This review may contain spoilers
É UMA BOA SÉRIE, MAS A DISCREPÂNCIA DE CUIDADO E AFETO NO RELACIONAMENTO ME INCOMODOU
Essa é uma série mais dramática e emocional do eu esperava (mas isso não é um defeito, foi uma grata surpresa). Senti que um bom trabalho foi feito na maior parte do tempo, mas a desigualdade de amor, atenção e cuidado entre os protagonistas me deixou decepcionada e pensativa.
PONTOS POSITIVOS (o que eu gostei):
- O comecinho (primeiros minutos) tem uma vibe mais sombria e define o tom da série. Depois disso temos vários momentos bonitinhos e divertidos, mas a melancolia está sempre ali e com o passar dos episódios ela se expande cada vez mais;
- A amnésia do Ki Ha Neul é um fator importante para a história e é ela que mantém o enredo funcionando;
- Uma coisa boba, mas que foi muito importante para mim é o detalhe de caracterização dos olhos vermelhos quando o Ki Ha Neul está no hospital. São esses detalhes que enriquecem a obra;
- A química entre os protagonistas foi uma grata surpresa. Por esse ser um projeto coreano eu não estava esperando nada dos momentos de intimidade, mas eles me surpreenderam muito. A Coreia tem que seguir por esse caminho pois é o caminho certo.
PONTOS NEGATIVOS (o que eu não gostei):
- O título e sinopse prometem uma coisa e quando chega a hora vemos que não é bem assim. Os garotos nunca foram inimigos, eles apenas tinham uma amizade conturbada;
- Eu super entendo que a perda de memória é complexa e leva a muita confusão mental no paciente, mas a forma com que o Yeo Sae Byeok era tratado foi muito desproporcional. Ele era sempre bom (bom até demais de um jeito grudento) e era tratado de volta com grosseria;
- Mesclando o tópico acima temos uma relação zero igualitária entre os protagonistas. Não gosto de como um é sempre devoto e o outro apenas recebe e reage como bem entende (isso sempre acontece independente das consequências da amnesia). É uma dinâmica que me incomoda bastante. Os dois estavam sofrendo e os dois precisavam de cuidado;
- Ki Ha Neul falou uma vez como não era certo deixar o Yeo Sae Byeok carregar tudo sozinho, mas foi isso que ele fez todas as vezes, mesmo sem intenção;
- No final não termos tido uma conversa crua e honesta entre eles no hospital depois de meses de afastamento foi bem desapontador.
Essa é uma história rica em detalhes na hora de construir o universo e acontecimentos, mas peca em detalhar e destrinchar o sentimento internalizado nos personagens.
Eu queria entender qual o conflito do Yeo Sae Byeok com a mãe. Eu queria uma resolução e reação do Ki Ha Neul aos sentimentos do Yun Jeong Han (antes de tudo explodir). Eu queria ter visto conversas honestas entre os protagonistas dissecando sua relação para nos fazer ver o quanto eles se amavam mutuamente. Eu queria ter visto mais parceria e cuidado igualitário com os sentimentos um do outro.
A frase que a mãe do Ki Ha Neul diz para o Yeo Sae Byeok durante uma conversa é o que define esse drama: "Meu filho vem em primeiro lugar". Yeo Sae Byeok perdeu o pai, não tem uma relação com a mãe, aparentemente não tem irmãos e não possui uma rede de apoio de amigos. É ele por ele. Quando ele tem o Ki Ha Neul ele tem um parceiro e alguém em quem se apoiar, mas quando não ele fica sozinho tendo que carregar o peso do mundo. É desumano.
PONTOS POSITIVOS (o que eu gostei):
- O comecinho (primeiros minutos) tem uma vibe mais sombria e define o tom da série. Depois disso temos vários momentos bonitinhos e divertidos, mas a melancolia está sempre ali e com o passar dos episódios ela se expande cada vez mais;
- A amnésia do Ki Ha Neul é um fator importante para a história e é ela que mantém o enredo funcionando;
- Uma coisa boba, mas que foi muito importante para mim é o detalhe de caracterização dos olhos vermelhos quando o Ki Ha Neul está no hospital. São esses detalhes que enriquecem a obra;
- A química entre os protagonistas foi uma grata surpresa. Por esse ser um projeto coreano eu não estava esperando nada dos momentos de intimidade, mas eles me surpreenderam muito. A Coreia tem que seguir por esse caminho pois é o caminho certo.
PONTOS NEGATIVOS (o que eu não gostei):
- O título e sinopse prometem uma coisa e quando chega a hora vemos que não é bem assim. Os garotos nunca foram inimigos, eles apenas tinham uma amizade conturbada;
- Eu super entendo que a perda de memória é complexa e leva a muita confusão mental no paciente, mas a forma com que o Yeo Sae Byeok era tratado foi muito desproporcional. Ele era sempre bom (bom até demais de um jeito grudento) e era tratado de volta com grosseria;
- Mesclando o tópico acima temos uma relação zero igualitária entre os protagonistas. Não gosto de como um é sempre devoto e o outro apenas recebe e reage como bem entende (isso sempre acontece independente das consequências da amnesia). É uma dinâmica que me incomoda bastante. Os dois estavam sofrendo e os dois precisavam de cuidado;
- Ki Ha Neul falou uma vez como não era certo deixar o Yeo Sae Byeok carregar tudo sozinho, mas foi isso que ele fez todas as vezes, mesmo sem intenção;
- No final não termos tido uma conversa crua e honesta entre eles no hospital depois de meses de afastamento foi bem desapontador.
Essa é uma história rica em detalhes na hora de construir o universo e acontecimentos, mas peca em detalhar e destrinchar o sentimento internalizado nos personagens.
Eu queria entender qual o conflito do Yeo Sae Byeok com a mãe. Eu queria uma resolução e reação do Ki Ha Neul aos sentimentos do Yun Jeong Han (antes de tudo explodir). Eu queria ter visto conversas honestas entre os protagonistas dissecando sua relação para nos fazer ver o quanto eles se amavam mutuamente. Eu queria ter visto mais parceria e cuidado igualitário com os sentimentos um do outro.
A frase que a mãe do Ki Ha Neul diz para o Yeo Sae Byeok durante uma conversa é o que define esse drama: "Meu filho vem em primeiro lugar". Yeo Sae Byeok perdeu o pai, não tem uma relação com a mãe, aparentemente não tem irmãos e não possui uma rede de apoio de amigos. É ele por ele. Quando ele tem o Ki Ha Neul ele tem um parceiro e alguém em quem se apoiar, mas quando não ele fica sozinho tendo que carregar o peso do mundo. É desumano.
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