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Perfect 10 Liners thai drama review
Completed
Perfect 10 Liners
1 people found this review helpful
by Bibs
18 hours ago
24 of 24 episodes seen
Completed
Overall 8.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.5
Music 7.0
Rewatch Value 7.5
This review may contain spoilers

Assista pelo Faifa, você vai se apaixonar

Comecei Perfect 10 Liners já com uma certa preguiça. Mais um BL universitário, três casais principais, muitos personagens...

Dos protagonistas, eu já conhecia apenas Force e Book, então naturalmente meu interesse inicial estava coincidentemente mais voltado para o arco deles.
Só depois de assistir oito episódios, que percebi que a série era dividida em arcos de aproximadamente oito episódios, cada um com foco maior em um casal específico e isso influenciou bastante a minha experiência.

Arco 1 – Arm e Arc.

Assisti esse arco há alguns meses (pois depois dele dropei a série por preguiça dos outros casais), então minhas lembranças são mais vagas.

No geral, foi ok. Arm e os amigos eram divertidos, ajudavam bastante na leveza da trama, e o romance com o Arc caiu naquele clichê clássico do “eu já gostava de você há muito tempo, mas você nunca percebeu”. Não é algo ruim, mas também não trouxe nada muito marcante para mim.

Lembro de ter gostado da aparição do Sea para dar uma agitada na história.

Agora, não me recordo de um aprofundamento emocional muito forte ou de algum trauma realmente trabalhado de forma impactante. Foi um arco funcional, agradável, mas que não me marcou tanto, já quem nem consigo lembrar dos detalhes e se os personagens dos outros casais apareceram mesmo que brevemente.

Arco 2 – Yotha e Gun.

Voltei para a série já sabendo que esse arco teria uma dinâmica mais grumpy x sunshine e um pouco e toxicidade. Já confesso que não sou muito fã de relacionamento tóxico ou excessivamente conflituoso.

O Gun não me desagradou, mas também não me conquistou taaaanto, achei ele bem parecido com o Arm em certos aspectos, bem espoleta. Mas deu até pena de ver o brilho do bichinho se apagar aos poucos por causa da indecisão do Yotha.

O Yotha, por outro lado, é mais fechado e introspectivo, mas às vezes soava desagradável demais.

A série trabalha os traumas dos dois, o medo do escuro do Gun e o medo de amar do Yotha, e eu confesso que esperava algo bem mais profundo e pesado que fossem a razão desses traumas e acabei me decepcionando um pouco.
Mas lembrei que a proposta da série é relativamente leve, então relevei dentro do que se propõe.

O ponto que mais gerou discussão foi a “traição” do Yotha. Sinceramente, existiam formas muito melhores de entender se ele ainda sentia algo pelo ex do que simplesmente beijar ele do nada, ainda mais considerando o contexto delicado envolvendo o namorado ciumento. Foi uma escolha de roteiro que me irritou mais do que me emocionou.

Porém, se teve alguém que elevou completamente esse arco para mim foi o Faifa. Ele roubou completamente a cena. Me encantei com ele e consequentemente com o ator Junior.
A amizade dele com o Gun foi linda de acompanhar, principalmente quando ele protegia o amigo mesmo contra o irmão.
E foi nesse arco que o desenvolvimento da relação dele com o Wine se iniciou, e isso foi muito um motor para eu continuar assistindo.

Antes de falar do terceiro arco, preciso comentar sobre Warit e Klao. Foi a primeira vez que assisti AouBoom, e eu não esperava muito. No geral, os personagens foram ok, mas nas cenas mais 🔥 eles simplesmente se destacaram demais. Inclusive, na minha opinião, eles tiveram as cenas mais calientes da série, até mais que os três casais principais. E achei isso inesperadamente interessante.

Arco 3 – Faifa e Wine.

Aqui a série virou outra coisa para mim. Eu já tinha me encantado pelos dois no arco anterior, mas acompanhar o foco totalmente neles foi especial.

Pra começar o Faifa é um personagem difícil de não gostar. Ele é um bom amigo, um bom namorado, um bom filho, uma boa pessoa.

