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The Great Doctor korean drama review
Completed
The Great Doctor
0 people found this review helpful
by SOSLuluzeira
2 days ago
24 of 24 episodes seen
Completed
Overall 8.0
Story 8.0
Acting/Cast 9.0
Music 9.0
Rewatch Value 8.0

Apaixonante

Eu tenho tanta coisa para dizer sobre esse drama que fiquei até com medo de me alongar demais, mas considerando que ele é longo, acho justo permitir que a review também seja.

Primeiro de tudo, uau, simplesmente uau. Eu terminei esse drama bastante impactada, a ponto de ter dificuldade de organizar os pensamentos. Depois de ler tantos comentários negativos, eu não esperava ser fisgada desse jeito, então já começo dizendo que eu fui muito surpreendida.

Eu já gosto naturalmente de tramas de viagem no tempo, especialmente aquelas em que alguém do presente vai para o passado. E aqui a ideia já me ganhou de cara: uma médica do presente vai parar na dinastia Goryeo e se envolve com um capitão que vive cercado por guerra e morte. Ela é alguém que passa a vida tentando salvar pessoas, ele é alguém que passa a vida convivendo com a perda delas. Essa oposição se reflete lindamente na personalidade dos dois e cria embates muito naturais entre eles. Isso deixou a dinâmica do casal extremamente envolvente.

Na história, para salvar a vida da rainha, um capitão atravessa um portal e sequestra uma médica do futuro, prometendo levá-la de volta assim que a missão fosse cumprida. Só que o portal se fecha, e ela acaba presa no passado. Por ter conhecimento do futuro, ela passa a despertar o interesse de figuras perigosas, e boa parte da trama gira em torno disso.

Tecnicamente, o drama começa fraco. A cinematografia não é muito bonita (dá pra sentir o peso de ser uma produção de 2012), o figurino parece de baixo orçamento e as cenas de luta são muito coreografadas, às vezes até artificiais (e mentirosas) demais. Mas algo curioso acontece, com o passar dos episódios, tudo isso melhora muito. As lutas ficam mais naturais, o ritmo melhora e a encenação ganha fluidez, o que faz sentido se lembrarmos que antigamente os dramas eram gravados de forma mais linear, então o elenco ia se entrosando aos poucos.

Ainda assim, o grande mérito dessa obra está longe de ser técnico. Está na escrita.

A trama política começa simples, e eu gostei disso. Um rei recém-coroado, que passou anos em território inimigo (a dinastia Yuan) e agora tenta aprender a governar, enfrenta um príncipe manipulador, irmão da imperatriz de Yuan, que apesar de não quer o trono, sabe jogar o jogo do poder. Ambos se interessam pela mulher do futuro, o que cria uma tensão inicial quase como uma “guerra fria”. Achei que ficaria só nisso, mas a entrada do tio do rei transforma essa dinâmica e a política cresce muito, ficando surpreendentemente boa.

Mas o que realmente brilha são os diálogos e os personagens.

Os diálogos são excelentes: naturais, orgânicos, sempre com função narrativa e emocional. Nada parece jogado só para preencher tempo. Cada conversa revela algo, move a história ou aprofunda os personagens, e tudo flui com uma naturalidade impressionante.

E os personagens, minha nossa, eu me apaixonei por eles. Não só pelos protagonistas, mas também pelos secundários, que têm voz, presença e importância sem precisar de tempo excessivo de tela. Eles não são figurantes de luxo, eles tornam o mundo mais real.

Os protagonistas, em especial, me marcaram muito. Há algo na química deles que faz parecer que estamos vendo um casal de verdade. Eles não precisaram de rivalidades artificiais, nem de intrigas forçadas. Tudo o que acontece só os aproxima mais. Eles discutem, discordam, batem de frente como qualquer casal, mas nunca se afastam de verdade. Discutem, ele sai e volta logo depois. É lindo como eles não conseguem ficar longe um do outro.

E, ainda assim, o roteiro não os transforma em um casal meloso ou infantil. Eles não são “pombinhos apaixonados”, são dois adultos que, mesmo com uma relação recente, parecem ter uma intimidade profunda, quase como se estivessem juntos há décadas.

Eu torci por eles o tempo todo. Eu me conectei com eles.

Sobre o final, também me surpreendeu. Viagem no tempo costuma ser confusa, e eu demorei um pouco para entender completamente aquele desfecho. Mas quando entendi, me emocionei muito. Tudo fez sentido. Minhas dúvidas foram sanadas, não senti pontas soltas e achei a história muito bem fechada.

Por fim, preciso destacar o Lee Minho. Ele fez um trabalho excelente, especialmente considerando que ainda era muito jovem e contracenava com uma atriz mais velha e experiente. Mesmo assim, ele brilhou. Ele tem um carisma muito forte, e isso tornou seu personagem guerreiro mais humano, mais acessível, mais real.

Enfim, um drama lindo, bem escrito, muito bem planejado e eu fiquei genuinamente feliz por ter assistido.
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