This review may contain spoilers
Como não se apaixonar pelo Cake e pelo Eiw?
É uma série muito fofa. Mas fofa de verdade. O Earth e o Santa combinaram tanto que parece até que já estavam ensaiando essa química desde crianças. São dois fofos que entregaram tudo na atuação, sem forçar nada, só deixando aquele sentimento de primeiro amor, meio tímido, meio bagunçado, totalmente inevitável, aparecer. Eles vão crescendo, amadurecendo, e esse amor vai se desenvolvendo junto, bem gradualmente, daquele jeito que dá um quentinho no peito.
My Only 12% tem essa nostalgia boa de quando a vida era mais simples, quando nossas maiores preocupações eram estudar, voltar pra casa cedo, achar graça em qualquer coisinha do dia, e se divertir com os amigos. Foi muito gostoso de acompanhar porque a série traz essa vibe de lembrança doce, quase ingênua, mas sem parecer boba. E eu adorei, de verdade.
Minha única reclamação, e olha que reclamo com carinho, é que foram episódios demais pra uma história tão simples. Não precisava de 14 episódios. Dava pra enxugar um pouco, cortar umas coisinhas aqui e ali, e até aprofundar outras coisas que ficaram só na superfície. Nada que estrague a experiência, mas dá aquela vontade de sair pulando alguns diálogos. Ainda assim, é uma série leve, acolhedora, aquela que aperta o coração com melancolia gostosa, principalmente na parte da descoberta do primeiro amor e de se perceber gay num ambiente tão conservador. A série trata isso com delicadeza, e isso faz diferença.
E, meu Deus, o Cake e o Eiw… fofíssimos.
O Eiw é aquele menino cheio de sentimentos guardados no peito, que vive tudo com intensidade mesmo quando tenta fingir que não. Ele é sensível, meio desajeitado nas emoções, mas de um jeito tão real que dá vontade de proteger. Tem essa carinha de quem está sempre tentando entender o mundo, e a si mesmo, enquanto o coração fica três passos à frente. É impossível não se apegar, porque o Eiw é exatamente esse tipo de personagem que te conquista pela vulnerabilidade emocional.
O Cake aparece com aquele jeitinho mais solto, meio travesso, sempre pronto pra puxar o Eiw de dentro da própria cabeça. Tem uma energia leve, de amigo que segura a onda quando tudo tá pesado, e ainda solta umas verdades do nada que fazem mais efeito que qualquer discurso dramático. Ele não força protagonismo, mas quando aparece você sente, porque o Cake tem essa habilidade irritante e adorável de iluminar a cena sem nem perceber.
O relacionamento dos dois sempre teve essa mistura doce de conforto e bagunça emocional. Eles são amigos de infância daquele tipo que cresceu grudado, dividindo segredo bobo, lanche, brincadeiras, sorrisos e tudo que vem junto com uma amizade de anos. O Eiw, coitado, sempre amou o Cake em silêncio, aquele amor tímido, doído, que fica escondido nos olhares longos e nos sorrisos que duram um segundo a mais. Ele nunca teve coragem de dizer nada, porque o medo de perder o Cake falava mais alto que qualquer desejo. Quando o Cake volta dos EUA, tudo muda. Ele encontra um Eiw diferente, mais seguro, mais bonito, mais… visto. E isso mexe com ele de um jeito que ele não esperava. O ciúme chega sem pedir licença, só porque ele percebe que talvez tenha demorado demais pra olhar pro Eiw com os olhos certos. Nesse reencontro, a dinâmica vira de cabeça pra baixo: o Eiw tentando fingir que superou, o Cake tentando entender por que o coração dispara quando o Eiw sorri pra outra pessoa. E é justamente aí, nesse desequilíbrio delicioso, que o sentimento deles começa a finalmente tomar forma.
E é engraçado, porque quanto mais o Cake tenta esconder esse incômodo, mais ele se entrega. Ele fica ali, todo atravessado, fazendo perguntas tortas, se metendo onde não precisa, tentando recuperar um espaço que sempre foi dele, mas que agora não é mais garantido. O Eiw, por sua vez, fica naquele jogo perigoso entre proteger o próprio coração e, ao mesmo tempo, desejar que o Cake finalmente enxergue o óbvio. E quando eles finalmente se encontram no mesmo sentimento, não é sobre quem amou primeiro, mas sobre como eles cresceram até se amar do jeito certo. É uma história simples, mas tão cheia de verdade, que deixa aquela sensação boa de que alguns amores realmente valem a espera.
