Umi no Hajimari: An Emotional Journey Through Parenthood and Love
“Umi no Hajimari” is a drama that stands out for its emotional depth and ability to approach complex themes such as family, love, and fatherhood in a nuanced manner. The narrative unfolds from multiple perspectives, allowing viewers to reflect on their own experiences and relationships. This ability to touch on universal issues gives each scene significant weight, creating an impact that resonates far beyond the screen.Ren Meguro’s acting is one of the series’ greatest highlights. He delivers an impressive performance, capturing the inner struggle of a father trying to balance his responsibilities with his desires. Despite facing difficulties during filming, his ability to convey authentic emotions shines through, especially in climactic moments, where his character’s evolution becomes palpable and realistic. The audience is made to feel every nuance of his journey, making his emotional experiences resonate deeply.
Japan’s picturesque settings also play a key role in the drama’s atmosphere. The stunning seaside landscapes not only embellish the narrative, but also symbolize the characters’ emotional ups and downs. This combination of natural beauty and the emotional depth of the story creates a rich visual experience, intensifying the viewer’s lore and almost shifting the setting into a separate character.
The drama’s intricate narrative intertwines the lives of multiple characters, each with their own emotional struggles. This authentic development allows viewers to connect and empathize with their stories, reflecting the reality of human interactions, often filled with love, conflict, and growth. This complexity makes “Umi no Hajimari” accessible and moving, resonating with a wide range of personal experiences.
Finally, the immersive soundtrack perfectly complements the narrative. The carefully chosen tracks elevate key moments in the plot, contributing to the emotional atmosphere and keeping the viewer engaged. The harmony between sound and image is one of the reasons why the drama leaves such a strong impression, making it perfect and worthy of revisiting.
All in all, “Umi no Hajimari” is an emotional journey that sensitively addresses the complexities of parenthood and family bonds. The series not only entertains, but also provokes deep reflections on love, resilience and the beauty of life's imperfections, making it a must-watch for drama lovers seeking meaningful and authentic content.
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Melo Movie: Quando a vida e o cinema se entrelaçam em uma história de amor e cura
A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Essa dúvida, que atravessa séculos de reflexão, é justamente o que Melo Movie provoca em mim. Lançado pela Netflix em 2025, o drama de apenas 10 episódios nos leva a refletir sobre os limites entre o real e a ficção. Ao misturar as sutilezas do cotidiano com a grandiosidade do cinema, a obra nos faz questionar: seríamos nós os roteiristas de nossas próprias vidas, ou seria a vida, com seus altos e baixos, uma simples repetição das tramas que vemos nas telas?O drama não é apenas sobre o vaivém dos casais e suas relações, mas sobre algo mais profundo: a busca incessante por significado e crescimento. Melo Movie não só captura o amor e a dor, mas também a arte de viver, onde cada gesto, cada palavra, é um novo ato de reinvenção. Os casais, em suas imperfeições e contradições, mostram como o amor e os vínculos humanos podem ser tanto curar quanto ferir.
A história de Ko Gyeom (Choi Woo Shik) e Mu Bi (Park Bo Young) é a mais suave e terapêutica, onde ambos carrega os fardos do passado e buscam no amor uma forma de reconstrução. Gyeom, marcado por inseguranças de infância e imerso no mundo do cinema, encontra em Mu Bi, uma diretora que também enfrentou traumas familiares, o apoio pra entender e transformar sua dor, enquanto ela, por sua vez, se encontra em um processo de cura ao lado dele. Juntos, reescrevem suas histórias, e o amor entre eles surge como um fio invisível que costura as feridas do passado, transformando-as em uma nova chance de redenção, como um filme que, ao ser editado, se torna uma metáfora de recomeço e superação.
Em Melo Movie, a vida, assim como o cinema, é uma forma de cura. A câmera, que captura mais que gestos e paisagens, captura o invisível — as cicatrizes que não se vêem, mas que estão em cada olhar, em cada toque. Gyeom, em sua busca por respostas, tenta reescrever a dor de Mu Bi como se sua vida fosse um roteiro aberto à edição. Não é só uma história de superação, mas uma história de reconstrução. Como no melhor dos filmes, a vida se reinventa, oferecendo aos personagens a chance de um novo começo, onde o amor é sempre a chave.
