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  • Last Online: Dec 23, 2025
  • Location: Em algum lugar perdido do Br
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  • Join Date: June 2, 2025

Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
I Feel You Linger in the Air thai drama review
Completed
I Feel You Linger in the Air
7 people found this review helpful
by Cryssieee
Dec 1, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed
Overall 10
Story 10.0
Acting/Cast 10.0
Music 10.0
Rewatch Value 10.0
This review may contain spoilers

Eu só queria mais dessa história :(

Que série deliciosa de assistir, sério. Eu já falei mil vezes em outras reviews que eu sou completamente apaixonada por histórias de época, e quando mistura isso com viagem no tempo, aí pronto, eu viro um caso perdido. É uma combinação perfeita pra mim, e aqui eles souberam fazer isso de um jeito encantador. Eu amei cada detalhe. Comecei a ver e simplesmente não consegui parar. Maratonei sem dó.

É gostosa de acompanhar, envolvente, a história flui bem. E o que eu mais gostei é que, além de ser de época, ainda entrega um romance homoafetivo num período em que isso era visto como algo absurdo. Tem toda essa luta por aceitação, mas sem transformar tudo em uma tortura emocional. Eu já vi outras produções com essa temática e foram bem pesadas. Essa, não. Essa tem uma sensibilidade tão gostosa, algo mais leve, mais suave, que me ganhou.

E mesmo com a família não aceitando no começo, chega um momento em que simplesmente não há mais argumentos. O pai finalmente reconhece onde errou, engole o orgulho, e a mãe encontra força pra se impor. Essa visão me pegou de um jeito muito especial, porque geralmente essas histórias são sofrimento do início ao fim, e aqui, não. Aqui ficou leve, ficou bonito, ficou bom de assistir. Tem tensão? Tem, com certeza. Mas não é doloroso. É confortável.

E falando especificamente de Jom e Yai, ai… que casalzinho gostoso de acompanhar. O Jom tem aquela vibe mais quietinha, observadora, meio perdido no próprio mundo e no próprio tempo, literalmente. E o Yai, meu Deus, o Yai é um encanto. Ele tem uma doçura tão natural, um jeito tão sincero de sentir, que dá até vontade de proteger. Quando esses dois começam a se aproximar, tudo fica tão suave, tão bonito, tão cheio de pequenos gestos que valem mais do que qualquer declaração. O Yai se abrindo pro Jom, o Jom finalmente se permitindo amar, os dois encontrando conforto um no outro apesar de viverem em séculos separados… é impossível não se apaixonar por esse romance. Eles têm uma química que não precisa nem de esforço: só existe, flui, e te envolve. Foi um prazer acompanhar cada momentinho deles.

Quando eu comecei a assistir, teve toda aquela vibe meio misteriosa: umas silhuetas aparecendo, o Jom vendo as luzes piscando, tudo com um ar tão estranho que eu jurei que ia virar terror. Eu até dei uma travada, porque, apesar de eu gostar do gênero, não era nem de longe o que eu planejava ver naquele momento. Mas eu segui, e ainda bem, porque acabou sendo muito melhor do que qualquer susto. Virou uma historinha gostosa, envolvente, sobre essa viagem no tempo e sobre o jeito como ela acontece quase como um destino inevitável. O problema é que… não explicaram direito por quê. A gente entende que o Jom e o Yai são almas gêmeas, conectados, predestinados, mas a série nunca diz realmente como essa viagem foi possível, nem qual é a lógica por trás disso. Eu senti falta dessa parte da explicação.

E aí chega o final, nos últimos segundos, nas cenas extras depois dos créditos, e do nada o Jom encontra o Yai no futuro, na própria casa do Yai, e o Yai solta que sempre esteve esperando por ele. COMO ASSIM? Era o Yai mesmo, viajando séculos pra frente? Era a reencarnação dele, mas com todas as memórias? Era uma versão espiritual, temporal, dimensional? Eu fiquei perdida. Não entendi bem e queria ter entendido. Também queria respostas sobre o “Yai do passado do passado”, aquele pré-histórico do bigodão enorme. O que foi aquilo? Quem era ele? Como ele se conecta com tudo?

Tem muitas razões e poucas respostas nessa história toda, e isso me deixa meio doida. Quando o Jom cai no rio, do nada surge o Yai pré-histórico pra salvar ele. E aí, quando ele acorda, já está no passado. A gente sabe que o Jom estava em coma por causa do acidente, mas esse Yai pré-histórico claramente tinha uma importância enorme, e eu queria demais que isso tivesse sido explicado com carinho. O Jom sonha com o Yai entregando o anel, que provavelmente era do próprio Yai pré-histórico. É tudo tão simbólico, tão conectado, mas tão mal explicado que vira uma confusão deliciosa… e frustrante. E depois, no final, tem aquelas cenas dele voltando mais uma vez para o passado remoto, encontrando o Yai primitivo. E aquilo me matou. Porque eu PRECISO saber quem era esse Yai original, o primeiro de todos, aquele que claramente foi o início de tudo. Eu queria essa história. Eu queria ver esse começo. Uma trama tão boa merecia ter cada pedacinho costurado, cada ponta amarrada, tudo explicadinho. Merecia mais. Eu queria mais. E agora eu tô aqui sofrendo sozinha porque não tem mais nada pra assistir. Eu assisti até o especial, que, inclusive, é fofíssimo, e mesmo assim só me deixou com mais vontade.

O ponto negativo é que os dois não terminam juntos no final. Porque o Jom volta pro seu futuro, pra sua realidade, enquanto o Yai permanece no passado, sofrendo na ausência do seu amado, que ele vai carregar pra frente na memória. Mas, tirando isso… tudo bem. Eu amei. Especialmente o Yai, ele é muito fofo. E quando ele se abre pro Jom e eles começam a se amar, ai, é tão bom de ver.

Eu adorei essa série. De verdade.
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