This review may contain spoilers
Muito charme, pouca coragem
Bad Buddy é uma daquelas séries que enganam bem. Você começa achando que vai assistir só mais um BL com rivalidade boba e momentos fofos, mas logo percebe que tem alguma coisa ali, principalmente na química absurda entre os protagonistas, Pat e Pran. E isso te prende. Eles te prendem.
Só que quando a poeira da empolgação baixa, você percebe: Bad Buddy tem coração, sim, mas falta profundidade. É como um romance adolescente que quer tocar em temas sérios (pressão familiar, rivalidade, repressão, expectativas sociais), mas decide dar meia-volta sempre que chega perto de um conflito real. O roteiro hesita. Flerta com a ousadia, mas nunca se compromete. Parece ter medo de deixar a fofura sair machucada.
Pat e Pran são ótimos. A dinâmica deles é elétrica, cheia de tensão, carinho e humor na medida certa. Dá pra entender fácil porque tanta gente se apaixonou por eles. Mas vamos ser sinceros: essa história só funciona porque os dois atores carregam tudo nas costas. O roteiro, por si só, é preguiçoso. A rivalidade entre famílias, que deveria ser o centro do drama, é rasa e quase caricata. Parece um pretexto mal aproveitado pra forçar encontros e esconderijos.
E falando nisso, quantas vezes a gente vai ver casais escondidos fingindo que isso é libertação? O final, com eles juntos mas ainda escondendo tudo de todos, não é libertador. É conformista. É como se a série dissesse: “Sim, vocês podem amar... desde que ninguém veja.” Não é bonito. É frustrante.
Visualmente, a série é polida. A trilha sonora funciona, a direção tenta ser criativa, os diálogos têm bons momentos. Mas tudo isso só serve pra maquiar o fato de que Bad Buddy joga seguro demais. A sensação é que os criadores sabiam o poder da fanbase e decidiram entregar só o suficiente. Fanservice bem embalado, mas com pouco peso.
Bad Buddy é uma fanfic com orçamento, sustentada por carisma, química e cenas fofas. Funciona? Funciona. Vai fazer você sorrir, talvez até chorar em uma ou duas cenas. Mas se você parar pra analisar com um pouco mais de frieza, vai ver que o potencial foi muito maior do que o resultado. O que poderia ter sido uma história marcante sobre amor, conflito e libertação virou um namoro secreto com final morno.
Se você só quer se apaixonar por um casal carismático e ignorar os furos, vá fundo. Agora, se você quer uma narrativa que realmente diga algo, que desafie estruturas e não tenha medo de se posicionar… Bad Buddy vai te deixar querendo mais. E não no bom sentido.
Só que quando a poeira da empolgação baixa, você percebe: Bad Buddy tem coração, sim, mas falta profundidade. É como um romance adolescente que quer tocar em temas sérios (pressão familiar, rivalidade, repressão, expectativas sociais), mas decide dar meia-volta sempre que chega perto de um conflito real. O roteiro hesita. Flerta com a ousadia, mas nunca se compromete. Parece ter medo de deixar a fofura sair machucada.
Pat e Pran são ótimos. A dinâmica deles é elétrica, cheia de tensão, carinho e humor na medida certa. Dá pra entender fácil porque tanta gente se apaixonou por eles. Mas vamos ser sinceros: essa história só funciona porque os dois atores carregam tudo nas costas. O roteiro, por si só, é preguiçoso. A rivalidade entre famílias, que deveria ser o centro do drama, é rasa e quase caricata. Parece um pretexto mal aproveitado pra forçar encontros e esconderijos.
E falando nisso, quantas vezes a gente vai ver casais escondidos fingindo que isso é libertação? O final, com eles juntos mas ainda escondendo tudo de todos, não é libertador. É conformista. É como se a série dissesse: “Sim, vocês podem amar... desde que ninguém veja.” Não é bonito. É frustrante.
Visualmente, a série é polida. A trilha sonora funciona, a direção tenta ser criativa, os diálogos têm bons momentos. Mas tudo isso só serve pra maquiar o fato de que Bad Buddy joga seguro demais. A sensação é que os criadores sabiam o poder da fanbase e decidiram entregar só o suficiente. Fanservice bem embalado, mas com pouco peso.
Bad Buddy é uma fanfic com orçamento, sustentada por carisma, química e cenas fofas. Funciona? Funciona. Vai fazer você sorrir, talvez até chorar em uma ou duas cenas. Mas se você parar pra analisar com um pouco mais de frieza, vai ver que o potencial foi muito maior do que o resultado. O que poderia ter sido uma história marcante sobre amor, conflito e libertação virou um namoro secreto com final morno.
Se você só quer se apaixonar por um casal carismático e ignorar os furos, vá fundo. Agora, se você quer uma narrativa que realmente diga algo, que desafie estruturas e não tenha medo de se posicionar… Bad Buddy vai te deixar querendo mais. E não no bom sentido.
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