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37 eps de pura perfeição
O drama seria perfeito se não tivesse sido transformado num bromance, mas fora isso, nada a reclamar! Os 37 eps foram todos maravilhosos, uma história coesa em que todos os detalhes vão se encaixando como peças de quebra- cabeça. Não existem eps desnecessários, até naqueles mais enfadonhos, é possível perceber que algo aconteceu ali que fará sentido mais na frente.Jiang Yuelou, apesar da bipolaridade, não saiu do personagem de justiceiro em nenhum momento, bem como Chen Yuzhi, que apesar de todos os empecilhos, não se desvia do objetivo principal, encontrar sua irmã. Os outros personagens são muito interessantes, mas Chu Han precisa ser ovacionada, pois além do fato de ser mulher, era uma mulher independente e corajosa a ponto de se juntar a nossos heróis e brigar por justiça; e existe a questão de ver a cultura chinesa de época, que me fascina. Uma coisa que me encanta na série, e que está posta em primeiro plano mas nem sempre é percebida, é a forma como as relações interpessoais acontecem, como é possível as pessoas fingirem de forma magistral, mentirem e traírem com um sorriso no rosto e um tapinha nas costas.
Não existe nenhum aspecto técnico digno de críticas, inclusive a ost deveria ser premiada, pq é extremamente coerente com todo o contexto, e os instrumentais são a cereja do bolo nas cenas dramáticas ou misteriosas, além de serem perfeitas e trazerem o tom melancólico que a série propõe. A ambientação é perfeita, a filmografia da série nos remete ao frio que aparenta reinar, juntamente com as cores neutras que são utilizadas na maior parte do tempo.
Existe um casal secundário: Yu Tang Chin e Zhan Jun Bai, os dois tem personalidades opostas (ou não) e gostam de coisas parecidas. Entre eles existe uma relação que vai se mostrar bem tóxica em um ponto, quando descobrimos que Yu Tang Chin se aproximou de Zhan Jun Bai, se aproveitando da confiança que compartilhavam, para matá-lo e vingar sua parente morta por Zhan Jun Bai, que na verdade é um criminoso. Como a história deles se conecta com nossos protagonistas? Zhan Jun Bai sofre de uma doença respiratória que requer muito cuidado, e por isso o Dr. Chen Yuzhi acaba sendo próximo dele. Já o desquerido Zhan Jun Bai, é na verdade participante da rede de tráfico de ópio que Jiang Yuelou luta para combater.
Em suma, não existem personagens desnecessários, todos fazem parte de uma grande engrenagem e tem função vital na série, não existem pessoas colocadas por acaso. Cada história particular se liga aos protagonistas, todo o elenco atua muito bem e tem muita química.
O que me arrasou nesse drama foi apenas o final triste, mas vc pode pular essa cena e buscar o final alternativo para sofrer menos.
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Série pinoy de qualidade? Temos!
Em meio a um mar de péssimas séries Filipinas lançadas em 2020, temos Hello stranger como uma das poucas que deu certo. É uma série de pandemia como praticamente todas de 2020, tem um roteiro suave, sem dramas estrambólicos, personagens super cativantes e um elenco que tem uma ótima química. A série é fofa, cômica, reflexiva, traz muitos sentimentos à tona.O roteiro foca em três temas que acabam se entrelaçando. O primeiro é a amizade de Mico e de seu grupo (me apaixonei por Kookaie pela professora). O segundo é o envolvimento gradual e delicado dele e Xavier, que no começo não se deram bem, mas se permitiram abrir o coração um para o outro. O terceiro é o relacionamento de Xavier com Crystal, e aqui existe uma grande falha... eles iniciaram um relacionamento quando Xavier ainda namorava, isso por si só já é algo reprovável, e Xavier não tem estrutura psicológica para dizer não à Crystal, ok, ela estava em um momento difícil, mas era melhor enganá-la e fingir que ainda a amava? A série deixa claro que Xavier estava confuso sobre sua sexualidade, e esse foi um dos fatores que causou a confusão, pois sendo Mico bem resolvido, não quis se colocar na posição de amante, e isso é louvável. Ainda bem que no final tudo se resolve, mas eu achei que deveria ter tido um beijão no encontro, já que ambos estavam negativados para COVID, deveriam aproveitar não é? Outro ponto interessante, é que não sabemos nada sobre as famílias dos personagens, e o mais estranho é que apesar de ser uma série de pandemia, ninguém fala em pandemia (???).
Achei a atuação dos protagonistas muito boa, inclusive, na hora da apresentação do trabalho da escola eu chorei com eles. O resto do elenco também atua bem, é necessário entender que a atuação filipina é meio que singular...
Nos aspectos técnicos, sinto que foi bem melhor que a maioria das séries pinoy, tivemos uma boa continuidade, fotografia, filmografia, ost.
Enfim, acho que eu poderia ver mil vezes sem cansar! Recomendo muito, amo essa série, e o filme também é ótimo, inclusive tenho resenha dele aqui no MDL.
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Dúvidas demais pra uma série só
Pra mim esse drama foi problemático, pelo "excesso de falta" de explicações para coisas nas quais não vejo sentido algum, talvez por não ser ema expert no mundo dos bastidores literários, mas vamos lá.Primeiro, eu gostei da série, que isso fique claro! Gostei da atuação, gostei do casal, achei que ele tinham química - e olhe que quando vi o escritor Cha com cara de paisagem o tempo todo eu duvidei disso-, amei a ost, a filmografia, os detalhes técnicos como continuidade , sonoplastia, filmografia, todos estavam muito bem feitos. A série (padrão coreano) é curta em quantidade e tamanho de eps, então eu acho que o drama foi bem aproveitado no sentido de não focar em histórias secundárias que tomariam o tempo de tela dos protagonistas, mas aí temos um problema: Kim Jung Hyun. Ele também é um protagonista, mas toda a sua história fica apenas na superfície, tudo é muito obscuro e a história deles deixa muitas lacunas.
