This review may contain spoilers
Quando chove, desaba...
Eu não me canso de elogiar a profundidade e densidade das histórias nos dramas japoneses, principalmente em suas analogias com água (seja ela chuva, tempestade, oceano e piscinas).
Para entender o peso deste drama é preciso se lembrar que estamos falando de um drama japonês, em um país onde os casais não tem comunicação clara e há estudos que mostram o quão arruinados são os relacionamentos pela falta de intimidade com seus parceiros. É claro que não é apenas um problema do Japão, é uma tendencia global as pessoas não terem interesse em ter uma vida sexual ativa, principalmente os mais jovens.
Não é preciso vivenciar o que o Hagiwara sentia em seu relacionamento com a Kaori para entender sua dor ao ser rejeitado e sua ansia em ter uma conexão física. O desejo é muito individual, mas ai que entra a responsabilidade afetiva e como a comunicação entre o casal é essencial, tanto para quebrar o ciclo quanto para dar adeus.
Eu fiquei completamente triste com a cena íntima do Hagiwara com o Nakarai, pois o que parecia ser apenas um desejo, revelou uma carga e ferida emocional enorme que ele tinha. E isso me fez chorar, porque não era apenas fazer sexo.
Me revoltou o questionamento da Kaori por ele estar com um homem e ela foi uma pessoa totalmente egoísta em não ser honesta com ele sobre o seu desinteresse sexual.
Já o Nakarai com o seu não-relacionamento-mas-relacionamento com o seu melhor amigo, mostra o quão submissos podemos ser em aceitar migalhas por um sentimento de gratidão. Já Kazuaki se sentia culpado e rejeitava de todas as formas alguém que dizia amar desde sempre, eu suspeitei que ele tinha outra pessoa desde o início, mas quando é revelado o motivo me deixou completamente puta da vida kkkkk Mas então voltei e pensei: estamos falando do japão, qual é o contexto lá?, e isso me fez ter pena, porque ele perdeu a pessoa que amava pelo seu próprio medo e peso mental, que em uma comunicação poderia ter sido sanada.
Eu sei, para mulheres o desejo sexual pelo seu parceiro tende a ser um conjunto de coisas, porque senão, de fato, a chama se apaga e vira até mesmo um martírio pensar na possibilidade de fazer algo.
E eu sei também que o amor, a vontade de estar ao lado da outra pessoa, pode fazer com que deixemos o que é importante para nós de lado, só para não perdermos aquela pessoa, mas é justo? É isso que merecemos? O drama traz reflexões ótimas, valeu cada minuto.
Para entender o peso deste drama é preciso se lembrar que estamos falando de um drama japonês, em um país onde os casais não tem comunicação clara e há estudos que mostram o quão arruinados são os relacionamentos pela falta de intimidade com seus parceiros. É claro que não é apenas um problema do Japão, é uma tendencia global as pessoas não terem interesse em ter uma vida sexual ativa, principalmente os mais jovens.
Não é preciso vivenciar o que o Hagiwara sentia em seu relacionamento com a Kaori para entender sua dor ao ser rejeitado e sua ansia em ter uma conexão física. O desejo é muito individual, mas ai que entra a responsabilidade afetiva e como a comunicação entre o casal é essencial, tanto para quebrar o ciclo quanto para dar adeus.
Eu fiquei completamente triste com a cena íntima do Hagiwara com o Nakarai, pois o que parecia ser apenas um desejo, revelou uma carga e ferida emocional enorme que ele tinha. E isso me fez chorar, porque não era apenas fazer sexo.
Me revoltou o questionamento da Kaori por ele estar com um homem e ela foi uma pessoa totalmente egoísta em não ser honesta com ele sobre o seu desinteresse sexual.
Já o Nakarai com o seu não-relacionamento-mas-relacionamento com o seu melhor amigo, mostra o quão submissos podemos ser em aceitar migalhas por um sentimento de gratidão. Já Kazuaki se sentia culpado e rejeitava de todas as formas alguém que dizia amar desde sempre, eu suspeitei que ele tinha outra pessoa desde o início, mas quando é revelado o motivo me deixou completamente puta da vida kkkkk Mas então voltei e pensei: estamos falando do japão, qual é o contexto lá?, e isso me fez ter pena, porque ele perdeu a pessoa que amava pelo seu próprio medo e peso mental, que em uma comunicação poderia ter sido sanada.
Eu sei, para mulheres o desejo sexual pelo seu parceiro tende a ser um conjunto de coisas, porque senão, de fato, a chama se apaga e vira até mesmo um martírio pensar na possibilidade de fazer algo.
E eu sei também que o amor, a vontade de estar ao lado da outra pessoa, pode fazer com que deixemos o que é importante para nós de lado, só para não perdermos aquela pessoa, mas é justo? É isso que merecemos? O drama traz reflexões ótimas, valeu cada minuto.
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