No entanto, Melo Movie também revela a face mais crua e sombria dessas facções. O casal Si Jun (Lee Jun Young) e Ju A (Jeon So Ni), em sua dor e separação, nos mostra o lado do amor que não se transforma. Sua relação é como um filme inacabado, sem resolução, onde o passado ainda vive e o futuro parece distante. Eles representam a parte da vida que não se edita facilmente, onde o luto e a separação se tornam marcas difíceis de apagar. Ao contrário de Gyeom e Mu Bi, que encontram na arte uma forma de cura, Si Jun e Ju A vivem em um roteiro sem fim, onde a dor permanece, persistente e real.
Leia a resenha completa: https://doramaticadoramas.com.br/melo-movie-quando-a-vida-e-o-cinema-se-entrelacam-em-uma-fistoria-de-amor-e-cura/
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18th Rose: o florescer agridoce do primeiro amor
18th Rose: o florescer agridoce do primeiro amorO que é um primeiro amor bem sucedido? É quando ele dura para toda a vida ou quando, pelo tempo que dura, é regado a amor e apoio que te ajudam a amadurecer, dando valor ao tempo e às pessoas? É complexo pensar que a vida muda tão rápido e que o trajeto às vezes vira de curso mesmo quando temos o trajeto todo programado, como o Titanic, que tinha um grande sonho antes de bater com aquele iceberg, mas que deixa não só memórias feridas, mas um grande legado para todos. O filme filipino 18th Rose, me fez refletir bastante quanto o amor na adolescência é importante, e o quanto as amizades precisam acontecer, tal qual o apoio nos momentos mais lindos e nos mais difíceis.
Pensando bem, quando me pedem para definir o que é 18th Rose, inicialmente poderia pensar em descrevê-lo como um “romance adolescente entre dois opostos que não se suportam e acabam se aproximando”, ademais, ele não é sobre isso, este é um filme de amadurecimento, de pessoas que ainda estão aprendendo a lidar com suas próprias emoções enquanto enfrentam a transição entre a juventude e a vida adulta, jovens que precisam compreender o valor das relações antes que seja tarde demais, e que, no meio desse processo, descobrem que amar alguém não é sobre troca, mas sobre presença. É uma história que explora de forma sensível e, por vezes, melancólica, que por meio de temas como pertencimento, ausência, expectativas e realidade, constrói uma narrativa leve sobre um primeiro amor que, independentemente de durar ou não, sempre deixa marcas profundas.
A produção conta sobre dois jovens que ainda estão tentando entender seu lugar no mundo, seja através de sonhos idealizados, como no caso da Rose com sua festa de debut, ou através de buscas mais dolorosas, como a do Jordan ao tentar se reconectar com um pai que nunca esteve presente. A história se passa na cênica Romblon, onde acompanhamos o encontro desses dois opostos que, inicialmente, não se suportam, mas acabam se envolvendo em um acordo que pode beneficiar ambos: enquanto Rose enxerga em Jordan uma forma de tornar sua tão sonhada estreia inesquecível, ele vê nela uma oportunidade de encontrar um caminho para sair daquele lugar onde nunca sentiu que pertencia. A partir disso, a convivência entre os dois passa a se intensificar, transformando pequenos conflitos em aproximações e criando, entre implicâncias, descobertas e momentos compartilhados, uma conexão que cresce de forma gradual enquanto eles atravessam juntos essa fase de transição entre a juventude e a vida adulta.
Rose (Xyriel Manabat) é uma jovem sonhadora, intensa e de coração grande, que carrega em si uma necessidade quase urgente de ser vista, reconhecida e celebrada, e é justamente por isso que sua festa de debut possui um significado tão profundo em sua vida. Para além de uma simples comemoração, aquele momento representa tudo aquilo que ela acredita ser, ou pelo menos, tudo aquilo que deseja afirmar para si mesma e para os outros. A Rose vive com essa energia vibrante, sempre cercada de pessoas, sempre oferecendo amor em excesso, mas, ao mesmo tempo, existe nela uma certa ingenuidade ao acreditar que pode organizar seus sentimentos e relações como se fossem trocas, como se tudo pudesse ser construído a partir de acordos bem definidos. E é nesse ponto que sua trajetória começa a se desenvolver, pois, ao longo da narrativa, ela passa a entender que amar não é sobre negociar presença, mas sim sobre permanecer mesmo quando não há garantias.