O plot é inovador, ok, mas vamos para as problemáticas:
Logo no início, somos apresentados a Han Tae Young, um jovem que trabalha em uma editora e recebe a missão de descartar o brilhante escritor Cha Jung Woo, pois ele cometeu um erro grave de entrar em um embate contra um homem poderoso. Quem é esse homem poderoso que nunca aparece, só é citado? Pq diabos esse homem teria tanto poder a ponto de impedir todas as editoras de um país a trabalharem com um escritor? E pq todas as editoras cederam a ele, ninguém tem ética nem moral nessa história? Na lógica deles, como iriam impedir as pessoas de lerem, se até mesmo publicado on line as pessoas leriam? Bem, não faz sentido pra mim...
Outro ponto, é a relação de ChaJung Woo e Kim Jung Hyun. É muito pouca a informação... no começo, quando Cha se sentiu abandonado, mostra eles se beijando e Kim Jung Hyun jurando amor e cuidado, mas não temos informações sobre passado e presente sobre esse relacionamento, eles já mantinham um relacionamento amoroso? aquele beijo foi apenas fruto da emoção do momento e do sentimento que ambos, ou apenas um sentia e colocou pra fora naquele instante? A história mostra um salto temporal, mas após esse salto, não foca claro a dinâmica da relação entre eles. São amantes? São apenas amigos que tem um acordo, mesmo com Kim Jung Hyun parecendo ser apaixonado (pq o escritor Cha nunca demonstrou sentimentos de amor por ele)? Eram realmente amantes mas romperam em algum momento que não foi mostrado? tudo muito obscuro...
Que relação existiu no passado entre a editora freelancer e Kim Jung Hyun? eles falam sobre isso no presente, mas nada é mostrado no passado...o mesmo acontece com o tal professor...
Enfim, lacunas demais, que poderiam ser resolvidas apenas dando explicações simples, sem adentrar nos assuntos, e deixariam a história bem mais lógica. Enfim, gostei da série, mas não posso negar os erros. Com certeza recomendo, e talvez até assista de novo, mas acho que o roteiro deveria ter sido muito aperfeiçoado antes da série ir ao ar.
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A raiva da primeira temporada só aliviou
E finalmente, depois de dois longos anos, em 2020 chegou a segunda temporada, trazendo o mesmo núcleo principal e um núcleo secundário quase todo renovado, dramas mais adultos, personagens amadurecidos (ou não), e situações novas, que fizeram nossos heróis concluírem a série com suas personalidades moldadas e conflitos resolvidos (pelo menos a maioria deles). O roteriro é muito bom, parte de uma premissa que insere vários flash backs do passado que nos fazem ver o início da amizade, e ajudam na construção do sentido da inserção de alguns personagens novos.Todas as burrices da primeira temporada foram resolvidas? Não. Alguns personagens até pioraram, mas as pontas não ficam soltas, tudo é explicado, por mais que não gostemos da explicação.
A atuação continua impecável, os aspectos técnicos também, inclusive, a música tema foi mantida e adaptada para uma batida mais rápida, gostei muito pois ela combina muito com a série.
Comecemos com as meninas: Boyo e Bew, Boom e Music, Am e Cris.
Boyo mais uma vez roubou o protagonismo. Todo o crescimento pessoal que vimos na primeira temporada também repercutiu no lado profissional. Boyo precisou lidar com as maiores cobras da série: Bew e Music. Também ficou o tempo todo navegando entre pretendentes que não a respeitaram como mulher, e soube colocá-los em seu devido lugar. Mesmo amando Good, não aceitou seu comportamento, não cedeu às investidas de seu ex, Safe, e quando descobriu o péssimo caráter de Locker, soube dar um belo pé na bunda dele. A mulher decidida e forte, não aceitou ser rebaixada em nenhum dos aspectos da sua vida, e foi gigante ao preferir terminar sozinha do que pôr em risco sua amizade com Good. Já Bew, claramente tem problemas psicológicos ligados à alto estima, além de ter traços narcisistas e manipuladores, o tipo de pessoa que vc entra no fogo pra defender pois ela não dá indícios de seu mau caráter. Apesar de toda a raiva que ela proporcionou, a personagem dela foi uma das responsáveis pelo amadurecimento da história, trazendo os problemas dela à tona, que culminaram na tentativa de suicídio. Foi bom vê-la se esforçar tanto para mudar, entender o que era preciso para poder ficar bem um dia, que bom que foi perdoada e pôde seguir em frente.
Boom mais uma vez foi uma surpresa negativa, a palavra empoderamento definitivamente não existe no dicionário dela, não teve nenhuma evolução pessoal, aliás, a dependência emocional só piorou, além disso, largou sua própria vida profissional pra viver em função de um homem que claramente não a respeitava de nenhuma forma. Seria ótimo se ela tivesse ficado com Tod, seria mais feliz com um homem bom e Tor sofreria com o golpe, talvez melhorasse como ser humano.
Music, desde o início deu indícios de ser uma mulher que não tinha o menor desejo em se valorizar. Apesar de ter consciência de sua beleza e sensualidade, ela preferia usar isso para prejudicar a si mesma, e não falo isso no quesito de seduzir e transar quando quisesse, mas por escolher pessoas ou comprometidas ou que não a respeitavam. Gostei da conexão dela e Good, uma amizade sincera, e também gostei de ver ela se valorizando mais no fim de tudo.
