This review may contain spoilers
Mesmo com tropeços, ainda é amor
Essa segunda temporada nos mostra claramente a evolução do casal, mesmo que de forma lenta. É um crescimento que acontece aos poucos, mas que se constrói dentro dos dois. O Shin continua sendo intenso, direto e cheio de energia — algo muito ligado à sua idade e à forma como ele sente e vive o amor. Já o Minato segue mais “lerdinho”, cuidadoso e travado, mas é justamente aí que está a beleza da história.
Ao longo dos episódios, acompanhamos o sentimento crescendo cada vez mais dentro do Minato. A insegurança dele — principalmente o medo de se expor e de assumir um relacionamento — vai aos poucos se esvaindo, dando espaço ao amor e à vontade genuína de estar junto. E o mais importante: ele mostra isso ao espectador, não só em palavras, mas em atitudes, o que torna esse desenvolvimento muito satisfatório de acompanhar.
Também não dá para deixar de mencionar o queridíssimo casal Asuka e Shu. Mesmo que eu tenha sentido falta de um aprofundamento maior na história deles, ainda assim existe um desenvolvimento, mesmo que pequeno, e isso é algo positivo. Eles conseguem acrescentar camadas à narrativa e trazer um contraste interessante com o casal principal.
Sobre o momento em que o Asuka pede conselhos ao Shin e o Shin inicialmente não quer ajudar, eu achei compreensível. O Shin nunca demonstrou ter muita intimidade com o Asuka, então essa reação soa coerente com a personalidade dele. Ainda assim, ele acaba ajudando do seu próprio jeito — o que também diz muito sobre quem ele é.
Muitas pessoas comentaram que sentiram a série mais como um “bromance” do que um romance, e eu entendo esse ponto. Os romances japoneses têm uma linguagem diferente da nossa: são mais contidos, sutis e baseados em gestos, silêncios e escolhas. E é justamente isso que torna o dorama um dorama. Se a intenção fosse algo mais intenso ou explícito, existem produções ocidentais que entregam isso muito melhor — aqui, o foco é outro.
Tirando aquela parte (quem assistiu sabe), eu recomendaria sim tanto essa segunda temporada quanto a primeira. São obras delicadas, humanas e marcantes. Com certeza não vou conseguir tirar esses personagens da cabeça tão cedo.
Ao longo dos episódios, acompanhamos o sentimento crescendo cada vez mais dentro do Minato. A insegurança dele — principalmente o medo de se expor e de assumir um relacionamento — vai aos poucos se esvaindo, dando espaço ao amor e à vontade genuína de estar junto. E o mais importante: ele mostra isso ao espectador, não só em palavras, mas em atitudes, o que torna esse desenvolvimento muito satisfatório de acompanhar.
Também não dá para deixar de mencionar o queridíssimo casal Asuka e Shu. Mesmo que eu tenha sentido falta de um aprofundamento maior na história deles, ainda assim existe um desenvolvimento, mesmo que pequeno, e isso é algo positivo. Eles conseguem acrescentar camadas à narrativa e trazer um contraste interessante com o casal principal.
Sobre o momento em que o Asuka pede conselhos ao Shin e o Shin inicialmente não quer ajudar, eu achei compreensível. O Shin nunca demonstrou ter muita intimidade com o Asuka, então essa reação soa coerente com a personalidade dele. Ainda assim, ele acaba ajudando do seu próprio jeito — o que também diz muito sobre quem ele é.
Muitas pessoas comentaram que sentiram a série mais como um “bromance” do que um romance, e eu entendo esse ponto. Os romances japoneses têm uma linguagem diferente da nossa: são mais contidos, sutis e baseados em gestos, silêncios e escolhas. E é justamente isso que torna o dorama um dorama. Se a intenção fosse algo mais intenso ou explícito, existem produções ocidentais que entregam isso muito melhor — aqui, o foco é outro.
Tirando aquela parte (quem assistiu sabe), eu recomendaria sim tanto essa segunda temporada quanto a primeira. São obras delicadas, humanas e marcantes. Com certeza não vou conseguir tirar esses personagens da cabeça tão cedo.
Was this review helpful to you?