Vejo a Rose como uma rosa vermelha em seu estado mais simbólico, aquela que carrega beleza, intensidade e paixão, mas também espinhos que podem ferir, não por maldade, mas como uma forma de proteção. Assim como ela cuida de suas próprias rosas, tentando fazê-las florescer da melhor forma possível, também tenta cuidar das pessoas ao seu redor, mesmo sem perceber que nem tudo depende apenas dela. E, ao mesmo tempo, é impossível não traçar um paralelo com a Rose de Titanic, seu filme favorito, pois ambas compartilham esse espírito livre, esse desejo de viver intensamente e de romper com aquilo que esperam delas, ainda que estejam inseridas em realidades completamente diferentes. No entanto, enquanto a Rose de Titanic encontra sua libertação ao se desprender de tudo, a Rose de 18th Rose encontra seu crescimento ao compreender que não pode controlar tudo, e que, às vezes, florescer também significa aceitar aquilo que não pode ser mudado.
Enquanto isso, Jordan (Kyle Echarri) surge na narrativa como esse elemento de ruptura, alguém que chega deslocado, fechado e, à primeira vista, até mesmo arrogante, mas que, na realidade, carrega uma batalha interna muito mais silenciosa do que aparenta. Sua função dentro da história vai muito além de ser apenas o interesse romântico de Rose, ele é o contraponto emocional dela, alguém que não acredita em pertencimento porque nunca verdadeiramente o sentiu. Sua trajetória é marcada por essa busca constante por validação de um pai ausente que ele não vê desde a infância, mas que ainda assim dita, mesmo à distância, a forma como ele vive, se comporta e até se enxerga. Jordan vive tentando se encaixar em uma memória, em uma expectativa que nunca foi confirmada, e isso faz com que ele se isole, evitando criar laços por medo de rejeição e, principalmente, por não se sentir digno de permanecer.
Se Rose é a rosa em sua forma mais vibrante, Jordan também pode ser visto como uma rosa, mas em um estágio diferente, uma que cresceu cercada por espinhos mais rígidos, mais visíveis, que afastam qualquer tentativa de aproximação. Seus espinhos não são agressivos por natureza, mas são uma defesa construída ao longo dos anos, uma forma de evitar se machucar novamente. Ele rejeita antes de ser rejeitado, se distancia antes de criar vínculos, e transforma sua solidão em uma zona de conforto, mesmo que isso o impeça de florescer. Ao mesmo tempo, é inevitável não traçar um paralelo entre Jordan e o Jack de Titanic, não apenas pela referência direta no nome, mas pela essência que ambos carregam. Assim como Jack, Jordan é alguém que vive à margem, que não se encaixa completamente em lugar nenhum e que carrega uma liberdade que, na verdade, esconde uma falta de raízes. No entanto, enquanto Jack representa alguém que ensina a viver sem amarras, Jordan está no caminho inverso, ele precisa aprender a criar laços, a se permitir ficar, a entender que pertencimento não é algo que se encontra pronto, mas algo que se constrói.
E é justamente nesse ponto que a relação entre ele e Rose começa, de fato, a ganhar forma. O encontro dos dois, marcado por aquele momento inicial com o adubo, não funciona apenas como uma situação cômica ou um primeiro contato desajeitado, mas sim como um símbolo do que viria a ser a base da relação deles. Assim como o adubo, que à primeira vista parece algo incômodo, sujo e até indesejado, mas que é essencial para o crescimento de uma planta, a presença de um na vida do outro surge de forma caótica, inesperada, mas profundamente transformadora. A partir dali, o que começa como implicância e resistência vai, pouco a pouco, se tornando aproximação, e essa convivência constante passa a nutrir ambos de maneiras que eles mesmos não compreendem de imediato. Com isso, Rose, com sua intensidade e insistência, se torna esse “adubo” na vida de Jordan, empurrando-o para fora do seu isolamento, fazendo com que ele, mesmo relutante, comece a se abrir para o mundo ao seu redor, criando laços, formando amizades e, aos poucos, encontrando um lugar onde ele pode, finalmente, permanecer. Ao mesmo tempo, Jordan também exerce esse papel na vida de Rose, pois é através dele que ela começa a enxergar que nem tudo pode ser planejado ou negociado, que as relações não funcionam como acordos e que amar alguém envolve aceitar suas dores, seus limites e, principalmente, suas escolhas.
