This review may contain spoilers
Eles só precisavam conversar...
Eu fui assistir com o coração preparado pra sofrer um pouquinho e, claro, pra ver os dois sendo boiolas e fofinhos, porque é pra isso que a gente assiste EarthMix no fim das contas. Só que… essa fofura demora pra acontecer, viu. A série tem bons momentos, mas o caminho até eles se entenderem é praticamente uma maratona de teimosia.
A história gira em torno de uma amizade quebrada, um acidente, um “corpo trocado” e uma viajem com altas doses de ressentimento mal resolvido. O enredo é bem construído e tem umas reviravoltas legais, mas o Win... Eu entendo que ele tá magoado, mas minha nossa senhora da comunicação inexistente, o menino se supera na teimosia. Ele transforma cada conversa em uma parede de tijolos, e dá vontade de gritar “SENTA E CONVERSA, MEU FILHO” pelo menos umas dez vezes ao longo da série.
O Korn, por outro lado, é aquele personagem que carrega o peso da paciência nas costas. Ele é calmo, mais racional e claramente tá tentando resolver as coisas, mas bate de frente com o muro chamado Win. E o que mais me pega é que a química deles tá lá, viva e pulsando, só que eles ficam escondendo isso atrás de discussões e expressões carrancudas. Quando finalmente se permitem respirar perto um do outro, a série brilha, e é aí que EarthMix entrega exatamente o que a gente espera deles.
Os personagens secundários cumprem bem o papel de empurrar a história pra frente, alguns até mais do que eu esperava, mas confesso que tem umas figuras que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Às vezes parece que certas cenas existem só pra preencher tempo, principalmente em episódios que se arrastam mais do que deveriam. Não chega a ser cansativo a ponto de largar, mas tem momentos que eu olhei pro relógio e pensei “isso podia ter sido resolvido em cinco minutos”.
Uma coisa que eu gostei bastante é como a trama, mesmo com um toque de fantasia, mantém uma base emocional sólida. Não é só sobre o “mistério” da troca de corpos, é sobre reconciliação, confiança e perdão. Tem cenas que são sutis, mas mexem com a gente, justamente porque EarthMix sabe atuar e passar esse sentimento. Eles não precisam de diálogos enormes pra passar sentimento, um olhar já entrega tudo.
Um dos detalhes mais divertidos e caóticos é justamente o Win preso no corpo da própria irmã. A ideia em si já tem aquele jeitinho de comédia pastelão, mas o jeito como isso se desenrola é simplesmente hilário e constrangedor. Win é teimoso, briguento e cheio de orgulho, e de repente tá preso num corpo que sangra uma vez por mês e exige absorvente e cuidados extras. A cena da menstruação é um clássico instantâneo. Ele está completamente desesperado, tentando lidar com uma situação que obviamente nunca imaginou viver, enquanto Korn tá ali, fazendo de tudo pra ajudar de um jeito prático e sem constrangimento. A cena consegue ser leve e engraçada sem forçar tanto, porque é muito sobre a dinâmica dos dois: Korn cuidando, Win reclamando, e no fundo dos olhos dos dois, aquele carinho que eles fingem que não sentem.
E sinceramente, esse momento é uma virada de chave sutil entre eles. Não é sobre romance, mas sobre intimidade. Korn conhece o Win o suficiente pra saber quando ele tá morrendo de vergonha, e Win confia nele, mesmo bufando, gritando e negando tudo. É uma cena simples, mas que aproxima muito os dois e mostra como, por baixo da muralha de orgulho do Win, tem alguém que só precisava de espaço pra se apoiar em outra pessoa.
No geral, foi uma experiência boa. Eu amei a ideia, adorei ver eles em cena e me emocionei em vários momentos. Mas também fiquei frustrada com a demora pra eles finalmente baixarem a guarda e se olharem como a gente quer que olhem desde o primeiro episódio. Se você ama EarthMix, vale super a pena assistir, é divertido, tem drama, tem emoção e, no final, recompensa a paciência. Só se prepare pra querer sacudir o Win umas boas vezes no caminho. E sim, quando eles finalmente boiolam um pelo outro é lindo demais.