Eu adorei acompanhar mais essa história, do começo ao fim. É daquelas que você recomenda com um sorriso no rosto porque sabe que quem assistir vai sentir o mesmo aconchego.
My Only 12% tem essa nostalgia boa de quando a vida era mais simples, quando nossas maiores preocupações eram estudar, voltar pra casa cedo, achar graça em qualquer coisinha do dia, e se divertir com os amigos. Foi muito gostoso de acompanhar porque a série traz essa vibe de lembrança doce, quase ingênua, mas sem parecer boba. E eu adorei, de verdade.
Minha única reclamação, e olha que reclamo com carinho, é que foram episódios demais pra uma história tão simples. Não precisava de 14 episódios. Dava pra enxugar um pouco, cortar umas coisinhas aqui e ali, e até aprofundar outras coisas que ficaram só na superfície. Nada que estrague a experiência, mas dá aquela vontade de sair pulando alguns diálogos. Ainda assim, é uma série leve, acolhedora, aquela que aperta o coração com melancolia gostosa, principalmente na parte da descoberta do primeiro amor e de se perceber gay num ambiente tão conservador. A série trata isso com delicadeza, e isso faz diferença.
E, meu Deus, o Cake e o Eiw… fofíssimos.
O Eiw é aquele menino cheio de sentimentos guardados no peito, que vive tudo com intensidade mesmo quando tenta fingir que não. Ele é sensível, meio desajeitado nas emoções, mas de um jeito tão real que dá vontade de proteger. Tem essa carinha de quem está sempre tentando entender o mundo, e a si mesmo, enquanto o coração fica três passos à frente. É impossível não se apegar, porque o Eiw é exatamente esse tipo de personagem que te conquista pela vulnerabilidade emocional.
O Cake aparece com aquele jeitinho mais solto, meio travesso, sempre pronto pra puxar o Eiw de dentro da própria cabeça. Tem uma energia leve, de amigo que segura a onda quando tudo tá pesado, e ainda solta umas verdades do nada que fazem mais efeito que qualquer discurso dramático. Ele não força protagonismo, mas quando aparece você sente, porque o Cake tem essa habilidade irritante e adorável de iluminar a cena sem nem perceber.
O relacionamento dos dois sempre teve essa mistura doce de conforto e bagunça emocional. Eles são amigos de infância daquele tipo que cresceu grudado, dividindo segredo bobo, lanche, brincadeiras, sorrisos e tudo que vem junto com uma amizade de anos. O Eiw, coitado, sempre amou o Cake em silêncio, aquele amor tímido, doído, que fica escondido nos olhares longos e nos sorrisos que duram um segundo a mais. Ele nunca teve coragem de dizer nada, porque o medo de perder o Cake falava mais alto que qualquer desejo. Quando o Cake volta dos EUA, tudo muda. Ele encontra um Eiw diferente, mais seguro, mais bonito, mais… visto. E isso mexe com ele de um jeito que ele não esperava. O ciúme chega sem pedir licença, só porque ele percebe que talvez tenha demorado demais pra olhar pro Eiw com os olhos certos. Nesse reencontro, a dinâmica vira de cabeça pra baixo: o Eiw tentando fingir que superou, o Cake tentando entender por que o coração dispara quando o Eiw sorri pra outra pessoa. E é justamente aí, nesse desequilíbrio delicioso, que o sentimento deles começa a finalmente tomar forma.
E é engraçado, porque quanto mais o Cake tenta esconder esse incômodo, mais ele se entrega. Ele fica ali, todo atravessado, fazendo perguntas tortas, se metendo onde não precisa, tentando recuperar um espaço que sempre foi dele, mas que agora não é mais garantido. O Eiw, por sua vez, fica naquele jogo perigoso entre proteger o próprio coração e, ao mesmo tempo, desejar que o Cake finalmente enxergue o óbvio. E quando eles finalmente se encontram no mesmo sentimento, não é sobre quem amou primeiro, mas sobre como eles cresceram até se amar do jeito certo. É uma história simples, mas tão cheia de verdade, que deixa aquela sensação boa de que alguns amores realmente valem a espera.
Eu adorei acompanhar mais essa história, do começo ao fim. É daquelas que você recomenda com um sorriso no rosto porque sabe que quem assistir vai sentir o mesmo aconchego.
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