E é nesse equilíbrio que a relação deles se fortalece, pois, mesmo em meio às diferenças, eles se tornam apoio um para o outro, compartilhando momentos leves, mas também estando presentes nos momentos mais difíceis, sem abandonar, sem recuar. E o que há de mais bonito nessa relação é justamente essa construção gradual, onde o sentimento não surge de forma abrupta, mas cresce a partir da convivência, do cuidado e da presença constante. Eles se provocam, se desafiam, mas também se acolhem, criando um vínculo que vai além do romance, se tornando um espaço seguro onde ambos podem ser vulneráveis sem medo. E, assim como o adubo que, silenciosamente, permite que a rosa floresça, eles vão, aos poucos, ajudando um ao outro a crescer, transformando aquele encontro inicial caótico no início de algo que, mesmo sendo simples, carrega uma profundidade emocional enorme.
A partir dessa relação que se constrói de forma tão orgânica, também conseguimos enxergar como a presença de um transforma não apenas o outro, mas tudo ao redor deles. Jordan, que antes chegava à cidade carregando esse sentimento de não pertencimento, criando barreiras e até mesmo afastando as pessoas antes que elas pudessem se aproximar, começa, pouco a pouco, a se integrar, e isso não acontece por grandes gestos, mas sim através dessas pequenas interações cotidianas que vão se acumulando. Com a ajuda de Rose, ele passa a criar conexões reais, conquistando não apenas colegas, mas pessoas que genuinamente torcem por ele, e isso muda completamente a forma como ele enxerga aquele lugar que, no início, parecia apenas um ponto de passagem. Essa transformação traz uma reflexão muito sensível sobre como, muitas vezes, o pertencimento não está no lugar em si, mas nas relações que construímos dentro dele.
Ao mesmo tempo, a trajetória de Rose também ganha novas camadas, pois, ao acompanhar de perto a dor de Jordan e sua busca por algo que nunca se concretiza, ela começa a compreender que nem tudo pode ser resolvido com esforço ou insistência. Para alguém que sempre acreditou que poderia “organizar” suas relações e fazer com que tudo acontecesse conforme o planejado, esse choque, aliado com uma notícia inesperada, fazem com a realidade se torne um ponto crucial de crescimento. Rose passa a entender que amar alguém não significa mantê-lo ao seu lado a qualquer custo, mas sim apoiá-lo em seu caminho, mesmo quando esse caminho a distância dele. E é nesse momento que sua visão sobre sua própria vida também começa a mudar, pois aquilo que antes parecia ser o centro de tudo, sua festa, seus planos, suas expectativas, dá espaço para algo muito mais profundo: o reconhecimento das pessoas que sempre estiveram ao seu lado e o valor dos momentos compartilhados com elas.
Por mais que eu tenha me conectado profundamente com 18th Rose, não estou dizendo que ele seja um filme isento de falhas, pois, me senti perdida em algumas questões relacionadas aos personagens, principalmente no que envolve o Jordan e o seu pai, no entanto, não é um ponto negativo que tira muitos pontos da produção, além disso, senti falta de personagens secundários mais presentes, melhores desenvolvidos ou, ao menos, com mais falas.
Não tem como falar de 18th Rose sem mencionar o quanto a fotografia e os elementos simbólicos caminham juntos na construção dessa narrativa. O filme utiliza uma paleta que remete diretamente aos anos 2000, com tons levemente saturados, luz natural e cenários simples que transformam o cotidiano em algo quase nostálgico, como se cada cena carregasse uma memória. As ruas de Romblon, os trajes escolares, as lan houses e até os pequenos encontros entre os personagens são registrados de forma a valorizar o ordinário, reforçando a ideia de que são nesses momentos aparentemente simples que a vida realmente acontece. Contudo, para além dessa estética, o filme constrói suas analogias de forma muito clara através das rosas, que não representam apenas a tradição do debut, mas funcionam como uma extensão direta da protagonista e da própria narrativa.