Am pra mim, foi a maior surpresa entre as garotas. Não foram mostrados com ênfase os problemas familiares da primeira temporada (só o preconceito da mãe), mas ao conhecer Cris ela levantou duas discussões importantes: a bipolaridade e a assexualidade. Tive curiosidade no início sobre o bebê, e só quase no fim é que a mãe cita que ela o perdeu. Sobre a assexualidade, fiquei imaginando como era doloroso para ela se relacionar com Bern, numa cultura que prega a superioridade masculina... além disso, até hj esse assunto ainda não é muito comentado, portanto foi muito importante trazer essa discussão. Sobre Cris ser bipolar, foi muito maravilhoso que esse assunto tenha sido levantado, os transtornos mentais crescem a cada dia, é necessário espaço para que as pessoas conheçam e possam buscar informações sobre. E eu não poderia deixar de citar o fato de ter um casal lésbico numa série em 2020. Pra mim, brasileira, isso pode parecer normal... mas a Tailândia lançou sua primeira série GL em 2023, então foi corajoso falar sobre isso em 2020, em meio à tantas complicações do casal.
Vamos aos meninos, Safe, Good e Locker, Tor e Tod, Stud e Ta, e nosso casal Dr. Sam , Earth e Pop.
Safe: Veio com uma nova roupagem... o garanhão sem escrúpulos da primeira temporada virou uma marionete nas mãos de Bew, e percebeu que amava Boyo. Me afeiçoei ao personagem, senti empatia. Ele não sabia dos sentimentos de Bew, e mesmo assim a perdoou depois dos erros, foi a pessoa que mais se preocupou com ela após a tentativa de suicídio, independente de tudo, ele foi um grande amigo.
Good: Outra grata surpresa. Fiquei triste pois ele desde o início demonstrou amar muito Boyo, nem achei que o desentendimento entre eles foi motivo suficiente pra que eles não voltassem. Quanto Music, ele nunca a usou, nunca a enganou, e ainda demonstrou ser um grande amigo. Queria ela e Boyo juntos, não rolou, mas pelo menos foram maduros para manter a amizade.
Locker: Não sei como defini-lo sem ferir os direitos humanos, um grande bosta, narcisista!!! Como Boyo disse, uma criança mimada querendo atenção e sem querer dividir seus brinquedos, usando seu dinheiro para tentar ser superior a todos. Amei o que Blue fez com ele, e o que as garotas fizeram também.
Tor: Continuou um babaca, tóxico, infantil e ridículo. Para mim, as atitudes dele para com Boom foram abomináveis desde a primeira temporada, mas nessa se intensificaram pq o sucesso subiu à cabeça. Não achei justo que ele tenha terminado com Boom, que ela tenha aceitado a suposta mudança, que inclusive aconteceu sem nenhuma construção, foi da noite para o dia.
Tod por sua vez era um ser humano incrível... achei super corajoso ele assumir seus sentimentos para Boyo, e ser íntegro o suficiente para deixá-la com o irmão, e ajudar o irmão a criar juízo.
Stud: Pelo menos eu entendi que toda a maldade, o desapego pelos sentimentos dos outros, as tentativas de destruir o relacionamento de Earth, eram na verdade pq ele o amava, de um jeito tóxico e doentio, mas amava. Sobre Ta, achei que ele foi mais paciente do que deveria, perdoando alguém que foi um idiota com ele, mas que bom que no final ele mudou Stud e eles ficaram bem.
Dr Sam: acho que o que ele fez com Earth deveria realmente retornar para ele, até pq, na primeira temporada, ele parecia não se dar conta da gravidade do que fez, além de que foi Earth que pediu pra voltar. Ele continuou o mesmo sem noção, imagine querer que seu namorado more no lugar dos sonhos planejado pelo seu ex? ele não tem nenhum amigo pra avisar? Fiquei com uma certa peninha quando vi ele propondo relacionamento aberto, conversando com Stud, ficou claro que ele realmente amava Earth, mas quando só um ama o relacionamento não é feliz.
Tod: sem comentários... um saco de merda vale mais que ele.
Earth: não consigo perdoar ele ter voltado para Sam depois de ter sido traído, mas consigo passar pano para a traição dele. Como o próprio Sam falou, até então ele havia sido o único homem na vida de Earth depois que ele se descobriu gay, Earth não experimentou o mundo, foi direto pra uma vida de "casado", era natural que em algum momento ele sentisse necessidade de liberdade, e talvez a traição que ele sofreu tenha sido o gatilho. Ele foi muito mais honesto que Sam, pois assumiu seu erro sem ser pressionado, e foi gigante ao preferir terminar sozinho, mesmo sabendo que Sam o amava, já que ele não sentia mais o mesmo por ele.
Apesar das raivas, é muito boa essa série, as atuações são ótimas. Eles transmitem emoções de forma muito intensa, existem situações que pra mim são surreais de vivenciar na vida real, mas mesmo assim eu achei interessante. Alguns personagens se redimiram, outros não, mas eles mostraram personalidades reais, que a vida nem sempre é um conto de fadas, e muitas vezes não sairá tudo conforme planejamos. Recomendo muito, as duas temporadas
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Pouco furo e muita emoção.
É realmente uma história impressionante, que foge totalmente do lugar comum. Uma história sem os clichês de sempre, inovadora, e bem explorada apesar de curta. Que roteiro espetacular... obviamente, não esperei um final feliz, mas até mesmo o final triste teve mais poesia do que tristeza.A história mistura real e sobrenatural. Algo inexplicável acontece, quando um jovem morre, e apesar de morto continua com todas as habilidades físicas de um ser vivo, exceto o funcionamento dos órgãos.
