Um melodrama sobre vínculos familiares e a vida
Quando eu comecei esse drama já estavam acontecendo um burburinho nas redes sociais sobre ele, em grande parte pelo romance dos pais que iniciam esse enredo. Mas eu não poderia imaginar que viagem linda eu iria trilhar assistindo. Esse drama é mais do que um romance açucarado que a gente vê ali no almoço de domingo. Eu fui de risada a lágrimas em um único episódio. O roteirista com muita doçura nos lembra que a vida é recheada de descobertas, perdas, amores e grande parte do que vivemos é graças a pessoas que trilhavam caminhos diferentes mas que se uniram: nossos pais.Você vai ver vários gêneros acontecendo aqui mas acho difícil não se emocionar ou se identificar em algum momento. Mesmo que esse drama seja um retrato muito pessoal de um recorte pessoal e histórico das mulheres da ilha de Jeju, na coreia do sul, é impossível não nos colocar no lugar desses personagens em algum momento da estória.
Então divirta-se mas também prepare seus lencinhos. rsrs
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Um Remake que consegue inovar
Eu confesso que a ideia de fazer um remake de um drama ainda recente na memória de todo mundo foi um risco e, no mínimo, estranha. Pensei que não houvesse nada de novo que pudéssemos ver dessa história, que já tinha cumprido seu objetivo na obra original coreana há apenas um ano. Mas, para minha surpresa, a versão japonesa ainda tinha muita coisa para contar. Coisas ainda melhores, eu posso dizer.Se eu tivesse que apontar a maior diferença entre as duas versões, é o tom adotado para a obra. Enquanto a versão coreana mantém o tom leve do webtoon original que, embora fale de temas pesados — abandono de mulheres durante o tratamento de câncer, relacionamentos tóxicos e segundas chances — ainda assim mantinha o tom cômico e tinha vários personagens destinados apenas a serem um alívio da trama principal.
Porém, a versão japonesa, mais enxuta e dramática, parece deixar claro que o seu foco está em não romantizar a vida e reconhecer que, sim, todos temos uma história que pode explicar quem nos tornamos, mas nunca justificar o que decidimos continuar sendo. E, dessa análise, nem mesmo a protagonista escapa. Logo nos primeiros episódios, conseguimos ver críticas dela e de outros personagens por sua atitude passiva durante a vida.
E tenho que dar os parabéns para a atuação desse elenco. Tanto a atriz escolhida para viver a vilã Reina Sei, Shiraishi, como a dupla de atores protagonistas, Fuka Koshiba e Takeru Satoh, deram mais profundidade para os personagens que eu achei que já conhecia. E tenho que admitir que, para mim, Takeru Satoh se sai até melhor que o ator original, Na In Woo, que às vezes parecia apático no papel.
Se já assistiu à original, recomendo que veja essa nova visão do enredo, que respeita outras tramas do webtoon original e que não vemos na versão coreana. Mas também recomendo, para quem ainda não teve contato com nenhuma, começar pela versão coreana. Tenho a impressão de que, por ser mais enxuta, alguns pontos importantes da história podem ficar confusos na versão japonesa para quem não teve nenhum contato com a história.
Para mim, foi uma ótima descoberta. Eu amei acompanhar.
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A Coreia nao sabe mais desenvolver bons roteiros em comedias romanticas?
Estava muito ansiosa por esse drama. Não só por querer ver mais do trabalho da Jisoo como atriz, mas também porque o enredo era muito interessante e poderia trazer uma boa crítica sobre solidão e tecnologia.Pois é. Poderia. Mas não entregou.
Já tem um tempo que tenho notado que roteiristas de dramas coreanos no gênero de comédia romântica estão tentando reinventar a roda e só estão fazendo trabalhos confusos e rasos.
Embora a construção de mundo seja boa, se você tem um drama com 10 episódios, vai usar 5 apenas para explicar como funciona a dinâmica da dimensão de encontros virtuais? E o desenvolvimento dos personagens reais? E o personagem masculino, que foi jogado para escanteio?
Apenas dois personagens dos encontros virtuais movem o enredo e são necessários para a construção da nossa protagonista feminina, Mirae. Todos os outros atores aparecem como fillers e ocupam tempo de tela que seria melhor utilizado para explicar o personagem masculino, o trabalho da protagonista e para nos fazer criar laços com a história.
No fim, recebemos sim uma boa ideia, com uma crítica razoável sobre tecnologia, mas com uma péssima edição, desenvolvimento e direção.
Muitos atores parecem ter seguido um direcionamento de comédia pastelão, que em alguns momentos os fazia parecer caricatos demais. Porém, como se trata de brincar com o clichê, eu até aceitaria — se estivesse bem feito, claro.
No fim, sinto que foi um desperdício da química entre Jisoo e Inguk, que realmente pareceram funcionar juntos, mas que, mesmo sendo protagonistas, mal interagiram até a metade do enredo.
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