Show de bizarrices no início com final comunzão, descompassado demais
Esse é um dorama que eu queria gostar, porque tem diversas partes que eu ri muito, acertam bastante na comédia.Mas o jeito como essa série começa é de um exagero intragável, parece que foi feito por pessoas que acabaram de descobrir como mexer nos efeitos especiais de um programa de edição, misturaram tudo quanto é situação desconfortável e artificial, juntaram a um milhão de cores, animações e efeitos escalafobéticos e o resultado é um show de bizarrices de mau gosto.
Ao menos nos primeiros episódios, porque depois, também de forma bizarra, a série abaixa o tom e vira um drama comum, com um bom desenvolvimento, bons personagens, cenas comuns, mas totalmente fora de tom do início cheio de superlativos.
Parece até que "Pretendente Surpresa"começa com um time de produção e direção e termina com outra de tão descompassado que o fim é do início.
Se quiser rir um pouco, acho uma boa pedida, mas não espere muito mais do que isso e tenha um pouco de estômago para o início e as situações cringe.
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O melhor dorama coreano existente
Sem dúvida, é o melhor dorama coreano que já assisti. Completo em todos os quesitos de uma excelente série, uma história impecável de lutas, vitórias e derrotas, quebra da quarta parede, cheia de altos e baixos, emoção à flor da pele, personagens cheios de camadas e complexidades, intensos e apaixonantes em tantos níveis, mesmo em seus defeitos, em suas vacilações (e "queremos vacilar", quem assistiu, entenderá!), na linguagem visual que nada de braçada na estética das polaroids e dos Tokusatsus.A única série que vi que tanto o romance como a amizade tem o mesmo peso e importância, um enredo cheio de curiosidades e muito bem retratado sobre o universo da Coreia nos anos 90, além de adentrar sem medo na vida profissional do esporte da esgrima e do jornalismo. Não cai nos clichês da rivalidade feminina ou do "felizes para sempre", não subestima a inteligência de quem o assiste.
"Vinte e cinco, Vinte e um" é uma série feita com muito carinho e entrega, se destaca nos mínimos detalhes, na cronologia, roteiro, figurinos, maquiagem, nas entrelinhas, na vida dos millennials que ansiavam pelo novo volume do quadrinho favorito, na crise que moldou os cidadãos de forma permanente, nos olhares que falam mais que palavras, nos ambientes escolhidos a dedo, na fotografia e direção.
Nada escapa aos roteiristas, não há furos, é tudo muito bem entrelaçado, as particularidades da ficção com eventos que de fato ocorreram no mundo real, tudo casando de forma excepcional à trama criada e à protagonista apaixonante que é a Hee Do.
"Vinte e cinco, Vinte e um" não é sobre começo, meio e fim, não é uma história de um lado só, é um retrato muito vívido, cheio de alegria, intensidades de emoções, inconsequências, falhas, juventudade que parece eterna e infalível, um passado que permeia o presente, contrasta e adiciona um verdadeiro carrossel de registros da vida, pura e simplesmente como ela é.
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Não voltaria a assistir
Esse dorama começou muito bem, achei interessantíssimo o início mostrando o dia-a-dia da vida de várias pessoas simples de uma cidadezinha litorânea.Mas do meio para frente fica uma sofridão sem fim, o ator principal acho que nunca chorou tanto na vida quanto nessa história, chega uma hora que cansa ver tanta desgraça e você fica torcendo para acabar logo. Não assistiria de novo, pra acabar avancei várias partes só por curiosidade.
