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Um rei, uma chef e um final que não fez sentido nenhum ?
Bom Apetite, Vossa Majestade é um dorama coreano lançado em 2025, que mistura comédia, romance, fantasia e elementos históricos. A série chegou com muito hype, especialmente por causa da atriz principal, bastante querida pelo público desde produções como Sorriso Real.Fiquei sabendo desse dorama pela galera da comunidade, todo mundo estava empolgado pra assistir, então resolvemos ver juntos no Discord. E olha, a ideia da trama é muito boa: uma chef renomada acaba voltando no tempo depois de usar um livro de receitas antigo. Lá, ela surpreende a todos com sua culinária e acaba se tornando cozinheira real, o que naturalmente leva a um romance com o rei, encantado pela forma como ela toca as pessoas através da comida.
Minhas primeiras impressões foram ótimas. Logo nos primeiros minutos já estava me divertindo com o humor da série. Nos três primeiros episódios, confesso que fiquei um pouco irritada com a demora da protagonista em aceitar que realmente tinha voltado no tempo, ela passa um bom tempo em negação. Mas quando finalmente se toca de que estava tratando o rei como gato e sapato, a reação dela é simplesmente maravilhosa.
O grande diferencial da série, pra mim, é a culinária. Quem curte MasterChef ou produções que envolvem comida vai amar. A didática é excelente, explicando a origem dos pratos e mostrando a criatividade da protagonista em adaptar receitas modernas com os recursos limitados da época. Também adorei o humor leve da série e, principalmente, a personagem que é o braço direito da protagonista, ela é incrível e rapidamente virou uma das minhas favoritas.
Agora, falando dos pontos fracos: quem for assistir esperando um grande romance pode se decepcionar um pouco. O relacionamento entre a protagonista e o rei é até interessante, mas mal desenvolvido. O foco maior ficou na culinária, que de fato é o ponto forte da obra. Por conta disso, os episódios finais acabaram muito apressados, especialmente no desenrolar do plot político e do golpe que encerra a história.
Meu maior problema, no entanto, foi o final. Quando o rei conclui o registro das receitas no livro, o feitiço se ativa: a protagonista morre salvando o rei e é enviada de volta ao futuro. Até aí tudo bem, vemos como está a vida dela algum tempo depois, trabalhando em um restaurante e reencontrando os colegas cozinheiros, agora renomados, o que sugere que são reencarnações dos personagens do passado. Achei isso bem legal.
Mas aí vem a parte que me incomodou: o rei também aparece no futuro, completamente adaptado, bem vestido, como se nada tivesse acontecido. E aí surgem as perguntas: como ele foi parar lá? como se adaptou tão rápido? de onde veio o dinheiro pra tudo isso? Nenhuma dessas coisas é explicada! Foi muito frustrante ver o roteiro simplesmente ignorar qualquer coerência nesse ponto. Seria mais interessante se tivessem mantido a lógica das reencarnações pra todos os personagens, ao invés de trazer o rei do passado com memórias intactas.
Há boatos de que teremos um episódio especial pra explicar o retorno dele, mas sinceramente… por que não incluir isso logo na primeira temporada?
Apesar desses tropeços, me diverti bastante com o contraste entre a culinária do passado e do futuro, e com a forma como as receitas e as refeições afetavam emocionalmente os personagens. A relação da protagonista com os demais cozinheiros também é muito gostosa de acompanhar.
No geral, Bom Apetite, Vossa Majestade é um dorama leve e divertido. Se você for de mente aberta e assistir sem esperar um romance profundo, provavelmente vai curtir muito, especialmente se gostar de histórias sobre comida. Esteja avisado: há algumas situações absurdas e um final meio corrido, mas se isso não te incomoda, vai ser uma experiência bem saborosa. 🍲✨
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Assisti Só Pelo Bogum: Dorama Leve, Mas Genérico
Eu resolvi assistir essa série logo depois de ver Good Boy e Tangerines com o Bogum, então, na verdade, não houve um motivo específico para escolher essa série em particular. Basicamente, eu estava com um hiperfoco no Bogum e foi isso KKKKK.A premissa da série é bem simples: acompanhar os dramas de jovens adultos que estão correndo atrás de seus sonhos. No início, a série se propõe exatamente a isso, nos apresentando aos três personagens principais, cada um deixando bem claras suas motivações e objetivos.
O personagem principal, interpretado pelo Bogum, enfrenta mais dificuldades para conquistar seus sonhos, justamente por não ter apoio de ninguém e ser constantemente menosprezado por não seguir um caminho “convencional”. Em contrapartida, seu melhor amigo compartilha os mesmos sonhos, mas começa a série com o pé direito graças às conexões familiares e recursos disponíveis para investir em seus projetos.
A treta central do dorama é, basicamente, a dualidade entre talento e recursos. Inicialmente, pensei que isso geraria uma grande rivalidade entre os dois amigos, mas a série segue de forma plausível e previsível, sem grandes surpresas. Nesse sentido, o ponto forte é justamente a identificação com as dificuldades dos personagens, que refletem problemas reais e relacionamentos humanos.
