This review may contain spoilers
DARK ROMANCE
Essa é uma série para nós que gostamos de personagens complexos e problemáticos. Nós existimos e merecemos projetos com essa temática mais dark.
Enquanto vocês são do time que espera mudança e melhora num personagem eu sou do time que o aceita do jeito que ele é.
PONTOS POSITIVOS (o que eu gostei):
- Kelvin em sua fase maníaca e obcecada é um verdadeiro deleite intelectual, acompanhar o quão alucinado ele estava foi muito emocionante e satisfatório;
- Veir também é um personagem com nuances e camadas. Ele é bom e justo, mas não trata seus amantes muito bem. No começo ele é fechado emocionalmente e como ele mesmo disse: erros não importam, tudo depende do que você está disposto a perdoar;
- Kelvin também é mais do que apenas um personagem excêntrico, ele levou um tempo para chegar lá. Passamos por uma montanha russa tentando entender o que se passava em sua cabeça, tentando entender o porque dele ser assim, e bom, era óbvio que algo estava errado com ele (o que não era surpresa visto o ambiente familiar em que ele cresceu). No final descobrimos que ele é bipolar e depressivo (o que por si só não significa nada), mas esses transtornos podem levar a casos extremos de mania e é nisso que a série se apega. Ele sente demais e não sabe lidar com seus sentimentos (o que o torna até mesmo um automutilador). Ele é um personagem extremamente complexo e eu gostei muito disso;
- A trilha sonora instrumental que acompanha os momentos mais tensos ou os mais românticos é bem interessante;
- Gosto de como sempre ficou explícito mesmo que de forma sutil o quanto um completava o outro e não existia nada no mundo que pudesse separá-los. Veir mesmo sequestrado nunca tentou fugir de verdade (mesmo quando teve a chance). Kelvin mesmo em surto sempre colocou o Veir em primeiro lugar como sua prioridade máxima. Veir mesmo longe sentia pena do Kelvin e o entendia (mesmo não concordando). E o principal: ele estava disposto a perdoar tudo e essa é uma decisão corajosa, uma verdadeira prova de que o amor não é racional. Veir o amava mesmo quando não deveria com cada expressão e reação de seu corpo.
- A química obviamente é a chave e o ponto alto. Eles conseguem performar intimidade e carinho genuíno.
PONTOS NEGATIVOS (o que eu não gostei):
- Mesmo com todas as qualidades (que são principalmente a roupagem que deram aos protagonistas), a distribuição de cenas ficou um pouco cansativa. Eram os mesmo conflitos de escritório e as mesmas tramas de vingança o tempo todo. Ficou um tanto quanto caricato. Sem contar a atuação forçada da maioria dos vilões;
- O casal secundário feminino não me fisgou. Eu não me importei com elas como casal e como personagens individuais;
- Os 4 primeiros episódios que ficavam indo do voltando do passado para o presente foram desorganizados;
- Como eu disse anteriormente, Kelvin é um personagem cativante, mas quando o colocam na perspectiva de alguém puro e inocente no começo parece forçado (e é proposital), mas tudo que vem disso é bem entediante. Já no futuro o personagem esta tentando a sua forma se redimir, e depois de um show de atuação dramática vindo das cenas pesadas o jeito quase infantil após o perdão é um balde de água fria. Simplesmente não combinava com ele e com a proposta da série. A personalidade juvenil só funcionava nos momentos de crise e vulnerabilidade extrema do personagem.
Essa é uma série que se arrisca em personagens dúbios, e apesar dos pesares (a Tailândia cisma em deixar tudo que seja mais complexo parecendo um Lakorn), entrega algo inovador e revigorante para a indústria.
Nem só de romance fofinho se vive. Aqui temos o tempero que não se encontra fácil no mercado.
A paixão, o desequilíbrio, a falta de coerência em virtude de um amor obcecado e poderoso, a agressão e o descontrole é o que faz dessa série algo tão bom (mesmo pecando nos aspectos ao redor).
Amei a cicatriz na testa do Veir e como ela foi feita (foi louco e profundo). Amei aquela corrente em sua perna. Amei a vulnerabilidade vinda da dor. Amei o quão bagunçado emocionalmente Kelvin estava. Amei como eles souberam expressar o porque dele estar se mutilando. Amei a saudade nos olhos deles.
