Ainda não sei se estou pronta para escrever sobre Khemjira
Eu tinha expectativas altas, muito altas. Foram cumpridas? Acho que 90%. Acredito que apenas duas coisas me incomodaram, mas, de resto, foi perfeito.
Confesso que eu curtia mais a vibe dos primeiros cinco episódios, que traziam pequenos casos com alguma crítica social por trás, porém não decaiu tanto assim também. Achei bem legal a vibe de terror do episódio 1 e queria que isso tivesse continuado. Eu gosto quando brincam com nós telespectadores, como quando o Khem foi possuído, mas na verdade era apenas uma visão.
Vi muitos criticando a atuação do Namping, e na minha avaliação, mesmo sem nenhum tipo de técnica, digo que gostei. Quando ele era o Jet, deu para ver a mudança de personalidade, quando na visão, ele estava possuído, também deu para perceber essa mudança. E, na minha visão, nem sempre uma boa atuação é gritar e espernear de chorar, às vezes algo silencioso é bom o bastante. Teve uma cena específica em que achei que faltou emoção? Sim, porém teve outra que mexeu muito comigo, que foi quando ele tentou ressuscitar a vovó.
Em relação ao Keng, ele é um bom ator, acredito que seja por ele ter mais experiência. Só não é o meu tipo de personagem favorito o que o Mestre era no início, eu odeio quando tratam mal uma pessoa simplesmente sem motivo ou por questões pessoais pelas quais ela não tem culpa.
O casal secundário foi o meu favorito, sem desmerecer os protagonistas, é só que eles tinham uma dinâmica que eu curto mais. Fora que o Jet é maravilhoso e o Chan também era um tipo de personagem que eu gosto.
Sem dúvidas, os atores possuem muita química e as cenas de sexo conseguem ser explícitas, porém artísticas ao mesmo tempo. Por exemplo, as de Pit Babe eram mais físicas, vulgares ironicamente, enquanto em Last Twilight eram artísticas demais, muito estética, ou em Shine, que eram muito realistas e cruas, mas em Khemjira tinha uma sensualidade construída, algo equilibrado.
A vilã eu achei muito bem escrita, ela tem motivos, tem passado e conta com uma boa atuação da atriz. Chorei diversas vezes quando contaram a história dela, o quão injusto e terrível era ser mulher naquela época, e não só hoje em dia.
Sobre a história em geral, eu curti muito, gostei da temática, da cinematografia, e a trilha sonora era maravilhosa, principalmente aquela que a vovó cantava. Não conheço tanto da cultura, mas, pelo que vi foi um BL rico em elementos da cultura do nordeste tailandês.
Ainda tenho dúvidas se gostei de todo o acontecimento do final, principalmente na parte de enfrentar a vilã, não sei se curti tanto assim ou se apenas gostei. Me pergunto se a redenção nao foi rapida de mais, ou se de fato era melhor assim, já que ela sofrue muito ao ponto de se tornar o que se tornou, e quando ela teve o que queria, desistiu de matar o Khem. O que tenho certeza é de que eu gostei de saber que foi o filho dela que a libertou, só nao posso pensar muito que eu tenho questionamentos que nao foram respondidos e faz a historia nao ter tanto sentido.
Gostei deles adotarem os dois meninos, que eu acho que eram a reencarnação dos espíritos, muito fofos, e eu amo isso porque precisamos de mais casais gays em BLs sendo pais. Familia traidiconal tailandesa, entendeu? casou, teve filhos, final feliz.
Agora, duas coisas me irritaram e ambas são contornáveis:
1- Os efeitos especiais, que nos primeiros episódios eram aceitáveis, mas aí veio aquela vespa dourada e eu saí completamente da imersão, só que os outros pontos do BL é tão bom que não me incomodei tanto com isso.
2- chmar o Khem de esposa. Isso me incomodou por conta de como esse termo soa aqui no Brasil. E não saiu no tom de falar "amiga" "menina" quando se está conversando com um cara gay, soou mais como quando de fato se chama carinhosamento seu parceiro. Além disso, se eu for pensar mais a fundo, o personagem do Khem sempre esteve atrelado a uma figura mais delicada, que fazia as tarefas domésticas, cuidava das crianças e ainda era chamado de esposa. Pelo histórico de alguns lakorns que já assisti, a Tailândia ainda é bastante machista, porém, no contexto de chamar seu esposo de esposa, não sei exatamente como isso soa para eles, afinal não podemos esquecer que é um país diferente, com uma cultura LGBT diferente da nossa, então certos termos podem ter um peso diferente do que têm para nós. Como disse, pode ser controverso chamarmos um cara de "amiga" pros tailandeses. O que me faz também não me pilhar tanto com isso, é que como a serie abordou outros temas importantes, de forma responsavel, e até teve uma critica sobre um personagem apontar que o Khem tem uma aparencia mais "femenina" no ep 2, confio que tudo bem o "esposa" no ep 12. Pode ser visão de país diferente.
