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Madame Aema fala do passado refletindo no presente
Assistindo ‘Madame Aema’ eu fiquei pensando muito em como, pra maioria dos homens, a mulher ainda é vista como um objeto. Um corpo. Algo que pode ser olhado, tocado, consumido o tempo todo, como se estivesse sempre disponível. A série usa o erotismo como isca, sim, mas o que ela mostra de verdade é a hipocrisia social por trás disso. O corpo feminino vira palco de censura, de culpa, de conveniência. A sociedade se escandaliza com as atrizes, mas nunca com o sistema que lucra com elas. Nunca com quem produz, consome e depois aponta o dedo. No fim, o desconforto não vem do sexo, vem de enxergar que o problema nunca foi o corpo da mulher, mas o olhar que colocam sobre ele.
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