E amei seu merecido final feliz.
Enquanto vocês são do time que espera mudança e melhora num personagem eu sou do time que o aceita do jeito que ele é.
PONTOS POSITIVOS (o que eu gostei):
- Kelvin em sua fase maníaca e obcecada é um verdadeiro deleite intelectual, acompanhar o quão alucinado ele estava foi muito emocionante e satisfatório;
- Veir também é um personagem com nuances e camadas. Ele é bom e justo, mas não trata seus amantes muito bem. No começo ele é fechado emocionalmente e como ele mesmo disse: erros não importam, tudo depende do que você está disposto a perdoar;
- Kelvin também é mais do que apenas um personagem excêntrico, ele levou um tempo para chegar lá. Passamos por uma montanha russa tentando entender o que se passava em sua cabeça, tentando entender o porque dele ser assim, e bom, era óbvio que algo estava errado com ele (o que não era surpresa visto o ambiente familiar em que ele cresceu). No final descobrimos que ele é bipolar e depressivo (o que por si só não significa nada), mas esses transtornos podem levar a casos extremos de mania e é nisso que a série se apega. Ele sente demais e não sabe lidar com seus sentimentos (o que o torna até mesmo um automutilador). Ele é um personagem extremamente complexo e eu gostei muito disso;
- A trilha sonora instrumental que acompanha os momentos mais tensos ou os mais românticos é bem interessante;
- Gosto de como sempre ficou explícito mesmo que de forma sutil o quanto um completava o outro e não existia nada no mundo que pudesse separá-los. Veir mesmo sequestrado nunca tentou fugir de verdade (mesmo quando teve a chance). Kelvin mesmo em surto sempre colocou o Veir em primeiro lugar como sua prioridade máxima. Veir mesmo longe sentia pena do Kelvin e o entendia (mesmo não concordando). E o principal: ele estava disposto a perdoar tudo e essa é uma decisão corajosa, uma verdadeira prova de que o amor não é racional. Veir o amava mesmo quando não deveria com cada expressão e reação de seu corpo.
- A química obviamente é a chave e o ponto alto. Eles conseguem performar intimidade e carinho genuíno.
PONTOS NEGATIVOS (o que eu não gostei):
- Mesmo com todas as qualidades (que são principalmente a roupagem que deram aos protagonistas), a distribuição de cenas ficou um pouco cansativa. Eram os mesmo conflitos de escritório e as mesmas tramas de vingança o tempo todo. Ficou um tanto quanto caricato. Sem contar a atuação forçada da maioria dos vilões;
- O casal secundário feminino não me fisgou. Eu não me importei com elas como casal e como personagens individuais;
- Os 4 primeiros episódios que ficavam indo do voltando do passado para o presente foram desorganizados;
- Como eu disse anteriormente, Kelvin é um personagem cativante, mas quando o colocam na perspectiva de alguém puro e inocente no começo parece forçado (e é proposital), mas tudo que vem disso é bem entediante. Já no futuro o personagem esta tentando a sua forma se redimir, e depois de um show de atuação dramática vindo das cenas pesadas o jeito quase infantil após o perdão é um balde de água fria. Simplesmente não combinava com ele e com a proposta da série. A personalidade juvenil só funcionava nos momentos de crise e vulnerabilidade extrema do personagem.
Essa é uma série que se arrisca em personagens dúbios, e apesar dos pesares (a Tailândia cisma em deixar tudo que seja mais complexo parecendo um Lakorn), entrega algo inovador e revigorante para a indústria.
Nem só de romance fofinho se vive. Aqui temos o tempero que não se encontra fácil no mercado.
A paixão, o desequilíbrio, a falta de coerência em virtude de um amor obcecado e poderoso, a agressão e o descontrole é o que faz dessa série algo tão bom (mesmo pecando nos aspectos ao redor).
Amei a cicatriz na testa do Veir e como ela foi feita (foi louco e profundo). Amei aquela corrente em sua perna. Amei a vulnerabilidade vinda da dor. Amei o quão bagunçado emocionalmente Kelvin estava. Amei como eles souberam expressar o porque dele estar se mutilando. Amei a saudade nos olhos deles.
E amei seu merecido final feliz.
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