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Pecou por excesso, não precisava de 33 episódios!
Eu adoro histórias em que os protagonistas voltam no tempo ou vão parar em universos paralelos e têm a oportunidade de tomar decisões melhores ou apenas aproveitar momentos que passaram despercebidos na vida original e fizeram falta depois – independente se essa experiência é real ou apenas um sonho, como é neste caso.No entanto, ao chegar no episódio 15 deste c-drama, me surpreendi ao descobrir que ele tem 33 episódios e não 24, ou seja, apesar do sentimento ser de "reta final", na verdade eu ainda não cheguei nem na metade da história!
Minha energia vital foi sugada entre os episódios 13 - 17 porque há muitas cenas desnecessárias e até algumas que poderiam ser taxadas de filler de tão gratuitas que são. A partir do 18, a história voltou a tomar uma forma mais fluida e tornou-se menos cansativo acompanhar o desenrolar da trama – aqui já é possível teorizar sobre o que está acontecendo de fato e o que está por vir.
O auge foi quando a personagem retornou para 2022 e tivemos uma boa sequência inicial de episódios, reforçando o quão boa é a química do casal principal, além de teorizarmos sobre o que foi real e o que não foi durante o coma dela. No entanto, não demora muito para que o drama volte a se perder nos excessos e rodeios. Do 29 em diante, eu acelerei ou pulei muitas cenas.
No fim, apesar de satisfeito que tudo acabou bem, a vontade de tirar uns 3 episódios da série e condensar outros, reduzindo a obra toda a 28 ou 26 episódios, permaneceu. Acho que já deu para perceber a minha frustração com o tamanho deste c-drama, mas gostaria de realçar que isso advém muito do potencial da história e da vontade de vê-lo ser executado com um pouco mais de "mão na consciência".
Por exemplo: é como ver um milagre sendo transmitindo ao vivo, só que o responsável pela filmagem não tem a capacidade de focar 100% no que precisa ser mostrado e acaba virando a câmera vez ou outra pra uma cena menos relevante, como a toalha da mesa. Embora você fique feliz por ter visto o milagre, ainda sim gostaria de ter visto através de uma transmissão melhor.
De toda forma, eu recomendo esse drama para quem gosta e já teve contato com plots semelhantes (Lovely Runner, Love for Love's Sake, The Romance of Tiger and Rose, Don't Disturb My Study, Erased e Lost Romance). Eu amo esse tipo de história e por isso dei uma chance, gostei, só não assistiria novamente porque algumas partes são cansativas para ver de novo.
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Este c-drama está sob minha proteção.
Descobri esse mini-querido por causa do Lai Kuan Lin e me interessei pelo plot assim que li a sinopse, só não esperava que amaria tanto. <3Como dei um check na sinopse antes de assistir, o episódio 1 me deixou bem confuso sobre a forma como ela foi parar no "passado".
Mas deixando esse começo esquisito de lado, eu só tenho elogios a fazer, pois o drama acabou, e eu nem percebi que o casal principal não tinha se beijado – literalmente.
Para mim, eles estavam tão "juntos", que é como se eles já tivessem feito de tudo, e só a gente que não viu. Inclusive, dado o status final desses dois pestinhas, provavelmente foi isso o que aconteceu.
O elenco é um amor e todos os personagens são muuuuito queridinhos – inclusive quem deveria ser um pé no saco ou até um rival no amor.
Salvei todas as músicas da OST e já faz quase uma semana que não consigo parar de ouvir e criar fanfics na minha cabeça... é sério, eu quero um namorado.
O único grande defeito é que o final foi bem apressadinho e senti falta de um episódio mais longo contextualizando os fatos, ou talvez até um episódio a mais (este seria o cenário ideal).
O plot twist chega na voadora e mal dá tempo de absorver o baque, e então tudo fica bem novamente, só que você vê os créditos passando e ainda está processando algumas informações.
É difícil colocar em palavras, mas estes adolescentes me fizeram chorar um par de vezes – até eu gostaria de uma segunda chance. Como nem só de choro se vive, eu também ri muito e me apaixonei junto com o casal.
No geral, é lógico que eu recomendo este draminha, principalmente se você for boiolinha como eu. Ah, e também assistiria novamente porque o desenvolvimento não é cansativo.
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Uma mistura de "Ela é o cara" com "Sorte no Amor"
Essa história tem vários elementos que me lembraram de filmes que já vi no passado e gostei, como o "Sorte no Amor" de 2006.E se você não sabe do que estou falando, é aquele que a Lindsay Lohan – no auge da sua fama – beijou um cara azarado e a sua sorte virou, literalmente.
