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Quando a Coréia vai nos apresentar dramas com tempo decente de tela?
Para ser honesta, quis assistir a esse drama apenas para ver o Kim Tae Hyung, depois do sucesso em "Where your eyes linger". Foi o primeiro BL de época que assisti, gostei do fato de ser ambientado na era Joseon, na verdade, gosto de BL's que fogem do lugar comum. Sobre o roteiro, achei que deixou muitos furos, muitas questões importantes em aberto, talvez porque a Coréia tem esse hábito de fazer produções com poucos episódios, que além de poucos são muito curtos, esse ficou entre 10 e 13 minutos, então realmente contar uma história em um espaço tão curto de tempo tem o risco de prejudicar o roteiro. Por quê a irmã fugiu? Onde ela estava? Quando a irmã voltou e seu irmão assumiu novamente a identidade masculina, o que as pessoas falaram, a família do noivo principalmente? Quando foram morar juntos, ninguém questionou nada? Afinal perante todos ele estava casado com uma mulher, qual a justificativa pra essa mulher simplesmente sumir e dar lugar a um homem? Óbvio que tiveram pontos positivos, como uma pitada de humor, o cuidado com os detalhes de época etc.A produção, apesar das falhas no roteiro, foi boa. A ambientação, fotografia, atuação, tudo estava ok, principalmente a ost, que me deixou encantada. O casal tinha muita química e a atuação deles transmitiu muito sentimento , apesar de que a "noiva", sinceramente, não parecia uma mulher.
Enfim, de uma forma geral eu recomendo esse drama, porém não crie muitas expectativas.
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Poderia ter sido, mas não foi
Esse K-drama tem uma mistura de coisas que particularmente eu não gosto em um BL: Romance histórico e fantasia juntos, essa mistura raramente tem um bom resultado.Enfim, vamos falar da série. Em primeiro lugar, apesar de bons atores, é notório que não houve um grande investimento. A fotografia é linda? Sim, com certeza! Mas toda a série se concentra em dois cenários, o elenco é muito bom, mas que diabos de lugar é esse onde não aparece ninguém? Nem gente, nem bicho, nada...
Outro ponto que sempre questiono nas séries coreanas, por que diabos são tão curtas? Normalmente em oito capítulos, curtíssimos por sinal, a história só tem um bom desenvolvimento se o roteirista for um ninja, e não é o caso aqui. A série acabou, assisti duas vezes e continuo cheia de duvidas. Qual a razão que levou Eun Ho a participar de todo esse babado? Se era necessário ele voltar no tempo e salvar a pintura, então porque no presente a pintura estava lá, são, salva e exposta? Por que o amigo dele também voltou no tempo, e pior, estava cumprindo ordens da rainha que estava ameaçando a família dele, mas a família dele não estava no tempo presente?
De onde saiu a Dona Maria que até agora ninguém sabe de onde veio nem pra onde foi? Entendi que o príncipe estava ameaçado de morte devido a um golpe de seu irmão para tomar a coroa, mas quando ambos voltaram para o tempo presente, o atual, os dois estavam conversando e eu fiquei em dúvida se eles lembravam de tudo que aconteceu entre eles, pois Lee Haeon fala em determinado momento que Eun Ho tem boas notas pois vivenciou tudo aquilo, ao mesmo tempo em que o príncipe fala isso, ele não mostra nenhum vestígio de quem era no passado, completamente adaptado a uma nova realidade de centenas de anos depois, isso me pareceu ilógico, bem como o aparecimento do guarda do príncipe, que não fica claro se reconhece eles, mas também está totalmente adaptado para essa época. Não ficou claro se existe um relacionamento entre os protagonistas no presente, meu Deus, nunca vi tantos furos em um roteiro! Deveria ter no mínimo um episódio especial dando algumas respostas.
Apesar de tudo eu não detestei, também não amei, enfim, tudo nessa série poderia ter sido bem melhor. A ost é bonita, combina com a série, eu já revi a série pra tentar entender melhor mas desisti. Recomendo sim, mas não tenha grandes expectativas.
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Aguardando o desfecho, não foi esse o final que eu pedi!