Gostei muito de como a relação do Faifa e do Wine foi construída, principalmente porque eles são bem diretos e honestos sobre os proprios sentimentos. Que é algo que eu prezo bastante, as vezes é cansativo quando os personagens ficam escondendo os sentimentos até não dar mais. Eles não ficam nesse chove não molha que os outros ficam, por isso achei que trouxeram um grande frescor pra história.

Também gostei do desenvolvimento pessoal de cada um.

O Wine lida com a culpa de ter gostado do irmão da sua ex e com o fato de estar no armário e o medo de não ser aceito, enquanto o Faifa carrega uma questão familiar envolvendo a mãe que reflete diretamente na personalidade dele.

E por falar na vaca, ela me estressou demais. Pode até ter sido sincera, mas dizer ao próprio filho (Faifa) que gostaria de ter levado o irmão dele (Yotha) no lugar dele foi algo EXTREMAMENTE cruel. Foi doloroso ver como Faifa sempre tenta aceitar tudo pela família, sempre sendo gentil, sempre querendo ajudar todo mundo, sempre querendo transparecer que ele está bem quando não está e como isso está profundamente ligado à necessidade de ser aceito. Achei muito interessante como o roteiro conectou essa característica dele à relação com a mãe.

O Faifa é, para mim de longe, o personagem emocionalmente mais interessante da série. À primeira vista, ele parece apenas o “cara perfeito”: gentil, bonito, popular, protetor, sempre sorrindo e sempre disponível para ajudar. Mas o arco dele deixa claro que essa gentileza não é apenas um traço natural, ela também funciona como um mecanismo de sobrevivência emocional.

A fala da mãe não foi apenas cruel, ela atingiu o núcleo da identidade dele. Quando você cresce sentindo que talvez não seja a primeira escolha, que talvez seja o “filho que sobrou”, "a opção logicamente mais fácil", isso molda a forma como você se enxerga. O Faifa internalizou tanto essa ideia de que precisava compensar. Precisava ser compreensivo. Precisava não dar trabalho. Precisava ser fácil de amar.

Isso explica por que ele aceita tanto e ao mesmo tempo tão pouco.
Por que ele raramente confronta. Por que ele sempre tenta entender o lado dos outros antes de olhar para a própria dor. A gentileza dele não é fraqueza, é uma estratégia. É a maneira que ele encontrou para garantir que não será deixado de lado de novo.

E é justamente por isso que o relacionamento com o Wine é tão significativo. Pela primeira vez, ele não precisa ser “o perfeito”. Ele pode ser vulnerável. Pode admitir que se machucou. Pode falar sobre o que sente sem medo de ser descartado. Wine não o ama porque ele é gentil com todos, ele o ama por quem ele é, inclusive nas partes quebradas.

O Faifa é o tipo de personagem que parece leve na superfície, mas carrega uma profundidade silenciosa. E talvez por isso ele tenha me marcado tanto, porque por trás do sorriso constante existe alguém que passou a vida tentando se provar.

No romance deles, o que mais me ganhou foi a maturidade emocional: eles conversam, são honestos sobre o que sentem e enfrentam as inseguranças juntos.

O Wine foi um querido em sempre estar lá quando o Faifa precisava, sem nem mesmo o próprio Faifa precisar pedir ou falar algo sobre.

A relação deles foi tão fofa e bonita de acompanhar que doeu quando acabou. Dava vontade de colocar eles num potinho.
Para mim, foram o grande destaque da série e acabaram eternizando JuniorMark no meu coração.

(inclusive, lembrei de um detalhe que me irritou. Achei nem hipócrita da parte do Yotha falar que o Faifa não sabia amar, que não sabia tratar alguém de forma especial 😤 perdeu mais uns pontinhos comigo por causa disso, mas logo depois ganhou alguns de volta por proteger o irmão)

Concluindo, Perfect 10 Liners é uma série que depende muito de qual casal você se conecta mais. Mas que no final você vai simpatizar pelo grupo como um todo.

Alguns arcos podem parecer arrastados se você não estiver emocionalmente investida neles. A questão das pulseiras e dos “10 perfeitos” nunca me prendeu muito, achava até meio chatinha, exceto quando envolvia os personagens que eu gostava mais.

No geral, é uma série leve na maior parte do tempo, divertida e com conflitos e personagens que podem te levar a refletir bastante.


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