Ah, e nem preciso mencionar o quanto lembra a comédia romântica "Ela é o cara", né? Enfim, eu me diverti muuuuito assistindo, principalmente porque ele é carregado de clichês. Num momento você está com vergonha alheia, e no outro, está adorando!
O protagonista masculino é um anjo na terra que tenta se disfarçar de diabinho e falha miseravelmente. E a protagonista feminina não fica muito atrás não, e ainda tem química com o elenco inteiro – inclusive com as mulheres, mais uma semelhança com "Ela é o cara".
Aliás, o que dizer das mulheres deste drama? São todas incríveis, até mesmo aquelas que deveriam ser detestáveis. O elenco masculino também é um charme a parte. <3
Mas assim, não é uma história perfeita, poderia ser melhor em vários pontos e é absurdamente previsível – além de ter alguns rodeios meio nhe. No entanto, deixo minha recomendação para passar um tempo relaxxxx.
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Compensa demais, só não leva o final para o pessoal que fica tudo bem.
Não é genial, mas tem uma história cativante, onde o romance DEFINITIVAMENTE não é o foco, apesar de estar ali também para deixar nossos corações quentinhos – e talvez isso tenha desagradado algumas pessoas que assistiram, eu nem tanto.Eu AMEEEEI que a FL sempre tinha uma ideia diferente para fazer dinheiro, a bichinha é esperta e usou todos os seus conhecimentos da era moderna a favor para pensar em novos negócios e lidar com obstáculos. O ML também contribuiu com diferentes pontos de vista, o que me passou uma energia de The Double, só que muuuito menos dramático.
Essa duplinha é GOLD e rendeu uma cena inesquecível logo no começo, quando ambos estão com problemas e fazem um trato para se ajudar. Nisso, o ML aparece com um bebê no colo para impedir que a FL seja levada pela casamenteira, o que seria terrível considerando que era um casamento de sacrifício.
Ele diz que a FL não pode se casar com outro, afinal, eles já têm um caso e até mesmo um filho. A FL foi pega de surpresa porque essa parte da criança não havia sido combinada entre eles. Mais tarde, é revelado que ele emprestou o bebê de outra pessoa e ainda fez a família da FL pagar a mãe da criança, porque ele não tinha dinheiro.
O ML também deu tudo de si para manipular a família escrota dela e convencê-los a deixar morar lá por um tempo, algo necessário para sua verdadeira identidade continuar oculta e para resolver o que precisava. Antes disso, ele também explica que o bebê não era deles e que gostaria de morar ali como um primo distante da mãe dela, e não como um caso que a FL teve.
Agora, se você é como eu, e detesta quando o segundo pretendente amoroso da FL ofusca o principal por ser mais legal, ter mais momentos românticos, ou quando atrapalha o casal, podendo até mesmo se revelar como um vilão oculto (ou alguém que se torna um vilão no final por não ter seus sentimentos retribuídos), então vai gostar desse drama.
No começo, ele realmente desconfia da identidade do ML, e tem medo que isso coloque a FL e sua família em perigo, mas ainda sim, ele se mantém uma pessoa íntegra e justa, até mesmo confirmando a falsa identidade do ML em um momento crítico e, na reta final, quando todos na vila passam a odiar o ML, ele é o único que percebe que há algo mais acontecendo ali, e de que as coisas não são tão simples quanto parecem – e que o ML nunca faria algo ruim assim sem motivos.
Gostei do final dele também, apesar dele nunca ter se declarado para a FL, acho que conseguiu transmitir seus sentimentos de uma forma muito bonita. E também foi recompensado pela FL no fim, que consegue uma boa oportunidade para o rapaz continuar avançando em direção aos seus sonhos, ele merecia muito!
Também foi muito especial ver ela se despedindo de todos nas entrelinhas, garantindo que estão bem e que continuaram bem mesmo quando ela não estiver mais lá. É ainda mais simbólico quando consideramos que quase todos ali já a prejudicaram uma ou mais vezes.
Inclusive, o drama está sempre mostrando os dois lados da história, cada um deles tinha uma intenção, e entendemos a fundo porque eles agem assim, o que os levou até ali. No fim, fica claro que, após a família passar por tantas coisas, inimigos do lado de fora e dentro, eles estão mais fortes e agora juntos de verdade, como deveria ter sido desde o começo.
Ainda há coisas impensáveis e injustificáveis que foram feitas, acredito que até imperdoáveis, mas ainda sim é nítido como todos parecem ter refletido sobre suas ações e dispostos a serem pessoas melhores consigo e com os outros.
O ritmo da história é outro ponto positivo, dá para contar nos dedos quantos dramas chineses conseguem contar uma história sem deixar partes vitais de fora ou enrolando demais e cansando o espectador.
