This review may contain spoilers
10DANCE Encanta com Atuações Marcantes e Coreografias de Tirar o Fôlego!
O mercado de produções Boys' Love (BL) acaba de ganhar um marco histórico. Sendo a primeira produção original do gênero pela Netflix no Japão, este filme não apenas surpreendeu o público, mas também elevou o patamar de fidelidade e qualidade técnica de adaptações. Baseado em um mangá de grande sucesso, o longa honra a belíssima essência da obra original em uma produção absolutamente sensacional.
Embora o tempo reduzido de um filme exija cortes e algumas subtramas pudessem ter um desenvolvimento mais profundo, a estrutura geral é incrivelmente bem construída. O roteiro mantém os pontos essenciais do quadrinho, embalado por uma trama envolvente e uma química avassaladora entre o elenco principal.
O grande diferencial que transforma o filme em uma experiência artística e poética é a dança de salão. Os diferentes estilos coreográficos, os jogos de rivalidade, as expressões faciais e a intensidade das interações entregam um sentimentalismo único a cada cena.
O nível de entrega do elenco é nítido. Há relatos de que os atores passaram por um treinamento intensivo de seis meses e o resultado na tela é incontestável: a execução das coreografias é tão perfeita que fica claro que os próprios protagonistas assumiram a pista na maior parte do tempo, dispensando dublês. O elenco realmente deu o sangue e se dedicou por inteiro para entregar um espetáculo visualmente impecável.
A atuação é outro ponto alto. Tanto Keita quanto Ryoma, além do elenco de apoio feminino, dão muita vida e personalidade aos seus personagens. Destaco especialmente a performance de Ryoma como Suzuki; ele brilha tanto nos momentos dramáticos quanto nas cenas de dança, entregando o molejo e o carisma exatos que o papel pedia. E, claro, a química nos momentos de intimidade e os beijos são marcantes (embora quem assiste sempre termine querendo um pouquinho mais!).
Se há um detalhe a ser observado — que não chega a ser um ponto negativo, mas sim uma característica narrativa —, é a forma como os sentimentos do personagem Sugiki são abordados. Em alguns momentos, as motivações por trás de suas reações não ficam tão explícitas, gerando aquela leve sensação de "será que perdi alguma cena?".
O cinema japonês tem essa inclinação de poetizar e Metaforizar os sentimentos. Às vezes, como espectadores, preferimos a honestidade direta de um "eu gosto dele" em vez de metáforas floreadas para se chegar a um veredito. Ainda assim, é um detalhe que não atrapalha a imersão na história, e quem leu o mangá provavelmente encontrará essas lacunas mais preenchidas.
O desfecho do longa deixa um gancho perfeito e aquela sensação gostosa de que uma continuação é possível. Um detalhe crucial que só percebemos bem no final é que a dupla ainda não chegou à tão sonhada competição 10DANCE, mencionada desde os minutos iniciais. Eles enfrentaram vários degraus e torneios preparatórios, mas o grande confronto final ainda está por vir. Essa brecha deixa as portas abertas e o público ansioso por uma sequência.
Se eu recomendaria este filme? Sem a menor dúvida! Se você aprecia histórias com forte conexão emocional e, acima de tudo, ama a arte da dança, pode dar o play de olhos fechados. É uma experiência visual e sentimental que vale cada segundo.
Embora o tempo reduzido de um filme exija cortes e algumas subtramas pudessem ter um desenvolvimento mais profundo, a estrutura geral é incrivelmente bem construída. O roteiro mantém os pontos essenciais do quadrinho, embalado por uma trama envolvente e uma química avassaladora entre o elenco principal.
O grande diferencial que transforma o filme em uma experiência artística e poética é a dança de salão. Os diferentes estilos coreográficos, os jogos de rivalidade, as expressões faciais e a intensidade das interações entregam um sentimentalismo único a cada cena.
O nível de entrega do elenco é nítido. Há relatos de que os atores passaram por um treinamento intensivo de seis meses e o resultado na tela é incontestável: a execução das coreografias é tão perfeita que fica claro que os próprios protagonistas assumiram a pista na maior parte do tempo, dispensando dublês. O elenco realmente deu o sangue e se dedicou por inteiro para entregar um espetáculo visualmente impecável.
A atuação é outro ponto alto. Tanto Keita quanto Ryoma, além do elenco de apoio feminino, dão muita vida e personalidade aos seus personagens. Destaco especialmente a performance de Ryoma como Suzuki; ele brilha tanto nos momentos dramáticos quanto nas cenas de dança, entregando o molejo e o carisma exatos que o papel pedia. E, claro, a química nos momentos de intimidade e os beijos são marcantes (embora quem assiste sempre termine querendo um pouquinho mais!).
Se há um detalhe a ser observado — que não chega a ser um ponto negativo, mas sim uma característica narrativa —, é a forma como os sentimentos do personagem Sugiki são abordados. Em alguns momentos, as motivações por trás de suas reações não ficam tão explícitas, gerando aquela leve sensação de "será que perdi alguma cena?".
O cinema japonês tem essa inclinação de poetizar e Metaforizar os sentimentos. Às vezes, como espectadores, preferimos a honestidade direta de um "eu gosto dele" em vez de metáforas floreadas para se chegar a um veredito. Ainda assim, é um detalhe que não atrapalha a imersão na história, e quem leu o mangá provavelmente encontrará essas lacunas mais preenchidas.
O desfecho do longa deixa um gancho perfeito e aquela sensação gostosa de que uma continuação é possível. Um detalhe crucial que só percebemos bem no final é que a dupla ainda não chegou à tão sonhada competição 10DANCE, mencionada desde os minutos iniciais. Eles enfrentaram vários degraus e torneios preparatórios, mas o grande confronto final ainda está por vir. Essa brecha deixa as portas abertas e o público ansioso por uma sequência.
Se eu recomendaria este filme? Sem a menor dúvida! Se você aprecia histórias com forte conexão emocional e, acima de tudo, ama a arte da dança, pode dar o play de olhos fechados. É uma experiência visual e sentimental que vale cada segundo.
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