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Um dorama que acerta em muitos aspectos e peca em outros
O destaque vai para os detalhes da narrativa, tem várias coisas (o cachecol comprado, o momento do único desenho feito de uma pessoa, as roupas características de cada personagem) que essa história faz muito bem, e não fica aquela coisa exposta, é bem nas entrelinhas, e eu particularmente aprecio isso, claramente os roteiristas não subestimaram o público nesse sentido. Contudo, devo admitir que não gostei do ator principal, o Choi Woo Shik, não creio que a atuação dele estava à altura do personagem, achei inexperiente e não passa batido com a importância e complexidade que o papel exigia. Outro problema foram os outros personagens que não são o casal principal, havia muito que poderia ter sido desenvolvido em cima deles, a melhor amiga, o assessor, e especialmente o Ung diretor do documentário, pouquíssimo foi resolvido da parte da história dele e ele tinha um papel bastante destacado na história. Todas as histórias paralelas ficaram apenas de pretexto para "enrolar" a trama principal, uma pena.Was this review helpful to you?
Romantiquinho maravilhoso de assistir
Mesma vibe de “Quando voo em sua direção” e “Amor Oculto”. Eu particularmente me identifico demais com esse gênero de dorama de colegiais que tem a relação evoluindo aos poucos conforme vão pra fase adulta e pra faculdade.E tendo como principal a Miao Yi Zhang não tem como errar, ela parece uma bonequinha de tão linda, além de super divertida e cativante. Nasceu pra ser estrela!
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Dorama lindo, cativante e divertido
Ombro Amigo é uma delicinha de assistir do início ao fim, comédia romântica completa entre uma garota extrovertida e um nerd da física. Adoro que é uma história sem amizades tóxicas, mesmo as desavenças são muito bem resolvidas entre os personagens, há muita maturidade e equilíbrio no enredo mostrando que é possível ser cativante sem apelar pra exageros ou negatividade. Com certeza tá no meu top 3 favoritos!Was this review helpful to you?
Bem feito, mas não faz meu estilo
É um dorama muito bem feito, retrata o universo das pessoas com deficiência auditiva de forma muito respeitável e curiosa.Mas não fez muito meu estilo de série, não sei dizer exatamente o porquê.
Apesar de bem popular e eu não achar exatamente algo que seja um problema na história, atuações ou produção, não me conquistou, já vi melhores.
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Não me pegou não
Todo o contexto desse dorama me incomoda. De um lado, um homem executivo que é pai solo, é atencioso com a filha, se veste bem, sabe cozinhar, se relaciona bem com as pessoas, é desejado por todas as mulheres. Do outro lado, uma mulher CEO, é dona da sua empresa mas sua autoridade é questionada o tempo todo por todo mundo, chega no cúmulo do próprio secretário a defender em alguns momentos, ela é preguiçosa, antisocial e antipática, todos tem medo, não sabe cozinhar, é desastrada. Teria sido mais legal e original se ela fosse mais analítica e meticulosa e ele fosse a pessoa atrapalhada e impulsiva. Porque isso que ter um filho acarreta: você vai descumprir prazos, vai se atrasar, vai fazer muita coisa “inadequada” aos olhos dos executivos e workaholics. E a maior inimiga dela, uma mulher, sério mesmo? Picuinhas entre mulheres? Temos, mas é mais do mesmo e chega uma hora que esse tipo de narrativa cansa.Was this review helpful to you?
O melhor dorama de todos os tempos
Se alguém me pedisse uma única recomendação de dorama, seria Amor Oculto sem sombra de dúvida, é o romance mais completo, mais apaixonante e querido de todos que já assisti, meu favorito Top 1. Não tem defeitos, o roteiro é o grande destaque, uma história de amor muito bem construída, envolvente do começo ao fim.Was this review helpful to you?