São apenas 3 episódios, mas que doem a vida inteira...Iniciei sem muita expectativa, pensando que seria apenas um pequeno projeto para manter o ship YimWar vivo enquanto a segunda temporada de "En of love não chegava", mas posso dizer que realmente me surpreendi. A atuação dos meninos foi simplesmente maravilhosa, eu ri, chorei, torci, chorei de novo, quase desidratei no final, como foi possível tanta emoção em apenas três episódios, jamais saberei. Apesar de curtinha, não foi previsível, eu fiquei até o último segundo esperando um plow twist com meu final feliz (infelizmente não veio). E a ost... o que dizer dessa música? Linda, perfeita, a voz do War encantando, a letra da música sendo a cereja do bolo, encaixando perfeitamente na história deles. Conseguiram ser adultos, interpretando perfeitamente adolescentes e sem aquele quê de infantilidade que é normal nesse estilo de série. Os amigos de ambos, os melhores que alguém pode ter, mas ainda não engoli a "amiga" simplesmente estragar o lance dos meninos antes mesmo de começar e ficar tudo bem para ela, a mãe homofóbica conseguir seu intuito de afastar os meninos, sinceramente foram pontos que achei que poderiam ser modificados. O final é muito poético, mas muito triste... espero que a qualquer momento anunciem um episódio especial, um filme, ou quem sabe uma segunda temporada mostrando eles formados e podendo viver o amor em paz.
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Indisciplinados
Vi essa temporada na expectativa por causa do personagem gay, mas qual foi minha surpresa quando encontrei uma série que poderia facilmente ser baseada em fatos reais. Não tem nada romantizado, apenas vidas adolescentes nuas e cruas, vivenciando dramas, romances e expectativas como qualquer outro grupo de adolescentes da vida real. O choque se dá justamente por isso... os k-dramas nos passam uma visão totalmente ilusória da realidade, mas adolescentes são adolescentes em qualquer lugar do mundo, e isso é um fato. Aqui vemos um jovem autista, com problemas por não ter o tratamento adequado, pois sua mãe não aceita esse diagnóstico. Sua namorada, uma jovem aspirante a modelo. Um jovem com a cruel tarefa de se auto afirmar homossexual num dos países mais homofóbicos do mundo, uma jovem que é introvertida a ponto de não conseguir deixar ninguém entrar em seu mundo, pois tem medo de sentimentos, e um jovem egocêntrico. A história, apesar de super comum, tem um quê de realidade que não encontramos facilmente, o elenco, apesar de jovem, fez um ótimo trabalho de atuação. A fotografia não é linda, é "real", e com certeza eu recomendo essa obra.Was this review helpful to you?
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The love that dare not speak its name
Basicamente, as séries BL de Hong Kong que tive oportunidade de assistir (com exceção de Ossan's love Hong Kong), seguiram o mesmo padrão dessa. Pequenos estúdios, episódios curtíssimos, baixos orçamentos e histórias sem muita complexidade, mas que apesar disso conseguem entregar um bom trabalho.A história clássica de dois estudantes que vão morar juntos e um belo dia se apaixonam, e passam anos escondendo o sentimento. Devido à censura (não podemos esquecer que Hong Kong se tornou independente da China, mas em toda a Ásia existe um preconceito enorme contra a classe LGBTQIAP+), não temos cenas quentes, apenas um tímido beijinho, mas o carinho existente entre eles fica perceptível nas entrelinhas, pois os dois atores trabalham bem. A série só tem realmente os atores principais e raros figurantes. As locações são apenas o café e o apartamento de ambos, e não existe uma trilha sonora emocionante ao fundo, mas a série é gostosinha de assistir, bem curtinha, os atores são cativantes e eu recomendo com certeza.
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My extraordinary
A princípio gostaria de dizer que boa parte da minha frustração com essa série, foi justamente por ela ter sido muito aguardada. Isso num cenário onde as Filipinas ainda estavam mergulhando no mundo BL, por isso essa série, apesar de não ser uma das melhores produções, está longe de ser a pior.A atuação do elenco é apenas razoável. A série é ambientada na universidade e na casa de Ken, mas tem locações externas que proporcionam uma bela fotografia. Outro detalhe que gostei muito foi a trilha sonora.