As rosas, assim como a própria Rose, carregam beleza e delicadeza, mas também espinhos, e isso se reflete nas relações construídas ao longo da história, que, por mais que sejam doces e acolhedoras, também possuem suas dores e dificuldades. Além disso, a presença do adubo, que aparece logo no início do filme, não é apenas um elemento pontual, mas um símbolo que se estende por toda a narrativa, representando esse crescimento que nasce do desconforto, do inesperado e, muitas vezes, do caos. É interessante perceber como o filme utiliza esses elementos de forma sutil, sem precisar explicá-los diretamente, permitindo que quem assiste construa suas próprias interpretações a partir das imagens e das situações apresentadas. Dessa forma, a fotografia não apenas complementa a história, mas se torna parte essencial dela, ajudando a transmitir emoções, reforçar simbolismos e dar ainda mais profundidade a uma narrativa que, mesmo simples em sua estrutura, se mostra extremamente rica em significado.
Além disso, é impossível não destacar o quanto o filme também se torna uma porta de entrada para o cinema filipino, que muitas vezes acaba sendo deixado de lado quando falamos sobre produções asiáticas. 18th Rose não apenas entrega uma história envolvente, mas também apresenta um recorte cultural muito rico, seja através de seus costumes, de sua ambientação ou da forma como retrata o cotidiano desses jovens. Existe uma autenticidade muito grande na forma como tudo é construído, desde os diálogos até os cenários, e isso faz com que o filme não pareça apenas uma história ficcional, mas sim um reflexo de uma realidade que, embora específica, consegue se conectar de forma universal com quem assiste.
Através de uma narrativa simples, mas carregada de sensibilidade, 18th Rose constrói uma história sobre dois jovens que se encontram em um momento de transição e, sem perceber, se tornam essenciais no processo de crescimento um do outro. Mais do que um romance adolescente, o filme se estabelece como uma jornada sobre amadurecer, sobre aprender a lidar com expectativas que nem sempre se concretizam e, principalmente, sobre reconhecer o valor das pessoas enquanto ainda é possível compartilhá-las. Cada personagem possui seu próprio tempo de florescer, suas próprias dores e suas próprias formas de amar, e o filme respeita isso, não apressando seus processos e permitindo que tudo aconteça de forma natural, mesmo quando isso significa aceitar finais que não são exatamente como gostaríamos.
No fim, 18th Rose é sobre isso, sobre florescer, mesmo em meio às incertezas, sobre entender que algumas pessoas entram em nossas vidas como aquele “adubo” inesperado que, apesar do desconforto inicial, nos ajuda a crescer, e sobre aceitar que nem todo amor foi feito para durar, mas isso não diminui sua importância. É uma história que encontra beleza na simplicidade, que emociona sem precisar exagerar e que permanece, de forma silenciosa, muito depois que termina, como toda memória boa costuma fazer.
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Desvendando as nuances do amor
Onde começa e termina o amor? Qual é a maneira correta de amar alguém? Já perceberam que quando o assunto é amar ou estar apaixonado, cada pessoa tem uma experiência diferente e nenhum relacionamento é igual? Existem aqueles que estão destinados a ficar com o seu primeiro amor e alguns que ficarão com aquele amor novo e ingênuo, alguns acabam caindo em armadilhas que acham que é amor mas é, na verdade, uma possessão sobre uma ideia ou uma pessoa que você acredita ser real. Além disso, tem aquele amor que chega a ser tóxico a ponto de que, em algum momento, vamos nos perguntar se é realmente amor. E são esses alguns dos questionamentos e reflexões que Go Back Lover, o drama chinês de 2024 que contém apenas 24 episódios, traz em meio a um cenário revigorante e de casais energéticos.Quando iniciei Go Back Lover eu estava no escuro, esse é um dos dramas sorteados aleatoriamente por mim para eu começar sem nem mesmo ler a sinopse e não foi difícil entender rapidamente que se tratava de uma história de amor, mas não uma história de amor convencional e, sim, uma narrativa que iria destrinchar o que é o amor. Nele somos apresentados a Shen Xing Rou (Xu Ruo Han), uma produtora de programas de variedades que está à caça dos personagens perfeitos para constituir seu mais novo reality show e, atrelado a ela temos o seu ex-namorado, Lu Xing Yan (Li Yun Rui), o gerente de um resort que ainda é apaixonado por sua ex-namorada.