A atuação do Bogum é outro destaque: ele entrega um peso dramático intenso. No entanto, como o roteiro não explora dramas muito complexos, esse talento acaba ficando um pouco desperdiçado. A personagem principal que contracena com ele é bem poker face; suas emoções são brandas e, para ser sincera, um tanto sem graça, o que não agrega muito à obra. Senti falta de um personagem mais explosivo que trouxesse contraste e alívio cômico, porque a comédia do dorama é mediana e o drama também não é tão impactante.
A obra não provocou reflexões profundas nem me sensibilizou de forma marcante. Alguns momentos relacionados ao contexto familiar e à falta de apoio, especialmente pelo comportamento do pai do protagonista, foram tocantes, mas fora isso, não houve muita representatividade para mim.
O romance apresentado é maduro e blasé, desenvolvido desde o início, mas confesso que achei a amizade do casal principal muito mais bonita do que o próprio relacionamento amoroso.
No geral, é um dorama leve, ideal para assistir antes de dormir: não te tira o sono nem provoca reflexões profundas. No entanto, ele não se destaca muito dentro do gênero, sendo relativamente genérico.
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Não dá pra comprar esse romance
Logo de início já fiquei com ranço do marido. À primeira vista, ele é super arrogante e ignorante com a esposa, aquele cara frio, sabe? Minha impressão inicial foi que esse comportamento seria justificado por ambos terem se casado à força. Já a protagonista me pareceu muito passiva, quase “palerma” na minha opinião. Então, a primeira impressão dos personagens foi péssima KKKK. Mas não deu nem tempo de pensar muito nisso, porque logo no começo já acontece o primeiro sequestro dela, o que prende a gente direto na treta.O grande ponto forte desse dorama é, sem dúvidas, o suspense. Existem vários mistérios a serem desvendados, sendo o principal: quem é o sequestrador e qual sua motivação? Esse mistério e seus desdobramentos me mantiveram presa do início até quase o final. Confesso, porém, que tive que pausar muitas vezes para teorizar e tentar entender os acontecimentos. Outro ponto positivo é que o roteiro não deixa pontas soltas. Em certo momento da história, fiquei na dúvida se eles realmente conseguiriam explicar tudo que estava em aberto e, para a minha surpresa, sim… conseguiram! Além disso, preciso destacar a trilha sonora, que achei impecável.
Sobre as atuações: o protagonista foi simplesmente maravilhoso. Ele entregou tudo, passando de detestável a querido, de frio a emocionado. Achei impecável! Outro ator que não posso deixar de mencionar é o Im Chul Soo, que sempre transmite uma vibe ótima. Ele é um querido, e eu fico triste por ainda não ter visto nenhum dorama com ele como protagonista.
Agora, todo dorama tem seu lado negativo, e aqui, com certeza, foi o romance. O protagonista é construído como rude e arrogante, sem demonstrar nenhum sentimento pela esposa. Então, quando chega o momento de desenvolver a relação, tudo parece extremamente forçado. Pior ainda quando tentam nos convencer de que ele a amava desde adolescente. Não cola, porque no início ele foi péssimo com ela, a ponto de ela chantageá-lo para conseguir o divórcio.
Outro ponto negativo foi o final. O protagonista desaparece, causando ainda mais sofrimento para a esposa, o que achei cruel e desnecessário. Como eu não comprei o romance, ver a protagonista se humilhar e correr atrás dele foi desconfortável. Ela passou anos em um casamento ruim, estava decidida a se divorciar e teve, no máximo, uns seis meses de felicidade. Então, argumentar que ela não poderia viver sem ele depois de tudo isso não fez sentido algum.
E ainda teve a cena em que ela vai atrás dele em um país em guerra (!) para resgatá-lo. Qual era a necessidade disso? Não havia contexto. Para completar, ela consegue trazê-lo de volta, como se ele só estivesse esperando por ela. Achei de péssimo gosto: parecia que queriam dar um peso às ações dele, mas, na prática, só soou infantil e causou ainda mais sofrimento a ela que, por sinal, passou 95% do dorama sofrendo.
No geral, me senti cativada pelos mistérios, mas frustrada por ser “forçada” a engolir o romance. Toda a redenção dos personagens que fizeram mal à protagonista me pareceu vazia e insuficiente.
Concluindo: eu não gostei desse dorama. Se você curte suspense e não liga para o romance (ou prefere ignorar essa parte), talvez consiga aproveitar. Mas, no meu caso, os pontos fracos pesaram demais e os pontos fortes não foram suficientes para salvar a obra. Minha nota final é 4/10.
Na minha opinião, o romance teria feito muito mais sentido se começasse a se desenvolver após o sequestro. Assim, no início eles se tratariam como estranhos, e o relacionamento poderia crescer de forma gradativa, ao mesmo tempo em que a redenção do protagonista aconteceria de forma mais natural. Do jeito que foi apresentado, pareceu que tentaram empurrar o romance goela abaixo, à força.
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