Meu Nome é Chihiro (2023)

ちひろさん ‧ Movie ‧ 2023
Meu Nome é Chihiro (2023) poster
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Popularidade #3679
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Uma ex-acompanhante irreverente começa a trabalhar no restaurante de uma cidadezinha do litoral e alegra a todos que cruzam seu caminho. (Fonte: Netflix Brasil) Editar Tradução

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  • País: Japan
  • Tipo: Movie
  • Data de Lançamento: Fev 23, 2023
  • Duração: 2 hr. 11 min.
  • Pontuação: 7.7 (scored by 2,677 usuários)
  • Classificado: #4339
  • Popularidade: #3679
  • Classificação do Conteúdo: 13+ - Teens 13 or older

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amora
5 pessoas acharam esta resenha útil
Fev 25, 2023
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No geral 8.5
História 8.5
Acting/Cast 8.0
Musical 7.0
Voltar a ver 5.5

até onde conseguimos aguentar a solidão que nos persegue

Meu nome é Chiriro é um filme profundo no qual eu consegui me emocionar assistindo, Arimura Kasumi conseguiu passar muito bem a essência da personagem e a solidão profunda que a persegue.

Achei interessante como a maioria das cenas foram filmadas de frente, passando a ideia de sermos um telespectador assistindo a vida de Aya, gostei bastante como no filme eles deixam aberto a interpretação do público algumas cenas, eles mostram os personagens e nós mesmo assumimos o que eles passaram através das cenas ou diálogos mostrados, como por exemplo nas cenas em família da Kuniko, não foi preciso mostrar nenhuma cena de destrato para percebemos que aquele não um lar saudável, e Chiriro como é boa em ler as pessoas fala até sobre isso no filme.

Particularmente adorei a teoria de que os seres humanos são seres vindos de outros planetas, isso é a forma mais fácil de se explicar que cada pessoa tem sua personalidade e jeito e que por isso não conseguimos nos dar bem com todos, mas quando encontramos alguém na mesma sintonia que nós, vindo do mesmo planeta, é como se nos sentíssemos em casa, e as cena da Chiriro com a Tae mostram exatamente isso.

O filme me fez refletir sobre a vida e me emocionou em algumas partes, eu realmente consegui apreciar a obra e a profundidade que é a protagonista apenas deixa tudo mais interessante, principalmente na cena que ela simplesmente cansa e passa dias em casa sozinha e solitária, é algo de se passar dias pensando e analisando para se obter pensamentos mais coerentes sobre. No fim Chiriro pode ser lembrada como um anjo frágil que passa durante um período na vida das pessoas para as deixarem mais leves, um anjo que depois de tanto sofrer adotou uma vida leve e fácil que tem o foco em aproveitar e apreciar os pequenos momentos da vida, de se observar as pequenas coisas e ser o mais gentil possível, tal qual sua essência.

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pedrinhoomota_
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Dez 2, 2025
Completados 0
No geral 8.0
História 8.5
Acting/Cast 8.5
Musical 8.0
Voltar a ver 6.0
Há filmes que não apenas contam histórias — eles nos lembram daquilo que, às vezes, esquecemos no caos da vida: a força silenciosa da bondade. Call Me Chihiro é exatamente esse tipo de obra. Ele nos conduz por uma narrativa suave e intimista, mostrando como um único gesto pode ecoar na vida de alguém como a pedra lançada em um lago, criando ondas que se espalham muito além do ponto de impacto. Nunca sabemos o peso de um sorriso, de uma palavra gentil ou de um ato simples que, para o outro, pode significar tudo.

O longa nos apresenta Chihiro, uma ex-trabalhadora sexual que atualmente atende em uma pequena loja de bentôs numa cidade litorânea. À primeira vista, alguém poderia julgá-la por seu passado — e o filme faz questão de nos mostrar o quão superficial e injusto é esse impulso humano. Sua trajetória revela que a vida é feita de conexões: com os outros, com nós mesmos, com aquilo que não se explica, mas se sente. Chihiro é a prova viva de que valor não nasce de rótulos, mas da forma como olhamos e tocamos quem cruza nosso caminho.