O destino desses dois foi marcado por altos e baixos, muito amor, companheirismo, mas também imaturidade que acaba vindo atrelada com amadurecimento com o passar do tempo. Com personalidades contrastes, sendo ela a pessoa ‘fria’ e ele a pessoa ‘calorosa’ vemos a história de amor deles, que inicia ainda aos 18 anos, quando ele se declara a ela e eles logo começam a namorar, passados os anos, a distância advinda da vida universitária e a consequente insegurança de jovens no início dos seus 20 anos, eles acabam por romper seus laços, mas aí que nos perguntamos, o fato deles terem colocado fim na relação no calor do momento, realmente fez o laços que eles construíram ao longo de mais de cinco anos vivendo juntos e compartilhando sentimentos, vai ser cortado facilmente?
O romance entre Shen Xing Rou e Lu Xing Yan é construído de forma envolvente e gradual, alternando entre flashbacks emocionantes e interações presentes que revelam a profundidade de seu vínculo. A trama nos mostra o início de um amor jovem e impulsivo, marcado pela intensidade dos sentimentos na adolescência, e como esse amor evolui ao longo dos anos. A química entre eles é palpável, e o drama explora com sutileza as nuances de uma relação interrompida pelas incertezas e desafios da juventude.
A história evidencia a bela desenvoltura de um amor ingênuo que amadurece com o tempo. Quando eram jovens, tudo era incerto; eles estavam se descobrindo e explorando o mundo, com sentimentos aflorados. No entanto, quando se depararam com grandes problemas, preferiram se separar. Poderiam ter enfrentado juntos, mas a distância talvez tenha sido o que precisavam para se entenderem melhor como indivíduos e se amarem mais antes de amarem um ao outro. Em cada encontro, revisitam memórias, relembrando momentos de alegria e mágoa, despertando nostalgia e o desejo de seguir em frente. Vendo esse processo de redescoberta, carregado de maturidade, refleti bastante a ideia de que um amor verdadeiro e genuíno pode transcender o tempo, apesar dos erros do passado e dos corações partidos.
A história de Go Back Lover não se concentra apenas no romance entre Shen Xing Rou e Lu Xing Yan, mas também em um retrato mais amplo do amadurecimento emocional dos personagens, que é explorado através das experiências dos três casais principais, e dos dois secundários. Cada um dos personagens enfrenta suas próprias incertezas e desafios não só como indivíduos, mas também dentro de um relacionamento, esse fator reflete na ideia da complexidade do amor na juventude e na vida adulta.
No caso de Shen Xing Rou, mesmo tendo prometido estar ao lado de Lu Xing Yan, ela hesitava em se comprometer totalmente. O trauma do divórcio de seus pais deixou marcas profundas, fazendo com que ela visse o casamento com receio e incerteza. Embora testemunhasse relacionamentos felizes ao seu redor, ela ainda lutava contra dúvidas internas e considerava o casamento algo distante. Em contraste, Lu Xingyan, que cresceu em um lar harmonioso, via o casamento como um passo natural e a expressão máxima do amor entre duas pessoas.
A relação de Xu Cheng Zhou (Ryan Ren) e Chen Zhu (Wang Yi Jin) exemplifica como a falta de comunicação pode corroer um relacionamento. Juntos desde a adolescência, eles nunca chegaram a terminar, a dinâmica entre eles foi se desgastando ao longo do tempo até que resolveram pôr um fim em uma celebração de separação, mas ainda com palavras não ditas e sentimentos não impostos. As constantes brigas mostram como a falta de entendimento mútuo e a dificuldade em se abrir um para o outro, criaram um misto de desconfiança e frustração. À medida que os desafios da vida adulta se acumulam, a ausência de conversas significativas intensifica a distância entre eles, tornando a relação um campo de batalhas.
Já Shi Qin (Duan Yu) e He Si Yue (Xia Hao Ran) trazem à tona as dificuldades enfrentadas por aqueles que lidam com a timidez e a ansiedade social. Shi Qin, que saiu de um relacionamento tóxico que a feriu tanto fisicamente quanto mentalmente, se mostra hesitante em se abrir para um novo amor. Sua insegurança a impede de seguir em frente, enquanto He Si Yue, igualmente tímido, também luta com seus próprios medos e receios. O relacionamento deles é como uma paz no meio do caos que são os demais casais, ele é fofo e ingênuo, mas também é um processo de aprendizado e confiança, onde ambos precisam se esforçar para vencer suas próprias barreiras emocionais.
