This review may contain spoilers
Não gostei muito da dinâmica relacional do casal de Love Generation, mas entendo que para a época, o drama foi considerado um clássico dos romances modernos. Em vez disso, fiquei completamente encantada pela forma que desenvolveram a personalidade da protagonista — uma jovem mulher forte, decidida e sem papas na língua, que luta por sua independência e sonha encontrar um amor sincero e verdadeiro. Outro ponto positivo da obra, foi a construção da relação de Riko com a Sanae, sua aparente rival no amor, que frequentemente tem um comportamenta evasivo e dúbio perto do seu ex, e mesmo assim em nenhum momento foi hostil ou desrespeitosa com a protagonista, e se levarmos em consideração os tropes clichês do gênero da época, achei de fato a dinâmica das personagens femininas do drama bastante maduras. Partindo dessa consideração, a única coisa que presta nessa história são as mulheres, pois não gostei nem um pouco do protagonista e muito meno do irmão dele. Além disso, a mensagem da história é totalmente equivocada, o protagonista é emocionalmente dependente da ex e usava a Riko como estepe, e pra completar o fio da meada, nos três últimos episódios, o drama requentou o mesmo plot duas vezes e criou um conflito desnecessário para uma situação que poderia ter sido resolvida em um único episódio. A impressão que passa é que os roteiristas não tinham mais o que desenvolver e para preencher o tempo de tela, fizeram o casal brigar duas vezes pelo mesmo motivo. Claro que estou falando do ponto de vista de alguém que destesta plot de traição, o que não invalida os pontos fortes do romance como o desenvolvimento dos sentimentos dos protagonistas que nasce de uma implicância mútua e se transforma em um compromisso inicialmente de parceria e amizade. Mas infelizmente, preciso destacar que não foi nada crível insistirem em taxar a Riko como uma personagem egoísta e mimada, pelo contrário, ela era madura, segura de si e paciente até demais com o Teppei, que vacilou em vários momentos, era imaturo e de fato, o único egoísta da história. Essa e outras discrepâncias na trama me irritaram, mas não foi algo que me fez desgostar da obra, já que, a forte presença de personagens femininas profundamente desenvolvidas pelos roteiristas, deu destaque para uma análise interessante do papel das mulheres na sociedade moderna.
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