This review may contain spoilers
Entre o que eu via e o que eu sentia...
Eu assisti as séries do JimmySea fora da ordem de lançamento. Comecei por Last Twilight, depois vi My Magic Prophecy e só então fui assistir Vice Versa. Então eu já tinha uma conexão com eles, já sabia do potencial emocional que eles têm como dupla, e isso acabou influenciando bastante a minha experiência aqui.
Porque, sendo bem sincera, Vice Versa me deixou desconfortável por boa parte da série.
Logo no início, dá pra sentir que existe uma conexão entre eles. É sutil, mas tá ali. Só que quando acontece a troca de corpos e eles vão pro outro universo, isso me tirou da história. Mesmo entendendo a proposta, eu não conseguia me desligar da sensação de que eles estavam se apaixonando por outras pessoas.
E isso vem muito de como a série escolhe mostrar isso. A gente vê o Puen e o Talay, mas ao mesmo tempo a narrativa faz questão de lembrar que aqueles não são os corpos deles. Nos reflexos, nas fotos… são outros rostos. Isso cria um ruído constante, porque emocionalmente eu estava conectada com eles, mas visualmente a série quebrava isso o tempo todo.
Pra mim, faltou deixar mais claro desde o início que o que estava sendo construído ali era sobre a essência, não sobre aparência. Essa ideia só se firma mais pra frente, quando já existe um certo desgaste desse incômodo.
E é curioso, porque quando essa chave vira, a série cresce muito.
A partir dos episódios finais, tudo começa a fazer sentido. A conexão deles fica mais forte, mais segura, e a história ganha uma camada emocional muito mais bonita. O retorno pro universo deles, o que cada um aprende nesse processo, as relações que permanecem… tudo isso funciona muito bem.
Parece até outra experiência.
No fim, pra mim, Vice Versa é uma série com uma proposta linda e momentos muito sensíveis, mas que exige um tempo de adaptação emocional. E esse caminho até se sentir realmente conectada com a história não é tão confortável quanto poderia ser.
Porque, sendo bem sincera, Vice Versa me deixou desconfortável por boa parte da série.
Logo no início, dá pra sentir que existe uma conexão entre eles. É sutil, mas tá ali. Só que quando acontece a troca de corpos e eles vão pro outro universo, isso me tirou da história. Mesmo entendendo a proposta, eu não conseguia me desligar da sensação de que eles estavam se apaixonando por outras pessoas.
E isso vem muito de como a série escolhe mostrar isso. A gente vê o Puen e o Talay, mas ao mesmo tempo a narrativa faz questão de lembrar que aqueles não são os corpos deles. Nos reflexos, nas fotos… são outros rostos. Isso cria um ruído constante, porque emocionalmente eu estava conectada com eles, mas visualmente a série quebrava isso o tempo todo.
Pra mim, faltou deixar mais claro desde o início que o que estava sendo construído ali era sobre a essência, não sobre aparência. Essa ideia só se firma mais pra frente, quando já existe um certo desgaste desse incômodo.
E é curioso, porque quando essa chave vira, a série cresce muito.
A partir dos episódios finais, tudo começa a fazer sentido. A conexão deles fica mais forte, mais segura, e a história ganha uma camada emocional muito mais bonita. O retorno pro universo deles, o que cada um aprende nesse processo, as relações que permanecem… tudo isso funciona muito bem.
Parece até outra experiência.
No fim, pra mim, Vice Versa é uma série com uma proposta linda e momentos muito sensíveis, mas que exige um tempo de adaptação emocional. E esse caminho até se sentir realmente conectada com a história não é tão confortável quanto poderia ser.
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