A história é narrada, em parte por cada um dos dois protagonistas. Isso é maravilhoso, pois podemos ver as duas perspectivas.
O interessante, é que não existiu nenhum drama que envolvesse o relacionamento deles, em relação à homossexualidade, desde o início os dois são bem resolvidos, aceitam os próprios sentimentos e se tornam namorados. Quando a "morte" acontece, é perceptível o desespero velado nos olhos do que fica vivo, e a compreensão melancólica do que estava morto, mas ambos não falam sobre isso, como se falar em voz alta fosse acelerar o processo de separação.
Os amigos são maravilhosos, simplesmente aceitam a situação, a médica é perfeita, e faz o possível para ajudar.
Achei interessante que o pai do rapaz vivo sabia de tudo e fingiu não saber, pois já tinha passado pela mesma situação. A família do rapaz morto também pareceu "prever", isso ficou claro no nascimento da bebê.
O que realmente senti falta foi de uma explicação para o que aconteceu, mesmo que fantasiosa. A história ficou no ar e ponto final... o final é bem poético, mas é triste saber que ele não seguiu em frente, pois seu amor não permitiu. Talvez seja a deixa pra uma segunda temporada onde haja um plow twist, não sei... outra dúvida que fiquei foi referente à noite que passaram juntos. Eles não usaram palavras explícitas, mas inicialmente entendi que o morto não conseguia ter uma ereção pois estava morto, e em seguida, após os beijos, eles afirmam que se tornaram um, dando a entender que transaram.
A atuação dos meninos é fantástica de verdade... a emoção que eles transparecem é latente. A ost é bem legal e os aspectos técnicos em geral são muito bons. É uma das séries que amo, realmente recomendo que assistam e se emocionem..
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Aquele Chernobyl que a gente ama
Bora lá, vou ser um pouco advogada do diabo aqui... existem muitas críticas negativas contra essa série, eu assisti toda a franquia, desde Kiss e confesso que os dois casais são o mais puro suco de Chernobyl, não dá pra desmentir isso. Mas apesar de não gostar dessa dinâmica de relacionamento, eu gostei da série, com algumas ressalvas.Já comecei me apaixonando pela abertura, bem estilo novela mexicana, e além da estética, não traz aquele monte de spoiler que normalmente as aberturas trazem.
Os personagens tem uma química incrível, gosto da atuação deles. A amizade realmente se fortaleceu, as personagens femininas não tem defeito, um grande salve pra rainha Sandee, linda e sensata sempre. As famílias são tudo que há de bom, e lembrem-se que é uma série de 2018, onde muitaaaaa coisa não era minimamente normalizada. O pai do Pete é maravilhoso, rachei de rir quando ele foi falar das camisinhas. O casal secundário, apesar de muito aclamado, não me emocionou tanto... achei que Mork demorou uma eternidade pra se situar no relacionamento, até pra aceitar o namoro fez cu doce até a última cena, enquanto o Sun estava lá todo emocionado. E além de tudo, tinha a coisa de não querer dormir junto, isso me passa uma vibe muito homofóbica, pelo menos da forma que foi posto na série.
Como já disse, acho os casais bem tóxicos. O Pete é ciumento, controlador, possessivo, chato pra crl. Senti coisas positivas sobre ele, ele via a família sendo super bem sucedida e queria crescer por seu próprio mérito. O Pete de Kiss das séries anteriores, que não suportava a ideia de namorar um cara, agora é a cadelinha do Kao, que infelizmente não sabe usar isso a seu favor pq é um grande paspalho. A questão de não assumir, eu posso até entender, mas meu Deus, ele achava que ia esconder até quando??? O ideal é que ele tentasse conversar com a mãe, inclusive a mãe era super gente boa, não consegui entender a relutância dele. O Pete, diante do conflito, apesar do Kao ter mentido, foi super incompreensivo, típico garoto rico e mimado, amei quando a Sandee jogou a real na cara dele.
E o capítulo à parte é o Non, meu Deus que ódio desse moleque do inferno. Depois até entendi, ele buscava desesperadamente o amor e atenção do pai, e definitivamente ser gay não o ajudaria, mas isso não justifica a atitude criminosa dele, sem falar que ele tramou o tempo todo pra ficar com Kao. Uma das coisas que me deixou bem chateada, foi ele não ter sido punido legalmente.
Sobre os aspectos técnicos, o que me incomodou foi a continuidade de algumas cenas, como se pulasse de uma cena para outra sem ligação nenhuma, dando a impressão que uma parte tinha sido cortada. Além disso, nada a reclamar.
Apesar dos defeitos, amo essa série e com certeza recomendo a todos.
Ps: pra quem amou o casal como eu, no mesmo ano (2018) a série "Our skyy" em sua primeira temporada, levou ao ar um episódio especial de Dark blue Kiss.