Aliás, quando o ML passa por uma experiência de quase morte no último episódio, e também nos braços da FL, eu fiquei com medo de ter mais um final como o de Moonlit Reunion ou até mesmo The Double (não vou dar spoiler quanto à esses, mas ambos lidaram com essa situação de formas diferentes e igualmente odiosas).
A surpresa, no entanto, foi positiva! Porque a cena de choro corta para alguns dias ou semanas depois, o narrador (ou outro personagem que não identifiquei quem era) está contando como os problemas da vila e do governo se resolveram e, assim que a cena voltou para a FL, em uma conversa ela deixa escapar que ele está na capital à trabalho.
Não lembro direito, só sei que foi mais ou menos na metade do último episódio, até aqui, eu não tinha críticas – eu só não amava, mas tinha gostado. E como nem tudo são flores, descobrimos que o ML prometeu voltar depois de um mês ou algo assim, só que ficou longe por ANOS e tem se comunicado por cartas com ela.
Saber que já se passaram anos desde a última vez que eles se viram, e que ele prometeu voltar rápido e não voltou, dá um peso muito triste à cena. Eu, por exemplo, me imaginei no lugar da FL e eu fiquei com raiva do ML, com vontade de não perdoá-lo se o visse de novo.
Afinal... O QUE CUSTAVA FAZER UMA VISITINHA PELO MENOS? Ele é alguém influente na capital, com certeza tem os meios, contatos e dinheiro para dar uma escapadinha sem afetar muito o trabalho que ele tem feito por lá para melhorar as coisas para o povo.
Achei isso tão ilógico, é um dos plots de final de drama que mais detesto. Simplesmente não entra na minha cabeça! E o pior nisso tudo, é que os anos foram passando, e ela estava cada vez mais perto de atingir o seu objetivo dentro do jogo (e ir embora).
Quando faltava literalmente 2 táeis, ela relutou em colocar dentro do báu (onde contabilizava o status da missão) porque estava esperando por ele, gostaria de vê-lo antes de sabe deus o que aconteceria depois, mesmo a FL não tinha certeza.
Enfim, ela deixa o dinheiro ali do lado, porque é interrompida por seu irmão mais novo que a leva para outro lugar, onde finalmente os olhos dela encontram os do ML, eles sorriam e ela acorda do jogo. Como? Eu não sei, afinal a FL não chegou a guardar o dinheiro.
Mas independente disso, o pior acontece agora... a FL desperta muuuuito bad vibes, arrasada porque foi como um sonho bom que teve fim. Ela descobre então que todos lá eram realmente só personagens, não havia outro player como ela, ou seja, ela não os veria na vida real.
Aqui, eu acho que mentiram para ela, porque pareceu que um dos envolvidos ali na cena estava mudando o assunto, o que me leva a crer que o ML era sim um player dentro do jogo, como ela, e não só um personagem da história. E já já eu retomo isso!
Temos mais um corte aqui (a cena dela na vida real foi bem curta) e estamos novamente dentro do jogo, onde vemos que a personagem dela continua no jogo conversando com o ML, dá a entender que a relação deles continuará a partir dali e acaba nisso.
O que eu entendi foi: a FL entrou no jogo e assumiu o papel de uma personagem que já existia na história original, então quando ela cumpriu seu objetivo como player, ela voltou para a vida real, mas a personagem dela continuou lá dentro porque já fazia parte do universo da história.
Anteriormente, descobrimos que apesar da player influenciar várias coisas lá dentro, o final ainda sim era fixo e aconteceu como previsto para acontecer.
Vi que algumas pessoas gostariam que o casal (dentro do jogo) tivesse se casado e tido filhos, só que como o drama só termina com eles conversando depois de se reencontrarem, não vemos nada quanto ao futuro deles. Particularmente, eu considero esse o menor dos problemas!
Eles se amam e sabem que o sentimento é recíproco, agora estão juntos de novo depois de tanto tempo separados, isso é o que importa. O ridículo mesmo é que, depois do episódio final, fomos "agraciados" com um episódio especial com menos de 1 minuto, olha só que fiasco!
O especial é só uma continuação de onde a FL da vida real parou, ela está no mesmo lugar, ainda assimilando tudo o que viveu, quando olha um quadro de funcionários, desenvolvedores ou algo assim na parede, e no topo dele vê o rosto do ML com outro nome.
Um pouco mais atrás dela, dá para ver um homem de roupa social olhando diretamente para ela, ele também usa um crachá com a foto do ML. Não vemos o seu rosto em nenhum momento, ele chama a FL pelo nome, ela o encara de volta, sorri emocionada e foi só isso.
