This review may contain spoilers
Um Romance Tóxico Chamado My Stand-in
Que série de doente do caralho, sério. É romance tóxico, gente completamente surtada, morte, reencarnação… tudo jogado na nossa cara como se fosse normal. Mas a direção funciona, a história é boa, é tudo bem filmado. Não dá pra chamar de ruim, porque não é. Só que você precisa estar com a cabeça no lugar pra assistir isso aqui e não sair meio doida depois, porque o romance é tóxico e não tenta fingir que não é.
A maioria dos BL tenta enfiar romance abusivo com música fofinha e close dramático pra ver se a gente engole. Mas aqui não. Aqui a toxicidade é assumida e explícita. É tipo: “é isso mesmo, aceita ou tchau”.
E vamos lá, Ming e Joe. O Ming é um manipulador do caralho. Que homem horrível. Egoísta, mimado, se acha o centro do universo. Ele não tenta parecer inocente, não tenta ser bonzinho, ele sabe que é tóxico e escancara isso sem pudor. Só que ao mesmo tempo… ele ama o Joe. Ama de verdade. Só que esse amor não apaga a desgraça que ele causou. Porque, apesar de amar, ele destruiu o Joe nas duas vidas. Não foi pouca coisa. E mesmo depois de se redimir, porque sim, ele até consegue, eu continuo sem simpatia nenhuma por ele. Zero. Não sinto pena, não sinto dó, nada. É aquele tipo de personagem que você olha e pensa: “Parabéns por tentar, mas pra mim não rola.”
Aí tem o Tong. Pelo amor de Deus. Que homem péssimo. Péssimo em níveis astronômicos. Não tem pano que passe, não tem explicação, não tem problema ou dificuldade que dê uma desculpa plausivel. Ele é horrível e pronto. E o pior: o Ming acaba sendo vítima dele também, manipulado, controlado, e o Tong ainda usa até o próprio filho que nem nasceu como moeda de troca. No final, ele até tenta uma redenção, mas… não convence. O estrago já foi longe demais. Só resta repudiar esse combo tóxico inteiro.
Já o Joe… coitado. Um Zé Mané sem amor próprio, sem voz. E ele sabe. E por mais que eu viva chamando ele de burro, porque meu Deus, como ele é boca aberta, ele consegue, de algum jeito, encontrar um pouco de força ao longo da história. Ele tenta se proteger, tenta quebrar o ciclo, tenta existir. Mas ainda assim continua sendo um tapado apaixonado. E é isso. É o jeitinho dele.
E quando ele finalmente tenta tomar as rédeas, a vida dá uma rasteira: ele morre, reencarna, volta dois anos depois… e repete tudo. Cai nas mesmas pessoas, nos mesmos erros, nos mesmos sentimentos, quase morre de novo. Mas o bonitinho consegue se levantar, de novo e de novo. A resiliência do homem é absurda.
Eu, sinceramente, tava torcendo pra ele ficar com o Sol, o único decente daquele inferno emocional. Mas BL tailandês trata romance tóxico como amor verdadeiro, então né… não dá pra esperar muito. Pelo menos, quando o Ming finalmente se redime, ele vira alguém decente e consegue dar ao Joe um amor saudável. No fim, eles até conseguem ser fofos.
A série é boa, intensa, bem feita, com atores excelentes… enfiada dentro de uma história emocionalmente radioativa. Quem não estiver bem mentalmente vai sair no mínimo abalado, mas marcado também, porque a história é boa.
A maioria dos BL tenta enfiar romance abusivo com música fofinha e close dramático pra ver se a gente engole. Mas aqui não. Aqui a toxicidade é assumida e explícita. É tipo: “é isso mesmo, aceita ou tchau”.
E vamos lá, Ming e Joe. O Ming é um manipulador do caralho. Que homem horrível. Egoísta, mimado, se acha o centro do universo. Ele não tenta parecer inocente, não tenta ser bonzinho, ele sabe que é tóxico e escancara isso sem pudor. Só que ao mesmo tempo… ele ama o Joe. Ama de verdade. Só que esse amor não apaga a desgraça que ele causou. Porque, apesar de amar, ele destruiu o Joe nas duas vidas. Não foi pouca coisa. E mesmo depois de se redimir, porque sim, ele até consegue, eu continuo sem simpatia nenhuma por ele. Zero. Não sinto pena, não sinto dó, nada. É aquele tipo de personagem que você olha e pensa: “Parabéns por tentar, mas pra mim não rola.”
Aí tem o Tong. Pelo amor de Deus. Que homem péssimo. Péssimo em níveis astronômicos. Não tem pano que passe, não tem explicação, não tem problema ou dificuldade que dê uma desculpa plausivel. Ele é horrível e pronto. E o pior: o Ming acaba sendo vítima dele também, manipulado, controlado, e o Tong ainda usa até o próprio filho que nem nasceu como moeda de troca. No final, ele até tenta uma redenção, mas… não convence. O estrago já foi longe demais. Só resta repudiar esse combo tóxico inteiro.
Já o Joe… coitado. Um Zé Mané sem amor próprio, sem voz. E ele sabe. E por mais que eu viva chamando ele de burro, porque meu Deus, como ele é boca aberta, ele consegue, de algum jeito, encontrar um pouco de força ao longo da história. Ele tenta se proteger, tenta quebrar o ciclo, tenta existir. Mas ainda assim continua sendo um tapado apaixonado. E é isso. É o jeitinho dele.
E quando ele finalmente tenta tomar as rédeas, a vida dá uma rasteira: ele morre, reencarna, volta dois anos depois… e repete tudo. Cai nas mesmas pessoas, nos mesmos erros, nos mesmos sentimentos, quase morre de novo. Mas o bonitinho consegue se levantar, de novo e de novo. A resiliência do homem é absurda.
Eu, sinceramente, tava torcendo pra ele ficar com o Sol, o único decente daquele inferno emocional. Mas BL tailandês trata romance tóxico como amor verdadeiro, então né… não dá pra esperar muito. Pelo menos, quando o Ming finalmente se redime, ele vira alguém decente e consegue dar ao Joe um amor saudável. No fim, eles até conseguem ser fofos.
A série é boa, intensa, bem feita, com atores excelentes… enfiada dentro de uma história emocionalmente radioativa. Quem não estiver bem mentalmente vai sair no mínimo abalado, mas marcado também, porque a história é boa.
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