O amor também exige espera.
Tokyo in April Is… carrega exatamente aquilo que costuma marcar muitos BLs japoneses, uma narrativa lenta, silenciosa e profundamente melancólica. É o tipo de história que, em alguns momentos, chega a doer de assistir, não por excessos dramáticos, mas pela forma contida com que expõe emoções que foram engolidas por tempo demais.
A série fala sobre recomeço, mas não de maneira romantizada. Aqui, recomeçar é um processo difícil, por vezes doloroso, em que o medo paralisa, faz duvidar da própria capacidade de seguir em frente e de merecer algo diferente. O passado não aparece como algo distante, ele pesa, atravessa o presente e molda cada escolha.
O ponto mais forte, pra mim, está na forma como um dos personagens percebe a vulnerabilidade do outro, não como fraqueza, mas como algo que precisa ser acolhido. Existe um cuidado muito bonito ali, alguém que observa, respeita o silêncio, entende os limites, aceita os tempos e, pouco a pouco, ajuda o outro a encarar traumas que nunca foram realmente curados. Não há pressa, não há cobrança. Só presença.
Tokyo in April Is… não entrega grandes explosões emocionais nem reviravoltas marcantes. É um BL que exige paciência de quem assiste, e justamente por isso recompensa quem se permite entrar no ritmo da história.
Não é um BL para maratonar distraído.
É uma história para sentir devagar, aceitar o desconforto e entender que, às vezes, amar também é esperar… e aprender a ficar.
A série fala sobre recomeço, mas não de maneira romantizada. Aqui, recomeçar é um processo difícil, por vezes doloroso, em que o medo paralisa, faz duvidar da própria capacidade de seguir em frente e de merecer algo diferente. O passado não aparece como algo distante, ele pesa, atravessa o presente e molda cada escolha.
O ponto mais forte, pra mim, está na forma como um dos personagens percebe a vulnerabilidade do outro, não como fraqueza, mas como algo que precisa ser acolhido. Existe um cuidado muito bonito ali, alguém que observa, respeita o silêncio, entende os limites, aceita os tempos e, pouco a pouco, ajuda o outro a encarar traumas que nunca foram realmente curados. Não há pressa, não há cobrança. Só presença.
Tokyo in April Is… não entrega grandes explosões emocionais nem reviravoltas marcantes. É um BL que exige paciência de quem assiste, e justamente por isso recompensa quem se permite entrar no ritmo da história.
Não é um BL para maratonar distraído.
É uma história para sentir devagar, aceitar o desconforto e entender que, às vezes, amar também é esperar… e aprender a ficar.
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