Cada um dos casais do drama contribuem para essa narrativa, cada um representando diferentes visões sobre o amor e o compromisso. Por meio de suas histórias, o drama investiga como as experiências individuais moldam as expectativas e os medos relacionados aos relacionamentos. A interação entre esses personagens destaca a importância do autoconhecimento e do crescimento pessoal, mostrando que a verdadeira maturidade emocional envolve compreender não apenas o amor pelos outros, mas também o amor-próprio e a capacidade de enfrentar os próprios medos e inseguranças.
Um ponto positivo do drama é o fato dele trazer um cenário diferente de pano de fundo: um reality show de amigos de colegial que eram namorados/se gostavam na adolescência, permitindo que revisitem sentimentos não resolvidos e confrontem questões passadas. E, em meio a este programa, vemos o equilíbrio de um romance de segunda chance com personagens falhos e profundamente humanos. A cinematografia encantadora e a trilha sonora também criam uma atmosfera que intensifica as cenas românticas, muitas vezes parecendo videoclipes devido à harmonia entre visuais e música, enquanto os flashbacks curtos do tempo de escola acrescentam um toque nostálgico sem quebrar o ritmo da trama.
Mas, veja bem, não estou falando que Go Back Lover é um drama perfeito, a produção pesa a mão quando o assunto é clichês e personagens femininas vingativas, inclusive, usam um recurso que eu não gosto quando colocam terceiros no relacionamento do casal, que é o fato de colocarem o secundário masculino como uma pessoa calma e boa que entende que não vai ter uma chance, enquanto a mulher é vista como descompensada que fará de tudo para ficar com o cara, mesmo que tenha que sofrer as consequências disso depois.
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Estou gostando, mas esperava mais
Uma coisa que eu sem dúvidas amo, são os programas do PD Na, assisti as duas temporadas passadas que originaram este programa (Youn's Kitchen 2 e Youn's Stay) e quando fiquei sabendo da junção do elenco da última temporada, eu amei, pois eles tinham uma química divina, e com a confirmação do idol, fiquei ponderando se o foco do programa continuaria o mesmo, e até as primeiras divulgações, acredito que sim.Acredito que a saída da Youn foi o que mais mexeu comigo foi a saída da minha queria Youn, ela conseguia criar um raport necessário com os clientes, sempre querendo descobrir mais sobre eles e divulgar o negócio, o que até uma pequena parte do terceiro episódio, essa nova temporada carecia.
Me alegrei logo com a chegada do Woo Shik, parecia que ele era a vitamina que faltava no programa, gosto que ele converse com a câmera e trabalhe bastante, vê-lo não ficar parado e ser ágil me lembrou muito de sua participação em Youn's Stay, onde ele trabalhou praticamente 24h por dia e me fez apaixonar por sua face trabalhadora. Além disso, ele consegue fazer o que os demais ali presentes não faziam, estabeler uma ligação com os clientes.
Enfim, aos poucos saberemos mais sobre o programa e quem sabe minha opinião possa vir a mudar.
Coisas que estão me incomodando:
- Acredito que a colocação do V no programa foi ou para angariar audiência mediante a presença dele ou para continuar a surfar na onda do "Wooga Squad" (o que na minha opinião, parece que nem eles mesmo aguentam mais essa coisa da fama da amizade deles ter ultrapassado a própria fama deles);
- Parece que 90% das músicas do show são do BTS e os outros 10% são músicas típicas do México, acho desfuncional, deveriam escolher outras músicas também, com outras músicas, digo aumentar o repertório das músicas mexicanas e tirar o foco do BTS;
- Acho que edição do programa é muito injusta, a Yu Mi ficou escondida no canto e de 90 minutos de programa se ela aparecer em 10 minutos é muito, enquanto outros aparecem mais mesmo não fazendo nada demais e não acrescentando muito.
- Não gostei que a inserção do novo estagiário tenha sido mais um homem sendo que os dois últimos já haviam sido, queria muito a inclusão de mais uma mulher (afinal, seria lógico, se uma mulher saiu, coloque outra no lugar), acho que a Kim Go Eun teria acrescentado muito mais ao programa com sua facilidade de se comunicar com as outras pessoas.
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