A história gira em torno de uma amizade quebrada, um acidente, um “corpo trocado” e uma viajem com altas doses de ressentimento mal resolvido. O enredo é bem construído e tem umas reviravoltas legais, mas o Win... Eu entendo que ele tá magoado, mas minha nossa senhora da comunicação inexistente, o menino se supera na teimosia. Ele transforma cada conversa em uma parede de tijolos, e dá vontade de gritar “SENTA E CONVERSA, MEU FILHO” pelo menos umas dez vezes ao longo da série.
O Korn, por outro lado, é aquele personagem que carrega o peso da paciência nas costas. Ele é calmo, mais racional e claramente tá tentando resolver as coisas, mas bate de frente com o muro chamado Win. E o que mais me pega é que a química deles tá lá, viva e pulsando, só que eles ficam escondendo isso atrás de discussões e expressões carrancudas. Quando finalmente se permitem respirar perto um do outro, a série brilha, e é aí que EarthMix entrega exatamente o que a gente espera deles.
Os personagens secundários cumprem bem o papel de empurrar a história pra frente, alguns até mais do que eu esperava, mas confesso que tem umas figuras que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Às vezes parece que certas cenas existem só pra preencher tempo, principalmente em episódios que se arrastam mais do que deveriam. Não chega a ser cansativo a ponto de largar, mas tem momentos que eu olhei pro relógio e pensei “isso podia ter sido resolvido em cinco minutos”.
Uma coisa que eu gostei bastante é como a trama, mesmo com um toque de fantasia, mantém uma base emocional sólida. Não é só sobre o “mistério” da troca de corpos, é sobre reconciliação, confiança e perdão. Tem cenas que são sutis, mas mexem com a gente, justamente porque EarthMix sabe atuar e passar esse sentimento. Eles não precisam de diálogos enormes pra passar sentimento, um olhar já entrega tudo.
Um dos detalhes mais divertidos e caóticos é justamente o Win preso no corpo da própria irmã. A ideia em si já tem aquele jeitinho de comédia pastelão, mas o jeito como isso se desenrola é simplesmente hilário e constrangedor. Win é teimoso, briguento e cheio de orgulho, e de repente tá preso num corpo que sangra uma vez por mês e exige absorvente e cuidados extras. A cena da menstruação é um clássico instantâneo. Ele está completamente desesperado, tentando lidar com uma situação que obviamente nunca imaginou viver, enquanto Korn tá ali, fazendo de tudo pra ajudar de um jeito prático e sem constrangimento. A cena consegue ser leve e engraçada sem forçar tanto, porque é muito sobre a dinâmica dos dois: Korn cuidando, Win reclamando, e no fundo dos olhos dos dois, aquele carinho que eles fingem que não sentem.
E sinceramente, esse momento é uma virada de chave sutil entre eles. Não é sobre romance, mas sobre intimidade. Korn conhece o Win o suficiente pra saber quando ele tá morrendo de vergonha, e Win confia nele, mesmo bufando, gritando e negando tudo. É uma cena simples, mas que aproxima muito os dois e mostra como, por baixo da muralha de orgulho do Win, tem alguém que só precisava de espaço pra se apoiar em outra pessoa.
No geral, foi uma experiência boa. Eu amei a ideia, adorei ver eles em cena e me emocionei em vários momentos. Mas também fiquei frustrada com a demora pra eles finalmente baixarem a guarda e se olharem como a gente quer que olhem desde o primeiro episódio. Se você ama EarthMix, vale super a pena assistir, é divertido, tem drama, tem emoção e, no final, recompensa a paciência. Só se prepare pra querer sacudir o Win umas boas vezes no caminho. E sim, quando eles finalmente boiolam um pelo outro é lindo demais.
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