Voltando às teorias, entende-se que ele trabalhou nesse projeto, então pode ter participado da mesma experiência que ela e, quando a história do jogo chegou ao fim, ele também voltou para a realidade. Essa é a única explicação plausível para o ML chamar o nome da FL!
Alguém comentou que, por ser um dos envolvidos na criação do jogo, o ML foi quem tirou a FL do jogo, entendendo que, mesmo sem ela ter colocado os últimos dois taéis no baú, ela levantou o valor necessário para sair do jogo. Não temos certeza disso, mas é uma possibilidade.
Enfim, então teoricamente há dois finais, um para a realidade e outro para o mundo do jogo, e ambos são pouco desenvolvidos, o do jogo ainda acabou bem, o da vida real e que deveria explicar as coisas, acabou mal.
Honestamente, eu já vi finais bem piores (e em tramas similares também), só que esse me frustrou porque tudo estava correndo tão bem... eu realmente acreditei que nos livraríamos da maldição da reta final em c-dramas, onde os produtores cagam com todo o desenvolvimento.
Felizmente, a cagada só afetou o episódio final em si, e não a reta final. E todos estão vivos, yay! Só caiu um pouco no meu critério mesmo, por isso a nota de 7.5.
Acredito que ver que existia um episódio especial, levantou às minhas expectativas só para derrubá-las novamente, creio que isso me afetou mais do que deveria.
Mas fico feliz de ter assistido essa obra, eu me diverti bastante durante o processo, torci para os planos deles darem certo, passei raiva com a família dela (para depois ver valor em sua redenção) e simpatizei com o casal. A parceria deles me lembrou mais casais da vida real do que da ficção, o que me agrada muuuuito.
Super recomendo!
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Não é o enredo mais original do mundo, mas tem o seu charme e o casal tem muita química.
Ahhh, como explicar este dorama? Mesmo que não tivesse o ano ao lado do título, eu saberia que é uma obra de 2016 – te juro, é muito característico!Vou começar pelos pontos negativos e prometo ser breve. Bom, falando do ponto de vista narrativa, é uma história prevísivel e sem grandes acontecimentos, reviravoltas ou intrigas – com exceção da já esperada separação do casal no episódio 14 antes do happy ending no 16, o que é de praxe em dramas asiáticos.
Porém, isso não significa que eu fiquei entediado assistindo, muito pelo contrário, o desenvolvimento do casal é gostoso, o timing é 10/10 e os episódios não são muito extensos (contando com a abertura, finalização, recapitulação do episódio anterior e prévia do próximo episódios dá 40 minutos, mas sem estes, deve dar 35 minutos).
O problema deste k-drama, no entanto, é o protagonista masculino. Ele já é mal-humorado e esquentadinho de natureza, e até aí tudo bem, só que ele também agiu de forma possessiva – o que é bem diferente de ter um ciuminho bobo e saudável, tá? – e controladora sem necessidade.
Por exemplo, no episódio X, quando ele vê a protagonista com um look diferente e que mostra um pouco mais do corpo, ele fica incomodado porque estão em público e insiste que ela se cubra com o seu casaco. Nos primeiros segundos, eu até dei uma risadinha, já que a protagonista só se vestiu assim para provocá-lo, entretanto, depois ficou chato.
Ah, e essa não é a única cena que ele dá pitaco sobre como ela se veste, ok? Eu contei duas vezes. Além disso, também tiveram outras falas problemáticas e comportamentos absurdamente desnecessários. Minha recomendação para o protagonista: relaxa amigo, ela tá na sua!
Não é o melhor k-drama do mundo, então não vá com expectativas de encontrar um novo favorito, mas é bom o suficiente para ser o seu novo drama conforto. E por que eu digo isso? Vamos aos fatos: que casal incrivel! É tudo tão real entre os dois que, quando eu não derretia de amor, eu me sentia invadindo momentos especiais entre eles. <3
Para quem ama ver o povo se pegando, aqui temos MUUUITOS beijos – e bem feitos, viu? – e a melhor parte é que todos são no timing certo (assista e entenda, rs). Este não é um daqueles casos onde os atores não tem química e a produção tenta enganar os espectadores com muitas cenas de beijo. Na verdade, tudo o que acontece entre os dois é muito natural.
Mas relaxa, a quantidade de beijos e interações físicas também não passa do ponto, ou seja, você não vai se sentir desconfortável assistindo e pode até mesmo fechar os olhos e deixar passando na TV da sala que ninguém da sua família vai te tratar como um voyeur.
De toda forma, se "1% de Alguma Coisa" fosse lançado nos dias de hoje, penso que seria algo similar a "Pretendente Surpresa" ou "No Gain No Love" – embora a qualidade ainda seja relativamente inferior. Por isso, penso que vale a pena dar uma chance para este mini-querido de 2016.
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