A história se passa nos anos 80. Um grupo de amigos voltam da cidade para passar as férias de verão com uma amiga que não sai da ilha onde eles residem por conta de uma limitação física. Ela sonha em fazer uma cirurgia de correção para poder se juntar a seus amigos na cidade e estudar para se tornar locutora de rádio. Contudo, seus sonhos acabam sendo frustrados pela ignorância do pai e desonestidade do médico a levando a um final trágico que marca para sempre o grupo de amigos.
Já na quarta década da vida eles entram em contato com fragmentos do passado na forma de anotações do diário da Soo Ok e as músicas que ela ouvia na época, quando um pacote misterioso contendo esses artefatos do passado chegam as mãos de Beom Shil que apresenta um programa de rádio, os amigos são transportados para as memórias daquele último verão juntos.
O filme é muito emocionante porque os atores conseguiram transmitir toda a emoção necessária da existência desses personagens. Kim So Hyun e o D.O estão perfeitos em seus papéis (bem como os outros atores) e a trilha sonora, um verdadeiro primor. Até hoje toda vez que ouço Dust in the wind eu lembro do filme.
Filme mais que recomendado.
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Não é uma história inovadora, é sim previsível, mas não deixa de ser tocante
Personagens reais com emoções bem colocadas e com uma amizade que foi lindamente retratada, mas claro que tem também um romance no meio pois entre seus amigos está o tímido Bum Sil, que é completamente apaixonado por Soodust in the wind Ok.Não é uma história inovadora, é sim previsível mas não deixa de ser tocante.
Por mais doloroso que seja, gostei da forma que essa história se desenrolou. O começo é um pouco arrastado, mas vale a pena continuar.
A ost acompanhou muito as emoções que as cenas passavam, foi marcante e me fez ficar viciada em algumas .
Se você quiser chorar essa é a produção indicada.
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Ambientado nos anos 80, o filme nos leva a uma pequena ilha onde um grupo de amigos retorna para passar o verão ao lado de Soo Ok, a única que nunca conseguiu partir. Presa àquele lugar por uma limitação física, ela observa os amigos seguirem para a cidade enquanto permanece ali, sonhando. Soo Ok quer fazer a cirurgia, estudar, tornar-se locutora de rádio — quer ter uma voz que alcance mais longe do que o horizonte da ilha. Seus sonhos são simples, mas cheios de esperança, e é impossível não torcer por ela.
A realidade, no entanto, não é gentil. A ignorância do pai, a desonestidade médica e o peso de uma época menos humana acabam sufocando essas aspirações. O destino de Soo Ok não é cruel por exagero dramático, mas por ser profundamente real. O filme mostra como o amor e a juventude podem ser interrompidos não por falta de vontade, mas por estruturas falhas e escolhas alheias. O desfecho é trágico e deixa marcas profundas, tanto nos personagens quanto em quem assiste.
Anos depois, já na vida adulta, o passado retorna de forma silenciosa e poderosa. Um pacote misterioso chega às mãos de Beom Shil, agora apresentador de rádio. Dentro, estão o diário de Soo Ok, cartas, objetos e músicas que funcionam como fragmentos de um tempo que nunca deixou de existir. Ao abrir essa caixa, o tempo se dobra, e o último verão ressurge com força emocional avassaladora.
Cada anotação, cada lembrança e cada canção transporta os personagens — e o espectador — para aquele período onde tudo ainda parecia possível. A memória não surge como alívio, mas como eco. É o primeiro amor reaparecendo não para ser revivido, mas para ser sentido de novo, com a mesma intensidade e a mesma dor. O filme entende que o passado não desaparece; ele apenas muda de forma.
A trilha sonora é um dos elementos mais marcantes da obra. Ela não apenas acompanha a narrativa, mas a atravessa. As músicas carregam emoção, tempo e saudade. Dust in the Wind, em especial, deixa de ser apenas uma canção para se tornar uma lembrança emocional permanente. Depois do filme, ela nunca mais soa da mesma maneira — passa a carregar o peso daquilo que foi perdido cedo demais.
As atuações são outro ponto alto. Kim So Hyun entrega uma Soo Ok luminosa, sensível e cheia de vida, mesmo diante das limitações. D.O. constrói Beom Shil com uma mistura tocante de inocência, afeto e culpa silenciosa. Nada soa forçado; a dor não grita, ela pulsa. O elenco sustenta a emoção com uma naturalidade que torna tudo ainda mais verdadeiro.
As Primeiras Histórias de Amor não promete finais felizes nem tenta consertar o passado. Ele não oferece alívio — oferece lembrança. É um filme sobre o que fica quando tudo vai embora, sobre o amor que não teve tempo de amadurecer e sobre crescer entendendo que algumas perdas nos acompanham para sempre. Um filme para assistir quando o coração quiser voltar a um tempo em que amar era simples, e perder fazia parte de aprender a crescer.
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