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Depois do review, passei a gostar
Assisti essa série quando lançou, em 2020, e assisti super ansiosa por cada novo ep, já que a série foi muito aguardada. Confesso que na época me decepcionei bastante, não foi o que eu havia idealizado, e somado à isso, a crítica negativa sobre a história estava em todos os lugares, de forma absurda. Terminei, gostei do final, mas não foi uma das minhas preferidas. Agora, em 2023, decidi rever a série numa maratona, e como normalmente acontece, mudei totalmente de opinião sobre tudo. A crítica mais contundente na época do lançamento era sobre o personagem do Tonhom, que era homofóbico, e eu como parte da comunidade LGBT me senti bem chateada com esse personagem. Hoje vejo como fui infantil na verdade. As séries são histórias de ficção, mas que retratam coisas do cotidiano, e INFELIZMENTE a homofobia faz parte do nosso cotidiano, por mais triste que seja pensar e dizer isso! Entendi que a ideia da série, era mostrar a evolução do personagem, que no final de tudo virou um gado apaixonado do Chonlatee, que virou o jogo com gosto. Dito isso, vamos às minhas percepções.O enredo da série é engraçado, e os atores fazem humor muito bem. Tem muitos clichês, e todos gostosinhos: o casal apaixonado desde criança, sendo que um aceita e o outro mente pra si mesmo, família homofóbica querendo herdeiro, ex- namorada surtada, amigos super do bem. Cada personagem tem sua história independente, e suas histórias todas se interligam entre si, fazendo a série ter coesão. Nai e Ai são "amigos" que em segredo são amantes, justamente por saberem que Tonhon é homofóbico, ou pelo menos demostra ser (essa parte precisa de uma explicação mais elaborada), isso foi algo que não gostei de início, achei um absurdo amigos viverem se escondendo de um outro amigo, era como se estivessem apoiando a homofobia deles. Mirian, que em sua primeira noite no bordel acaba conhecendo Ai e Nai e se salva de virar prostituta. Apesar de toda a carga de humor da personagem, não pude deixar de pensar que essa deve ser a realidade de milhares de garotas por aí, que por falta de dinheiro e oportunidade tem esse destino. Na, que de início eu excomunguei, mas depois entendi que ele tinha um coração enorme, e suas atitudes eram como uma defesa do mundo, que talvez não tivesse proporcionado a ele amigos de verdade, sem interesse em sua riqueza. A irmã de Tonhon, que graças a Deus era a lúcida da família, e seu problema no casamento, que confesso não saber se realmente existe tal transtorno, mas se existe, que bom que foi abordado. A ex de Tonhon que é o estereótipo criado e alimentado pelos BL's durante anos, da ex namorada raivosa. Não gosto desse clichê, e no caso dela ainda existia o agravante dela não amar ele de fato, tinha apenas interesse em seus bens. O amigo da ex, um cara totalmente sem escrúpulos, tenho um ponto positivo e outro negativo sobre a aparição desse personagem: O negativo, é que não percebi ninguém recorrendo à justiça depois que ele tentou ESTUPRAR Chon, isso é totalmente absurdo e super comum em BL'S, totalmente inaceitável. O positivo foi ver ele provar do veneno da amiga, quando percebeu que ela não agia por amor e era totalmente homofóbica, e ele como gay que era, sentiu na pele. Os pais de Tonhon que sinceramente, são a personificação da sociedade homofóbica! Ora, como queriam um filho de outra forma, se ao perceberem a orientação sexual do garoto a coibiram de forma que ele nem percebeu, de todas as formas possíveis? incutindo em sua mente durante toda a vida ideias machistas e preconceituosas? Além disso, o pai extremamente machista, parece achar que as mulheres são incubadoras, só servem para gerar filhos e pronto, não gostei da naturalização disso. Sobre Tonhom, é perceptível que ele não é homofóbico, ele finge pra si mesmo ser, e acaba externando isso para o mundo, como se estivesse o tempo todo em uma briga contra si mesmo, e que bom que ele perdeu a briga e se entregou ao amor. Achei fofo quando foi mostrado que ele sempre gostou de Chonlatee e percebeu os sentimentos dele, e que fez de tudo para tê-lo por perto, mesmo tentando fugir de sua sexualidade. Quanto à Nam, olhei e gritei: perfeita! Mãe exemplar, pessoa maravilhosa, melhor sogra e disposta a brigar com o mundo pelo seu filho, capaz de gritar e exigir respeito quanto à orientação sexual dele. Melhor pessoa!!! Talvez por isso, Chon, apesar de ser fofo e inocente, é forte como uma rocha, íntegro e não leva o desaforo pra casa, ele é morde e assopra na mesma proporção.
Sobre os aspectos técnicos, eu gostei da atuação, da fotografia, da ambientação, das locações, a única coisa que não gostei foi da ost!
Resumindo, depois de rever a série, mesmo admitindo que existem pontos negativos, com certeza passei a gostar mais dela, e com certeza recomendo!
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Não é uma maravilha, mas é aceitável
Assisti a série por que já era fã de alguns atores e isso me chamou atenção, mas confesso que tenho medo das séries Filipinas, pq do nada eles tas am um final totalmente sem lógica e a gente que lute pra aceitar.Apesar de ser uma série de baixo investimento, atuação não tão boa e roteiro com muitos furos, foi a primeira vez, repito, primeira vez, em que a mulher trans não é apenas a alívio cômico ou a caricatura. Ela tem um papel relevante e faz parte da trama central, e isso me encantou.
Os assuntos abordados são pertinentes. Além da já citada Genevive, temos uma mãe e 4 filhos e 1 filha. Dois desses filhos são gays, um deles é extremamente homofóbico e o outro, assim como a filha, não estão muito preocupados com a sexualidade dos demais.
Pelo que entendi a mãe é viúva. O filho homofóbico vive um relacionamento complicado com uma moça, que insiste em permanecer numa friendzone incômoda. Me incomodou muito o preconceituoso não ter nenhuma punição, fiquei indignada com isso. Apenas "se arrependeu" e tudo bem. Oi???
Enfim, pelo menos teve final feliz. A ost da série é linda, eles aproveitaram o ambiente e fizeram uma boa fotografia e filmografia. A atuação não é nota 10, mas dá para passar. Enfim, gostei e recomendo.