Com relação a história, num primeiro momento fiquei chocada com o final, pois detesto finais tristes. Mas depois de uma análise mais aprofundada percebi que essa série traz uma crítica social importante, contra o preconceito e a hipocrisia da sociedade. Sandee num ato de ciúmes, procurou a mãe de Ken e deu a entender que ele e Shake eram mais que amigos, esse já foi um ato discriminatório, pois para ela ele estava fazendo algo muito errado, e a reação da mãe foi ainda pior... nem após as mortes deles, elas conseguiram se declarar culpadas, e a justificativa de ambas para causarem tudo isso, foi ciúmes de mãe e amiga... depois deles mortos, elas agora aceitam o relacionamento que não iam permitir que eles vivessem se tivessem sobrevivido. É interessante problematizar essas ações, fazer com que as pessoas reflitam sobre o que o seu preconceito e intolerância podem causar na vida dos outros, por isso eu indico a série, mas que vcs assistam com a mente aberta para entender a mensagem que ela passa.
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The tasty of Florida
Esse BL foi uma grata surpresa, em vários quesitos. Eu não sei como a Coréia do Sul consegue contar uma história que mistura amizade, família, trabalho e um triângulo amoroso em tão poucos episódios, que ainda por cima são muito curtinhos, e mesmo assim entregam um trabalho de tanta qualidade. O elenco tem beleza e talento de sobra, a química entre o casal principal aquece o coração. A ost é linda, e a ambientação, que foge um pouco do lugar comum, também é uma vantagem.Gostei muito, já revi algumas vezes, e super recomendo essa história. 10 de 10 pra mim.
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My bromance- Minha versão favorita
Bom, antes de tudo gostaria de deixar claro que essa é pra mim a versão oficial da continuação do filme My bromance, mesmo com atores diferentes, tendo em vista o fiasco que foi a lançada em 2020 com os atores do filme.Com relação ao roteiro, vi alguns furos que me deixaram confusa. Primeiros, a série mostra uma linha temporal que fica alternando entre o passado e o futuro, mas eu não consegui entender algumas coisas que aconteceram nesse intervalo de tempo, como por exemplo, como bank soube que Golf estava vivo, sua reação quanto a isso? Aparentemente Bank perdoou toda a família que teve uma atitude extremamente homofóbica, mas não perdoou Golf, inclusive, no primeiro ep ele abraça a mãe quando ela pede desculpas e diz claramente que ela não fez nada de errado, como se ele entendesse que a "homofobia" da família foi para o bem dele (???).
Um ponto que gostei no roteiro, é que a série gira quase que 100% em torno de Bank e Golf, até as sub tramas estão ligadas a eles e todas as sub tramas foram bem construídas, tiveram um desenvolvimento e um fechamento, não ficaram finais sem sentido nem abertos. Mais um ponto que gostei de assistir, foi a forma como a série abordou os mais diversos tipos de preconceitos com homossexuais, como o dos pais que acreditam que um gay vai corromper as crianças, e até mesmo jovens com esse pensamento, o do professor que precisou se demitir pq o mercado de trabalho é mais rigoroso com ele e o expõe a julgamentos o tempo todo, o do filho que não consegue enfrentar os pais e se aceitar, entre outras (lembrando que a série é de 2016).
A atuação foi excelente, a ost coerente, e acho que essa série merecia uma segunda temporada, mostrando a vida deles juntos.
Recomendo muito, já assisti várias vezes e a cada vez que assisto gosto mais.
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Redenção (mas não suficiente)
Como eu disse na minha resenha sobre a série, foi uma das maiores decepções que eu já tive e nem vou me alongar nisso.Quero apenas deixar minha opinião sobre o especial, pelo que pude ver a empresa entendeu a m****que fez, praticamente abandonando uma série pra investir apenas em outra, e fez esse especial pra tentar se redimir dos absurdos que foram mostrados. Primeiro, o fato de juntar de novo Joey e Jimmy foi um alívio depois daquele final onde Jimmy virava padre (até hj não consigo entender pq um final tão imbecil). Alguns personagens esquecidos no churrasco no fim da série, como o núcleo dos amigos de Joey voltaram e justificaram (pelo menos tentaram) o desaparecimento no final. Um dos piores furos desse especial foi o final de Princess, depois de tudo que aconteceu, da morte da criança, foi absurdo! O mínimo seria ela pagar pelo abandono, sofrer pela morte do filho, e não ficar noiva do ex, que por sinal errou bastante e não merecia um final feliz. Nem ao menos foi revelado quem era o pai verdadeiro da criança. Enfim, não recomendo a série, mas se vc tiver a má sorte de iniciar e não quiser dropar, esse especial vai te tirar um pouco da raiva que vc com certeza vai ficar.