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O bom: roteiro no geral e atores. O ruim: os detalhes e final
Em 60% do dorama eu fiquei feliz porque se trata sim de um roteiro que, em linhas gerais, manda muito bem no desenvolver da história. O roteiro acerta demais em investir nas cenas de lembranças, isso dá unidade pra história, acerta em tratar sobre o universo das mães e crianças, sempre tão esquecidos nas séries, acerta na trilha sonora e na escolha de atores que dão um show de interpretação. Mas peca e demais nos detalhes, o casal secundário nem dá pra ser chamado assim, seria elogio, é o pior desenvolvimento de personagens secundários, uma tristeza em especial pela herdeira que é uma antagonista incrível: diferente do clichê machista, ela é bondosa e resiliente. Tem muitas personagens femininas com muito potencial, em especial pelo final que a mãe do protagonista teve, melhor final impossível. Mas as coisas boas param por aí, o esquecimento da irmã da prota como explícito subterfúgio de um conflito geral, a negligência com o casal secundário, o final atropelado, a protagonista em si que repete um mesmo tipo de comportamento que cansa e muito, parece ser incapaz de ter qualquer evolução dentro da história. Só não é pior porque os atores e atrizes entregam demais. Teve vários momentos em que a comédia acertou bastante e me diverti, mas não compensa pelas várias partes em que parecem subestimar nossa inteligência como telespectadores, sobretudo essa rivalidade chata entre homens disputando uma mesma mulher. Como eu disse: acerta no geral, mas peca e muito nos detalhes. Veredito final: tem doramas melhores, não recomendo.Was this review helpful to you?
O problema desse dorama é que ele acaba
A melhor adaptação de quadrinhos pra live action que você pode assistir, tem romance colegial, comédia, drama, bullying, crítica à sociedade coreana e ao machismo e uma mensagem de esperança sem cair na mesmice. Spirit Fingers dá voz às filhas mulheres que tanto são invisibilizadas pelas próprias famílias, é a história da jornada de auto conhecimento e auto aceitação de uma pequena colegial que não ama a si mesma porque não teve esse amor dos pais também. A figura da biruleibe, seu alter ego é muito sagaz e nos faz refletir o quanto não conhecemos? O quanto nos amamos? O quanto nos aceitamos até mesmo na ordem de aceitar que outros nos amém também? Esse dorama fala disso tudo de uma forma muito divertida, mas sem perder o foco da reflexão. Em contrapartida também há em todo ambiente da série um questionamento importante do sentido da vida, ela tem que ser útil? Só se é feliz quem vence? Quem ganha a corrida, quem estuda mais, trabalha mais, ganha mais? O clube de desenho é sobre isso, o fazer pelo fazer, sem ter utilidade ou fim, é a beleza de uma atividade fechada em si mesma. Uma mensagem de esperança poderosa e fundamental para nossos corações cansados de estudar, de trabalhar, de ser útil. Dorama para toda a família, uma belíssima adaptação de quadrinho que não deixa a desejar em nenhum quesito, história, atuação, cenários, efeitos especiais, trilha sonora, tudo 10 de 10. O timing de 12 episódios foi perfeito, vou ficar muito feliz se tiver 2ª temporada.Was this review helpful to you?
Tantos sinais vermelhos de um macho tóxico
A relação do casal principal é um sinal vermelho atrás do outro: é muito difícil de assistir com neutralidade o ciúmes exagerado do protagonista juntamente com o jeito violento e impositivo dele de controlar a namorada, forçando fisicamente ela tomar remédio, carregando ela à força como se fosse uma boneca, apertando a mão dela quando ela não se comporta como ele espera.E o que piora é que o único atributo do cara é ser bonito, ele tem 0 carisma, 0 habilidade de conversa, de ser carinhoso, de ser honesto. Ele não demonstra nenhum sinal de afeto pela moça, chega uma hora que desanima ver ele ter tanto ciúmes dela e nunca ter feito quase nenhum elogio, carinho ou indireta. Fico sem entender pq a direção se preocupou em construir e mostrar o passado do amigo da protagonista, mas não teve o mesmo cuidado em retratar própria família dela nem do namorado, e tudo isso pra depois o amigo de infância ser jogado pra escanteio, qual sentido disso?
