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Quando o Amor é Apêndice da Política
Chegamos ao fim, e o drama se revelou uma curiosa contradição: politicamente denso, mas romanticamente raso. O envolvimento dos protagonistas soa quase como uma paródia do amor, tão apressado e descartável que, quando enfim se tornava “tórrido”, só restava a vontade de avançar a cena. Ainda assim, o enredo político salva o conjunto. As tramas de bastidores, os jogos diplomáticos e as reviravoltas em torno do poder foram conduzidos com notável coerência, uma verdadeira aula de relações internacionais disfarçada de entretenimento.
Outro mérito, discreto mas louvável: o inglês dos personagens. Fluente, natural, sem o engessamento habitual das produções coreanas que tratam o idioma como um obstáculo. Aqui, soou orgânico, bem articulado, o que, para quem acompanha dramas asiáticos, é quase um milagre.
No desfecho, tudo se encaixa com lógica e propósito. A protagonista candidata, dona do próprio arco, encerra a história sem precisar da validação romântica. E quanto ao casal não terminar junto? Francamente, não poderia me importar menos.
Outro mérito, discreto mas louvável: o inglês dos personagens. Fluente, natural, sem o engessamento habitual das produções coreanas que tratam o idioma como um obstáculo. Aqui, soou orgânico, bem articulado, o que, para quem acompanha dramas asiáticos, é quase um milagre.
No desfecho, tudo se encaixa com lógica e propósito. A protagonista candidata, dona do próprio arco, encerra a história sem precisar da validação romântica. E quanto ao casal não terminar junto? Francamente, não poderia me importar menos.
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