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The ambiguos focus
Umas das ´series que mais me impressionou até hoje. Uma história com drama, plow twists a cada ep, a inovação de mostrar a história sob a perspectiva de cada um dos amantes, e também o fato de mostrar o lado psicológico do vilão e do amigo problemático, mostrando seus traumas do passado e os motivos para o comportamento atual.A série chinesa de 2018, traz uma crítica feroz à sociedade que marginaliza os homossexuais, que são taxados como vergonha da família, abusados, forçados a casarem com pessoas do sexo oposto para ter filhos e "virarem heterossexuais", além de outras coisas.
A atuação é perfeita, as locações mostram várias cenas urbanas e rurais. A trilha sonora, apesar de não ser tão marcante , é bem coerente com a trama, e no geral eu recomendo a trama, e com certeza verei mais uma vez por se tratar de uma história tão marcante.
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Friend forever
Olha, se alguma vez eu fui enganada na vida, foi pela minha expectativa nessa série. Apesar do próprio título já indicar que as fujoshi iriam se decepcionar, eu não pensei que fosse tanto.A série é de baixa produção, os cenários são basicamente a escola, os dormitórios e poucas cenas externas. Percebi problemas de continuidade, diálogos sem nenhuma lógica, sem falar nos pontos que ficaram em aberto, por exemplo, se Melody e Pause eram realmente um casal, como surgiu e se desenvolveu esse relacionamento? Porque os diálogos deles eram totalmente sem sentido e a explicação não apareceu na série? Pq tanto ódio da parte de It por todos os membros do clube, mesmo que não tenham sido eles que o expulsaram? A relação entre Tin e Sea foi algo extremamente decepcionante no final, pois o roteiro deu a entender que ambos seriam um casal, o final também, mas eles falaram em amizade (??), e por fim, foram necessários 12 eps para que Tan se declarasse, pelo amor... e se Oil era tão apaixonado, pq estava se derretendo nos braços de outro, inclusive tinha aceitado o pedido de namoro? Enfim, tinha muito potencial, mas o roteiro era péssimo. A história de amor entre um menino podre de rico que sai de sua bolha por um rapaz pobre poderia ter sido muito melhor explorada. Gostei do plow twist da história dos pais de Tan.
As atuações foram razoáveis, a ost é muito boa e apesar dos furos eu recomendo a série.
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Decepcionante
Toda a mídia que foi feita em cima dessa série me fez pensar que seria um estouro. Fiquei bem decepcionada com o roteiro dessa sequência... a trama central era (ou deveria ser) sobre o retorno de Golf e como Bank ia assimilar isso, só esse núcleo, se bem trabalhado, já poderia dar uma boa história. Mas ao que parece, na intenção de "encher linguiça", por não conseguirem muito assunto sobre o casal principal, criaram uma série de histórias paralelas, algumas com início sem lógica ou fim sem noção, ou as duas coisas. Ficou tanta coisa misturada, que o casal principal mal aparecia em alguns episódios, e como se não bastasse a péssima atuação de vários atores e a quantidade de histórias aparecendo simultaneamente sem nenhum elo que as ligasse, eram histórias fracas, roteiros vazios. Sinceramente, me decepcionei demais com essa série, criei muita expectativa e quebrei a cara. Até a abertura ficou ruim, a trilha sonora não agrega nada, e só poderia ter ficado pior se tivessem separado de vez o casal principal (confesso que tive medo disso).O único ponto que posso colocar como positivo é a atuação do Fluke Pongsatorn, sempre impecável. mas ainda assim prejudicada pela falta de qualidade da série.
Apesar de ter assistido a série duas vezes para tentar entender alguns pontos, não recomendo.