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A prova de que menos pode ser mais
Olha pessoal, eu gosto muito dessa série independente de qualquer coisa. Não estamos falando de uma série com um roteiro incrível, ou atuação impecável. Mas situando a série historicamente, ela é de 2019 (quando a assisti pela primeira vez), e nessa época, é importante lembrar que a Tailândia nadava num mar de séries BL universitárias extremamente clichês (a gente ama, mas é clichê). Posso dizer que a produção foi no mínimo corajosa e audaciosa ao jogar um roteiro com dois casais, sendo que um deles é formado por um funcionário de uma loja e um mototaxista, e o outro, por um pai solteiro abandonado pela esposa e um jovem mototaxista, que por sinal possui uma diferença de idade perceptível.Toda a série, que aparentemente tem pouco investimento, dada a quantidade pequena de atores e de locações. As locações são basicamente a loja, o ponto de moto táxi e o apartamento de Tos. Claro que temos uma ex esposa que volta das trevas, no melhor estilo "History right or wrong", um ex pretendente que volta da baixa da égua pra tentar se meter no meio do casal que demorou uma vida para se aceitar, e um monte de amigos maravilhosos e fofoqueiros de todos os lados, afinal, fofoca é vida.
A história, apesar de ter um certo drama com a separação do casal, é bem leve, e fica ainda mais suave com a presença de Scale, que BB fofo! Toda a história tem boas doses de humor, e na minha percepção tudo o que foi dito aqui acaba se sobrepondo à falta de investimento, que limitou muita coisa, como eu já disse, não é a melhor atuação do mundo, não tem uma ost encantadora nem fotografia esplêndida. A filmografia é bem simples, mas eu veria de novo umas 100 vezes, só pela história simples e cativante. Com certeza indico essa série.
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Não gostei!
Vamos lá... Assisti por causa de Yibo, e na esperança de ver ao menos um bromance (da China as expectativas são baixas). Só não me decepcionei mais, pois ver Wang Yibo é sempre um prazer, e boa parte do elenco também atuou muito bem, alguns nem tanto.Esperava mais em qualidade, justamente por ser da China, que faz raiva no BL mas estrega muito na qualidade, e senti aqui alguns pontos fora da curva. Efeitos especiais amadores, o roteiro muitas vezes não fazia o menor sentido, a música combinava, mas a filmografia me lembrou filmes muito antigos, com pouca qualidade. A fotografia teve tantas chances de ser bem aproveitada, com cenários estonteantes, mas não foi. Enfim, não perderia meu tempo vendo de novo. Assista por sua conta e risco.
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Muita coisa em aberto
Olha ... Sei nem o que dizer direito. Mas já que estamos aqui, vou tentar colocar em palavras o que eu penso.A sinopse prometia duas coisas: um combo de 3 casais BL, e uma história sobre a adolescência sem máscaras, mostrando coisas que eles realmente fazem, mas que os adultos fingem que não sabem.
O primeiro casal de início era Chogun e Ten. Eu achei muito interessante essa abordagem, pois ambos estão na puberdade, hormônios à todo vapor, se descobrindo, mas ambos tem noções de moral e ética bem diferentes. Os dois sabem o que são e o que querem, mas enquanto um deles está pronto pra gritar seu amor pra o mundo, o outro não está, aliás, depois do choque de realidade ele vai ceder, mas aí será tarde demais, pois Matteo vai ter a coragem que ele não teve, se assumir um namoro oficial com Chogun. Creio que essa dinâmica entre jovens casais seja mais comum do que pensamos. Quando Matteo entra na história, a dinâmica muda pra um rascunho do que deveria ser BDSM com Chogun, mas sempre termina numa grande confusão. Isso me frustou de imediato, mas percebi que se tratam de adolescentes se descobrindo, e talvez a intenção da série foi justamente explicar que para certas coisas é necessário o mínimo de maturidade. Achei maravilhoso que ele provou seu amor por Chogun e terminaram bem.
O segundo casal é o meu favorito: Burguer e King. O que os aproximou foi um mal entendido, mas a convivência fez com que eles se apaixonassem, King assumiu esse amor primeiro, Burguer foi mais resistente, pois temia ferir sua amiga que gostava de King. Pra mim foi o desenvolvimento mais bonito e saudável de todos.
O terceiro casal não veio aí. O clichê de irmãos por afinidade que se apaixonam, ficou no ar. A tensão entre eles era explícita, mas a série preferiu dar a eles um final aberto. O que mais me incomodou foi o fato de que o BB de óculos visivelmente não gostava da namorada, ele no fundo sabia que era gay e preferiu fugir disso. O auge de tudo, foi ele continuar protegendo a "namorada" de tudo e todos, mesmo depois de ser traído e humilhado. Tudo bem ele não ser um cuzão com ela, mas cara, já deu, vai viver tua vida. O irmão foi além e provou seu amor no incidente com Fern, se tiver uma segunda temporada, espero que esse casal seja trabalhado.
Uma coisa que gostei, foi que quando os vídeos viralizaram, a galera do basquete, que aparentemente era a mais homofóbica, tratou o assunto com respeito, e ensinaram uma lição ao amigo homofóbico.
Coisas que odiei:
1: a série começa com a polícia investigando uma morte, e termina sem que saibamos quem é o defunto.
2. a série colocou as mulheres como vilãs, achei isso tenso.
3. o final da Fern ficou aberto, ela acordou e não sabemos se ela lembra, se vai acusar ou não, enfim.
4. O final dos irmãos ficou em aberto também.
5. A professora trans era claramente homofóbica
6. Passa uma imagem de Ten com uma arma, mas depois isso foi esquecido no churrasco e não sabemos se aconteceu.
7. Tudo ficou em aberto, sugerindo uma próxima temporada, vamos ver se vem.
Tiveram outros pontos, mas deixo para a próxima.