Existem muitas inconsistências no protagonista, que passa de totalmente indiferente e frio para controlador e violento: ao mesmo tempo em que ele quer dominar o uso de celular e até mesmo a direção do olhar da namorada, ele respeita que ela escolha o curso que preferir fazer, ao mesmo tempo em que incentiva a independência artística dela, também está sempre criticando suas habilidades. Não tem sentido isso também. A protagonista, por outro lado, é um retrato triste do feminino que infelizmente não é raro, uma moça divertida, cheia de vida e criatividade, mas que se anula ao homem que gosta por completa falta de auto estima. Ela é insegura em diversos aspectos e isso vai enfatizando ainda mais seus defeitos, uma pessoa que não confia nem nas próprias amigas, vive mentindo, se humilhando e causando acidentes, ainda que ela tenha muito talento para a escultura e seja bastante independente financeiramente.
E pra fechar o show de horrores de relações, uma das amigas da personagem principal é uma moça que, por não ser esquelética, é xingada de obesa, gulosa e gorda durante o dorama inteiro por um dos colegas de classe que acaba se tornando namorado dela depois, meu deus… merecemos mais, meninas.
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O melhor filme coreano de romance que eu já vi
Quando fui assistir Amor Enrolado foi paixão à primeira vista. É um longa super envolvente, divertido, inspirador, cativante do início ao fim! A direção de uma mulher, a Sun, faz toda a diferença, estamos falando de uma quebra completa de estereótipos chatos, especialmente os misóginos. Quem é fã de dorama sabe que o normal é uma protagonista se rebaixar a um macho tóxico só porque ele é bonito, e sempre tem o outro cara que gosta da mocinha, a trata que nem rainha e mesmo assim ela prefere ficar com o outro tóxico. Sempre que também fazem um dorama de uma garota fora do padrão de beleza (Beleza Verdadeira e A Little Thing called first love), o desfecho é sempre despontador, a garota se força a entrar no padrão de beleza para somente assim ser aceita pelos outros. Esse filme é a reviravolta de todos esses clichês, se trata de uma mocinha colegial que aprender a se amar através da redescoberta dos seus cachinhos, da natação e de valorizar quem realmente a trata bem. Um show de empoderamento feminino. Também não tem aquela rivalidade feminina que sempre paira nos doramas como um todo. Basicamente é um filme super alto astral que se passa nos anos 90 com uma fotografia incrível, personagens instigantes, e bem no estilo de “Vinte e Cinco, Vinte e Um”. Destaque para o retrato de assédio que uma das mães sofre na história, são poucos os doramas que tem coragem de escancarar esse lado podre da sociedade machista.Was this review helpful to you?
O nome do dorama deveria ser “O pilar do patriarcado”
Esse dorama usa o romance como veículo para algo maior: um retrato sobre o machismo e o que significa ser mulher na Coreia. Todas as barreiras, assédios, preconceitos, expectativas, injustiças e desavenças que o patriarcado joga em cima das mulheres é muito bem retratado nessa série. Contudo, há uma parte de esperança inegável que percorre até o fim da trama: uma mensagem muito clara de que, apesar de todas as dificuldades, é possível ser feliz e lutar pelo que é certo. Gosto dessa mensagem positiva que vêm junto com o retrato cru da hipocrisia que percorre entre personagens homens e mulheres durante a história. O “pilar do patriarcado” infelizmente é uma mulher, a mãe de Jin-a, uma senhora que defende com unhas e dentes os “bons costumes” e a permanência do homem como líder da sociedade. A protagonista, por outro lado, tem uma evolução inacreditável, sai de vítima de stalking e assédios dentro e fora do serviço para uma mulher independente e dona de si. Nem mesmo seu “salvador”, o amor de sua vida, a pára. Tudo na família e trabalho é contra ela e mesmo assim ela persegue e consegue o que quer por ela mesma. É uma série fantástica, com trilha sonora envolvente, timing bem espaçado (perfeito para desacelerar a cabeça), com um casal cheio de química e reviravoltas divertidos de acompanhar.Was this review helpful to you?