Details

  • Last Online: 8 days ago
  • Location: Em algum lugar perdido do Br
  • Contribution Points: 0 LV0
  • Roles:
  • Join Date: June 2, 2025

Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
Perfect 10 Liners thai drama review
Completed
Perfect 10 Liners
3 people found this review helpful
by Cryssieee
Aug 19, 2025
24 of 24 episodes seen
Completed
Overall 9.0
Story 8.0
Acting/Cast 10.0
Music 8.0
Rewatch Value 10.0
This review may contain spoilers

Apaixonada por cada casal que apareceu por aqui

Perfect 10 Liners foi uma bagunça que eu acabei curtindo mais do que esperava. Eu achava que seria só mais um BL universitário fofinho, mas o negócio virou uma comédia romântica com um monte de casais, piadinhas meio sem noção e aquele caos que a gente adora, no fim, me fez rir e shippar mais do que deveria. Não é profundo, não é revolucionário, mas tem uma vibe leve que é muito gostosinha de acompanhar, mesmo quando enche linguiça.

Agora, vamos de casal por casal porque cada um tem sua peculiaridade.

Arm & Arc: esse é o casal principal que da inicio a toda bagunça, e a história deles começa meio torta. Arm administra a famosa página "Engineer Cute Boy" e mete os pés pelas mãos quando posta uma foto do Arc sem permissão. A treta rende briga, troca de farpas e, claro, vira atração. Eles têm aquela dinâmica de “eu te irrito, você me mata de raiva, mas no fundo a gente se gosta”. E a química deles funciona de um jeito natural e divertido, nada forçado. É clichê, mas um clichê bem feito.

O bom é que, diferente de muitos BLs onde o conflito inicial é só jogado, aqui a treta deles realmente alimenta a história. Eles começam se odiando, se provocando o tempo todo, e essa tensão cresce de um jeito que não fica forçado. O Arm adora cutucar, o Arc não dá o braço a torcer, e aí, quando você vê, os dois já estão presos um no outro sem nem perceber. E a química deles funciona porque não tem aquele clima de “o destino juntou a gente, apenas aceite”. Eles se constroem na base da convivência, dos atritos, das situações bizarras que acabam enfrentando juntos. O Arm vai mostrando um lado mais vulnerável, enquanto o Arc começa a soltar o gelo e revelar que não é só o cara sério que paga de durão. No fim, Arm & Arc são caóticos, briguentos, mas é justamente isso que os torna cativantes: você acredita na relação deles porque ela cresce entre tapas e beijos, com humor, com falhas, mas também com muito carinho e fofura juntos.

Yotha & Gun: eles foram meu casal favorito sem nem precisar forçar nada, sabe? Enquanto os outros vinham no caos e na gritaria, os dois eram aquela calmaria que ia crescendo aos pouquinhos, no maior estilo slow burn. O Yotha começa todo fechado, carregando seus traumas e aquela postura séria de quem não quer deixar ninguém chegar perto. Mas aí entra o Gun, com aquela energia leve, paciente, dizendo “tá tudo bem, eu espero você no seu tempo”.

O que mais me pegou é como eles não foram jogados em drama gratuito. O romance deles não precisou de briga gigante ou reviravolta absurda pra funcionar. Foi sobre as pequenas coisas: uma conversa sincera, um olhar que diz mais do que palavras, aquele momento em que um segura o outro quando as memórias pesam. E aí você percebe como o Gun vai quebrando, pedacinho por pedacinho, as muralhas do Yotha, não invadindo, mas mostrando que estar vulnerável também é força. E, sério, a mudança do Yotha foi o que mais mexeu comigo. Ver ele saindo da defensiva, aprendendo a confiar, se abrindo pra sentir de verdade… foi lindo. E não é só sobre ele mudar por causa do Gun, mas sobre como eles se ajudam, se apoiam, se curam juntos. Tem uma reciprocidade tão genuína ali que eu não conseguia não me apaixonar por eles. Pra mim, Yotha & Gun são o coração silencioso da série. Enquanto tudo acontecia no caos ao redor, eles mostravam que amor também pode ser tranquilo, curativo e cheio de respeito. Talvez por isso tenham me marcado tanto.