Os aspectos técnicos são todos razoáveis. Os garotos, apesar de muito jovens, atuaram razoavelmente bem. A música combinou com tudo, os casais tinham química, a filmografia e fotografia eram boas. Eu indico essa série, mas aviso que ela não responde muitas perguntas, e que não é bom se apegar ao trailer.
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Amoooooo
De início eu não entendi o motivo do frenesi por causa desse drama, a ideia de uma drama que começa e evolui na cadeira de um dentista não me parecia razoável. Isso até eu ver o primeiro episódio e a ver a química surreal do casal principal.O roteiro dessa série é incrível, ela te prende desde a belíssima abertura, e do primeiro ao último ep temos um amor que acontece da forma mais linda possível, se construindo gradualmente, até que esteja maduro o suficiente para ser vivido. Gosto de como diversos temas são abordados, como traumas de infância, aceitação da família, problemas psicológicos, tudo isso envolto em uma aura de fofura e muitas pitadas de humor para aliviar os dramas, até o encerramento é lindo.
Gosto que a série resolveu muitas coisas, desde a situação do dentista com seu ex, com a família, amo como todos os outros personagens (menos as famílias) aceitam com a maior naturalidade o fato deles se amarem, gosto do final que deram para a irmã, inclusive sempre que eu via o encerramento da série eu me perguntava o porquê daquela performance, e entendi no final que era a dança do casamento dela. A única coisa que deixou a desejar, ao meu ver, foi o casal secundário, que não teve quase nenhum enfoque, e era um casal promissor e com muita coisa a ser discutida, como a questão da idade, a família do garoto etc.
Em relação aos aspectos técnicos, tudo maravilhoso (Taiwan não decepciona). Os atores são excelentes, todos eles combinam com seus papéis, a química vai além dos casais e é perceptível em todo o elenco. A ost é maravilhosa, a filmografia e fotografia também. Enfim, verei de novo com certeza, e espero que exista uma nova temporada, onde o casal secundário tenha mais destaque. Uma das minhas preferidas, não posso deixar de indicar.
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Perfeitinhos
Sabem aquela série que não promete mas faz? Então, é essa. E fez em apenas 4 episódios, sem cenas hot apelativas, tudo que eles tinham era um baixo orçamento, poucos atores, mas dispostos a dar o melhor de si, uma paisagem exuberante, uma ost de tirar o fôlego e uma química surreal entre os protas, mesmo sem rolar praticamente nada entre eles.A série tem um roteiro que poderia ter dado errado, por causa dos furos e do pouco tempo de tela. Um jovem viaja pra um hotel no campo pra superar um término, e lá ele encontra justamente sua ex com outro. Pra superar, mete a cara na cachaça e acaba, só Deus sabe como, amigo do barman. Os dois acabam por se interessarem um pelo outro e fica no ar a promessa de um depois (e veio aí, "The moment since (2020)".
Existem furos e não teria como não ter, visto o pouco tempo de tela, mas mesmo assim não ficou estranho nem aparentou ser muito rápido ou sem sentido o envolvimento dos meninos. A química do Bank e do Pon é surreal, nunca vou entender o motivo de separarem esse Ship. Eles transmitem sentimentos de forma muito singular. Como é tudo muito curto, o tempo todo a série foca no casal principal, então não existem tramas secundárias relevantes que desviem a atenção do público.
Eu veria essa série 1000 vezes, e indico que vejam a segunda temporada também. Simplesmente maravilhosa.
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FENOMENAL, SEM MAIS
Faço parte do fandom BL de forma assídua e fiel desde 2007, quando tudo era mato e o processo de conseguir ver os projetos era árduo. De lá pra cá, já se vão mais de 500 séries BL de diversos países da Ásia, então posso dizer com lugar de fala e categoria: KinnPorsche é uma das melhores séries já produzidas até hoje, e estou escrevendo essa resenha em 2023, quase um ano depois do lançamento da série.O sucesso estrondoso se deve a muitos fatores, mas creio que a quantidade de polêmicas em que a série esteve envolvida, realmente foi algo que prendeu os fãs. A série foi anunciada pela primeira vez em 2020, a novel ainda estava sendo escrita (terminou em 2021), pelos autores conhecidos por "irmãos DAEMI", um casal de irmãos extremamente problemáticos e polêmicos. Os primeiros produtores tiveram que sair do projeto por não conseguirem se entender com eles, e com isso, mais polêmicas, o medo da série não sair do papel e a esperança de que tudo se resolvesse. Em meio a esse alvoroço, a produtora "Be on Clould" assumiu o projeto, acalmando temporariamente os fãs, mas a calma durou pouco, pois em breve anunciaram a saída de alguns atores, entre eles, Gameplay, ator que tinha um ship com Jeff Satur na época, o que não agradou aos fãs do casal.
O investimento feito na série foi fenomenal. há quem diga que boa parte desse investimento veio do ator principal (Mile), intérprete de Kinn, apenas para realizar seu sonho de atuar, não posso afirmar se é verdade, mas o fato é que muito dinheiro foi envolvido e uma super produção foi ao ar. Após o fim da série, o elenco entrou em uma turnê mundial e chegou a formar uma banda, porém após os escândalos envolvendo um dos atores principais, Intérprete de Pete (Build), as chances de uma segunda temporada foram por água abaixo.
