This review may contain spoilers
Triângulo sempre me estressa
Eu já comecei Burnout Syndrome com o pé meio atrás, porque triângulo amoroso simplesmente me irrita 😅 então a empolgação não estava lá muito alta.
Não é leve, não é fofinho. Ele tem uma atmosfera mais madura, mais densa e emocionalmente complicada.
Sobre os personagens… vou ser honesta: achei todos meio péssimos 😂 mas, curiosamente, isso não é necessariamente algo ruim. Eles erram, são egoístas, tomam decisões questionáveis e justamente por isso acabam parecendo humanos. Não são personagens feitos pra agradar ou parecer moralmente perfeitos. São falhos e isso torna tudo mais real. Isso é positivo mas eles acabam gerando um ódio na gente que não deixa um gosto legal na boca.
A fotografia e a ambientação são muito boas. Tem uma identidade visual bem marcante, e toda a parte artística da obra é bem peculiar, mas no bom sentido. Existe um cuidado estético que combina muito com o tema de burnout e com o universo criativo do Jira.
Falando do Jira: pra mim, o grande problema dele foi a falta de responsabilidade afetiva com o Pheem. Ele deu todas as esperanças possíveis, manteve o Pheem ali, paciente, esperando… e demorou demais pra encarar os próprios sentimentos. Eu não culpo ele por gostar do Ko, ninguém controla o que sente. Mas culpo, sim, pela demora em admitir isso, prolongando algo com o Pheem que já não era recíproco.
Agora o Pheem… vou ser honesta: desde o início eu não fui muito com a cara dele. A pose de bom moço não me convenceu. Ele não me parecia um green flag de alma, dessas pessoas que não precisam de motivo pra serem boas, elas simplesmente são. No caso dele, parecia mais uma postura do que algo genuíno. E depois a gente vê que ele não era tão transparente quanto parecia, ele ocultava ao máximo sua personalidade explosiva.
O Ko, por outro lado, apesar de meio filho da p*ta em vários momentos, pelo menos era honesto sobre o que pensava. Eu não julgo ele por ser introspectivo ou por preferir pagar pessoas para estarem no lugar dele em eventos públicos, se eu pudesse, faria o mesmo 😂
O que realmente pegou foi ele insistir no programa de IA que iria se apropriar de obras artísticas e replicá-las sem esforço. Eu entendo o argumento dele de que “se não for ele, outra pessoa vai fazer no futuro”, mas acho que o que mais doeu no Jira foi ter sido justamente o Ko. Doeria de qualquer forma, mas vindo dele foi pior. E o Ko não parecia entender isso a ponto de ceder.
Também senti que demorou demais para o Jira finalmente se decidir dentro do triângulo. E quando ele finalmente assume um relacionamento oficialmente com o Ko… dura, o quê? Dois episódios no máximo. Faltou tempo pra desenvolver aquilo depois de tanto drama.
No geral, eu preciso admitir que se eu não tivesse acompanhado em lançamento, episódio por episódio, acho que não teria conseguido terminar. Maratonando, talvez eu tivesse desistido no meio. Não foi uma experiência ruim, mas também não foi algo que me envolveu profundamente.
Não é leve, não é fofinho. Ele tem uma atmosfera mais madura, mais densa e emocionalmente complicada.
Sobre os personagens… vou ser honesta: achei todos meio péssimos 😂 mas, curiosamente, isso não é necessariamente algo ruim. Eles erram, são egoístas, tomam decisões questionáveis e justamente por isso acabam parecendo humanos. Não são personagens feitos pra agradar ou parecer moralmente perfeitos. São falhos e isso torna tudo mais real. Isso é positivo mas eles acabam gerando um ódio na gente que não deixa um gosto legal na boca.
A fotografia e a ambientação são muito boas. Tem uma identidade visual bem marcante, e toda a parte artística da obra é bem peculiar, mas no bom sentido. Existe um cuidado estético que combina muito com o tema de burnout e com o universo criativo do Jira.
Falando do Jira: pra mim, o grande problema dele foi a falta de responsabilidade afetiva com o Pheem. Ele deu todas as esperanças possíveis, manteve o Pheem ali, paciente, esperando… e demorou demais pra encarar os próprios sentimentos. Eu não culpo ele por gostar do Ko, ninguém controla o que sente. Mas culpo, sim, pela demora em admitir isso, prolongando algo com o Pheem que já não era recíproco.
Agora o Pheem… vou ser honesta: desde o início eu não fui muito com a cara dele. A pose de bom moço não me convenceu. Ele não me parecia um green flag de alma, dessas pessoas que não precisam de motivo pra serem boas, elas simplesmente são. No caso dele, parecia mais uma postura do que algo genuíno. E depois a gente vê que ele não era tão transparente quanto parecia, ele ocultava ao máximo sua personalidade explosiva.
O Ko, por outro lado, apesar de meio filho da p*ta em vários momentos, pelo menos era honesto sobre o que pensava. Eu não julgo ele por ser introspectivo ou por preferir pagar pessoas para estarem no lugar dele em eventos públicos, se eu pudesse, faria o mesmo 😂
O que realmente pegou foi ele insistir no programa de IA que iria se apropriar de obras artísticas e replicá-las sem esforço. Eu entendo o argumento dele de que “se não for ele, outra pessoa vai fazer no futuro”, mas acho que o que mais doeu no Jira foi ter sido justamente o Ko. Doeria de qualquer forma, mas vindo dele foi pior. E o Ko não parecia entender isso a ponto de ceder.
Também senti que demorou demais para o Jira finalmente se decidir dentro do triângulo. E quando ele finalmente assume um relacionamento oficialmente com o Ko… dura, o quê? Dois episódios no máximo. Faltou tempo pra desenvolver aquilo depois de tanto drama.
No geral, eu preciso admitir que se eu não tivesse acompanhado em lançamento, episódio por episódio, acho que não teria conseguido terminar. Maratonando, talvez eu tivesse desistido no meio. Não foi uma experiência ruim, mas também não foi algo que me envolveu profundamente.
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