Faifa & Wine: foram o casal que eu não sabia se ia engatar ou se iam só me deixar irritada, e, olha, no fim das contas eles entregaram uma dinâmica gostosa de acompanhar. O Faifa tem aquela energia meio debochada, mas sem deixar de ser gentil, sempre pronto pra soltar uma piadinha ou provocar, enquanto o Wine é mais contido, tentando manter uma pose séria, mas caindo fácil nos encantos do outro. A química deles não é tão explosiva quanto Arm & Arc, nem tão delicada quanto Yotha & Gun, mas eles encontraram um meio-termo divertido, cheio de provocações que acabam virando carinho.

O que eu gostei nos dois é como eles fugiram um pouco do clichê “gato e rato que só brigam”. Claro que teve faísca, teve atrito, mas foi tudo numa medida que não cansa. O Faifa, por mais metido que seja, deixa escapar aquela vulnerabilidade de quem só quer ser aceito. E o Wine, que parecia todo fechadão, vai abrindo espaço pro Faifa entrar, quase sem perceber. Essa troca deles fez o romance fluir de forma leve, sem peso desnecessário. No fim, o casal se encaixa na trama como aquela peça que completa o quebra-cabeça: nem tão caótico quanto Arm & Arc, nem tão profundo quanto Yotha & Gun, mas trazendo uma dinâmica que equilibra as coisas. E eu não vou mentir, eles me fizeram sorrir que nem boba pra tela, principalmente depois que começaram a namorar e o Faifa virou aquele namorado bobão que não se aguenta com a fofura do Wine.

E tenho que falar também dos casais secundários, porque eles também merecem destaque.

Sand & Pond: Sand é brincalhão, cheio de energia, sempre pronto pra uma piada ou uma provocação, enquanto Pond é mais sério, focado e meio na dele. Esse contraste entre os dois cria momentos muito divertidos, Sand tentando tirar Pond da zona de conforto, e Pond tentando manter a compostura, mas cedendo aos poucos ao charme do parceiro. Eles têm uma química leve e natural, cheia de olhares e pequenas atitudes que mostram carinho sem precisar de cena dramática ou exagerada. Mesmo sendo secundários, conseguem roubar a cena em várias situações e dar aquele respiro na trama, equilibrando a tensão dos casais principais. Além disso, a evolução deles é sutil: você percebe que, aos poucos, Pond vai se soltando e Sand aprende a respeitar o ritmo do outro, tornando o romance divertido, fofo e muito crível.

Warit & Klao: Wa é doce, paciente e sempre disposto a entender o outro, enquanto Klao é briguento, explosivo e possessivo. Essa diferença cria uma tensão deliciosa entre eles: Klao tem aquele temperamento forte que, às vezes, explode por qualquer motivo, e Wa consegue lidar com isso de forma equilibrada, sem perder a calma em alguns momentos. O interessante é que, por mais que Klao seja difícil, Wa não se deixa engolir; ele tem sua própria força e isso faz com que o romance não se torne só “um drama de ciúmes”. Ver Klao se abrir aos poucos e mostrar vulnerabilidade, enquanto Wa apoia e entende, é incrível, é aquele tipo de casal que ensina que amor pode ser intenso e saudável ao mesmo tempo. A evolução deles é sutil, mas significativa: você percebe que ambos aprendem a ceder, a confiar e a se respeitar, criando uma química que brilha justamente por esse equilíbrio entre explosão e ternura.

No geral, a série é isso: leve, engraçada, cheia de shipps pra gente se perder. Tem episódios longos demais e personagens que aparecem só pra lotar a tela, mas se você embarcar sabendo que não vai encontrar nada super profundo, dá pra se divertir de verdade. No fim, foi gostoso acompanhar esses romances que, apesar de começarem meio tortos, entregaram uma coisa saudável e leve de assistir. Eu indico a série de coração. Apesar de não ter uma história profunda, Perfect10 Liners soube administrar muito bem suas tramas e subtramas. Cada casal, principal ou secundário, tem seu charme e encanto, e a série consegue fazer a gente se apaixonar por eles e pelos romances que vão construindo ao longo da história. Pode ir sem medo.
Was this review helpful to you?