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Tossara
De todos os arcos de "En of love", esse foi o primeiro e o que eu menos gostei. Foi necessário eu ler a novel e rever a história para encontrar alguns pontos positivos, e eu achei. A história segue a novel à risca, a história típica do amor entre dois meninos universitários das faculdades de medicina e engenharia (confesso que por um tempo eu pensei que só existiam esses dois cursos na Tailândia). Como são apenas 4 eps, não tem muito espaço pra enrolação, então tudo acontece muito rápido. Na verdade, apesar das personalidades tão diferentes de Tossakan e Bar, eu não consegui captar o momento em que o sentimento de Bar mudou, a série também não explica direito de onde o doutor tirou esse amor louco por Bar sendo que nem se conheciam de perto.O cenário é basicamente a faculdade e os quartos de dormitórios do casal. A atuação de alguns personagens é muito amadora, e esteticamente, não acho que o casal principal combina, na verdade só senti alguma química no último ep.
A ost é boa, eu vi a história mais de uma vez pra entender direito, mas ainda assim recomendo.
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Vip gymnasium
A história é realmente hilária, uma comédia com ótimo roteiro. Até mesmo quando os personagens fazem algo que não gostamos é possível rir e se divertir com as cenas, que são muito bem produzidas.O espaço onde se passa a série é basicamente a academia, com poucas tomadas externas, mas ainda assim esse detalhe não deixou a série monótona.
O elenco é excelente, como é comum nas séries de Taiwan, atuação não deixa a desejar, muito convincente.
A trilha sonora é coerente com o ambiente em que se passa a série, porém não é muito marcante.
No geral, nota 10 pra atuação, e eu nem sou muito fã de comédias, com certeza indico e voltaria a ver.
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why love why?
Então... começando pelo roteiro. A história é mais uma das séries Filipinas feitas no auge da pandemia de COVID- 19. De início já podemos observar que a série faz uma crítica à desigualdade social no país, pois enquanto Benjo vive banhado em luxo, graças ao dinheiro de seus pais que tem origem criminosa, a família de Emil vive na miséria total, justamente por seus antepassados terem sido vítimas do roubo que enriqueceu a família de Benjo, inclusive, ambos precisaram se reunir pois Emil não tinha nem computador nem acesso à internet. Emil tem que dividir as poucas roupas com seus irmãos, enquanto Benjo tem closets inteiros de roupas que nem mesmo usa. Emil sofre provocações dos colegas por ser pobre, mas parece não se importar com isso, e apesar da miséria, sua mãe faz o possível para colocar comida na mesa, e seus irmãos se amam, Ao contrário da família de Benjo, pois ele vive sozinho já que seus pais estão foragidos, e por isso ele se sente só. Também mostra o contraste da realidade social durante as quarentenas, onde os ricos, mesmo sem poder sair de casa tem tudo do bom e do melhor, enquanto os pobres se desesperam por não saírem para ganhar a vida pois seus recursos são escassos, e até mesmo escassos de informação, por exemplo, no primeiro ep a mãe de Emil afirma que o vírus não sobrevive no calor, no segundo ep, a moça grávida faz rezas e remédios caseiros pois viu no facebook que aquilo traria a cura, etc. Inclusive a morte dela é uma cena muito emocionante.Benjo claramente é bissexual, pois vemos que ele tem uma namorada, mas deseja Emil desde o primeiro contato. Emil vive num contexto social diferente, sem tanta informação, talvez por isso tenha mais dificuldade em aceitar sua atração pelo outro, e eu particularmente acho que foi muito rápida a forma como foram de colegas de sala para uma transa selvagem, e aqui tenho que dizer que essa série traz um apelo sexual gigante.
Existem alguns furos no roteiro. Por exemplo, os demais moradores do prédio onde Benjo mora não são ricos, o único apartamento luxuoso é o dele.
Um ponto positivo, sempre presente nas séries filipinas, é trazer atores trans em papéis de destaque. Kelly é uma personagem muito complexa, com uma história fantástica. É filha de um oficial das forças armadas e foi abandonada por sua família por ser trans, e vive lutando pela sobrevivência, apesar da solidão ela se ampara em sua fé em Deus. Percebe-se que ela é usada para mostrar a exploração, tanto sexual vivida por pessoas LGBTQIAP+, como a exploração de classe, pois cuida do prédio para a mãe de Benjo sem ganhar nada, apenas a moradia. Outra coisa boa nessa série é pautar o tema político (os Marcos), e o choque de realidade de quem é privilegiado e vê o quanto é difícil a vida para as minorias, que a meritocracia é apenas uma falácia (Quando Benjo manda kelly ir atrás de emprego).
A trilha sonora é boa e eu recomendo a série.
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