Logo na primeira cena, vemos Chihiro brincando com um gato. Simples, aparentemente banal — mas reveladora. A forma como tratamos os animais frequentemente espelha a forma como tratamos pessoas. E com Chihiro isso se confirma a cada interação: ela cumprimenta clientes com calor, entrega afetos espontâneos, escuta com sinceridade. Nada nela soa performático. Ela não tenta conquistar ninguém; ela existe em bondade — pura, transparente, sem cálculo.

Acompanhamos seus encontros ao longo do filme: o senhor sem-teto que ela acolhe com comida, companhia e dignidade até mesmo após sua morte; as duas adolescentes que encontram em Chihiro a aceitação que falta em suas próprias casas; Makoto, o menino solitário cuja tentativa de agradar a mãe vira motivo de conflito e injustiça — e que Chihiro defende com firmeza e empatia. Cada relação revela não apenas o mundo fragmentado dessas pessoas, mas também a capacidade de Chihiro de enxergar além das dores, além das máscaras, além dos julgamentos.

Há ainda seu reencontro silencioso com uma mulher que perdeu a visão — uma relação carregada de camadas, sutilezas e um afeto que, mesmo não dito, parece preencher lacunas que Chihiro carrega desde sempre. Ali, o filme nos lembra que família também se constrói fora dos laços tradicionais — às vezes nos lugares mais improváveis.

Mesmo quando Chihiro se questiona sobre amor e relacionamentos, fica claro que ela não teme amar — ela teme perder sua liberdade e sua verdade em vínculos que exigem mais do que entregam. Talvez por isso ela seja essa brisa que passa, toca, transforma… e segue adiante. Seu nome, “mil perguntas”, encaixa perfeitamente: Chihiro é enigma, é vento, é algo que não se prende, não se define, não cabe em um único significado.

O filme tem uma beleza triste, quase melancólica. Ele mostra pessoas perdidas em seus próprios planetas — isoladas, machucadas, carregando dores silenciosas. E ainda assim, Chihiro consegue conectar esses mundos que pareciam inalcançáveis uns aos outros. Sua bondade funciona como um catalisador: ela une, ilumina, aquece… e, quando cumpre sua missão, parte como quem devolve o sopro de vida ao universo.

A última cena, com Chihiro olhando o horizonte, é especialmente tocante. Pela primeira vez, há uma faísca de pertencimento em seu olhar — como se a própria jornada que ela inspirou nas outras pessoas finalmente tivesse encontrado espaço dentro dela.

A cinematografia contribui de maneira poética para essa atmosfera: luz natural, paisagens abandonadas, tons suaves, tudo compondo um retrato sensível da solidão e da beleza contida nas pequenas coisas. As atuações reforçam essa delicadeza — Kasumi Arimura é simplesmente encantadora, entregando nuances emocionais profundas e autênticas.

Apesar de tudo isso — e aqui entra minha visão pessoal — o filme também é muito lento. Lindo, poético, cheio de significado… mas lento. Tão lento que, em alguns momentos, me distanciou da narrativa. Eu queria ter me conectado mais, sentido mais profundamente aquilo que o filme propõe. A beleza está lá, sem dúvida; a emoção, também — mas às vezes elas chegam devagar demais.

Mesmo assim, Call Me Chihiro é um filme que permanece. Uma obra que lembra que todos nós, em algum momento, precisamos de alguém que nos enxergue como realmente somos. E, principalmente, nos inspira a sermos um pouco mais Chihiro na vida dos outros.

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Detalhes

  • Título: Meu Nome é Chihiro
  • Tipo: Movie
  • Format: Feature Film
  • País: Japão
  • Data de Lançamento: Fev 23, 2023
  • Duração: 2 hr. 11 min.
  • Classificação do Conteúdo: 13+ - 13 anos ou mais

Estatísticas

  • Pontuação: 7.7 (avaliado por 2,677 usuários)
  • Classificado: #4339
  • Popularidade: #3679
  • Fãs: 5,288

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