This review may contain spoilers
Recomendo a todos 10/10
Geralmente, eu não costumo escrever reviews sobre os dramas que assisto, mas, neste caso, sinto que preciso falar sobre este em específico.
Muitos dramas BL têm sido lançados nos últimos anos, porém este se destaca por apresentar uma proposta diferente da maioria. O trabalho de Niihara Taisuke e Komagine Kiita ao interpretar personagens que, por sua vez, interpretam outros personagens, é executado de forma extremamente competente. É nítida, por exemplo, a diferença entre Shirasaki Yuki e o personagem que ele interpreta, Takumi.
O drama constrói de maneira muito sensível a relação entre o que os atores estão sentindo e as cenas que estão gravando para a série. Isso pode ser visto, por exemplo, na dificuldade de Shirasaki em expressar os sentimentos de Takumi ao declarar que gosta de Ryouji e em como, paralelamente, em sua vida pessoal, ele começa a perceber que está desenvolvendo sentimentos por Hayama Asami. O mesmo acontece quando Hayama sente ciúmes de Shirasaki em relação a Yamase Kazuma (interpretado por Nagumo Shoma), que é espelhado no drama dentro do drama com a chegada do amigo de infância de Takumi, culminando na cena do beijo.
Acho importante destacar que nada nessa obra está ali “por estar”. A construção de At 25:00 in Akasaka faz com que tudo tenha um propósito narrativo. Por isso, é comum a justaposição entre o drama real e o drama que está sendo gravado, algo que a edição reforça com transições suaves entre as cenas e o uso do filtro de cor esverdeado.
O que acredito que algumas pessoas não compreendem é que, para Shirasaki, aquele é seu primeiro drama. Ele trabalhava em um restaurante enquanto tentava realizar o sonho de se tornar ator, e esse papel representa um grande momento em sua vida: finalmente, ele conseguiu o que sempre quis. No entanto, essa conquista também o coloca em uma situação que ele provavelmente nunca imaginou enfrentar. Ele se reencontra com alguém da faculdade que já possui um nome consolidado na indústria, alguém que, aos seus olhos, conseguiu as coisas com mais facilidade. Além disso, há a pressão de interpretar sentimentos e ações que ele nunca vivenciou na vida real.
Em meio a toda essa confusão, Shirasaki percebe que está gostando de Hayama, que, apesar de aparentar ser o “cara ideal”, ainda é visto por ele, até antes do último episódio, como parte de algo que serve apenas para ajudá-lo em sua atuação e na construção do personagem que está interpretando.
A imaturidade de Shirasaki e o fato de ele estar no início da carreira são ressaltados por diversos detalhes: seu jeito de se vestir, sua postura à mesa, seu comportamento em entrevistas e até o pequeno apartamento em que mora. Em contraste, Hayama, além de gravar o drama, possui outros trabalhos, vive em uma casa maior, demonstra etiqueta à mesa e adota um estilo de vestimenta mais casual social.
É um drama exelente, porém creio que para ter a experiência completa deve ser visto mais de uma vez.
Muitos dramas BL têm sido lançados nos últimos anos, porém este se destaca por apresentar uma proposta diferente da maioria. O trabalho de Niihara Taisuke e Komagine Kiita ao interpretar personagens que, por sua vez, interpretam outros personagens, é executado de forma extremamente competente. É nítida, por exemplo, a diferença entre Shirasaki Yuki e o personagem que ele interpreta, Takumi.
O drama constrói de maneira muito sensível a relação entre o que os atores estão sentindo e as cenas que estão gravando para a série. Isso pode ser visto, por exemplo, na dificuldade de Shirasaki em expressar os sentimentos de Takumi ao declarar que gosta de Ryouji e em como, paralelamente, em sua vida pessoal, ele começa a perceber que está desenvolvendo sentimentos por Hayama Asami. O mesmo acontece quando Hayama sente ciúmes de Shirasaki em relação a Yamase Kazuma (interpretado por Nagumo Shoma), que é espelhado no drama dentro do drama com a chegada do amigo de infância de Takumi, culminando na cena do beijo.
Acho importante destacar que nada nessa obra está ali “por estar”. A construção de At 25:00 in Akasaka faz com que tudo tenha um propósito narrativo. Por isso, é comum a justaposição entre o drama real e o drama que está sendo gravado, algo que a edição reforça com transições suaves entre as cenas e o uso do filtro de cor esverdeado.
O que acredito que algumas pessoas não compreendem é que, para Shirasaki, aquele é seu primeiro drama. Ele trabalhava em um restaurante enquanto tentava realizar o sonho de se tornar ator, e esse papel representa um grande momento em sua vida: finalmente, ele conseguiu o que sempre quis. No entanto, essa conquista também o coloca em uma situação que ele provavelmente nunca imaginou enfrentar. Ele se reencontra com alguém da faculdade que já possui um nome consolidado na indústria, alguém que, aos seus olhos, conseguiu as coisas com mais facilidade. Além disso, há a pressão de interpretar sentimentos e ações que ele nunca vivenciou na vida real.
Em meio a toda essa confusão, Shirasaki percebe que está gostando de Hayama, que, apesar de aparentar ser o “cara ideal”, ainda é visto por ele, até antes do último episódio, como parte de algo que serve apenas para ajudá-lo em sua atuação e na construção do personagem que está interpretando.
A imaturidade de Shirasaki e o fato de ele estar no início da carreira são ressaltados por diversos detalhes: seu jeito de se vestir, sua postura à mesa, seu comportamento em entrevistas e até o pequeno apartamento em que mora. Em contraste, Hayama, além de gravar o drama, possui outros trabalhos, vive em uma casa maior, demonstra etiqueta à mesa e adota um estilo de vestimenta mais casual social.
É um drama exelente, porém creio que para ter a experiência completa deve ser visto mais de uma vez.
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