mais bem trabalhadas e não apenas ama ela loucamente e vou fazer de tudo “porque sim”. A protagonista, por outro lado, possui certa profundidade. Suas decisões equivocadas às vezes incomodam, mas ao menos há tentativas de desenvolver suas contradições. O personagem masculino de apoio, Su Hao An, também teve momentos interessantes e camadas mais perceptíveis - algo que curiosamente faltou ao próprio protagonista. Já os amigos de infância da Wen Shuang Jiang são quase figurantes é só possuem o nome de amigos de infância, pois raramente aparecem nos momentos do passado dela, o que enfraquece a construção emocional dessas relações. Outro ponto questionável é a inclusão de “rivais masculinos” que claramente não têm a menor chance. Soa como tempo de tela desperdiçado, um recurso previsível para criar tensão artificial.
Ainda assim, descontando esses problemas e considerando os clichês e certas cafonices típicas do gênero - afinal, há um público-alvo específico - foi uma boa maratona. Gostei bastante da trilha sonora, do progresso gradual do relacionamento dos protagonistas e, especialmente, da Zhong Si Qiao, que trouxe um frescor e carisma importantes para a narrativa, mesmo carecendo de profundidade, principalmente em relação a sua amizade com a protagonista feminina.
"Quero viver seis anos a mais do que você. Assim, posso te amar por mais seis anos para compensar pelos dias que eu te deixei para trás, então estaremos quites." - Wen Shuang Jiang para Sang Yan no episódio 31.
No final, apesar dos pesares - principalmente em relação aos primeiros episódios, que beiram o nonsense - a experiência valeu a pena. O maior problema inicial está no arquétipo idealizado do protagonista: um “homem perfeito” cujos sentimentos ardentes por ela não recebem uma construção realmente lógica. Sendo uma história, era necessário haver camadas, conflitos internos e motivações mais bem trabalhadas e não apenas ama ela loucamente e vou fazer de tudo “porque sim”. A protagonista, por outro lado, possui certa profundidade. Suas decisões equivocadas às vezes incomodam, mas ao menos há tentativas de desenvolver suas contradições. O personagem masculino de apoio, Su Hao An, também teve momentos interessantes e camadas mais perceptíveis - algo que curiosamente faltou ao próprio protagonista. Já os amigos de infância da Wen Shuang Jiang são quase figurantes é só possuem o nome de amigos de infância, pois raramente aparecem nos momentos do passado dela, o que enfraquece a construção emocional dessas relações. Outro ponto questionável é a inclusão de “rivais masculinos” que claramente não têm a menor chance. Soa como tempo de tela desperdiçado, um recurso previsível para criar tensão artificial.
Ainda assim, descontando esses problemas e considerando os clichês e certas cafonices típicas do gênero - afinal, há um público-alvo específico - foi uma boa maratona. Gostei bastante da trilha sonora, do progresso gradual do relacionamento dos protagonistas e, especialmente, da Zhong Si Qiao, que trouxe um frescor e carisma importantes para a narrativa, mesmo carecendo de profundidade, principalmente em relação a sua amizade com a protagonista feminina.
"Quero viver seis anos a mais do que você. Assim, posso te amar por mais seis anos para compensar pelos dias que eu te deixei para trás, então estaremos quites." - Wen Shuang Jiang para Sang Yan no episódio 31.
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