Confesso que eu curtia mais a vibe dos primeiros cinco episódios, que traziam pequenos casos com alguma crítica social por trás, porém não decaiu tanto assim também. Achei bem legal a vibe de terror do episódio 1 e queria que isso tivesse continuado. Eu gosto quando brincam com nós telespectadores, como quando o Khem foi possuído, mas na verdade era apenas uma visão.
Vi muitos criticando a atuação do Namping, e na minha avaliação, mesmo sem nenhum tipo de técnica, digo que gostei. Quando ele era o Jet, deu para ver a mudança de personalidade, quando na visão, ele estava possuído, também deu para perceber essa mudança. E, na minha visão, nem sempre uma boa atuação é gritar e espernear de chorar, às vezes algo silencioso é bom o bastante. Teve uma cena específica em que achei que faltou emoção? Sim, porém teve outra que mexeu muito comigo, que foi quando ele tentou ressuscitar a vovó.
Em relação ao Keng, ele é um bom ator, acredito que seja por ele ter mais experiência. Só não é o meu tipo de personagem favorito o que o Mestre era no início, eu odeio quando tratam mal uma pessoa simplesmente sem motivo ou por questões pessoais pelas quais ela não tem culpa.
O casal secundário foi o meu favorito, sem desmerecer os protagonistas, é só que eles tinham uma dinâmica que eu curto mais. Fora que o Jet é maravilhoso e o Chan também era um tipo de personagem que eu gosto.
Sem dúvidas, os atores possuem muita química e as cenas de sexo conseguem ser explícitas, porém artísticas ao mesmo tempo. Por exemplo, as de Pit Babe eram mais físicas, vulgares ironicamente, enquanto em Last Twilight eram artísticas demais, muito estética, ou em Shine, que eram muito realistas e cruas, mas em Khemjira tinha uma sensualidade construída, algo equilibrado.
A vilã eu achei muito bem escrita, ela tem motivos, tem passado e conta com uma boa atuação da atriz. Chorei diversas vezes quando contaram a história dela, o quão injusto e terrível era ser mulher naquela época, e não só hoje em dia.
Sobre a história em geral, eu curti muito, gostei da temática, da cinematografia, e a trilha sonora era maravilhosa, principalmente aquela que a vovó cantava. Não conheço tanto da cultura, mas, pelo que vi foi um BL rico em elementos da cultura do nordeste tailandês.
Ainda tenho dúvidas se gostei de todo o acontecimento do final, principalmente na parte de enfrentar a vilã, não sei se curti tanto assim ou se apenas gostei. Me pergunto se a redenção nao foi rapida de mais, ou se de fato era melhor assim, já que ela sofrue muito ao ponto de se tornar o que se tornou, e quando ela teve o que queria, desistiu de matar o Khem. O que tenho certeza é de que eu gostei de saber que foi o filho dela que a libertou, só nao posso pensar muito que eu tenho questionamentos que nao foram respondidos e faz a historia nao ter tanto sentido.
Gostei deles adotarem os dois meninos, que eu acho que eram a reencarnação dos espíritos, muito fofos, e eu amo isso porque precisamos de mais casais gays em BLs sendo pais. Familia traidiconal tailandesa, entendeu? casou, teve filhos, final feliz.
Agora, duas coisas me irritaram e ambas são contornáveis:
1- Os efeitos especiais, que nos primeiros episódios eram aceitáveis, mas aí veio aquela vespa dourada e eu saí completamente da imersão, só que os outros pontos do BL é tão bom que não me incomodei tanto com isso.
2- chmar o Khem de esposa. Isso me incomodou por conta de como esse termo soa aqui no Brasil. E não saiu no tom de falar "amiga" "menina" quando se está conversando com um cara gay, soou mais como quando de fato se chama carinhosamento seu parceiro. Além disso, se eu for pensar mais a fundo, o personagem do Khem sempre esteve atrelado a uma figura mais delicada, que fazia as tarefas domésticas, cuidava das crianças e ainda era chamado de esposa. Pelo histórico de alguns lakorns que já assisti, a Tailândia ainda é bastante machista, porém, no contexto de chamar seu esposo de esposa, não sei exatamente como isso soa para eles, afinal não podemos esquecer que é um país diferente, com uma cultura LGBT diferente da nossa, então certos termos podem ter um peso diferente do que têm para nós. Como disse, pode ser controverso chamarmos um cara de "amiga" pros tailandeses. O que me faz também não me pilhar tanto com isso, é que como a serie abordou outros temas importantes, de forma responsavel, e até teve uma critica sobre um personagem apontar que o Khem tem uma aparencia mais "femenina" no ep 2, confio que tudo bem o "esposa" no ep 12. Pode ser visão de país diferente.
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