romance
Amor Rural poderia ser vendido como um antídoto para a correria da vida urbana, mas na prática funciona mais como um teste de paciência. O casal protagonista é irritante de um jeito quase meticuloso: ele fala como se estivesse preso em um manual de romance, e ela passa metade das cenas abaixando a cabeça, desconversando e fugindo de qualquer conclusão. Não há fluidez, não há química — só diálogos emperrados que arrastam a trama para lugar nenhum.
E se o espectador espera que o ambiente bucólico traga respiro, está enganado. Os moradores da vila se intrometem em absolutamente tudo, como um coro de vizinhos fofoqueiros pronto para sabotar qualquer chance de intimidade. O resultado é sufocante, beirando o caricato, como se a história não conseguisse existir sem intervenção externa a cada cinco minutos.
E se o espectador espera que o ambiente bucólico traga respiro, está enganado. Os moradores da vila se intrometem em absolutamente tudo, como um coro de vizinhos fofoqueiros pronto para sabotar qualquer chance de intimidade. O resultado é sufocante, beirando o caricato, como se a história não conseguisse existir sem intervenção externa a cada cinco minutos.
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