Pelo roteiro? Não muito. Pelo Kang Ha-neul? Com certeza.
Sendo bem honesta: o filme é mediano e não entrega nada de muito inovador no roteiro, mas a atmosfera claustrofóbica é um dos pontos altos. A direção consegue criar uma tensão constante através do isolamento, fazendo a gente se sentir preso naquela narrativa junto com o protagonista.Mas vamos ao que realmente importa: Kang Ha-neul. Ele está em um nível de carisma e beleza que beira o absurdo (sim, ele está impecável em cada cena). A atuação, como sempre, é irrepreensível; ele consegue transitar entre a vulnerabilidade e o mistério com uma facilidade que carrega a trama inteira nas costas. Mesmo quando o enredo vacila, o talento dele nos mantém vidrados.
Assistindo ao filme, só consegui pensar em uma coisa: por favor, escalem esse homem para viver um psicopata logo! Ele já provou que domina o olhar enigmático e tem o alcance necessário para servir um vilão inesquecível e perturbador. Vale o play pela ambientação tensa, mas, acima de tudo, para contemplar o domínio cênico de Haneul.
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