A série foi perfeita? Não! Teve coisas que não gostei? Com certeza! Mas negar a obra de arte que ela foi deveria ser considerado pecado. Antes de ver a série eu li a novel, confesso que não gosto de fazer isso, mas a curiosidade foi mais forte. E um dos pontos que deveria ter sido melhor para mim é o fato da parte final da série não ser fiel à novel, pois as coisas se encaminharam para uma aparente segunda temporada, tanto pelo fato da mãe de Porsche e Porchay ainda estar viva (na novel ela está morta), como nas palavras finais do pai de Kinn, tanto pelo fato de não terem explorado o romance de Kim e Porchay, tudo dava a entender que para que as peças se encaixassem perfeitamente, deveria ter uma próxima temporada. Aí veio a confusão entre o ator e a escritora e tudo foi parar no tribunal, segunda temporada, bye bye, saudades do que a gente não viveu kkkkkk.
No aspecto técnico, não tenho nada para reclamar. As cenas são absolutamente irretocáveis, desde a atuação, entrega e química fenomenal entre todos os atores, que se encaixaram de forma perfeita em seus papéis. As cenas de luta são muito bem coreografadas, e até a fumaça vermelha na hora dos tiros, que me incomodou tanto no começo, passou a fazer sentido para mim.
A série teve uma filmografia, cenografia e fotografia que foram totalmente inovadoras, o uso das cores era totalmente ligado à psicologia de seus significados, e a mudança de cor acompanhava as mudanças de humor, de cenário, de situação. Cores quentes em momentos quentes ou felizes, cores sombrias em momentos de tensão.
O uso de espaços grandiosos nas cenas de suspense para dar o efeito de medo, a forma como as cenas eram filmadas, de ângulos belíssimos, inteligentes e eu diria que até improváveis. A continuidade das cenas, não existiam cortes "do nada", seguidos por uma cena que não se conectava à anterior. A música simplesmente perfeita complementando a obra e sendo o xeque- mate.
Outro ponto, é a imprevisibilidade. Cada ep traz uma dose de adrenalina diferente, ou por causa de uma cena de ação bem - feita, ou por causa de uma cena de sexo espetacular, às vezes nem precisava do sexo, mas o romance fazia-nos encantar, ou tudo isso se misturava e nos deixava enlouquecidos, como nas cenas de ação em que Kinn e Porsche achavam tempo para sacanagem em meio aos tiroteios. Os sentimentos em relação aos atores mudam, uma hora você confia nesse, no próximo ep já acha que ele é um traidor e por aí vai.
Outra coisa que amei, foi o fato da homossexualidade ser tratada da forma mais natural possível, existiram dramas por tudo, menos por isso, justamente numa série de máfia. Gostaria muito de ver o desenvolvimento de Kim e Porchay, mas, infelizmente parece que não vou ver.
Enfim, o tipo de série que trouxe milhares para o fandom, e que eu ainda irei rever mil vezes. Eu panfleto KinnPorsche em toda e qualquer oportunidade. Por favor, não parta dessa vida sem ver essa obra de arte.
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Diferente, de um jeito bom.
Essa série mostra tantos problemas culturais, em tantos níveis, que me deixou profundamente incomodada e triste, me perguntando se situações como essa são reais. Sabemos que Taiwan- atualmente é um território independente da China, e nos dias de hj é bem mais liberal, mas como a série é 2017, mostra um conservadorismo doentio, numa sociedade que criminalização a homossexualidade e obrigava as pessoas LGBT a fazeram coisas extremas para se manterem em paz na sociedade, mesmo que para isso tivessem uma vida de fingimento. A questão do casamento de fachada foi algo que me chamou atenção... Será que isso é algo normal fora da ficção?O roteiro fala de um casal gay, um Taiwanês e um americano. Como o Taiwanês vive sob as regras de seu país e tem uma mãe totalmente conservadora, ele consegue uma esposa falsa, uma moça lésbica que aceita casar com ele apenas para que ambos possam viver suas vidas em paz, mas na realidade, ambos não tem nenhum relacionamento. Pra esconder tudo isso da mãe, eles fazem várias maluquices, e isso traz muito alívio cômico para a série. O ápice é quando a irmã do rapaz Taiwanês se apaixona pela sua esposa falsa, e é correspondida, pois agora além de um filho gay, a mãe também terá que lidar com uma filha lésbica, sem contar a decepção do casamento falso. No final tudo se resolve, mas a duras penas... É triste pensar que alguns lugares do mundo ainda são assim. A falsidade da mãe,. no desespero de resolver a vida dos filhos fingindo que está doente, foi o reflexo da sociedade homofóbica e patriarcal em que eles vivem, e mais revoltada fiquei por ela não sofrer nenhuma punição pela grave mentira que inventou, ainda bem que as bombas estouraram antes do casamento e ela teve pelo menos que encarar a verdade, inclusive as falas de Rou no último EP enquanto a mãe argumenta na cama do hospital são duras, mas muito necessárias. É difícil entender se a dor da mãe é de preocupação com os filhos, ou se a preocupação é com a opinião dos outros.
Gostei da cumplicidade entre os irmãos, que se protegem e protegem a mãe do desgosto enquanto é possível, e peguei um ranço incrível da namorada infiel, que é extremamente incompreensiva e utiliza argumentos idiotas pra justificar sua traição.
Amei a personalidade da Rou, que não aceitou viver uma vida de fingimento, nem ao menos cogitou isso.
Quando pensamos na atuação, não há o que reclamar, é muito boa. A ost é apenas instrumental, então não me.chamou muito atenção. Como a série é um pouco antiga, a filmografia não é das melhores, mas vemos cenários urbanos bem bonitos.
Não é o tipo de série que eu fico devendo, já vi duas vezes e basta, mas com certeza recomendo, traz lições valorosas.
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